sexta-feira, 22 de abril de 2011

Independentes em peso na lista do Partido Nova Democracia



Dionísio Andrade é o mandatário da lista que é encabeçada por Hélder Spínola

O PND será a última força a divulgar a lista completa de candidatos pelo círculo da Madeira às eleições de 5 de Junho para a Assembleia da República. O anúncio deverá ocorrer na próxima terça-feira, no último dia do prazo para entrega de candidaturas em tribunal, mas o DIÁRIO apurou que a quase totalidade dos doze nomes a apresentar não tem militância partidária. Uma opção que segue na mesma linha do nome escolhido para cabeça-de-lista, o independente Hélder Spínola.

Também o segundo nome da lista é o de um independente, neste caso o da jovem advogada Rubina Sequeira. Com 28 anos, a candidata é licenciada em Direito pela Universidade Nova de Lisboa, tendo concluído o curso em 2007. No mesmo ano iniciou um curso de Direito Colectivo do Trabalho. Nos últimos meses defendeu em tribunal alguns dirigentes desta força política.

Outro independente que surge associado a esta candidatura é Dionísio Andrade, de 50 anos, antigo presidente da direcção regional do Sindicato dos Jornalistas (esteve no cargo de 2000 a 2007). Este antigo jornalista do Posto Emissor do Funchal é o mandatário da candidatura.

Conforme referimos, os restantes nomes da lista só deverão ser conhecidos no início da próxima semana. No entanto, é certo que os dirigentes ou militantes do PND serão uma minoria na candidatura e a ocupar posições secundárias.

Dar voz à sociedade civil

Parece cumprir-se a vontade expressa pelo cabeça-de-lista, que pretende apresentar uma candidatura "para que a sociedade civil tenha uma palavra a dizer e a influenciar a governação". "A arrogância e a falta de humildade caracterizam as governações que temos tido na Madeira e no continente. Inúmeros técnicos e cidadãos independentes, ao contrário daqueles que são marionetas dos interesses escondidos nos partidos e nos governos, têm avisado sistematicamente para os erros que têm sido cometidos no nosso território, na nossa economia e na nossa sociedade. Essas vozes são constantemente marginalizadas para que não ponham em causa os interesses de alguns privilegiados. Candidato-me porque é urgente que estas vozes da sociedade civil entrem nos círculos da política regional e nacional, abrindo-os e tornando-os transparentes para que não sejam as lógicas partidárias e os interesses de alguns a dominar as decisões sobre as nossas vidas e a nossa terra", diz Hélder Spínola. Recorde-se que o PND é a única das oito forças concorrentes na Madeira que não coloca o seu líder regional como cabeça-de-lista.

Fonte: DN Madeira

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