
1. Avançamos pela mão do evangelista João: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao fim» (Jo, 13,1».
O essencial «desta hora» de Jesus, é delineado por João com duas palavras fundamentais: «é a hora da passagem para o Pai»; «é a hora do amor, e até ao fim».
Segundo Bento XVI na II parte do seu livro sobre Jesus de Nazaré: «A «hora de Jesus é a hora da grande passagem para mais além, da transformação, e esta metamorfose do ser realiza-se através da agapé, do amor até ao fim. Este fim, esta totalidade da doação, da metamorfose de todo o ser, é precisamente o dar-se a si mesmo até à morte».
Jesus saiu do Pai, num acto de amor divino pela criatura, pela ovelha perdida, e regressa de novo com toda a sua humanidade redimida. A finalidade da sua descida está cumprida: aceitar e acolher todos os homens e regressar juntamente com eles, num regresso de «toda a carne». Esta é, portanto, a sua hora, e concomitantemente também a nossa hora.
2. O Lava-pés
O essencial «desta hora» de Jesus, é delineado por João com duas palavras fundamentais: «é a hora da passagem para o Pai»; «é a hora do amor, e até ao fim».
Segundo Bento XVI na II parte do seu livro sobre Jesus de Nazaré: «A «hora de Jesus é a hora da grande passagem para mais além, da transformação, e esta metamorfose do ser realiza-se através da agapé, do amor até ao fim. Este fim, esta totalidade da doação, da metamorfose de todo o ser, é precisamente o dar-se a si mesmo até à morte».
Jesus saiu do Pai, num acto de amor divino pela criatura, pela ovelha perdida, e regressa de novo com toda a sua humanidade redimida. A finalidade da sua descida está cumprida: aceitar e acolher todos os homens e regressar juntamente com eles, num regresso de «toda a carne». Esta é, portanto, a sua hora, e concomitantemente também a nossa hora.
2. O Lava-pés
Continuamos com o evangelista João: Jesus «levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura» (Jo 13, 4-5).
Este gesto é hoje comemorado e vivido em todas as comunidades cristãs, durante a celebração da Ceia do Senhor. Ele poderá ter diversas leituras, interpretações e simbolismos.
Narra-nos, certamente, como Jesus prestou aos seus discípulos o serviço de escravo: lavar os pés ao seu senhor»; «Esvaziou-Se a Si mesmo», como diria São Paulo.
E Bento XVI assim comenta: «Com este acto simbólico, Jesus ilustra o conjunto do seu serviço salvífico. Despoja-se do seu esplendor divino, ajoelha-se, por assim dizer diante de nós, lava e enxuga os nossos pés sujos, para nos tornar capazes de participar no banquete nupcial de Deus». Acrescenta ainda o Santo Padre: «O gesto do lava-pés exprime isto mesmo: é o amor serviçal de Jesus que nos arranca da nossa soberba e nos torna capazes de Deus, nos torna ‘puros’».
É ainda o símbolo da necessidade da purificação interior, da santificação operada pela graça de Deus, para caminhar em Cristo, e recorda ainda o efeito do baptismo: lavar o pecado para ressurgir na graça que dá a vida eterna.
Constitui também um exemplo e um apelo a todos os cristãos, senão para toda a humanidade. «… se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Na verdade, dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também» (Jo 13, 14-15). Estava dado o novo mandamento, o mandamento do amor que deverá impregnar a vida quotidiana dos discípulos: amar e fazer pelos outros como Jesus o fez e o indicou como o caminho da perfeição.
3. A oração sacerdotal de Jesus
Este gesto é hoje comemorado e vivido em todas as comunidades cristãs, durante a celebração da Ceia do Senhor. Ele poderá ter diversas leituras, interpretações e simbolismos.
Narra-nos, certamente, como Jesus prestou aos seus discípulos o serviço de escravo: lavar os pés ao seu senhor»; «Esvaziou-Se a Si mesmo», como diria São Paulo.
E Bento XVI assim comenta: «Com este acto simbólico, Jesus ilustra o conjunto do seu serviço salvífico. Despoja-se do seu esplendor divino, ajoelha-se, por assim dizer diante de nós, lava e enxuga os nossos pés sujos, para nos tornar capazes de participar no banquete nupcial de Deus». Acrescenta ainda o Santo Padre: «O gesto do lava-pés exprime isto mesmo: é o amor serviçal de Jesus que nos arranca da nossa soberba e nos torna capazes de Deus, nos torna ‘puros’».
É ainda o símbolo da necessidade da purificação interior, da santificação operada pela graça de Deus, para caminhar em Cristo, e recorda ainda o efeito do baptismo: lavar o pecado para ressurgir na graça que dá a vida eterna.
Constitui também um exemplo e um apelo a todos os cristãos, senão para toda a humanidade. «… se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Na verdade, dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também» (Jo 13, 14-15). Estava dado o novo mandamento, o mandamento do amor que deverá impregnar a vida quotidiana dos discípulos: amar e fazer pelos outros como Jesus o fez e o indicou como o caminho da perfeição.
3. A oração sacerdotal de Jesus
É o mesmo João quem no-la transmite, no capítulo 17 do seu evangelho. Jesus reza ao Pai, como sacerdote e vítima. Tem como substrato a Festa da Expiação judaica e, de certo modo, dela desponta. Observa Bento XVI: «tal como o sumo sacerdote cumpre a expiação por si, pela classe sacerdotal e por toda a comunidade de Israel, assim também Jesus reza por Si mesmo, pelos apóstolos e, finalmente, por todos aqueles que depois, por cauda da palavra deles, haveriam de acreditar n’Ele, ou seja, pela Igreja de todos os tempos» (cf Jo 17, 20). E acrescenta: «Ele santifica-se a Si mesmo e implora santidade para os seus».
O texto desta oração sacerdotal constitui uma bela leitura espiritual para este dia de Quinta Feita Santa, e poderá ser mesmo opção para a adoração comunitária junto do trono eucarístico nesta noite santa.
Quatro são os temas principais desta oração, na óptica de Bento XVI: «Esta é a vida eterna…»; «Consagra-os na verdade»; «Dei-lhes a conhecer o teu nome…»; «Que todos sejam um só…»
Para maior compreensão deste «testamento de Jesus» recomendamos a leitura de «Jesus de Nazaré» II parte, de Bento XVI.
4. A Instituição da Eucaristia
O texto desta oração sacerdotal constitui uma bela leitura espiritual para este dia de Quinta Feita Santa, e poderá ser mesmo opção para a adoração comunitária junto do trono eucarístico nesta noite santa.
Quatro são os temas principais desta oração, na óptica de Bento XVI: «Esta é a vida eterna…»; «Consagra-os na verdade»; «Dei-lhes a conhecer o teu nome…»; «Que todos sejam um só…»
Para maior compreensão deste «testamento de Jesus» recomendamos a leitura de «Jesus de Nazaré» II parte, de Bento XVI.
4. A Instituição da Eucaristia
A instituição da Eucaristia é, certamente, o pólo intensivo dos factos ocorridos neste dia antes da «preparação» da Páscoa, de que nos falam quatro narrativas neo-testamentárias, escritas por Mateus, Marcos, Lucas e Paulo, e que nos transmitem aquilo que verdadeiramente ocorreu e que a Igreja renova sempre que um sacerdote pronuncie sobre o pão e o vinho as mesmas palavras da transubstanciação. «Isto é o meu Corpo que vai ser entregue por vós; Isto é o meu sangue da Nova Aliança que vai ser derramado por muitos, (por todos) para perdão dos pecados»: «Fazei isto em memória de Mim». Com algumas pequenas variantes, os quatro escritos transmitem a mesma realidade: «Jesus Cristo, crucificado e ressuscitado, Se Nos entrega».
A este propósito escreve Bento XVI: «A Eucaristia é o processo do reunir-se, um processo que, em cada lugar e através de todos os lugares, é um entrar em comunhão com o Deus vivo, que aproxima, a partir de dentro, os homens uns com os outros. A Igreja forma-se a partir da Eucaristia. Dela recebe a sua unidade e a sua missão. A Igreja deriva da Última Ceia, mas por isso mesmo deriva da morte e da ressurreição de Cristo, por Ele antecipadas no dom do seu corpo e do seu sangue».
Artigo de Opinião de : Manuel Gama
manuelgama@jornaldamadeira.pt
A este propósito escreve Bento XVI: «A Eucaristia é o processo do reunir-se, um processo que, em cada lugar e através de todos os lugares, é um entrar em comunhão com o Deus vivo, que aproxima, a partir de dentro, os homens uns com os outros. A Igreja forma-se a partir da Eucaristia. Dela recebe a sua unidade e a sua missão. A Igreja deriva da Última Ceia, mas por isso mesmo deriva da morte e da ressurreição de Cristo, por Ele antecipadas no dom do seu corpo e do seu sangue».
Artigo de Opinião de : Manuel Gama
manuelgama@jornaldamadeira.pt
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