quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"P N D que empunhavam duas faixas, em português e inglês, a exigir a presença de inspetores da União Europeia nas eleições regionais"


O presidente da Comissão Europeia admitiu hoje a hipótese de “remobilizar” verbas do fundo de coesão ou dos fundos estruturais em matéria agrícola para ajudar a recuperar a Madeira, após o temporal de 20 de fevereiro que provocou 44 mortes.

Ao visitar a Serra de Água e o Funchal, Durão Barroso “expressou admiração” pelo trabalho feito na recuperação das infraestruturas danificadas e mostrou disponibilidade para continuar a apoiar a Madeira.

Há cerca de duas semanas a Comissão Europeia aprovou um financiamento de 31,2 milhões de euros do Fundo de Solidariedade para as obras de carácter mais urgente, lembrou o responsável.

O presidente da Comissão Europeia, que se encontra na Madeira para participar nas Jornadas de Estudo do Partido Popular Europeu (PPE), reconheceu o trabalho do povo e das autoridades na reconstrução da ilha.

“É com grande satisfação que vejo hoje a Madeira plenamente recuperada e as obras de reconstrução ora concluídas ora em curso”, declarou Durão Barroso.

Questionado sobre o facto de o dinheiro para a recuperação da ilha estar a chegar a “conta gotas”, o presidente da Comissão Europeia reiterou que a contribuição da União Europeia é “significativa”, mas “complementar”.

“Não compete à União Europeia financiar a 100 por cento”, adiantou o responsável, dizendo esperar que a verba de 31,2 milhões seja aprovada “rapidamente” pelo Conselho e Parlamento Europeu, “no decurso do mês de novembro”.

Durão Barroso afirmou ainda desconhecer os “problemas de pagamento”, frisando não ser sua competência seguir esta situação.

“Do nosso lado, da União Europeia, nós estamos a apoiar os esforços tão meritórios da Região Autónoma da Madeira para responder àquilo que foi na altura uma grande calamidade que, felizmente, foi ultrapassada”, reiterou.

Durão Barroso acrescentou que “o turismo voltou à Madeira” e que a região “está de facto magnífica”, não se notando “aqueles efeitos tão devastadores” que conheceu em março.

Após a visita a dois dos locais atingidos pelo temporal, o líder da Comissão Europeia encontrou, na entrada da unidade hoteleira onde decorrem as Jornadas de Estudo do Partido Popular Europeu, militantes do Partido da Nova Democracia que empunhavam duas faixas, em português e inglês, a exigir a presença de inspetores da União Europeia nas eleições regionais, que se realizam no próximo ano.

Os militantes distribuíram ainda panfletos, onde constava a pergunta: “É normal uma região ser governada pelo mesmo partido durante 35 anos e pelo mesmo presidente 32 anos?”.

As Jornadas de Estudo do PPE, onde Durão Barroso vai discursar ainda hoje de manhã, é um encontro bianual da maior família política europeia que reúne até sexta feira na capital madeirense cerca de 400 pessoas, entre deputados, funcionários e convidados.


AMB/SYR.
Fonte: LUSA

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