Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
BEST OF!!!
Já todos estamos mais do que habituados aos “lapsus linguae” do secretário-geral e líder parlamentar do PSD-M. E também à sua torrente de insultos e diário desrespeito pelas mais elementares regras parlamentares, para nem sequer falar da evidente falta de educação. Até aqui quem tiver a maçada de me ler bem pode dizer e com toda a razão que nada de novo acrescento. Mas esta breve recapitulação serve apenas como mote para apontar outra característica de Jaime Ramos. Porventura até injustamente despercebida. Além de tudo o que dele já disse, o homem é também uma fabulosa máquina de eufemismos e tudo isto sem precisar de leituras difíceis como manuais de estilística ou de retórica e muito provavelmente nunca ter lido o Padre António Vieira – esse grande “engenheiro sintáctico” da nossa língua. É obra! Estamos, pois, sem margens para quaisquer dúvidas, diante dum portento. Um verdadeiro e insular colosso da materialização do pensamento em palavras. Nele a pujança da língua sai verdadeiramente cimentada e a pesar tanto quanto os mais de seis mil milhões de euros de dívida de modo a que ninguém possa duvidar do que quer dizer. É aquilo e não passa daquilo mesmo. Ontem na inauguração da remodelação da sede da JSD-M na Rua dos Netos e numa sala que de hoje em diante e para a posteridade tem o seu nome sendo certo que em Política a fama e a posteridade duram o que duram, Jaime Ramos disse mais ou menos isto: a jota tem sido uma máquina de produzir inteligências. E o que quer este nada inocente “tem sido” realmente dizer?! Quereria dizer que no passado sim a jota realmente produzira importantes quadros para o partido mas agora já não atendendo ao que se sabe do actual deputado/presidente e companheiros mais conhecidos por comportamentos típicos de hooligans ingleses em cervejeira digressão pela Europa como bem se viu no ano passado? Provavelmente… Mas o melhor de tudo na inauguração ainda foi o que disse Miguel de Sousa. Lembrou-se do passado e dos seus belos velhos e dedicados tempos de primeiro líder da jota . Esqueceu-se foi de dizer que antes de ser da JSD andara pelo CDS, como se a memória fosse um exercício individual; não o é, porque, por mais que não se queira, há sempre mais alguém que se lembra não só disso como de mais coisas. Ora – e aproveito para relembrar um dos ex-líderes da jota, um dos tais produtos inteligentes, que, embora bom jogador de xadrez, quando escrevia artigos de opinião em vez de escrever ora isto/ora aquilo escrevia “hora isto/hora aquilo” – como estamos em maré de ARMAS e sabendo bem qual é a política do Governo Regional em matéria de transportes marítimos adivinhem lá quem estava no Governo Regional quando os Sousas conseguiram o “monopólio” dos Portos e ainda a ligação para o Porto Santo? Ora bem: adivinharam.
Por Emanuel Bento
Um discurso a ler
O do Bastonário da Ordem dos Advogados na cerimónia de abertura do ano judicial:«Este é o quinto ano consecutivo que, em representação dos advogados portugueses, participo nesta cerimónia.Os balanços que sucessivamente aqui tenho feito não foram positivos e o deste ano também o não será.A situação da justiça e do país tem vindo a degradar-se, sem que se vislumbrem soluções que restabeleçam a confiança do povo português no nosso sistema judicial e no sistema político vigente.A mentira, a demagogia e a irresponsabilidade foram erigidas em métodos privilegiados de actuação política.As controvérsias estéreis substituíram com êxito o debate sério sobre os grandes problemas do país.Vale tudo para ganhar eleições e, uma vez ganhas, logo os compromissos eleitorais são ignorados.Há menos de um ano apenas, o governo de então caiu porque ousara propor medidas de austeridade muito mais suaves para o povo e para a economia do que aquelas que agora são impostas por aqueles que então se opunham a tais medidas e garantiam solenemente que nunca fariam coisa semelhante.Algumas das medidas de austeridade que estão a ser impostas ao país nem sequer foram exigidas pela TROIKA nem constam do acordo com Portugal.Perdeu-se todo o respeito pelos eleitores.Muitas dessas medidas respondem tão só a uma agenda de interesses cuidadosamente ocultada durante os debates político-eleitorais que precederam a mudança de governo.A crise também está a ser usada como pretexto para satisfazer antigas reivindicações dos sectores mais retrógrados dos nossos empresários, sobretudo daqueles que não foram capazes de se adaptar às exigências da modernidade e persistem agarrados aos arquétipos do mais primário liberalismo económico. Em Portugal sempre foi mais fácil ser patrão do que ser empresário. Mais fácil e mais compensador.Os direitos laborais e sociais dos cidadãos deste país não são a causa desta crise nem constituem um obstáculo sério à sua superação.Todavia parece que a receita para a vencer passa pelo empobrecimento generalizado da população.Todos temos a percepção de que os sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses são desproporcionados em relação à gravidade da situação e não são equitativamente distribuídos.A uns exige-se mais do que a outros e, em muitos casos, aqueles a quem mais se exige não são, seguramente, os que mais podem contribuir.O povo português está no limite das suas capacidades e começa a dar sinais preocupantes de não suportar mais sacrifícios. Há, de facto, um limite para os sacrifícios e esse limite já foi ultrapassado sem que, aparentemente, os nossos governantes se preocupem com isso. Um perigoso sentimento de revolta está a generalizar-se em vastos sectores da população, não tanto devido ao peso das medidas de austeridade que lhes são impostas mas sobretudo pelo sentimento de injustiça que provocam.Nem todos contribuem para a superação da crise e, principalmente, nem todos contribuem segundo as suas capacidades.Há sectores e entidades que se isentaram dos sacrifícios, sem qualquer justificação aceitável à luz dos mais elementares princípios de igualdade e de equidade.Não se compreende por que é que os funcionários públicos hão de ser mais sacrificados do que os outros sectores da população e, sobretudo não se compreende por que é que dentro da função pública há de haver sectores que ficam isentos de algumas medidas de austeridade e outros não.Sejamos claros e justos: se é em respeito pela independência do Banco de Portugal que os quadros e funcionários desta instituição não serão obrigados a prescindir dos subsídios de férias e de Natal, então por que é que não se aplica o mesmo critério a outros órgãos do estado onde a independência é também um requisito para bom desempenho das suas funções?Haverá entidade onde a independência seja mais necessária do que nos Tribunais?Então por que é que os magistrados não tiveram tratamento idêntico ao dos quadros e funcionários do Banco de Portugal?A independência do Banco de Portugal é mais importante para o governo do que a independência dos tribunais?Por outro lado, as mesmas castas de privilegiados continuam a auto-isentar-se de sacrifícios e, mais do que isso, continuam a banquetear-se indiferentes aos sacrifícios impostos ao povo português.As gigantescas remunerações que gestores transformados em políticos e políticos transformados em gestores se atribuem uns aos outros em lugares e cargos para que se nomeiam uns aos outros constituem nas circunstâncias actuais uma inominável agressão moral a quem, muitas vezes, é obrigado a cortar na satisfação de necessidades essenciais.Há gestores de empresas, algumas delas até há pouco controladas pelo estado, que ganham num ano aquilo que a maioria da população só conseguiria se trabalhasse mais de um século ininterruptamente.E isso, pressupondo que auferia um ordenado de mil euros mensais, pois aqueles cujas remunerações estão mais próximas do salário mínimo teriam de trabalhar mais de duzentos anos, consecutivamente, para conseguir o mesmo rendimento.As nomeações para cargos públicos de amigos e familiares, de familiares de amigos e de amigos de familiares multiplicam-se escandalosamente, criando no aparelho de estado um gigantesco polvo clientelar cujos tentáculos se estendem já a empresas privadas onde o governo detém influência política.Por outro lado, continua-se a alienar património público, em alguns casos com enorme valor estratégico para o interesse nacional, com o argumento de que o estado não deve estar na economia.Mas, estranhamente, essa alienação em alguns casos é feita a empresas propriedade de outros estados.Ou seja, o estado português não pode deter participações em empresas portuguesas mas se for um estado estrangeiro já pode.Na área da justiça, está a seguir-se uma política errática marcada pelo populismo e por uma chocante incapacidade de responder adequadamente aos principais problemas do sistema judicial. O governo parece mais preocupado em responder na comunicação social às notícias sobre os problemas da justiça do que em encontrar verdadeiras soluções para eles.O processo de desjudicialização, iniciado há vários anos, está a ser acelerado pelo actual governo com vista a retirar a justiça dos tribunais para instâncias não soberanas e até para entidades privadas cujo escopo é o lucro.Este governo está declaradamente empenhado em criar condições para que em torno da justiça floresça o mesmo género de negócios privados que outros governos criaram em torno da saúde, com destaque para essa justiça semi-clandestina que são os tribunais arbitrais em que as partes escolhem e pagam aos pseudo-juízes.Essa justiça privada já é legalmente obrigatória para certos litígios, impedindo-se as partes de acederem aos tribunais do estado. Além disso, o anunciado encerramento de cerca de meia centena de tribunais em todo o país insere-se nessa estratégia de desjudicialização.A partir de agora, as pessoas, além das elevadas custas judiciais que lhes são exigidas, além de todas as dificuldades que lhes são levantadas para aceder à justiça, ainda terão de percorrer, em certos casos, centenas de quilómetros para se deslocarem a um tribunal, sendo que em algumas regiões precisarão de dois dias para isso, caso recorram exclusivamente a transportes públicos.Com essas medidas, os tribunais deixarão de ser símbolos da soberania e da autoridade do estado, deixarão de ser o símbolo da justiça e da paz social, para serem apenas meras peças que burocratas e políticos sem sentido de estado movem nos tabuleiros das políticas conjunturais. É preciso proclamar bem alto que as pessoas do interior do país devem ser tratadas de acordo com os imperativos da dignidade humana e não como números dos gráficos contabilísticos. É preciso proclamar bem alto que a justiça não é um bem de mercado e não pode ser gerida segundo as leis da oferta e da procura.A necessidade de justiça não é elástica e, portanto não pode comprimir-se ou expandir-se com sucede com qualquer mercadoria. Os pequenos concelhos do interior do país têm tanto direito a ter um tribunal como as grandes cidades do litoral.A justiça, sobretudo a justiça penal, tem de ser administrada nas comarcas onde ocorreram os factos típicos, pois de outra forma não se realizarão cabalmente as finalidades de prevenção geral e de pacificação social. A justiça não pode abandonar o interior do país, pois isso representaria um perigoso retrocesso civilizacional e uma perigosa limitação política no acesso aos tribunais.Por outro lado, anunciam-se, a um ritmo frenético, alterações legislativas a alterações legislativas feitas por outros governos.Um delírio populista apossou-se do legislador.De repente descobriu-se a fórmula mágica que vai acabar com a impunidade absoluta da corrupção, que vai eliminar os expedientes dilatórios e vai pôr fim aos atrasos processuais.Finalmente os criminosos vão ser todos apanhados - pelo menos por câmaras de filmar - e os crimes até já nem vão prescrever.A investigação criminal deixará de se preocupar com a recolha de provas materiais dos crimes (que dá trabalho e custa dinheiro) para se orientar apenas ou preferencialmente para a obtenção de confissões – esse meio de prova que tão bons resultados deu na Inquisição, nos processos de Moscovo e nos tribunais plenários do Estado Novo.Os tribunais passarão a poder condenar um arguido não pelo que ele disser em julgamento perante o julgador mas pelo que ele tiver dito aos acusadores durante as investigações.Os juízes deixarão de se preocupar apenas com os julgamentos e com a condenação ou absolvição dos acusados e passarão, eles próprios, a preocuparem-se com a investigação dos crimes e a acusação dos suspeitos.Com este governo os juízes deixarão de ser apenas julgadores e serão também procuradores e polícias, pois passarão a poder aplicar, durante o inquérito, medidas de coacção e de garantia patrimonial mais graves do que as requeridas pelo próprio Ministério Público, incluindo a prisão preventiva.O governo pretende que, mesmo quando, durante o inquérito, os investigadores não considerem a prisão preventiva de um suspeito necessária ou útil para as investigações, o juiz a possa decretar por mero arbítrio pessoal. Assim, o juiz de instrução, em vez de constituir uma garantia para os direitos dos cidadãos, transformar-se-á numa ameaça a esses direitos; em vez de impedir os abusos persecutórios dos investigadores, passará a exacerbá-los ainda mais; em vez de ser o juiz das liberdades passará será um juiz-polícia.Com as alterações que se anunciam no domínio do processo penal vai aumentar ainda mais o caos nos nossos tribunais, pois nenhum sistema judicial poderá funcionar na selva legislativa em que vivemos.E o mesmo se passa com o processo civil para onde se pretende transferir os paradigmas processuais do direito público.Num processo de partes pretende-se eliminar o princípio dispositivo em benefício de um triunfante princípio inquisitório mecanicisticamente transposto do processo penal.Há, em Portugal - todos o sabemos - uma justiça para ricos e outra para pobres.Mas, ao contrário de certos discursos populistas, isso não deriva, do facto de os ricos serem privilegiados nos nossos tribunais, mas sim da circunstância de aos pobres não estar garantida uma efectiva protecção jurídica nomeadamente no que se refere ao direito de defesa em processo penal.O mal da nossa justiça não está no facto de os ricos defenderem com relativo sucesso os seus direitos e interesses em tribunal, mas sim no facto de os pobres não o poderem fazer porque o estado não lhes garante condições para isso.Porém, agora, pretende-se acabar com essa desigualdade, nivelando a justiça por baixo, ou seja, generalizando a justiça dos pobres.Durante décadas, os cidadãos mais carenciados foram defendidos preferencialmente por advogados estagiários sem qualificações profissionais para proporcionar uma efectiva defesa aos arguidos, e mesmo por defensores ad hoc que nem sequer tinham formação jurídica, como acontecia frequentemente com o recurso a funcionários judiciais chamados para fazerem de Advogados em audiências de julgamento. Uns e outros limitavam-se, em regra, a oferecer o merecimento dos autos e a pedir justiça, abandonando os arguidos ao arbítrio dos magistrados.Nesse tempo ninguém falava em alterar o sistema de apoio judiciário; ninguém se preocupava com essa indignidade; nenhum magistrado se pronunciava publicamente contra essa ignomínia.Porém, agora que, graças à acção da Ordem dos Advogados, esse modelo foi alterado no sentido de dignificar e tornar efectivo o direito de defesa, todos os dias aparece alguém a propor alterações.O apoio judiciário até já foi tratado no congresso de um sindicato de magistrados.Alguns juízes querem que a defesa dos cidadãos mais desfavorecidos seja efectuada por funcionários ou por juristas avençados, os quais, como é óbvio, logo poriam os seus interesses próprios acima dos direitos dos seus representados.Num tal cenário, haveria, obviamente, menos recursos, menos contestações, menos testemunhas para inquirir, menos diligências de prova a realizar e, obviamente, mais confissões; haveria mais vantagens para o defensor/funcionário e para os magistrados e mais prejuízos para os cidadãos. Há muita gente empenhada em aliciar os advogados oficiosos para as vantagens do estatuto de funcionário.A campanha de descrédito que o próprio governo tem levado a cabo contra os advogados que trabalham no âmbito do sistema de acesso ao direito e os atrasos nos pagamentos dos respectivos honorários são sintomas claros de um chocante desrespeito pelos direitos das pessoas economicamente mais desfavorecidas.Portugal é um dos países da União Europeia que menos gasta em apoio judiciário, mas o governo ainda quer gastar menos – obviamente, degradando ainda mais essa dimensão essencial do estado de direito.Segundo o Conselho da Europa, o estado português gasta em apoio judiciário uma média de 331 euros por processo, o que constitui o montante mais baixo de praticamente todos os países da antiga Europa Ocidental, bem distante, por exemplo, da Suíça (que gasta 1.911 euros por processo), da Irlanda (1.423 €), Inglaterra e País de Gales (1.131 €), da Holanda (1.029 €), da Itália (737 €), do Luxemburgo (714 €), da Finlândia (663 €) e da Escócia (537 €), entre outros.Abaixo do nosso país só estão a Arménia, a Bulgária, a Estónia, a Geórgia, a Hungria, a Lituânia, a Moldávia, o Montenegro, a Rússia, a Turquia e São Marino.Apesar do sombrio diagnóstico que acabo de traçar, nem tudo está mal na justiça portuguesa.Quero aqui, elogiar publicamente a acção do Tribunal Constitucional pelo insubstituível trabalho que tem realizado na defesa da Constituição da República Portuguesa.Há momentos em que ficar calado é mentir. E eu mentiria, hoje e aqui, se em nome dos Advogados portugueses, não prestasse homenagem a todos os magistrados que exercem funções no Tribunal Constitucional e que, recatadamente, quase com humildade, recusando os protagonismos fáceis que outros tanto procuram, vão cumprindo a sua difícil função de fazer respeitar a Constituição e, assim, reforçar e prestigiar o estado de direito.Se a Assembleia da República é a casa da Democracia o Tribunal Constitucional, por mérito próprio, é o coração do estado de direito pois é aí que palpitam algumas das suas dimensões fundamentais. Sem o Tribunal Constitucional o estado de direito estaria mais fragilizado e a democracia seria muito menos saudável. Sem ele a Constituição da República, muito provavelmente, não passaria de uma folha de papel.Por fim, quero dirigir uma palavra de despedida ao Sr. Procurador-Geral da República, pois, creio que é a última vez que, nessa qualidade, participa nesta cerimónia.V. Exa. É um magistrado judicial que ao longo de mais de 40 anos de carreira honrou a magistratura portuguesa e dignificou a justiça e os tribunais.Em mais de cinco anos como Bastonário da Ordem dos Advogados, nunca encontrei nenhum colega que consigo tivesse trabalhado nas várias comarcas do país aonde prestou serviço que não me elogiasse as suas qualidades de magistrado, mas também de carácter e, sobretudo, o respeito com que sempre tratou os Advogados.V. Exa. nunca precisou de fazer exibições de poder para ser respeitado pelos Advogados com quem trabalhou. São assim os grandes magistrados.Como PGR, V. Exa. sempre teve um relacionamento exemplar com a Ordem dos Advogados e comigo próprio, muito acima das divergências e diferenças de opinião sobre os problemas da justiça.Por tudo isso, aqui lhe tributo publicamente, a homenagem e o respeito da Advocacia portuguesa.Com a sua jubilação, Sr. Procurador-Geral da República, estou certo que a justiça portuguesa vai ficar mais pobre.» [Ordem dos Advogados]
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
AMANHÃ DE MANHÃ VAMOS TODOS À PONTINHA
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
A petição que pede a demissão do Cavaco Silva já ultrapassou as 35 mil assinaturas e o número de subscritores continua a aumentar a grande velocidade.

As iniciativas de repúdio sucedem-se e o estado de espírito nacional já foi capaz de remeter o Presidente da República a uma espécie de clandestinidade, uma vez que a sua agenda terá que ser adaptada à raiva da população. Acabaram-se as aparições públicas. As vernissages vão ter que ser à porta fechada, com policiamento reforçado e feitas às escondidas do país. As declarações medidas ao milímetro por uma corte de especialistas. Cavaco está refém da sua própria ignomínia e o governo exposto quer à injustiça das suas medidas quer à sua insanável demagogia. Chegou a hora do outrora “integrado” no regime salazarista, deixar de vez a cena democrática. Ele tornou-se na metáfora do obscurantismo em que vivemos e a face mais visível de um regime que está fora de tempo.
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
Petição Pedido de Demissão do Presidente da República

Para: Cidadãos Portugueses
Nas suas recentes declarações enquanto Presidente da República Portuguesa o Sr. Aníbal Cavaco Silva afirma temer que as suas pensões num total acumulado 10.042€ (em 2011), sendo uma delas através do Banco de Portugal a qual não esteve sujeita aos cortes aplicados aos restantes cidadãos da Republica Portuguesa, não sejam suficientes para suportar as suas despesas, estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros".
Perante tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa, entendem os abaixo-assinados cidadãos que Presidente da República Aníbal António Cavaco Silva, não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa.
Peso isto bem como o medíocre desempenho do Sr. Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da Sociedade Portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao Sr. Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa.
Os signatários
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Nas suas recentes declarações enquanto Presidente da República Portuguesa o Sr. Aníbal Cavaco Silva afirma temer que as suas pensões num total acumulado 10.042€ (em 2011), sendo uma delas através do Banco de Portugal a qual não esteve sujeita aos cortes aplicados aos restantes cidadãos da Republica Portuguesa, não sejam suficientes para suportar as suas despesas, estas declarações estão a inundar de estupefacção e incredulidade uma população que viu o mesmo Presidente promulgar um Orçamento de Estado que elimina o 13.º e 14.º meses para os reformados com rendimento mensal de 600 euros".
Perante tão grande falta de senso e de respeito para com a População Portuguesa, entendem os abaixo-assinados cidadãos que Presidente da República Aníbal António Cavaco Silva, não reúne mais condições nem pode perante tais declarações continuar a representar a população Portuguesa.
Peso isto bem como o medíocre desempenho do Sr. Presidente da República face à sua diminuta intervenção nos assuntos fundamentais e fracturantes da Sociedade Portuguesa, os cidadãos abaixo assinados vêm por este modo transmitir que não se sentem representados, nem para tal reconhecem autoridade ao Sr. Aníbal António Cavaco Silva e pedem a sua imediata demissão do cargo de Presidente da República Portuguesa.
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Petição Manter a linha do barco "armas" Portimão-Madeira e Madeira-Portimão

Para:Governo Regional da MadeiraVenho pelo presente pedir a V.Exa que se digne a manter a linha do barco armas portimao madeira e madeira portimão, uma vez que todos nós madeirenses sairemos muito prejudicados a todos os niveis se este deixar de operar. Vivemos muito limitados, por estarmos numa ilha, e se por si só ja é dispendioso nos ca vivermos se este deixar de operar e de trazer quer mercadoria quer pessoas ou bens, o nosso nivel de vida vai aumentar e com uma taxa de desemprego ja alta que ca temos, sem falar nos mais pobres que ja lutam por sua sobrevivencia entre outros, peço que tenham em consideração e que deixem o armas continuar a manter a linha ou rota que ate agora tem vindo a fazer pois beneficiara todo o povo madeirense, bem como ajudara ao turismo que tanto precisamos na nossa ilha!
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UNICER Pires de Lima é militante do Partido Popular, onde foi vice-presidente da CPN (2004 - 2005). Foi eleito Deputado à AR nas VIII e X Legislatura

Não é o facto de António Pires de Lima que justifica o boicote das marcas da empresa que dirige mas sim a utilização do poder do orçamento dessas marcas para fazer passar a sua mensagem política e a utilização desse protagonismo em favor das posições políticas que favoreçam os lucros da sua empresa e os seus próprios benefícios.
Nestes tempos de medidas de austeridade brutais Pires de Lima tem-se destacado no apoio às políticas de austeridade e, pior ainda, na sugestão de medias ainda mais brutais como o despedimento em massa de funcionários públicos.
Actualmente Pires de Lima dirige a UNICER, uma empresa que explora o negócio das cervejas e é beneficiária directa de um dos problemas que afectam a sociedade portuguesa, o alcoolismo. OS custos para a sociedade do alcoolismo promovido pela Unicer, certamente muito superiores ao IRC que pagam, deveriam ser suficientes para que os gestores deste tipo de empresas fossem mais recatados. Mas neste país a pouca vergonha abunda e os traficantes de álcool aparecem a dar lições de moral ao país.

Recentemente, Pires de Lima foi dos empresários que veio a público apoiar o recurso a meia hora de trabalho escravo em favor dos patrões não escondendo a alegria por aumentar a produtividade nas suas empresas [Dinheiro Vivo]. Sabendo-se que a UNICER tem lucros elevados este aumento de produtividade vai direitinho para os lucros da empresa e para o prémio de Pires de Lima. Vir dizer que não tenciona cortar nos subsídios dos trabalhadores da UNICER é cinismo e uma demonstração de falta de respeito por esses mesmso trabalhadores, Pires de Lima sabe que nunca o poderá fazer e está a gozar quando tenta dar a entender que esses subsídios resultam da sua generosidade.

Mas Pires de Lima não se fica por aqui, ainda no passado dia 10 de Dezembro, em entrevista ao "i" defendeu de forma clara que deveriam ser despedidos 100.000 funcionários públicos que sem se saber como chegou a tal conclusão ele considera estarem a mais, lamentando-se por não haver forma de despedir funcionários.
Consumir os produtos da UNICER é ajudar à exploração sem limites e sem regras dos trabalhadores da UNICER, é considera que os seus direitos são resultado da generosidade caridosa de Pires de Lima. Consumir produtos da UNICER é dar força aos que defendem um despedimento colectivo de 100.000 mil trabalhadores.
Os funcionários públicos deste país deveriam vomitar sempre que bebem uma cerveja, uma água, um refrigerante ou um vinho vendido pela UNICER!
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Naviera Armas deixa linha Madeira-Portimão

A Naviera Armas enviou esta manhã uma informação aos seus maiores clientes na Madeira a anunciar o fim das suas operações entre esta Região Autónoma e o sul de Portugal. "Salvo mudanças imprevisíveis de última hora, a Naviera Armas realiza no próximo fim-de-semana a sua última viagem regular Funchal-Portimão-Funchal", revela a nota enviada por correio electrónico e assinada pelo director da linha Javier Garcia. Conforme o DIÁRIO revelou há cerca de duas semanas, a companhia canariana estava a analisar a continuidade da linha devido a uma série de dificuldades na operação. A nota enviada aos clientes não revela se este abandono inclui as ligações entre Madeira e Canárias.
Fonte: DN Madeira
Fonte: DN Madeira
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Comportamento de Jardim "é uma absoluta vergonha".

“É uma absoluta vergonha o que está a ser feito”. A frase é de Eduardo Welsh e refere-se às posições de Alberto João Jardim, no âmbito do processo de negociação da assistência financeira à Região.
Em nome do PND, Welsh diz que o “braço-de-ferro”, que Jardim mantém com Lisboa “é uma vergonha” porque Jardim já levou a Madeira à “bancarrota”. Portanto, conclui, “as negociações são para tirar a Madeira da bancarrota”.
A não assinatura do acordo “não vai beliscar a União Europeia nem Portugal”. Beliscados saem as empresas e os madeirenses, que estão a ser usados como “carne para canhão”. Jardim quer atirar responsabilidades para Lisboa, garante Welsh
Em nome do PND, Welsh diz que o “braço-de-ferro”, que Jardim mantém com Lisboa “é uma vergonha” porque Jardim já levou a Madeira à “bancarrota”. Portanto, conclui, “as negociações são para tirar a Madeira da bancarrota”.
A não assinatura do acordo “não vai beliscar a União Europeia nem Portugal”. Beliscados saem as empresas e os madeirenses, que estão a ser usados como “carne para canhão”. Jardim quer atirar responsabilidades para Lisboa, garante Welsh
Fonte: DN Madeira
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Esta crise nacional tem um nome sim - Crise CAVACO SILVA
Existe uma crise da divida , existe , principalmente privada e não tanto publica como querem fazer crer e que é europeia e internacional.Mas ao mesmo tempo , existe uma crise nacional , que tem as suas origens nos anos 80 com Cavaco a 1º ministro e que devido às suas acções a actual crise internacional está a ser amplificada grandemente em termos internos.
- Entrega na UE da nossa agricultura e industria em troca dos fundos comunitarios.
- Eliminação da nossa industria pesada , Siderugia , Lisnave , Sorefame , etc ...
- Eliminação de centenas de kms de ferrovia , apostando ruinosamente só em auto-estradas.
- Privatização da banca para incentivar a economia , mas sem uma regulação à altura , que levou ao disparar do endividamento , excesso de poder e atos arbitrarios e de corrupção por parte dos banqueiros , culminando nos casos BPN e BPP que só são a ponta do iceberg.
- Disparar da contratação de funcionários publicos quando era 1º ministro , sendo ele o campeão nesta área , que levou o seu ex-ministro Miguel Cadilhe a classificá-lo com o título honorífico "O Pai do Monstro".
- 1ª obra pública a derrapar nos custos e que obra , CCB , que custou o dobro ou o triplo do previsto , e que deu o mote para todas as derrapagens futuras.
- 1ª PPP , a Lusoponte , que tanto ele como o seu ministro Ferreira do Amaral disseram que não ía custar nada aos cidadãos , invenção essa que ía ser uma das causas da nossa ruína.
Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Ontem dia da tomada de posse dos “mijinhas” da Ribeira Brava recebemos o seguinte email:

Sabiam que pelos lados da zona oeste, corre a boca pequena que um dos dois irmãos iguais, que são apoiantes incondicionais do mijinhas-mor, andou a brincar as criancinhas e agora invés da JSD entregar consola de videojogos no Centro da Mãe, deverá entregar o seu discípulo. Importante é saber que a cria já está aos cuidados da Avó paterna.
Lamentamos que o dito email, tenha um sido um email fictício. Fica aqui a nossa pergunta.
Lamentamos que o dito email, tenha um sido um email fictício. Fica aqui a nossa pergunta.
Quando é que a cultura do medo vai acabar na Madeira?
Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
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