sexta-feira, 26 de março de 2010

Carta do PND- Madeira enviada a Entidade Reguladora para a Comunicação Social

Exmo. Sr. Presidente
da Entidade Reguladora para a Comunicação Social
Avenida 24 de Julho, n.º58
1200-869 Lisboa


25 de Março de 2010

Exmo. Sr.

No dia 22 de Março de 2010, a RTP1 dedicou um seu programa “Prós e Contras”, dirigido pela apresentadora Fátima Campos, à intempérie ocorrida em 20 de Fevereiro de 2010.
O programa foi emitido a partir da Madeira, no cais da cidade junto ao novo aterro de pedras, areias e lamas aí depositados desde a mencionada intempérie.

Esperava-se de uma estação que tem por objecto o serviço público televisivo em Portugal, que este programa fosse participado, plural, propiciador do contraditório e isento.
Ora, como foi dado ver a todo o público, esse programa não foi participado, foi concorrido e engarrafado, salvo raras e honrosas excepções, pelas personalidades mais marcantes do “sistema” e da clique dirigente regional: o Secretário Regional do Equipamento Social, Santos Costa (PSD), o Vice-presidente do Governo Regional, Cunha e Silva (PSD), o Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Albuquerque (PSD), o Vice-presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel de Sousa (PSD), o Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Brava (PSD), diversos outros responsáveis autárquicos (PSD), dirigentes das maiores construtoras regionais, AFA, Tecnovia e Tâmega (todos próximos do PSD), vários empresários regionais próximos do PSD e/ou do Governo Regional, Miguel Sousa da Porto Santo Line e monopolista dos Portos da Madeira, Theotónio Pereira do Grupo Pestana, concessionário do Jogo e da Zona Franca, o Presidente da Associação Comercial e Industrial do Funchal (também administrador da Porto Santo Line), António Henriques, sócio de Jaime Ramos (PSD) no Funchal Centrum/Dolce Vita, e diversas entidades regionais, todas ligadas ao sistema político construído na Madeira desde há 30 anos, todas ligadas por interesses e/ou dependência hierárquica às entidades governativas regionais.

Tal programa não foi plural e efectivamente nele não estiveram presentes importantes personalidades da sociedade civil madeirense que têm intervindo e opinado sobre a intempérie do dia 20 de Fevereiro e que ao longo dos anos defenderam politicas de ordenamento, de prevenção de catástrofes e de investimentos públicos diferentes das que foram seguidas até hoje pelo governo regional, nem sequer foram convidados (e era o mínimo que se esperaria de um programa como este) jornalistas de órgãos da comunicação social regional e correspondentes na Madeira de órgãos da comunicação social nacional, designadamente do Diário de Notícias, do Tribuna da Madeira, da RDP, da RTP-M, da TSF, do Garajau, do Público, Diário de Notícias de Lisboa, da Lusa, da SIC e da TVI, sendo certo que muitos há nesses meios de comunicação que dão garantias de independência e isenção informativa.

Necessariamente com um tal painel unicolor do sistema regional, o “Prós e Contras” não foi um programa propiciador do debate, mas foi um momento (aliás, especialmente deplorável) de autêntica propaganda da liderança regional, em termos tão evidentes que levaram o professor João Batista, (que verdadeiramente se destacou de entre todos os presentes no programa como uma excepção de conhecimento técnico, desprendimento e independência política), a referir, em jeito de conclusão final, que aquele programa não tinha sido um “Prós e Contras” mas um “Prós e Prós”.

Mas o mais grave é que, por intervenção da jornalista Fátima Campos, o dito programa foi transformado, não sem um tocante mau gosto piroso, num tempo de antena do PSD-Madeira, com a referida jornalista a conduzir todo o programa para o louvor à acção governativa regional e, pior, para a idolatria do Presidente do Governo Regional e o elogio obviamente forçado de outros altos cargos dirigentes regionais, entre eles do engenheiro Santos Costa.

A dita jornalista, Fátima Campos, deve explicar publicamente as razões de tão extraordinário Programa e, porque é bem paga por todos os contribuintes nacionais, deve esclarecer como é que é possível que tenha transformado um assunto sério, num programa de propaganda de terceira categoria.

A jornalista Fátima Campos deve esclarecer porque razões foram afastados do debate pessoas como Hélder Spínola (ex presidente da Quercus), Violante Matos (ex deputada independente do Bloco de Esquerda), David Caldeira (empresário e ex deputado independente do PS), Carlos Pereira (ex director da ACIF e deputado do PS), Gil Canha (vereador independente do PND na CMF e ex director da associação ambiental COSMOS), Tolentino Nóbrega (correspondente do Público), Lília Bernardes (correspondente do DN de Lisboa), Vicente Jorge Silva (fundador do Público) Luís Calisto (director do DN da Madeira), Gaudêncio Figueira (ex secretário regional), Miguel Torres Cunha (jornalista do DN), Rui Marote (ex membro da Assembleia Municipal da CMF pelo CDS e ex jornalista do DN da Madeira), Rosário Martins (correspondente do SOL).

Uma vez que na discutida emissão do “Prós e Contras” agradeceu a colaboração da RTP-Madeira, a jornalista Fátima Campos deve esclarecer ainda que indicações ou sugestões lhe deu a Direcção da mesma sobre o quadro de participantes naquele programa.
Num momento em que o país atravessa uma gravíssima crise económica, são também preocupantes os sinais de degradação moral das instituições públicas nacionais, entre elas a Televisão de Serviço Público, a RTP.
Este programa, a conduta, os termos e modos nele assumidos pela jornalista Fátima Campos, são bem um sinal dessa degradação, senão mesmo dessa corrupção moral.

Assim, solicitamos a V. Exa. a abertura de um inquérito pelos factos denunciados, em especial para apuramento de responsabilidades da jornalista Fátima Campos e da Direcção da RTP-Madeira.

Pede e espera deferimento o requerente

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(José Manuel da Mata Vieira Coelho)

Directas no PSD. O senhor que se segue


“Prós e Contras”, uma monumental lavandaria










Na noite de segunda feira assisti a um dos mais lamentáveis programas do serviço público de televisão. Refiro-me aos “Prós e Contras”, de Fátima de Campos Ferreira, sobre … não sei bem o quê.

Feito e emitido a partir do Funchal, supunha eu que ia assistir a um bom programa de debate, com prós e contras, sobre o actual problema-mor da Madeira: o depois da calamidade ambiental que, no dia 20 de Fevereiro, se abateu sobre algumas zonas da ilha, causando mais de 50 mortos e enormes prejuízos materiais.

Ingenuidade dupla, a minha: o que ali se passou não foi um programa de debate e muito menos de prós e contras.

Em termos de opinião, na prática só havia prós. Mesmo dois ou três técnicos especialistas em questões ambientais que ali estavam – e cujas opiniões críticas são conhecidas, com relevo para Raimundo Quintal – puderam apenas dizer algumas coisas, mas nunca tiveram espaço para um debate sério, de resto como um deles sublinhou já no final: “Isto não é um programa de ‘Prós e Contras, mas de Prós e Prós’ “.

Na verdade, o que a RTP nos proporcionou mais pareceu um encontro da LAJ – Liga dos Apoderados de Jardim, com alguns penetras pelo meio, com direito a dizer baixinho o que lhes ia na alma, mas sem terem oportunidade de fazer uma pega de caras.

Ou então, uma espécie de uma festa de caridade ou uma feira de vaidades, num feérico cenário ao ar livre, com os “inertes” junto ao mar iluminados e enormes paquetes de luxo ancorados ou a sair do porto cheios de luzes.

Na tenda, montada de propósito e cujos custos desconheço, viam-se oficiais de polícia, militares com farda nº 1, dez presidentes das câmaras municipais da região (um dos quais teve direito a uns minutos de fama), bombeiros, técnicos da administração regional e uma famosa dama madeirense vestida com glamour, especialista em moda. E, não se sabe a que propósito, o ineviitável comendador Berardo, que já anunciou uma fantástica ajuda às vítimas: uma percentagem sobre as vendas de um vinho que é sua produção. Quanto mais vender, mais ajuda… Ah, é verdade, também estavam presentes vítimas da catástrofe.

Fátima, excedendo-se a si própria, sublinhou repetidamente a coragem e a determinação do povo da Madeira (só lhe faltou chamar povo superior, como o soba da ilha o classifica), mostrou imagens já mil vezes vistas, anunciou que a RTP já tinha conseguido arrecadar mais de um milhão de euros para ajudar os madeirenses, insistiu na necessidade da unidade com o Continente, perdeu-se em comentários que nada tinham a ver com jornalismo. Um festim lamechas e sem sentido.

E de debate, nada. Troca de argumentos, a favor e contra, sobre a política ambiental seguida nas três últimas décadas pela governação madeirense, nicles. Confrontar os governantes presentes com os avisos repetidamente feitos por especialistas na matéria e nunca tidos em conta por quem manda na região, népia. Análise sobre metodologias a seguir na reconstrução, tentando saber se os mesmos erros iriam ser repetidos ou se o caminho a seguir seria outro, só ao de leve..
Na verdade, o que ali aconteceu não foi um programa sério de televisão – foi uma piegas e monumental lavandaria a funcionar em pleno, com quilogramas de detergente tipo OMO, a ver quem lavava mais branco.

No final, como era óbvio, a governação madeirense saiu dali com o serviço todo feito a preceito: lavado, passado, engomado, a cheirar bem.

Independentemente das prováveis dificuldades encontradas por Fátima Campos Ferreira para levar ao programa as pessoas que eram a sua primeira escolha, não se compreende a composição final: as estrelas principais foram Cunha Silva, vice-presidente do governo; Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal do Funchal; Miguel Sousa, ex-vice-presidente do Governo e actual vice-presidente da Assembleia Legislativa Regional em acumulação com a presidência da Fábrica de Cerveja da Madeira; Santos Costa, secretário regional (membro do governo) com a tutela do Equipamento Social; e Luís Miguel de Sousa, primo do outro Sousa, e senhor de dois lucrativos monopólios regionais: o das viagens marítimas Funchal-Porto Santo, através da Porto Santo Line; e o das operações portuárias da capital madeirense, através de várias empresas.
Da oposição ao regime jardinista é que não havia nem cheiro. Diz-se que Fátima Campos Ferreira avisou logo mal chegou à Madeira: aquele não seria um programa político, logo não haveria convites a representantes partidários. E isso é o mais assustador de tudo: será que uma jornalista com tão grandes responsabilidades na estação pública de televisão não percebe que o modelo encontrado, além de uma fraude, foi um dos maiores fretes políticos alguma vez feitos a Jardim?

Este programa de “Prós e Prós” traz ainda outra interrogação: por que razão jornalistas experientes, e que em nada dependem de Jardim, não são capazes de enfrentar o tiranete do Funchal e seus seguidores? Será que desconhecem o que se passa há mais de três décadas naquela região autónoma?

Ribeiro Cardoso

quarta-feira, 24 de março de 2010

15 deputados com votos abertos, todos 'sim': dez do PSD, dois do PS e os três deputados únicos (o MPT, o BE e o PND). E os do CDS/PP?


Porque razão Lino Abreu, Presidente da Associação de Comércio e Serviços da Madeira não atende os telefonemas dos comerciantes?

Quaresma: Tempo para partir... tempo para a oração... tempo para perdoar Tempo para partilhar... tempo para amar!

Continuando assim vão desaparecer do Mapa eleitoral.


Jacinto Serrão não foi eleito vice-presidente da ALM, porque só conseguiu 23 votos 'sim', menos um dos que o exigido pelo regimento.


Quem é que acredita neste mentiroso?















VICE-PRESIDENTE DO PS NA ALRAM

Ontem ouvi na RDP uma entrevista do Presidente do MPT na Madeira, em que este afirmava que não tinham votado em Bernardo Martins em virtude de Bernardo ter sido o responsável pelo afastamento de vários dirigentes do PS que acabaram por fundar o MPT na Madeira - isto é uma autêntica mentira. Esta mentira já foi, por mim, desmentida várias vezes em conferências de imprensa, que na altura fiz.

A realidade, volto a referir para que se saiba toda a verdade, é que Bernardo Martins não teve nada haver com o afastamento de João Isidoro e de outros militantes, digo-o com a autoridade de quem esteve dentro do processo. Era há data Vice-Presidente do Partido, cujo Presidente era Jacinto Serrão e a proposta de avançar com a retirada de confiança política, veio do próprio Jacinto Serrão, foi aprovada no Secretariado e posteriormente levada à Comissão Política.

Vir para a praça pública mentir novamente para justificar o injustificavel não aceito. Se o Presidente do MPT, João Isidoro, quer falar toda a verdade que fale ...porque a seu tempo eu próprio posso dizer as verdadeiras razões que estão por detrás da sua decisão de votar contra o nome de Bernardo Martins e, diga-se, essas razões não são muito católicas..... partido satélites e satélites dentro dos partidos são como as bruxas ninguem acredita, mas que as há, há!

Fonte: Blog réplica e contra réplica

terça-feira, 23 de março de 2010

Estamos podando o jardim











Somos a favor de uma sociedade livre, esclarecida e educada, que nos aproxime da Europa evoluída e civilizada.

Pedro Passos Coelho o futuro Lider do PSD
















Pedro Manuel Mamede Passos Coelho (n.
Coimbra, 24 de Julho de 1964), administrador de empresas e político português.

Depois da infância em Angola, onde o pai exercia medicina, estabeleceu-se com a família em Vila Real, onde fez estudos no Liceu Nacional Camilo Castelo Branco. Actualmente a residir em Massamá, é casado e tem três filhas.
Chegado à política muito novo, teve um longo percurso na
Juventude Social Democrata, onde foi membro do Conselho Nacional (1980-1982) e presidente da Comissão Política (1990-1995). Foi deputado à Assembleia da República, pelo Círculo de Lisboa, nas VI e VII Legislaturas (1991-1999), onde integrou a Assembleia Parlamentar da OTAN (1991-1995) e foi vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD (1996-1999). Foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, eleito vereador (1997-2001).

Quando tinha trinta e seis anos, finalizou a sua licenciatura em
Economia, pela Universidade Lusíada de Lisboa (2001). Leccionou Matemática no Ensino Secundário (2001-2003), exerceu funções na Tecnoforma (2003-2004) e ingressou como director financeiro no Grupo Fomentinvest (em 2004), tornando-se um dos braços direitos de Ângelo Correia. Integra na mesma empresa a Comissão Executiva (desde 2007), funções que acumula com a presidência do Conselho de Administração da HLCTejo (empresa de valorização de resíduos).

Foi vice-presidente do
PSD, durante a liderança de Luís Marques Mendes (2005-2006), é presidente da Assembleia Municipal de Vila Real (desde 2005), e foi candidato à presidência do PSD (2008) onde propôs pela primeira vez uma revisão de orientação neoliberal. Derrotado por Manuela Ferreira Leite, fundou com um conjunto de apoiantes seus, o think-tank "Construir Ideias". Em 21 de Janeiro de 2010, lançou o livro Mudar e assumiu-se, novamente, candidato à liderança do PSD, nas eleições directas de Março de 2010.

Será este o próximo?


O regimento para a discussão da conta da Região Autónoma da Madeira - 2008. Só dá 5 minutos ao Deputado da NOVA DEMOCRACIA


Hoje é discutido na assembleia Regional a “conta da Região Autónoma da Madeira relativa a 2008”

Tempos totais para os partidos:

PSD - 104 minutos

PS - 26 minutos

PCP - 11 minutos

cds - 11 minutos

BE - 5 minutos

PT - 5 minutos

PND - 5 minutos

segunda-feira, 22 de março de 2010

Estamos podando o jardim










Estamos a enfraquecer e destruir um poder de 32 anos de vícios, de abusos, de represálias e de intolerância feroz, contra todos aqueles que pensam de maneira diferente.

Apresentação do candidato Dr. Pedro Passos Coelho na SOP











Tipo: Causas

Data: Terça-feira, 23 de Março de 2010

Hora: 18:00 - 20:00

Local: Sede distrital PSD Porto - Rua de Guerra Junqueiro nº 64

Alberto João Jardim dá o seu apoio ao Paulo Rangel ex-militante do CDS/PP para liderança do PSD.


PND solidário com coordenador do Ministério Público. José Manuel Coelho teme que Gonçalves Pereira "seja perseguido"





















O deputado do PND na Assembleia Legislativa manifestou, esta manhã, "total solidariedade" ao coordenador do Ministério Público na Região.

José Manuel Coelho elogiou a "coragem" de Gonçalves Pereira que, em entrevista ao DIÁRIO, alertou para a pouca eficácia das Finanças na investigação de crimes fiscais. Coelho considera que o coordenador do MP "tocou" num dos principais alicerces do "regime jardinista" que, acusa, protege "os grandes tubarões" e penaliza "os pequenos comerciantes".

O deputado do PND teme que o magistrado "seja perseguido", através de "jogos de influências" para afastá-lo da Madeira.