segunda-feira, 12 de abril de 2010

O 5º Congresso da Nova Democracia, reunida em Lisboa elegeu uma nova direcção.










De realçar que por alteração também aprovada aos estatutos, deixou de existir o cargo de presidente, tendo a direcção um secretário-geral e quatro vogais.


Foram eleitos:

Secretário-Geral:

Joel Viana

Vogais:

Baltazar Aguiar,

Eduardo Welsh,

João Carvalho Fernandes

José David Araújo

quinta-feira, 8 de abril de 2010

PND questiona legalidade do parlamento. Saída de Victor Freitas (PS) contestada


















...
Durante o debate, o deputado do PND, José Manuel Coelho, voltou a questionar a legitimidade da ALM para funcionar, quando um deputado foi "afastado". Em causa está a saída de Victor Freitas, oitavo da lista do PS-M, mantendo-se no parlamento o 9º e o 10º candidatos. "Uma ilegalidade" que, segundo o PND, põe em causa toda a legitimidade do parlamento.

JFS

Fonte: http://www.dnoticias.pt/Caderno.aspx?file_id=dn01016302080410

Túnel "faraónico"











O Partido da Nova Democracia garante que "o dinheiro que vem para ajudar a Madeira está a saque". Os milhões de ajudas à reconstrução, garante José Manuel Coelho, vão todos "para os ladrões do regime jardinista".

Ontem, o deputado do PND visitou as obras que estão a decorrer no concelho da Ribeira Brava e criticou as opções do Governo Regional.

Uma obra "faraónica" é como classifica o túnel que será construído na Serra de Água e que deverá custar cerca de 50 milhões de euros.

José Manuel Coelho protestou pelo facto de ainda não haver dinheiro para realojar as pessoas que foram afectadas pela catástrofe de 20 de Fevereiro, mas já haver "milhões para encher os bolsos e a barriga dos tubarões do regime".

O deputado acusa o presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava, "o cacique do PSD" e a deputada Nivalda Gonçalves de procurarem "enganar" a população, pedindo para "terem paciência" porque os apoios só deverão chegar lá para o Outono.

Antes do túnel, o PND considera urgente que se construam casas para os desalojados. A opção do Governo, assegura, só agrada ao "lobby jardinista da Construção Civil, capitaneado por Jaime Ramos".

Jorge Freitas Sousa


Fonte: DN -Madeira

Cartoon, DIÁRIO. Está brilhante!!!

Acreditar no futuro!? Por Hélder Spínola










O cientista britânico James Lovelock, o pai da teoria baptizada com o nome da deusa grega da Terra, Gaia, entrevistado recentemente pelo jornal Guardian, afirmou que os humanos são estúpidos demais para prevenirem as alterações climáticas. Este homem de 90 anos, que há 40 criou a Teoria de Gaia, na qual defende que a Terra age no seu conjunto como se de um organismo vivo e auto-regulado se tratasse, diz que não acredita na capacidade da humanidade mudar de rumo a tempo de evitar a catástrofe. É assustador pensar como James Lovelock, pelo menos para quem a idade ainda exige ter esperança no futuro mas, infelizmente, as evidências tendem a dar-lhe razão.

As alterações climáticas resultam do aumento do efeito de estufa, o qual por sua vez é consequência do excesso de gases emitidos pelas actividades humanas, principalmente na queima de combustíveis fósseis. Estes gases com efeito de estufa estão a aprisionar cada vez mais calor na atmosfera, levando a que o nosso clima seja cada vez mais extremo, com cheias mais violentas e secas mais intensas e prolongadas. Apesar das consequências de nada fazer, a maior parte da humanidade continua apática e não age na prevenção às alterações climáticas. Vejam-se os resultados quase nulos do protocolo de Quioto, com os Estados Unidos a não o ratificarem, e o recente desaire da cimeira de Copenhaga, na Dinamarca.

James Lovelock, do alto da experiência e do cansaço dos seus 90 anos, atira-nos com a crença de que só com um evento catastrófico, como o colapso de um glaciar gigante na Antártida que faça elevar rapidamente o nível do mar, será possível persuadir a humanidade a assumir a ameaça das alterações climáticas de forma suficientemente séria. O que James Lovelock nos pretende dizer com a sua incredulidade em relação à capacidade humana para prevenir as alterações climáticas é que tendemos a agir apenas quando tudo nos cai em cima e não estamos feitos para planear as nossas consequências a médio e longo prazo. Tudo se faz apenas a pensar no imediato.

Não comungo totalmente da visão de James Lovelock pois sou apologista de que a esperança deve ser sempre a última a morrer mas não posso deixar de lhe dar razão em relação à profunda inércia da acção humana no que diz respeito a alcançar mudanças, mesmo que dessas mudanças, a longo prazo, dependa a sua própria sobrevivência.

A ribeira de São Roque, acima do mercado da Penteada, está a ser estrangulada.

A última enxurrada que se abateu sobre a Madeira, a 20 de Fevereiro deste ano, e a subsequente reacção da sociedade, é um exemplo muito concreto do que nos diz James Lovelock. Apesar do longo histórico de aluviões fizemos vista grossa ao desordenamento do território e ao estrangulamento e ocupação dos leitos das ribeiras. Quando a desgraça nos caiu em cima a 20 de Fevereiro fomos capazes de, rapidamente, limpar os estragos para tentar voltar ao normal, pelo menos nas zonas mais à vista. Agora que nos dedicamos à reconstrução, apesar dos discursos que admitem correcções, persiste a dúvida se na prática isso irá mesmo acontecer. Os arranjos que estão a ser executados nas linhas de água junto às oficinas da PSP, acima do mercado da Penteada, no Funchal, são um exemplo do sentido que faz esta dúvida. Embora a sua foz esteja, felizmente, a ser alargada, a ribeira de São Roque, acima do mercado da Penteada, está a ser estrangulada em alguns metros com a construção de novas muralhas. Os ribeiros do Galeão e de Santana, seus afluentes, estão a ser desviados numa curva de 90 graus e é muito provável que continuem entubados como ainda estão. Será que pudemos acreditar no futuro?


Fonte: DN- Madeira

terça-feira, 6 de abril de 2010

Debaixo de Água












Quantos deputados são precisos para ler umas assinaturas? Dezassete. Podia ser uma anedota mas não é. É o que esse epifenómeno parlamentar chamado Ricardo Rodrigues parece querer afirmar ao defender uma comissão de inquérito para apurar a “responsabilidade política” pela compra dos submarinos.

A responsabilidade política pelo negócio é conhecida e assumida. O problema do deputado Ricardo Rodrigues é que neste caso a responsabilidade política, até ver, não coincide com uma eventual responsabilidade criminal, e assim não é possível dar uma resposta à altura à malta que anda a ver se queima o querido líder com a história da TVI. Sendo assim, toca de aproveitar a oportunidade para voltar a trazer à baila umas insinuações sobre financiamentos partidários encapotados que umas investigações criminais que se “arrastam na obscuridade” teimam em não confirmar. Lá pelo meio, talvez ainda seja possível convencer os portugueses de que o investimento em armamento é socialmente injusto e responsável pelo problema das contas públicas e assim já chegamos a uma “responsabilidade política” mais interessante.

Pior do que serem rasteiras, estas movimentações deixam passar em branco a verdadeira causa de todo este problema: as contrapartidas como modelo de actuação do Estado. Ao comprar submarinos por 800 milhões de euros e negociar contrapartidas de 1200 milhões, o Estado torna impossível de escrutinar o verdadeiro preço do negócio. Basta olhar para o Estatudo da Comissão Permanente de Contrapartidas que supostamente assegura o cumprimento das mesmas para perceber que a corrupção, a fraude e o desperdício são o resultado inevitável desta ideia peregrina. Além de assentar na visão proteccionista de que é necessário usar os nossos impostos para proteger e fomentar indústrias ditas estratégicas para o desenvolvimento do país, ao enterrar na burocracia pública estes mecanismos de “redistribuição”, o sistema das contrapartidas cria todo o tipo de incentivos para que esses fundos sejam desviados a troco de umas cestas de “fruta para dormir”.

Curiosamente, ninguém está particularmente interessado em apurar a responsabilidade política pelo esquema. O melhor que se arranja são uns tipos a reclamar contra a sua baixa taxa de execução. É caso para dizer que toda esta discussão não passa de um tiro na água.

Fonte: http://oinsurgente.org/

Cobertura de São João preocupa PND. Coelho pede um muro mais alto na margem esquerda da ribeira, para poupar o comércio


















A Secretaria do Equipamento Social decidiu voltar a cobrir a Ribeira de São João em frente ao Dolce Vita.

Uma decisão que, ao que afirma a Secretaria de Santos Costa, tem carácter provisório. Quem não se deixa convencer de que se trata de uma obra correcta e necessária é o PND.

José Manuel Coelho esteve ontem no local a dar conta dos erros que estão a ser cometidos.

O deputado do PND diz que "os grandes senhores deste regime têm a mania de ser mais fortes do que a natureza. Custa-lhes aprender as lições da natureza".

José Manuel Coelho voltou a alertar para o "perigo de tapar ribeiras", nomeadamente, no que diz respeito à zona visitada, para o comércio e para os estacionamentos subterrâneos.

Coelho terá mesmo ouvido de muitos comerciantes da zona a reivindicação de construção de um muro da ribeira mais alto na margem esquerda, de forma a que, se voltar a transbordar, a água siga directamente para o túnel que dá para a Sá Carneiro e poupe os negócios.

No sentido de vir a ser dada atenção ao pedido dos comerciantes, José Manuel Coelho lembrou que "muitas pessoas do povo sabem mais do que os engenheiros".

Élvio Passos

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Onde é que está o Estado de Direito?



















Um Estado de Direito é aquele onde existe confiança. Confiança nos órgãos de soberania, nas instituições, nos agentes e nos representantes do poder público.

A confiança é um pressuposto base para a manutenção do contrato político. Sem ela, é a própria ideia de Estado que fica em causa e o Direito não passa de um conjunto de normas escritas, sem tradução concreta na vida das pessoas e das comunidades.
Quando não há confiança no Estado, nos seus tribunais e nos seus governantes, os slogans são letra morta para o comum dos indivíduos.

Podem ser repetidos todos os dias, mas isso em nada altera a realidade. E a realidade crua que hoje temos em Portugal diz-nos que a desconfiança é absoluta. Não bastava a grave crise financeira e a ausência de rumo para a economia, para sermos ainda brindados com um Watergate português, que veio abalar a já devastada imagem dos mais altos responsáveis da administração pública.

O que se passa entre nós é mau de mais e afecta a própria estrutura do Estado democrático. Que não haja ilusões a este respeito, porque, por muito grave que seja a tentativa de controlar a comunicação social, não é menos grave a atitude incompreensível de instituições e órgãos que deviam ser o garante da legalidade e da isenção.

Para o cidadão comum, agora que começa a conhecer o teor e o alcance da trama, é difícil entender quer as decisões do Supremo Tribunal de Justiça e da Procuradoria-Geral da República, quer a ausência delas por parte da Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Dá a ideia de estarem reféns dentro das suas próprias casas, de um braço tentacular que os impede de agir.

Porém, é também incompreensível, mesmo inconcebível, a atitude quase cordata da oposição perante este caso. A medo decidiu falar e só após a pressão dos factos noticiados.

Longe vão os tempos em que um primeiro-ministro era fustigado semanalmente, quando um membro do seu Governo desviava uma manta da TAP ou comprava um qualquer monte alentejano, sem o pagamento correcto dos impostos. Agora, tudo mudou e a crise económica e financeira é o álibi para desculpar o que não tem desculpa.

Como poderá o país enfrentar os problemas, mobilizar os portugueses e ser credível além-fronteiras, se a impunidade for a regra para alguns políticos e os seus amigos? Há quem diga ser catastrófica a hipótese da queda do governo e a convocação de eleições.

Afinal, sustentam, esta Assembleia tem pouco mais de quatro meses. Mas o que é pior? Manter em funções quem dia após dia perde credibilidade e ataca tudo e todos sem desmentir os factos ou ter a coragem de salvar o Estado e a Justiça? Como podemos pedir sacrifícios às famílias, aos trabalhadores e aos empresários, pactuando paralelamente com esta teia de interesses obscuros?

Desenganem-se os que defendem a falsa estabilidade, porque nada pode ser pior do que destruir a autoridade do Estado mantendo uma classe dirigente demasiado conivente e comprometida entre si.

As escutas publicadas não são um assunto privado, são um assunto que diz respeito a todos nós e que colocam o actual primeiro-ministro numa posição insustentável.

Manuel Monteiro, Ex-presidente do PND

PANDUR: OUTRO NEGÓCIO ESTRANHO DE PAULO PORTAS















«Portugal, através do então ministro da Defesa, Paulo Portas, comprou 26o viaturas blindadas de rodas (VBR) Pandur 8x8, num processo também envolto em polémica pelo resultado e pelo número. Por um lado, a comissão técnica do concurso tinha recomendado o já comercializado modelo Piranha - da empresa suíça Mowag - e a exclusão da Pandur. Entre outras razões, porque a primeira passou nos testes operacionais e a segunda (viatura nova) chumbou.

Mas a comissão classificou a proposta da Steyr em primeiro lugar porque (num negócio de 364 milhões) era inferior em cerca de 12 milhões de euros à da Mowag. Acresce que o fabricante austríaco aceitava o fabrico das viaturas em Portugal - o que permitia salvar, segundo Portas, a Bombardier e os respectivos postos de trabalho.

Outro aspecto curioso nesse concurso foi o número. Segundo a Lei de Programação Militar (LPM) aprovada em Novembro de 2001, o programa das VBR para o Exército previa só 60 viaturas: 10 de reconhecimento e 50 para combate de infantaria. Mas a revisão da lei que se seguiu, já com Portas como ministro, levou à transformação do programa. Na LPM de Maio de 2003 estava inscrita a "aquisição de cerca de 300 viaturas" de emprego imediato nas operações de apoio à paz em que Portugal participa" (o que até hoje não aconteceu).» [DN]

Parecer: Na República Checa há suspeitas de corrupção.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Fiquemos descansados, com Durão Barroso e Portas a mandar e Ferreira Leite a pagar correu tudo de forma muito honesta.»


Fonte: o Jumento

Foto do dia

O Noddy plagiador de Câmara de Lobos














Alguém disse a Roberto Rodrigues que ele sabe fazer política. Então, o estudante de arquitectura arquitectou-se em político. Fez-se vereador em Câmara de Lobos e, tal como muitos outros, julga que o mundo gira à sua volta . Então no seu blog faz as noticias que gostaria de ver publicadas no DIÁRIO. Nada de especial, tirando o narcisismo da questão. O pior é que aquelas lamentações parecem plagiadas de outros textos idênticos.

sábado, 3 de abril de 2010

Paulo Portas - O que hoje é verdade amanha é mentira. Queremos isto para governar o pais?

Recomenda-se vivamente a leitura desta carta ao D. António Carrilho, Bispo do Funchal e a todos os padres da Região Autónoma da Madeira.






















CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS BISPOS FRANCESES SOBRE A LAICIDADE

Ao Arcebispo D. JEAN-PIERRE RICARD, Presidente da Conferência Episcopal Francesa e a todos os Bispos da França

1. Queridos Irmãos e Irmãs no Episcopado. Durante as vossas visitas ad Limina, partilhastes comigo as vossas preocupações e alegrias de pastores, realçando os relacionamentos positivos que mantendes com os Responsáveis da sociedade civil, pelos quais não posso deixar de me alegrar. Durante os nossos encontros, tive a ocasião de falar convosco sobre a questão dos relacionamentos com as Autoridades civis, na perspectiva do centenário da lei de separação da Igreja e do Estado. Recordei também directamente a problemática da questão da laicidade no discurso que dirigi aos Bispos da província de Besançon, a 27 de Fevereiro de 2004.

2. Em 1905, a lei de separação da Igreja e do Estado, que denunciava a Concordata de 1804, foi um acontecimento doloroso e traumatizante para a Igreja na França. A Lei regulava o modo de viver em França o princípio do laicismo e, neste âmbito, ela mantinha unicamente a liberdade de culto, relegando ao mesmo tempo a fé religiosa para a esfera privada e não reconhecendo à vida religiosa e à Instituição eclesial um lugar no seio da sociedade. Desta forma, a vida religiosa do homem era considerada unicamente como um simples sentimento pessoal, não reconhecendo assim a natureza profunda do homem, ser ao mesmo tempo pessoal e social em todas as suas dimensões, incluindo a dimensão espiritual. Contudo, a partir de 1920, estamos gratos ao Governo francês por ter reconhecido de certa forma um lugar à fé religiosa na vida social, à vida religiosa pessoal e social, e a constituição hierárquica da Igreja, que é constitutiva da sua unidade. O centenário desta lei dá-nos hoje a ocasião para reflectir sobre a história religiosa em França ao longo do século que findou, considerando os esforços realizados pelas diferentes partes em causa para manter o diálogo, esforços coroados pelo restabelecimento das relações diplomáticas e pela consecução do acordo de 1924, assinado pelo Governo da República, sucessivamente descrito na Encíclica do meu Predecessor, o Papa Pio XI, em 18 de Janeiro do mesmo ano, Maximam gravissimamque. A partir de 1921, depois de anos difícieis, a convite do Governo francês, já tinham sido estabelecidas novas relações entre a República francesa e a Sé Apostólica, que preparavam o caminho para uma fase de negociação e de cooperação. Neste âmbito, foi possível empreender um processo de pacificação, no respeito da ordem jurídica, tanto civil como canónica. Este novo espírito de compreensão recíproca permitiu encontrar resoluções para um certo número de dificuldades e fazer convergir todas as forças do País para o bem comum, cada qual no seu campo específico. De certa forma, podemos dizer que já se tinha alcançado uma espécie de entendimento gradual, que abria o caminho a um acordo consensual de facto sobre as questões institucionais de alcance fundamental para a vida da Igreja. Esta paz, adquirida progressivamente, já se tornou uma realidade à qual o povo francês se sente profundamente ligado. Ela consente que a Igreja que está na França cumpra a sua missão com confiança e serenidade, e participe cada vez mais activamente na vida da sociedade, respeitando as competências de cada um.

3. O princípio do laicismo, ao qual o vosso País está muito ligado, se for bem entendido, faz também parte da Doutrina Social da Igreja. Ele recorda a necessidade de uma justa separação dos poderes (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, nn. 571-572), que faz eco ao convite feito por Cristo aos discípulos: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Lc 20, 25). Por seu lado, a não-confessionalidade do Estado, que é uma não-ingerência do poder civil na vida da Igreja e das diferentes religiões, assim como na esfera do espiritual, permite que todos os componentes da sociedade trabalhem juntos ao serviço de todos e da comunidade nacional. De igual modo, como recorda o Concílio Vaticano II, a Igreja não tem por vocação a gestão do que é temporal, pois, "em razão da sua missão e competência, não pode confundir-se de modo algum com a comunidade política nem está ligada a nenhum sistema político" (Gaudium et spes, n. 76; cf. n. 42). Mas, ao mesmo tempo, é fundamental que todos trabalhem pelo interesse geral e pelo bem comum. É neste sentido que o Concílio diz: "No terreno que lhe é próprio, a comunidade política e a Igreja, são independentes e autónomas. Mas ambas, embora a títulos diferentes, estão ao serviço da vocação pessoal e social dos mesmos homens. Exercerão tanto mais eficazmente este serviço para o bem de todos, quanto mais cultivarem entre si uma sã cooperação" (ibid.).

4. A aplicação dos princípios da Doutrina Social da Igreja permitiu, entre outras coisas, novos progressos nas relações entre a Igreja e o Estado na França, até alcançar, nos últimos anos, a criação de um órgão de diálogo de alto nível, abrindo, por um lado, o caminho para a regulação das questões suspensas ou das dificuldades que podem surgir em diversos campos, e, por outro, a colaborações em actos da vida social, em vista do bem comum. Assim, podem desenvolver-se também relações de confiança que permitem enfrentar as questões institucionais, no que diz respeito às pessoas, às actividades e aos bens, num espírito de cooperação e de respeito recíproco. Congratulo-me também por todas as colaborações que existem, de modo sereno e confiante nos municípios, nas organizações locais e na região, graças à atenção dos governantes, do clero, dos fiéis, e dos homens e mulheres de boa vontade. Conheço a estima que tendes para com os responsáveis da Nação e os vínculos estabelecidos com eles, estando sempre prontos a dar a vossa contribuição à reflexão, nos campos que respeitam ao futuro do homem e da sociedade, e para um maior respeito das pessoas e da sua dignidade. Convosco, encorajo os fiéis leigos nos seus propósitos de servir os irmãos e irmãs, mediante uma participação cada vez mais activa na vida política, pois, como diz o Concílio Vaticano II, "a comunidade dos cristãos reconhece-se real e intimamente solidária do género humano e da sua história" (Gaudium et spes, 1). Em virtude do seu estatuto de cidadãos, como seus compatriotas, os católicos da França têm o dever de participar, segundo as suas competências e no respeito das suas convicções, nos diferentes campos da vida pública.

5. O Cristianismo desempenhou e ainda desempenha um papel importante na sociedade francesa, quer nos campos político, filosófico, artístico e literário. A Igreja na França também tem, no século XX, grandes pastores e teólogos. Podemos dizer que se tratou de um período particularmente fecundo, também para a vida social. Henri de Lubac, Yves Congar, Marie-Dominique Chenu, Jacques e Raïssa Maritain, Emmanuel Mounier, Robert Schuman, Edmond Michelet, Madeleine Delbrêl, Gabriel Rosset, Georges Bernanos, Paul Claudel, François Mauriac, Jean Lacroix, Jean Guitton, Jérôme Lejeune, são nomes que marcaram o pensamento e a acção francesas, e que permanecem como grandes figuras reconhecidas, não só pela comunidade eclesial, mas também pela comunidade nacional. Estas pessoas, assim como numerosos outros católicos, tiveram uma influência decisiva na vida social do vosso país e, alguns deles, na construção da Europa; todos fundaram o seu crescimento intelectual e a sua acção nos princípios evangélicos. Assim como amaram Cristo, também amaram os homens e dedicaram-se ao seu serviço. Hoje, é tarefa dos católicos do vosso país seguir os caminhos dos seus antepassados. Não podemos esquecer o importante lugar que os valores cristãos ocupam na construção da Europa e na vida dos povos do Continente. O Cristianismo modelou em grande parte o rosto da Europa, e compete aos homens de hoje edificar a sociedade europeia sobre os valores que presidiram ao seu surgimento e que fazem parte da sua riqueza. A França não pode deixar de se alegrar por ter tido homens e mulheres que tiraram do Evangelho, do seu caminho espiritual e da sua vida cristã elementos e princípios antropológicos para promover um alto ideal do homem, princípios que os ajudam a cumprir a sua missão de cidadãos, a todos os níveis da vida social, para servir os irmãos em humanidade, participar no bem comum, para difundir a concórdia, a paz, a justiça, a solidariedade e o bom entendimento entre todos, ou seja, para contribuir com alegria para a construção do corpo social. A este propósito, convém que vos preocupeis hoje por desenvolver sempre e em primeiro lugar a formação dos fiéis na Doutrina Social da Igreja e numa reflexão filosófica séria, sobretudo os jovens que se preparam para desempenhar cargos importantes nos lugares de decisão no seio da sociedade; então eles terão a solicitude de fazer reinar os valores evangélicos e os fundamentos antropológicos justos nos diferentes campos da vida social. Desta forma, a Igreja no vosso país não faltará ao seu encontro com a História. Os cristãos estão conscientes de que têm uma missão a cumprir ao serviço dos seus irmãos, como diz um dos textos mais antigos da literatura cristã: "Tão nobre é o lugar que Deus lhes designou, que não lhes é consentido desertar" (Carta a Diógenes, VI, 10). Esta missão exige também dos fiéis um compromisso pessoal, porque requer o testemunho mediante as palavras e as acções, vivendo os valores morais e espirituais, e propondo-os aos seus concidadãos, no respeito da liberdade de cada um.

6. A crise de valores e a falta de esperança que se verifica na França, e mais amplamente no Ocidente, fazem parte da crise de identidade que as sociedades modernas actuais vivem; com frequência elas propõem uma vida fundada no bem-estar material, que não pode indicar o sentido da existência, nem dar os valores fundamentais para fazer opções livres e responsáveis, fonte de alegria e bem-estar. A Igreja interroga-se sobre tal situação, e deseja que os valores religiosos, morais e espirituais, que pertencem ao património da França, que modelaram a sua identidade e que forjaram gerações de pessoas desde os primeiros séculos do Cristianismo, não sejam esquecidos. Por conseguinte, convido os fiéis do vosso país, na sequência da Carta aos católicos da França, que lhes enviastes há alguns anos, a haurir na vida espiritual e eclesial a força para participar na res publica, e para dar um renovado impulso à vida social e uma esperança renovada aos homens e mulheres do nosso tempo. "Podemos legitimamente pensar que o futuro está nas mãos daqueles que souberem dar às gerações de amanhã razões de viver e esperar" (Gaudium et spes, 31). Nesta perspectiva, as relações e as colaborações confiantes entre a Igreja e o Estado só poderão ter efeitos positivos para construir juntos aquilo que já o Papa Pio XII chamava "a legítima e sadia laicidade" (Discurso à colónia das Marcas em Roma; 23 de Março de 1956), que não seja, como recordei na Exortação apostólica pós-sinodal Ecclesia in Europa, "um tipo de laicismo ideológico ou de separação hostil entre as instituições civis e as confissões religiosas" (n. 117). De igual modo, em vez de se colocar em antagonismo, as forças sociais estarão sempre ao serviço de toda a população que vive em França. Tenho esperança de que isso permitirá enfrentar as situações novas da sociedade francesa actual, sobretudo no contexto pluriétnico, multicultural e multi-confessional destes últimos anos. Reconhecer a dimensão religiosa das pessoas e dos componentes da sociedade francesa, significa querer associar esta dimensão às outras dimensões da vida nacional, para que contribua com o seu dinamismo para a edificação social e para que as religiões não se refugiem num sectarismo que poderia representar um perigo para o próprio Estado. A sociedade deve poder admitir que as pessoas, no respeito do próximo e das leis da República, possam manifestar a sua pertença religiosa. Em caso contrário, corre-se sempre o risco de um isolamento de identidade e sectário, e do incremento da intolerância, que impede a convivência e a concórdia no seio da Nação. Devido à vossa missão, estais chamados a intervir regularmente nos debates públicos sobre as grandes questões da sociedade. De igual modo, em nome da sua fé, os cristãos, pessoalmente ou em associações, devem poder tomar a palavra publicamente para expressarem as suas opiniões e manifestar as suas convicções. Contribuindo assim para os debates democráticos, interpelando o Estado e os seus concidadãos sobre as responsabilidades de homens e mulheres, principalmente no campo dos direitos fundamentais da pessoa humana e do respeito da sua dignidade, do progresso da humanidade que não pode ser obtido a qualquer preço, da justiça e da igualdade, assim como da protecção do planeta, são âmbitos que dizem respeito ao futuro do homem e da humanidade, e à responsabilidade de cada geração. É a este preço que a laicidade, longe de ser o lugar de um confronto, é verdadeiramente o espaço para um diálogo construtivo, no espírito dos valores de liberdade, igualdade e fraternidade, que são justamente muito queridos ao povo da França.

7. Sei que dedicais muita atenção à presença da Igreja nos lugares onde se apresentam as fundamentais e importantes questões acerca do sentido da existência humana. Penso, nomeando apenas alguns particularmente significativos, no âmbito hospitalar onde a assistência espiritual aos doentes e ao pessoal constitui uma ajuda de importância fundamental, assim como no campo educativo onde convém abrir os jovens para a dimensão moral e espiritual da sua vida, a fim de lhes permitir desenvolver a sua personalidade integral. De facto, a educação não pode ser limitada a uma formação científica e técnica, mas deve considerar o ser integral do jovem. É nesta perspectiva que o Ensinamento Católico de que sois os responsáveis nas vossas Dioceses trabalha. Conheço a sua preocupação por ser uma instituição parceira no progresso educativo, cuja responsabilidade pertence às autoridades civis, mas conheço também o desejo de manter no corpo de professores e nos seus ensinamentos a especificidade que lhe é própria. Por seu lado, compete ao Estado, no respeito das regras estabelecidas, garantir às famílias que o desejarem a possibilidade de proporcionar aos seus filhos o ensino do catecismo do qual eles têm necessidade, prevendo sobretudo horários adequados para essa finalidade. Por outro lado, sem a dimensão moral, os jovens são tentados pela violência e por comportamentos indignos, como se verifica com frequência. Em relação a isto, gostaria de prestar homenagem aos numerosos santos e santas educadores, que marcaram a história das vossas Igrejas particulares e da sociedade francesa. Apraz-me recordar os vossos dois últimos compatriotas que tive a ocasião de canonizar, Marcelino Champagnat, que contribuiu em grande medida para a educação da juventude nas aldeias francesas, e Leão Aviat, que se dedicou a ajudar os pobres e criou escolas para as jovens em meio urbano. Sei que vos preocupais pela formação dos sacerdotes, dos religiosos, das religiosas, e dos leigos, para que sejam testemunhas e companheiros dos seus irmãos, atentos às suas interrogações e capazes de os apoiar no seu caminho humano e espiritual. A este propósito, congratulo-me pelo trabalho corajoso dos professores e dos educadores em benefício da juventude do vosso país, considerando a delicadeza e a importância da sua missão.

8. Desejei que o ano de 2005 fosse para toda a comunidade eclesial o Ano da Eucaristia. Na Carta Apostólica que escrevi sobre este tema, recordei que a "cultura da Eucaristia" promove uma cultura do diálogo, que nela encontra força e alimento. É errado considerar que a referência pública à fé possa ofender a justa autonomia do Estado e das Instituições civis, ou então encorajar atitudes de intolerância" (Mane nobiscum Domine, n. 26). Por conseguinte, convido-vos, amados Irmãos no Episcopado, assim como a todo o clero e aos católicos da França, a tirar da Eucaristia a força para dar um testemunho renovado dos autênticos valores morais e religiosos, a fim de prosseguir um diálogo confiante e uma colaboração serena com todos no seio da sociedade civil, e para se colocar ao serviço de todos.

No final desta Carta, gostaria de vos expressar e a todos os vossos concidadãos o meu reconhecimento por tudo o que já foi realizado em âmbito social e a minha esperança num futuro de bom entendimento entre todos os componentes da sociedade francesa, entendimento do qual vós já dais testemunho. Todos os franceses saibam que os membros da comunidade católica na França desejam viver a sua fé entre os seus irmãos e irmãs, e pôr à disposição de todos as suas competências e os seus talentos. Ninguém tenha receio do percurso religioso das pessoas e dos grupos sociais. Se for vivido no respeito de uma laicidade sadia, ele torna-se fonte de dinamismo e de promoção do homem. Encorajo os católicos franceses a estarem presentes em todos os campos da sociedade civil, nos bairros das grandes cidades e nos meios rurais, no mundo da economia, da cultura, das artes, e da política, nas obras caritativas e no sistema educativo, da saúde e do social, com a preocupação de um diálogo sereno e respeitador de todos. Faço votos para que todos os Franceses trabalhem lado a lado para o crescimento da sociedade, para que todos possam ser seus beneficiários. Rezo pelo povo francês; o meu pensamento dirige-se em particular às pessoas e às famílias atingidas por dificuldades económicas e sociais. Faço votos por que se instaure uma solidariedade cada vez maior, a fim de que ninguém seja excluído. Que neste período, seja dedicada maior atenção às pessoas sem casa nem alimento!

Recordo-me das diferentes visitas que tive a alegria de realizar à amada terra francesa, e sobretudo a minha inesquecível peregrinação a Lourdes, lugar particularmente querido aos fiéis do vosso país e em geral a todas as pessoas que desejam recomendar-se a Maria. Pude verificar a profundidade humana e espiritual da vida de homens, mulheres e crianças franceses que vão à gruta de Massabielle, testemunhando assim o trabalho pastoral que realizais nas vossas dioceses, juntamente com os sacerdotes, as religiosas e os religiosos, e com os leigos comprometidos na missão da Igreja.

Ao confiar-vos à intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, que honramos de modo particular neste dia e que é venerada em numerosos santuários da vossa terra, e de todos os santos do vosso país, concedo-vos, bem como a todos os fiéis das vossas dioceses, uma afectuosa Bênção Apostólica.

Vaticano, 11 de Fevereiro de 2005.

Veja como o POVO SUPERIOR caiu na peta do DN - Madeira

















Grande presidente


Li a noticia do Diário sobre o seu gesto de aumentar a renda das casas do Porto Santo e doar esse aumento aos Madeirenses vitimas da tragédia de 20 de Fevereiro. Grande Homem. São gestos destes que distinguem os líderes. Agora os ressabiados do costume que o ataquem! Gestos destes a pensar no seu próximo calam todos aqueles que passavam a vida a dizer mal.
Obrigado por mais este gesto tão solidário.
Por: Amílcar Santos

Casas do Porto Santo

Grande notícia a do aumento das casas. Mais vale tarde do que nunca. Pena que tenhamos de esperar que aconteça uma desgraça como a do dia 20 de Fevereiro para ao menos se repor uma injustiça. Mesmo assim o DN diz que o preço foi calculado face ao mercado mas está incorrecto. Por exemplo para se ver como é incorrecto basta pensar que UM QUARTO no Hotel Pestana custa 75€ por dia logo UMA CASA não pode custar o mesmo preço e logo uma casa como as do Governo com localização fantástica, jardins, campo de ténis etc . Para ser um preço justo Senhor Presidente nunca menos de 150€ ao dia. Isto é que era ser um homem solidário. Mas pronto, ter subido para 75€ já não é nada mau. Espero sinceramente que estes preços vigorem todo o ano e não só por meia dúzia de dias. É porque senão vai soar a esperteza saloia pois no Verão aqueles inquilinos passam lá 3 meses ….
Por:João M. Silva

1 de Abril

Ao ler o Diário deparo-me com uma noticia que confesso ainda pensei ser alusiva ao dia das Petas. Refiro-me aquele gesto bonito do Drº Alberto João aceitar pagar 75 euros pelo uso das casas do Porto Santo. Ainda perguntei a várias pessoas amigas senão seria a peta do Diário mas todas foram unânimes em dizer-me que não pois aquilo que ele decidiu já devia ter sido feito há muito tempo. De facto a Madeira tem "coisas" únicas se calhar a nível da Europa. Senão vejamos: Os senhores do Governo têm umas casitas para uso exclusivo no Porto Santo e pagam imagine-se 10 euros por dia. O que seria se o Engº Sócrates tivesse umas casitas lá pelo Continente … O Governo Regional tem um jornal para seu uso exclusivo e como não tem viabilidade económica desbarata 11 mil euros por dia só para ver se fecha o do outro lado da rua. Se contarmos estas situações a um qualquer europeu civilizado vão pensar que estamos a aproveitar o dia 1 de Abril pois contado ninguém acredita.
Resumindo e concluindo julgo que sim foi uma boa medida tomada pelo Presidente embora venha com uns anos de atraso. Sugeria que no Verão decretasse nova actualização. Não lhe ficava nada mal face ao que todos os madeirenses têm de pagar para ir ao Porto Santo passar férias. Aí veria quanto custa umas férias e se for em família não se esqueça de mais uma medida porque justa. Os filhos que já não dependem de si deviam pagar também para usufruir das casas. Porque temos nós madeirenses de lhe pagar a si, aos governantes e ainda aos filhos e netos de cada um as férias no Porto Santo? Sei que não deixará de ver a justiça desta minha carta como homem de bem que sempre foi.
Por:António Sousa

Solidário

Quando li há dias que o nosso presidente, Drº Alberto João Jardim, considerava que havia dois PSD's em Portugal pensei que o PSD-M passaria para Partido Social Demagógico -Madeira. Hoje (ontem) leio no Diário e com muito agrado que ele vai aumentar a diária a pagar pelo uso das casas do Governo no Porto Santo e assim tenho de confessar que o meu pensamento foi errado e já mudei de opinião. O Grande Líder ainda não perdeu todos os seus valores. Bem haja pela solidariedade manifestada ao seu Povo.
Por: António Serrão

Porque razão está o Padre Marcos Gonçalves em contraste absoluto com a atitude de D. José Policarpo?


Pecados da Igreja «indignam» o mundo, diz Cardeal-Patriarca














D. José Policarpo convida a pedir perdão. Em Viseu, D. Ilídio Leandro lamenta caça ao escândalo

O Cardeal-Patriarca de Lisboa considera que se vive actualmente um momento em que “os pecados da Igreja, mesmo os pecados dos sacerdotes, indignam o mundo" e "ofuscam a imagem do Reino de Deus”.

“Com amor e humildade peçamos, por intercessão de Maria: Senhor, perdoai os pecados da vossa Igreja”, apelou.

Na homilia da celebração de Sexta-feira Santa, na Sé de Lisboa, D. José Policarpo assinalou que “os pecados da Igreja ferem, de modo particular, o coração inocente de Cristo e de sua Mãe, a Imaculada”.

“Compensemos com amor renovado a tristeza provocada pelos pecados da Igreja, e recorramos humildemente à Cruz como «trono da graça», amor que nos redime”, pediu.

Para o Cardeal-Patriarca, “uma das características preocupantes do nosso tempo é o facto de se perder a consciência do pecado”.

“A humanidade vai perdendo a noção do que Cristo a libertou”, acrescentou.

D. José Policarpo falou também da importância de se compreender correctamente o sofrimento, “com sentido redentor”.

“O sofrimento é uma realidade dramática na humanidade de todos os tempos. O nosso pecado impede-nos de o abraçar e de o oferecer com amor”, lamentou.

Em conclusão, o Cardeal-Patriarca assinalou a “força de transformação do mundo” que é desperdiçada “porque os homens perderam a inocência do coração”.

Já o Bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro falou nas “sombras” que existem na Igreja e apelou à “alegria e coerência” por parte dos membros da Igreja, em tempos difíceis.

“Sem olharem a meios e a proporções e sem terem em vista objectivos de verdade ou de justiça, muitos pedem e exigem tudo o que contribua para criar escândalos e vergonha, procurando, como aconteceu aquando da condenação injusta de Jesus, lavar situações e erros igualmente graves, injustos e aberrantes”, atirou.

Hoje é SÁBADO SANTO






















Hoje não há missa.


A liturgia está vazia.


Sábado Santo é um dia de silêncio, de recolhimento, de espera.

Jesus está morto.


Ele é como o grão lançado à terra e enterrado.


Ele morre mas já germina a vida nova.

Em memória de João Paulo II no aniversário do seu falecimento





















"Apud Dominum misericordia et copiosa apud Eum redemptio"





Eis o Homem. João 18,1-19, 42

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Resultado da nossa sondagem. Qual a razão pela qual Santos Costa decidiu despejar terras na frente mar do Funchal?













Para sanear o Miguel Albuquerque? - 11 votos (39%)


Para demostrar que quando acabar o espaço em terra para construir, a obra passara a avançar pelo mar dentro até unir a Madeira ao Porto Santo ? - 9 votos (32%)


Para dar de comer às moreiras da construção civil regionais ? - 4 votos (14%)


Para fazer um frete às loucuras de A.J.J ? - 4 votos (14%)

Marco Tavares, Deputado Municipal do Funchal pela Nova Democracia vai agradecer aos 60 voluntários que com ele trabalham em prol de uma nova cidade.




































































































































































































Não esquecer... Caso dos submarinos: MP define Paulo Portas como "alvo"













Por:António José Vilela em 16 DEZEMBRO 2009


Em Setembro passado, em plena campanha eleitoral para as eleições legislativas, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) fez várias buscas no âmbito da investigação principal ao negócio dos submarinos concretizado em Abril de 2004 por Paulo Portas, então ministro da Defesa. Uma delas foi feita a casa de Bernardo Carnall, ex-secretário-geral do ministério então tutelado pelo líder do CDS.

A SÁBADO apurou junto de fonte próxima da investigação que Bernardo Carnall não foi constituído arguido, tal como mais ninguém, por estratégia do Ministério Público. No entanto, o ex-secretário-geral da Defesa foi identificado como “alvo” da investigação pelos procuradores, tal como outros dez nomes ligados (não necessariamente militantes) ao CDS – um desses “alvos” é Paulo Portas, líder do partido.

Além de Portas e de Carnall, estão a ser investigados os então vogais do partido, Abel Pinheiro, Fernando Geraldes, Manuel Brandão, Pedro Brandão Rodrigues, João Rebelo e outro elemento que não foi possível identificar. A SÁBADO apurou que o MP também está a recolher informação relativa a decisões políticas e técnicas tomadas pelos governos anteriores ao que Paulo Portas integrou, como os de António Guterres.
Confrontado com estes dados, Paulo Portas reagiu: “Creio que a informação da SÁBADO é incorrecta, e não tenciono alimentar uma novela sobre a qual as autoridades judiciárias competentes não me fizeram qualquer questão”.

O processo decorre há cerca de quatro anos e procura esclarecer suspeitas de crimes de corrupção, tráfico de influências e financiamento ilegal de partidos políticos, nomeadamente o CDS. Paulo Portas tem repetidamente negado qualquer tipo de participação do seu partido nesse tipo de esquemas.

A busca a Bernardo Marques Carnall (que não terá sido a única no processo a responsáveis do CDS-PP), é tanto mais significativa quanto indicia onde está concentrada a estratégia da investigação do MP: o núcleo político e técnico de Paulo Portas que terá intervindo, em alguma fase, no negócio dos submarinos.

Revista SÁBADO.

Estátua de João Paulo II no Santuário de Fátima é espaço de culto. Peregrinos rezam defronte da estátua de bronze colocada no santuário em 2007.





















A estátua do João Paulo II junto à Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, está transformada num espaço de culto popular e nas lojas de artigos religiosos mantém-se a procura pela imagem do Papa.

Cinco anos após a morte do antigo chefe de Estado do Vaticano, que esteve por três vezes no Santuário de Fátima, são muitos os peregrinos que rezam defronte da sua estátua de bronze, feita por um artista polaco como João Paulo II, e colocada por ocasião da inauguração do templo, em Outubro de 2007.

São também muitos os que tocam na imagem, deixam flores e aguardam, em fila, o momento para poderem ser fotografados ao lado do Papa.

No Santuário de Fátima diz-se que esta é a estátua mais fotografada e, depois da Capelinha das Aparições e dos túmulos dos três videntes, o local que mais flores recebe.

"Se este padre não é santo, não há mais santo nenhum", afirmou Augusto Rosa ao passar junto à escultura de João Paulo II, certo de que a sua elevação aos altares é uma questão de tempo.

À agência Lusa, o peregrino do Porto destacou o "carácter" do antecessor de Bento XVI, por quem confessou ter fé, realçando ainda que "mostrou sempre aquilo que valia".

"Mesmo a falar para as pessoas, parecia uma pessoa santa", comentou.

Já Maria da Luz Saramago, da Baixa da Banheira, assumiu uma grande admiração por João Paulo II, que considerou "um homem muito carismático".

"Chorei muito quando morreu", acrescentou Maria da Luz, que fazia mais uma visita ao Santuário de Fátima, onde a passagem pela estátua passou a ser obrigatória e tem, além de apreço, o significado de "homenagem".

Por seu turno, Maria Almeida, de Viseu, que estava no santuário com o objectivo de cumprir uma promessa, dirigiu-se também à imagem.

"Foi um Papa de quem a gente gostou imenso", referiu a peregrina, que remeteu para Deus a decisão sobre a santidade de João Paulo II: "Só Deus é que sabe".

Irene Oliveira, emigrante no Canadá, que acompanhou as visitas de João Paulo II pela televisão, rejeitou a atribuição da designação de Papa de Fátima ou de Portugal, frisando o carácter mundial do seu legado.

"Acho que ele tentou tudo enquanto foi vivo, desde manter a paz pelos países todos a aumentar a fé em todos nós", referiu.

Fora do Santuário de Fátima, também nas lojas de artigos religiosos a devoção por João Paulo II se revela.

Num dos muitos estabelecimentos que circundam o maior templo mariano do país, a proprietária, Ana Paula Neves assegurou que, depois das figuras da Virgem e dos videntes, é a imagem de João Paulo II a mais procurada.

"Ele deixou realmente grandes lembranças e muita gente convertida através dele", explicou a comerciante, admitindo que a procura vai continuar, apesar de figuras de Bento XVI estarem igualmente disponíveis na loja.

Lusa

Acção política realizada pelo Deputado do PND Sr. José Manuel Coelho em frente ao Tribunal Administrativo junto à Praça do Carmo.




Missa Crismal na Catedral de hoje foi presidida por Sua Ex.cia Rev.ma D. António Carrilho e concelebrada por todos os sacerdotes da Diocese do Funchal

















Comemorando a instituição do sacerdócio, o Senhor Bispo faz-se acompanhar de todo o clero da Diocese e com este, como presbitério participante do seu pleno sacerdócio, concelebra a Eucaristia. Durante a celebração, consagra os Santos Óleos, que serão levados pelos presbíteros para as suas paróquias a fim de servirem para ungir os baptizandos e os doentes

Um jornalismo nojento feito pelo Jornal do sistema que apetece vomitar!







O PS/Madeira prepara já as listas para Outubro de 2011


Com o retorno de Jacinto Serrão, candidato copiosamente derrotado nas eleições de 2007 dado o seu envolvimento na lei de finanças regionais agora revogada, no Funchal o Partido Socialista prepara já uma estratégia eleitoral para a recandidatura do mesmo Jacinto Serrão, em 2011, a Presidente do Governo Regional da Madeira.

Os socialistas procuram perceber o que até agora tem falhado na sua estratégia e gizam um novo modelo de actuação.
O seu grande objectivo é uma frente de esquerda unida, à qual se juntará a organização de extrema-direita chamada PND, esta constituída até hoje aliado preferencial do PS/Madeira e por este apoiada e activada.

A dificuldade, no momento, reside nas reservas que o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda, principalmente aquele, têm em relação à política do Governo socialista da República e, sobretudo, terem de se aliar ao PND.

Por outro lado, a actual direcção socialista madeirense reconhece que não foi frutífero deixar de fora das listas de candidatos, enfraquecendo estas, elementos de esquerda que militam na comunicação social e que, assim, actuam numa posição exterior às candidaturas.

Por isso, fontes do Partido Socialista local que nas últimas eleições se opuseram a Jacinto Serrão, revelaram-nos estar em preparação chamar à lista que procuram que seja frentista de esquerda, mais o PND, nomes como José Câmara, Luís Calisto, Ricardo Oliveira, Leonel Freitas, Roquelino Ornelas que para o efeito teria de se desvincular do PSD e, entre outros ainda o António Jorge Pinto.

Numa tentativa de quebrar a debilidade das listas que costumam apresentar, os dirigentes socialistas locais ainda equacionaram convidar alguns cidadãos ingleses que vêm se distinguindo no combate ao PSD, mas a lei tal impede, visto exigir que, em eleições regionais, só possam concorrer cidadãos portugueses.