terça-feira, 29 de setembro de 2015

Este França Gomes é mais um, agora diz que votar no PSD ou CDS "é hipotecar a autonomia"


França Gomes contra lógicas partidárias 

A pensar exactamente na mesma linha daquela que vinha tendo, Manuel França Gomes diz no entanto não estar “contra, mas não estou entusiasticamente a favor”, é assim que nos responde. O presidente eleito à Assembleia Municipal diz-se muito reticente à lógica partidária onde “os militantes seguem escrupulosamente as regras do partido ao qual estão vinculados sendo penalizados se infringirem o modelo consagrado”, dando como exemplo as posições que os deputados madeirenses tomam mesmo que, nalgumas situações, prejudiquem os interesses da Região.
Para o médico esta é, de resto, uma espécie de facada na “liberdade de expressão” e na forma como a actuação partidária “limita a acção de pensamento”, daí que enquanto os estatutos não estiverem concluídos diga que o seu raciocino será idêntico. 
Lembra que uma das razões para ter aderido ao Movimento Popular JPP foi a “existência de liberdade de pensamento e de acção”. Uma vez mais socorre-se de uma acção prática evidenciada no JPP: “Há poucos dias existiu uma votação de uma proposta na Assembleia para o aumento do preço da água e a mesma só passou por um voto quando temos uma larga maioria e não houve processos por isso. Cada qual respeita o seu pensamento”, expressa.
Ora, até que esteja tudo preto no branco o médico reserva-se a emitir uma posição final. De qualquer maneira não deixa de temer que a “essência de querer fazer alguma coisa por Santa Cruz se perca com a passagem do Movimento a partido”. Além disso, é de opinião que a constituição de um partido exige um quadro maior de elementos competentes e experientes, de reconhecida notoriedade, sob pena de ver eleito figuras cuja faculdade ficam manifestamente longe dos cargos para os quais foram eleitos.
Seja como for, realça o “valor da adesão popular” à passagem de JPP a partido, enumerando as “8 mil assinaturas” signatárias à proposta, “mas mantenho as minhas reticências”. “O grupo tem sido unido e coeso e tem evoluído positivamente em Santa Cruz. O meu receio é se será assim quando tiver outras responsabilidades regionais”.

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