domingo, 21 de outubro de 2012

Crónica: A morte do bispo. Por: Marta Caires


Quando se soube da morte do bispo, a minha tia Teresa disse que íamos ao velório na Sé prestar homenagem a D. Francisco Santana, homem de fé a quem as minhas tias e a minha mãe guardavam respeito. Acho que por causa do comunismo, do 25 de Abril e do medo de dividir a casa, o galinheiro e a fazenda do meu avô com mais cinco ou seis famílias. Era o que se dizia que ia acontecer se fossem os comunistas a mandar, mas o senhor bispo não deixou, nós ficámos com as galinhas e a fazenda, mais a dívida de gratidão ao paço episcopal.
 D. Francisco Santana finou-se na ignorância da gratidão das minhas tias, o que, para o caso, interessou pouco. A minha tia Teresa, que gostava das coisas da igreja e mandava dizer missas pelas almas, assumiu a função de velar o bispo e levou-me pela mão num sábado à tarde para uma Rua da Carreira cheia de gente, de luto e mulheres chorosas, o que ia ser de todos agora que estava morto e seguia no carro funerário para a Sé. A multidão apertava-se nas ruas, havia escuteiros e polícias a mandar no trânsito, pessoas a querer entrar na catedral, a cidade despedia-se em peso.
 E eu estava lá, entre a massa de gente, sem saber ao certo do luto, nem sequer o que era morte, o absoluto que é e o vazio que traz. Não passava de uma miúda de sapatos azuis e meias brancas de renda de algodão a quem a tia tinha tirado da catequese. A dona Gabriela, a catequista, devia andar por ali, piedosa e cheia de fé como os outros que, juntos, tornavam o adro da Sé pequeno e apertado. A multidão espremia-se contra a porta e, por instantes, a minha mão fugiu da minha tia, lembro-me de a ver depois, branca e preocupada, estava bem e inteira?
 Não sei se foi do susto, de se ver assim no meio do aperto, a sufocar naquele calor de pessoas, mas nesse sábado não entrámos na Sé, nem eu vi D. Francisco Santana morto. A minha tia Teresa pensou melhor, tínhamos cumprido o dever e mostrado gratidão à luta contra o comunismo, o senhor bispo compreendia. A minha tia voltou a pegar-me pela mão, fomos em passo apressado apanhar o Jamboto, Via Álamos no Baião, havia fila como se fosse dia de semana. Quando descemos os degraus de dois a dois da casa do meu avô era quase noitinha e a minha tia prometeu-me um lanche, tinha um bolo de mel por encetar.
 O dia do velório do bispo terminou assim na cozinha, a minha tia a fazer café e a tirar dos confins do armário um bolo de mel que tinha ficado do Natal. "Foi um aperto e tanto, não foi?" A tia podia ficar descansada, não ia falar daquele susto à minha mãe, nem contar a aflição, nem deixar de ir à via-sacra na Quaresma e às missas do parto, nem às procissões para ficar na berma da estrada a ver os santos a abanar nos andores e a ouvir a banda tocar música solene. Eu sabia guardar um segredo e perceber um gesto como aquele de partir um bolo de mel para fazer agrado. A tia Teresa era a madrinha, um coração caloroso, uma mãe quando a minha se foi.

Estátua da Autonomia


Esta estátua, a ser removida, agarrada a cabos de uma grua, é um mau presságio para o regime jardinista, mas também uma fonte de inspiração para o humor negro. Não me quero referir aqui, à retirada discreta e envergonhada das inúmeras estátuas de Lenine, após o colapso da URSS. Esta foto faz lembrar sim, duas situações trágico-cómicas, vividas aquando da queda de Bagdade, em 2003. A primeira, foi o derrube e posterior bailarico feliz sobre a estátua de Saddam Hussein, e a segunda, foi assistirmos pela TV, a imagens de tanques americanos manobrando ao fundo, enquanto um sujeito fardado, com um rosto castiço, ia dizendo com o ar mais sério deste mundo, que os americanos estavam em debandada. O dr. Jardim, como o ministro de informação de Saddam, também consegue dizer as mais absurdas mentiras, quando todos estão a ver os piores dos cenários.
Foto da semana comentada por:  
Gil Canha, Vereador do PND na Câmara do Funchal

Fonte: DN Madeira

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Descubra as diferenças!




Autonomia, bye, bye...




A sempre novela "Delfins & Sucessão" A primeira referência ao "desejo" de Jardim abandonar o Governo Regional apareceu logo em 1982.

1982 - "devo deixar este cargo em 1984

1983: Já não sai

1989: Miguel de Sousa, o sucessor

1995: duas buforadas no charuto

1996: não me recandidato mais

1998: tudo adiado para 2004

2000: "Esta é mesmo a última vez"

2004: Delfins entram em guerra

2007: em 2010 é que é

2009: vozes querem que ele fique

Jardim só vai ficar até 2011

2012........................................................................

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Bruno Pereira : a história de um verme


Bruno Pereira optou por apoiar Jardim no próximo congresso do PSD.
Nada que admire vindo de quem vem.
Esta criatura é o exemplo perfeito de trinta anos de autonomia.
Não tem passado profissional no sector privado; empre viveu do erário público; o seu nome andou misturado com negócios nebulosos a propósito de umas casas construídas ilegalmente na zona do Imaculado Coração de Maria e para terminar acabou traindo Miguel Albuquerque.
Esta criatura não mereceria que se perdesse tempo com a sua miserável existência mas é tentador compará-lo com o comportamento da vereadora Rubina Lea l Vargas.
Rubina Leal é igualmente fruto de trinta anos de jardinismo.
Tal como o primeiro não tem passado profissional no sector privado; sempre viveu do erário público; sempre disse ámen ao Albertolas; foi cúmplice e beneficiária deste regime de favores e  corrupção e colaborou intensamente na manutenção do clima de medo que reinou – e ainda reina nesta terra -. mas desta vez , ao contrário do passado teve um assomo de dignidade. Não é muito mas é qualquer coisa!

Tanto que eu gostava de fazer uma "massagem alternativa" nas costas de certos deputados e governantes regionais


A ditadura das sondagens estão aí!


O que faz Luís Filipe Malheiro na CPR do "Fascista-mor"?


Hoje publicado no Tribuna da Madeira


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Os reis não temem o povo!

O futuro Rei Filipe VI de Espanha percorreu ontem a pé pela tarde mais de mil metros pelas ruas do centro de Madrid. Fê-lo naturalmente, sem alarde, sem sirenes e na companhia de três dos seus assessores, para participar numa kermesse da Cruz Vermelha. Pelo caminho, como as imagens demonstram, só recebeu mostras espontâneas de afecto e simpatia. Creio não ser necessário fazer quaisquer comentários.

Candidatura de Miguel Albuquerque a Presidente da Comissão Política Regional do PSD/Madeira


Lista  Candidata à Comissão Política Regional:

Presidente: Miguel Filipe Machado Albuquerque  (Advogado – Funchal)
Vogal: Bernardo Manuel de Oliveira e Castro Caldeira (Empresário – Porto Santo)
Vogal: Carina Fabiana Henriques Bento (Museóloga – Funchal)
Vogal: Carlos Manuel Gomes Bettencourt (Empresário – Calheta)
Vogal: Celina Maria Ferreira Alveno Aveiro (Jurista – Funchal)
Vogal: Clara Tiago de Sousa Coelho (Advogada – Ribeira Brava)
Vogal: Daniel Trindade Borges (Gestor de Empresas – Funchal)
Vogal: Dany Francisco de Freitas de Barros (Professor – Câmara de Lobos)
Vogal: Élvio Manuel Vasconcelos da Encarnação (Economista – Machico)
Vogal: João Augusto Quinto de Faria Nunes (Médico – Funchal)
Vogal: João José Pimenta de Sousa (Médico – Funchal)
Vogal: João Paulo Pereira Marques (Advogado – Funchal)
Vogal: Jorge Maria Abreu de Carvalho (Professor – Funchal)
Vogal: Jorge Miguel do Vale Fernandes (Economista – Funchal)
Vogal: José Humberto de Sousa Vasconcelos (Economista – Funchal)
Vogal: Manuel Virgílio Pereira Ganança  (Advogado – Ponta do Sol)
Vogal: Paulo Manuel Gonçalves de Freitas (Advogado – Santana)
Vogal: Pedro Alexandre Gonçalves Ornelas (Empresário – Câmara de Lobos)
Vogal: Pedro Miguel Amaro de Bettencourt Calado (Gestor de Empresas – Funchal)
Vogal: Ricardo Lívio Borges Sousa e Freitas (Gestor de Empresas – Funchal)
Vogal: Roquelino Lourenço de Ornelas (Jornalista – Caniço)
Vogal: Rubina Maria Branco Leal Vargas (Socióloga – Caniço)
Vogal: Rui Alberto Garanito Santos (Empresário – Funchal)
Vogal: Sara Martins Marques Santos Madruga da Costa (Advogada – Funchal)
Vogal: Sidónio Baptista Fernandes (Professor – Santa Cruz)

Lista Candidata ao Secretariado:

Secretário Geral: Rui Emanuel Sousa Abreu  (Jurista – Funchal)
Vogal: José Manuel Coelho (Professor – Funchal)
Vogal: José António Gonçalves Garcês (Coord. Técnico – S. Vicente)
Vogal:  Maria João Nunes Faria (Empresária – Câmara de Lobos)
Vogal: Francisco Ilídio Rebolo de Castro (Empresário – Funchal)    
Vogal: Alcino Rodrigues Ferreira (Empresário – Funchal)
Vogal: Nuno Décio Fernandes Martins (Empresário – Funchal)