segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Eleições no PSD















Alberto João Jardim sempre foi conhecido por não dar espaço aos adversários, principalmente os mais jovens, dentro (sim, dentro) e fora do PSD. Mal aparecem ou pensam aparecer toca a malhar. Vale desde o insulto (pequeno Salazar) ao desprezo e até ao confronto (verbal).

Temos alguns bons exemplos que melhor definem essa estratégia que no fundo mostra o pavor que tem por todos aqueles que se aventurem a questionar as suas ordens ou os seus pensamentos. Lembram-se da célebre frase: eu sou o Único Importante?

Bernardo Trindade é para ele um pesadelo pois representa tudo aquilo que andou a tentar combater nestes 30 anos, portanto toca a insultar e a gozar. Jaime Filipe Ramos anda a fazer uma travessia para não ser mais insultado de Pequeno Salazar. Sérgio Marques é ostracizado num Partido que nem se pode dar a esse luxo mas atreveu-se a questionar o Grande Líder.

Humberto Vasconcelos foi vítima de assuntos que de política nada têm. Pedro Passos Coelho, só por ser candidato e ter dado a sua opinião, já apanhou e inclusive todos aqueles (do PSD-M) que aqui na Madeira o apoiam já foram apelidados de "tontos". Isto tudo para além de ter secado" duas gerações. Pois é, em Inglaterra isto não acontecia.

Estou muito interessado em ver como vai reagir o PSD-M às candidaturas nacionais agora que o Chefe percebeu de vez que ninguém lhe liga no Partido. Pior, era bom que percebesse que agora vêem-no como um problema. Agora mais do que nunca dizer mal de Jardim dá votos em Portugal, o que é sintomático.

Que o diga Pedro Passos Coelho que não se ficou perante o dinossauro madeirense. Espero sinceramente que os principais militantes do PSD-M pensem pela sua cabeça e não se fiquem pela do UI que baseia os seus apoios em humores e rancores de ocasião.

Pedro Passos Coelho é para ele também um pesadelo pois é uma nova geração que aí vem e que pode finalmente mexer com o Partido a nível regional. Enfim é pena mas ainda não percebeu que o seu tempo já foi ou como se diz: já era.
Por:João M.

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