terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Gratuito custa 16 euros por madeirense























Cada madeirense paga, ao ano, 16 euros pelo Jornal da
Madeira. Mais do que todos os portugueses pagam pelos três órgãos de comunicação estatais de âmbito nacional: RTP, RDP e agência LUSA.

Recentemente foram divulgadas as verbas do Orçamento de Estado de 2010 para a comunicação social estatal que totalizam 164,7 milhões de euros.Esta verba milionária, dividida por todos os portugueses (cerca de 11 milhões) 'dá' a cada um pouco menos de 15 euros.

É esse valor per capita que o Estado vai transferir para os três órgãos de comunicação, com a maior fatia (mais de 140 milhões) a ir para a RTP. No entanto, é necessário ter em conta que a estação pública tem vários canais: RTP1, RTP2, Madeira, Açores, Internacional, Àfrica e RTPN.

No caso da RDP há que ter em conta que a taxa paga por habitação, incluída na conta da electricidade, não foi contabilizada nas transferências do Estado, mas também sai do 'bolso' dos portugueses.

Quatro milhões ao ano
Na Madeira, a despesa do Governo Regional com um único órgão de comunicação tem um peso superior para os contribuintes.

Anualmente, o Executivo regional transfere, só para o Jornal da Madeira, uma média de quatro milhões de euros. Verba que não impede que a empresa participada pela GR continue a dar prejuízo.

A Madeira tem uma população de 255 milhões e, feitas as contas, cada um 'paga' 16 euros para o 'JM'. Curiosamente, o jornal é de distribuição gratuita e dirige-se a um público muito mento do que os órgãos de comunicação nacionais que cobrem todo o país e servem as comunidades portuguesas. Esta comparação torna-se pertinente, num momento em que a Assembleia da República se prepara para debater a situação da comunicação social portuguesa e os canais privados de televisão há muito que contestam as transferências para a RTP e a manutenção de publicidade no canal público.

Na Madeira, o JM recebe, a título de suprimentos, vários milhões de euros e também entra na concorrência publicitária, além de ter toda a sua edição distribuída de forma gratuita. Uma situação que já motivou queixas na Autoridade da Concorrência e na União Europeia No caso do 'JM' também estará em causa a pluralidade de informação, uma vez que as opiniões publicadas são todas afectas ao PSD e ao Governo.

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