sexta-feira, 12 de junho de 2009

O Jornal do "POVO SUPERIOR"











Obrigado, PSD-M

Finalmente o Grupo Parlamentar do PSD fez qualquer coisa de útil à sociedade. Sim, foi através de uma sua iniciativa que os madeirenses ficaram a conhecer os estatutos editoriais dos maiores jornais desta Região - DN de iniciativa privada e o do JM de capitais públicos e da Diocese. Tenho de dizer que a princípio pensei que se tratasse de uma brincadeira de mau gosto. Se por um lado o estatuto editorial do Diário não me trouxe nenhuma surpresa, o do Jornal da Madeira considero-o no mínimo um escândalo. Começa logo no nº 1 - " … ter acesso a uma informação correcta e precisa", no nº 2 "… a um são pluralismo ideológico …", " …pelo que não está enfeudado a qualquer partido político." Mas estarão a gozar comigo usando para isso o meu próprio dinheiro?! Eu ia jurar que aquilo é um panfleto laranja mais papista que o Papa! No ponto 3 "de uma informação em ordem a desenvolver o sentido crítico da opinião pública …" Estes alguns pontos sem sequer mencionar outros dos restantes pontos .

Face a isto apetece gritar : vão enganar outros!!! Isto não se faz, ainda por cima com o nosso dinheiro. Será que a Igreja da Madeira, que tem responsabilidades naquilo, se revê neste comportamento? Chega de hipocrisia! Nem tudo o dinheiro justifica. Senhor Bispo, V. Exa Reverendíssima, que tanto apregoa a verdade e a justiça, por onde anda que não vê este comportamento num Jornal que também é seu? Não quer arranjar problemas com o Governo? E o que acha que nós católicos pensamos deste seu silêncio? E o Evangelho? E o amor à verdade? E o espírito cristão? Também comunga do princípio do PSD e GR que o Diário é o inimigo e que tudo serve para o fechar? Estas são questões que têm de ser respondidas e que o silêncio de V. Exa só vem confirmar que infelizmente pactua com tamanha estratégia. E se forem avante os tão badalados despedimentos no Diário ? V. Exª conseguirá dormir de consciência tranquila? Bem Hajam os senhores deputados do PSD, pena que não tenham também suscitado à ERC a verificação do cumprimento do estatuto editorial do JM, tinha-vos ficado bem. Ao menos sem querer já fizeram qualquer coisinha o que não está nada mau. Azar aquele do Presidente Srº Silva ter chumbado o Jackpot …Lá se foram umas lecas.

Manuel Gregório Freitas

Ai o meu dinheirinho…

Mais uma vez se veio a saber para onde vai o nosso dinheiro. Afinal o JM é um jornal onde têm lugar todos os partidos. Desculpem, só aqueles que são fiéis ao Evangelho e no amor da Verdade. Certo? Mas para pagar somos todos fiéis ao Evangelho e no Amor à Verdade. Também está certo? Não, está completamente errado, isto é o querem ou vêm fazendo com o dinheiro dos nossos impostos. Para pagar este escândalo do comportamento do GR e da Igreja somos todos iguais, para beneficiar daquele espaço só os que abusivamente utilizam o nosso dinheiro dos impostos. Mas atenção, o estatuto do JM diz que o Jornal não está enfeudado a nenhum partido político. Haja decoro e vergonha. De facto, para chupar o nosso dinheiro não fazem distinções a partidos, agora para utilizar esse espaço aqui a música é outra. E depois para compor o ramalhete impingem-nos aquilo todos os dias de manhã mas só com a visão deles. Grandes democratas! Na minha terra isto tem um nome feio… julinhos.

André G. Teixeira

Com a devida vénia do DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

quarta-feira, 10 de junho de 2009

MANUELA FERREIRA LEITE JÁ FALA DE ALIANÇA COM PAULO PORTAS


«A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, quer que o partido avance sozinho para as próximas eleições legislativas, não excluindo, contudo, eventuais acordos pós-eleitorais com o CDS-PP.» [Correio da Manhã]

Parecer:

Deus nos livre.

Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Ferreira Leite está a andar demasiado depressa.»

Com a devida vénia o Jumento

O DN - Madeira diz que a "Madeira já perdeu este anos mais de 68 mil passageiros"
















Será que Jardim vai processar por calúnia o Diário?

Diario de Noticias - 17 de Março de 1991

terça-feira, 9 de junho de 2009

Para que serve o CDS?


















O CDS tinha uma boa lista. Nuno Melo brilhou no inquérito ao caso BPN, Teresa Caeiro e Diogo Feio são políticos experientes e competentes. Mas Portas apareceu a todo o tempo. Quis fazer de muleta dos seus candidatos mas, ao contrário, encolheu-os e nunca os deixou crescer. As imagens eram de Portas, as prédicas eleitorais eram de Portas e Portas estava nos cartazes e nas feiras.

Na verdade, o CDS já não é bem um partido – parece-se mais com um culto pessoal à volta de Paulo Portas. O grande problema dessa liturgia é que o seu objecto está em irremediável decadência. Portas regressou mal e antes do tempo. Voltou igual, apenas mais gasto e redundante. Transformou o CDS num partido de um homem só cuja mensagem exclusiva é o seu líder. O paradoxo é que, por culpa própria, Portas se tornou na personagem mais estafada e aborrecida da política portuguesa.

O espaço vital do CDS subsiste à custa da variação de conjuntura do vizinho ‘grande’ do lado, o PSD. Este raramente esteve tão mal como nestes anos socráticos, mas o CDS nunca conseguiu aproveitar essa letargia. Não soube ser alternativa. Não faz diferença em área nenhuma. A sua competição eleitoral parece reduzir--se a uma obstinação patética em vencer as sondagens: o CDS julga vencer só porque não perdeu tanto como se previa.

Mas os resultados de ontem não podem deixar ninguém feliz no CDS: quando não há estratégia para além da mera sobrevivência, todos os esforços visam apenas adiar o fim. O próximo desafio será nas Legislativas.

Carlos Abreu Amorim, Jurista

Com a devida vénia
Correio da Manhã

Quantas vezes aparece hoje no Jornal da Madeira a foto de Alberto João Jardim?





































- Nenhuma ?

- Duas ?

- Cinco ?

- Nove ?

E VIVA O NOSSO DINHEIRO ! ! !











A incompetência de um reformado










ALM sem poder para chamar José Sócrates

Parecer jurídico aponta as ilegalidades do requerimento da bancada do PSD A Assembleia Legislativa da Madeira não tem, entre as suas competências, a possibilidade de chamar membros do Governo da República para debates ou audições. Sendo assim, o requerimento do PSD-M, para a realização de um debate em que participaria o primeiro-ministro, está ferido de ilegalidade. Esta é a principal conclusão de um parecer jurídico, solicitado ao gabinete do constitucionalista Sérvulo Correia e que ontem foi apresentado aos lideres parlamentares. O requerimento do PSD-M, aprovado num dos últimos plenários, surgiu na sequência da visita à Região de José Sócrates. Os social-democratas pretendiam que se realizasse um debate, sem limite de tempo, em que participaria, além do primeiro-ministro, o presidente do Governo Regional. O objectivo era esclarecer as várias questões em torno da lei das finanças regionais. No parecer, assinado pelos advogados Rui Medeiros e Marisa Fonseca, é referido que, tanto pela leitura do Regimento da ALM, como do Estatuto Politico-administrativo, é fácil concluir que o parlamento regional não tem competência para convocar um primeiro-ministro. Uma pretensão que até seria considerada inconstitucional.

Face a esta conclusão, a Assembleia Legislativa decidiu alterar o teor da proposta 'laranja' e convidar José Sócrates para um debate.

Dia da Região no Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos

As comemorações do Dia da Região, a a 1 de Julho, vão realizar-se, este ano, no Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos. A decisão foi comunicada, ontem, aos lideres parlamentares da Assembleia Legislativa da Madeira. A cerimónia, organizada pelo parlamento, seguirá os moldes dos últimos anos, com uma intervenção de Miguel Mendonça e uma conferência, proferida por um convidado.

Este ano, a escolha foi Guilherme Leite que vai discursar sobe 'Autonomia e federalismo'.

Guilherme Leite foi deputado à Assembleia Legislativa dos Açores a que presidiu entre 1984 e 1992. Foi secretário regional da Educação e Cultura nos dois primeiros governos dos Açores, entre 1976 e 1984. Entre 1992 e 199) foi deputado na Assembleia da República.

Jorge Freitas Sousa

Com a devida vénia do DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

domingo, 7 de junho de 2009

Sondagem: PS perde maioria absoluta nas legislativas

Caso as eleições legislativas fossem hoje, o PS manter-se-ia no Governo, mas sem maioria absoluta, segundo a projecção da Eurosondagem para a SIC.
O PS recolhe 39,6% das intenções de voto, enquanto que o PSD consegue 33%.

Legislativas - projecção (%)

Partido Votos (%)
PS 39,6
PPD/PSD 33,0
CDU 7,9
CDS/PP 5,6
BE 9,1
Outro partido/Branco/Nulo 4,8
Nota: Exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam "Não Sabe/Não Responde" se abstêm.

Ainda de acordo com esta sondagem, o Bloco de Esquerda assume-se como terceira força política (9,1% dos votos), à frente da CDU (7,9%). O CDS não vai além dos 5,6% nas intenções de voto.

Ficha Técnica

Estudo de Opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para a SIC, dias 3, 4 e 5 de Junho de 2009.
O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e Regiões Autónomas e habitando em lares com telefone da rede fixa.

A amostra foi estratificada por Região (Norte – 19,1%: AM do Porto – 12,9%; Centro – 27,7%; AM de Lisboa – 26,4%; Sul – 9,2%; Região Autónoma dos Açores – 2,2%; e Região Autónoma da Madeira – 2,5%), e aleatória no que concerne ao Sexo e Faixa Etária, de onde resultou Feminino (51,0%), Masculino (49,0%) e 18/30 anos (19,9%), 31/59 anos (55,0%) e 60 ou mais (21,1%).

Foram efectuadas 2.948 tentativas de entrevistas e, destas, 437 (14,8%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião. Foram validadas 2.511 entrevistas, correspondendo a 85,2% das tentativas realizadas.

O objecto da sondagem foi a intenção de voto para eleições legislativas.

O resultado projectado da intenção de voto é calculado mediante um exercício meramente matemático, presumindo que os 24,3% respondentes “Ns/Nr” se abstêm.
O erro máximo da Amostra é de 1,96%, para um grau de probabilidade de 95%.

O Responsável Técnico da Eurosondagem
Rui Oliveira Costa
Lisboa, 07 de Junho de 2009

Para quem tinha duvidas do meu voto no Partido Socialista

Eu já votei

Ir a votos custa 9,74 milhões
















A avaliar pelas perspectivas de afluência às urnas nas Europeias de hoje registar--se-á um enorme desperdício de boletins: as disposições legais, para que não faltem papelinhos para votar, obrigaram à impressão de 12 milhões de boletins, no que se gastou 331 114,42 euros. O número de votantes nas Europeias 2004, cerca de 3,4 milhões, sugere que se utilizará pouco mais de um quarto dos papéis. Os gastos com os votos representam, porém, somente 3,5% das despesas com estas eleições, de 9,74 milhões de euros, como mostra a infografia detalhada. As parcelas mais gordas estão no pagamento aos elementos das mesas – 4,65 milhões de euros – e nas indemnizações aos canais de TV e rádio pelos tempos de antena: 3,57 milhões de euros.

As Europeias 2009 são o primeiro grande acto eleitoral realizado após se implementar o Sistema de Informação e Gestão do Recenseamento Eleitoral (SIGRE) estreado no início deste ano num referendo local, no concelho de Viana do Castelo. Jorge Miguéis, director dos serviços de Administração Eleitoral na Direcção-Geral da Administração Interna, afirmou ao CM estar optimista no bom funcionamento do sistema que respondeu sem problemas nos testes feitos quanto a informações de números de eleitores e freguesias onde se vota, tanto através da internet como de SMS por telemóvel.

O novo sistema, em que a inscrição nos cadernos eleitorais se faz automaticamente ao atingir os 18 anos de idade, aumentou o número de eleitores em mais de 700 mil. Os 9 562 141 recenseados estão, porém, muito acima do que o INE calcula serem os portugueses acima dos 18 anos. Jorge Miguéis, que trabalha no assunto desde os preparativos para a eleição da Constituinte em 1975, observa que podem ainda existir muitos mortos nas listas, apesar da limpeza que em 1998 tirou mais de 465 mil falecidos e mal inscritos. 'O SIGRE corrigirá esta diferença que tem vários factores', observa, exemplificando com os residentes no estrangeiro que têm Bilhete de Identidade com morada em Portugal.

Apesar do aumento de inscritos, mantém-se sensivelmente igual o número das 12 500 mesas onde os membros recebem 76,32 euros por um dia ao serviço da comunidade.

NÓS, PORTUGUESES: 'A PISTOLA TRANSFORMOU-SE EM OURO'

Foi um chamamento divino', explica António Vieira Caetano, 72 anos, guardião do Mosteiro de São João de Tarouca. Durante anos, trabalhou em Lisboa em lojas de vestuário como a alfaiataria Rosa & Teixeira, na avenida da Liberdade. Um dia regressou à terra natal e tratou de cuidar do grande monumento da sua terra. 'Vim para aqui em 1977, estava o Mosteiro com as portas abertas, sem telhado, os azulejos descolados das paredes, esculturas em terracota desfeitas. Decidi ficar por aqui e ajudar o mais possível', diz.

As histórias contadas por António Caetano são mais que muitas: 'Uma vez um ex--presidente da Junta de Freguesia apontou-me uma pistola porque queria construir habitação junto ao mosteiro e eu opus-me. Já faleceu, Deus o tenha em descanso.' As dificuldades de preservação do monumento foram muitas. 'Cheguei a colocar a rapaziada de ocupação dos tempos livres a cortar paus para escorar as talhas.'

Caetano orgulha-se de ter recebido uma medalha de ouro de mérito da Assembleia Municipal de Tarouca e de ter sido entrevistado na SIC. 'A Júlia Pinheiro só me disse: Você venceu a guerra, a pistola transformou-se em ouro.'

Neste momento, o Mosteiro necessita da restauração do órgão de tubos.

'COM QUE DIREITO NOS PODEMOS QUEIXAR?'

O Presidente da República apelou ontem aos portugueses para não deixarem de votar hoje nas eleições para o Parlamento Europeu, recordando que 'esta é uma altura de responsabilidades, não um tempo de facilidades'.

'É errado pensar que as eleições de amanhã [hoje] pouco interessam para as condições de vida dos portugueses (...); o Parlamento Europeu irá tomar decisões que vão ter uma implicação directa na vida de todos nós', advertiu Cavaco Silva, numa mensagem dirigida ontem à noite aos portugueses. E lembrou: 'Será muito fácil, será muito cómodo não comparecer nos locais de voto. Mas não vivemos tempos de facilidades. Vivemos tempos de responsabilidades', referindo-se à grave crise económica que o País atravessa.

'Com que direito nos poderemos queixar depois das políticas europeias se, na hora em que fomos chamados a decidir, no momento em que pudemos escolher, optámos por não comparecer?', alertou o Presidente, sublinhando que 'votar é um direito, mas também um dever.' Os resultados da últimas sondagens publicadas apontam para uma abstenção superior a 60% nas Europeias.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Onde se vota?

O cartão de eleitor indica o seu número e a freguesia onde está recenseado. Basta neste caso consultar o edital com distribuição dos eleitores por mesas e a respectiva localização. Caso não tenha cartão de eleitor, pode obter informação deslocando-se pessoalmente em qualquer sede de junta de freguesia, onde está disponível acesso ao SIGRE, através da internet ou de SMS.

Como saber pela net?

Pode informar-se no site www.recenseamento.mai.gov.pt onde acederá a uma página que lhe pede para escrever o seu nome e data de nascimento para saberem em que freguesia está inscrito e o seu número de eleitor. Depois disso vê o edital da freguesia onde vota.

Como saber por SMS?

Pode obter o seu número de eleitor e freguesia onde vota enviando uma mensagem SMS para 3838 com o seguinte texto: RE + espaço + algarismos do número de bilhete de identidade + espaço + data de nascimento com indicação de ano, mês e dia (exemplo: 19890107).

PORMENORES

MESAS

Apesar do aumento de inscritos, sobe pouco o número de mesas. À volta de Lisboa, o concelho de Sintra passa de 286 para 288 e Oeiras de 141 para 146, enquanto Loures mantém as 191.

URNAS

As secções de voto são definidas a uma média de mil inscritos por mesa. Esse número pode aumentar perante expectativa de forte abstenção. As urnas de voto têm, no entanto, capacidade para 1650 a 2000 votos.

SERVIÇO

Os membros oficiais de cada mesa de voto são cinco e pelo menos três têm de estar presentes para que ela funcione. As urnas abrem às 08h00, mas o trabalho começa às 07h00.

ITÁLIA

A par das Europeias, a Itália promove no estrangeiro um referendo sobre modificação nas leis eleitorais para o Parlamento em que é notável o tamanho das perguntas que chegam a ser maiores do que o texto de uma página de jornal.

NOTAS

INFORMAÇÃO: 25 MIL CARTAZES

À porta de cada secção de voto são afixados dois boletins de voto gigantes que servem para informação dos eleitores. Foram impressos 25 mil desses cartazes e outros tantos em braile

ELEIÇÕES: SEIS FORAM A VOTOS

Os eleitores da Eslováquia, Letónia, Malta, Chipre, República Checa e Itália votaram ontem nas Europeias, após o Reino Unido e a Holanda terem inaugurado quinta-feira o acto eleitoral

ELEITORES: MAIS 700 MIL

Cerca de 9,6 milhões de eleitores portugueses podem votar hoje para as eleições Europeias, mais 700 mil do que no último acto eleitoral realizado em Portugal, que ocorreu em 2006

EUROPEIAS 2009: QUANTO CUSTAM (Valores em euros)

Despesas locais - transferências de verbas: 446 298,60

Compensação aos membros das assembleias ou secções de voto: 4 658 305,68

Aquisição de papel e impressão dos boletins de voto: 331 114,42

Transporte de boletins de voto: 10 000,00

Indemnização por tempos de antena - televisões e rádios: 3 573 803,75

Mobiliário eleitoral - Câmaras e urnas de voto: 77 946,00

Material de apoio à eleição - legislação, cartazes. folhetos, fotolitos, etc.: 52 983,17

Reembolso de despesas aos Governos Civis/Gab. R. R.: 81 495,63

Escrutínio provisório - ITIJ: 100 000,00

Comunicações: 72 488,72

Campanha de esclarecimento aos cidadãos eleitores: 193 328,32

Contrato de Manutenção Suporte SIGRE: 108 240,00

Serviços de apoio técnico em matéria eleitoral: 855,00

Outras: 3 479,29

Despesas com votação dos eleitores residentes no estrangeiro: 5 040,90

TOTAL: 9 742 379,48

Com a devida vénia - Correio da Manhã

Fale com José Manuel Coelho













missaocamaradelobos2009@hotmail.com

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O meu voto


Não voto no João Isidoro, porque é votar no 34.º deputado do PPD/PSD- Madeira

Não Voto no Lopes da Fonseca, porque é votar numa autêntica "nulidade" um desconhecedor profundo das angústias e das necessidades dos Madeirenses


Não no Edgar Silva, porque é só demagogia.


Não voto no Fernando Letra, porque não acredito nele.


Não voto no Nuno Teixeira, porque é um voto perdido, até porque qualquer voto no PPD/PSD é perdido.


Finalmente o Funchal vai ficar sem lixeira














quarta-feira, 3 de junho de 2009

CAVACO, PRISIONEIRO DO CAVAQUISMO














Foi Cavaco Silva quem escolheu Dias Loureiro para o Conselho de Estado. O Presidente da República sai obviamente chamuscado deste processo, até dada a forma tardia em que Dias Loureiro saiu do Conselho de Estado e logo no dia seguinte às declarações de Oliveira e Costa no Parlamento, como saiu, como que validando as acusações de Oliveira e Costa conta si.

Reagindo ao facto, o Presidente disse que ninguém de direito o tinha informado do que fosse sobre Dias Loureiro. Sem o dizer, Cavaco Silva estava a falar do Ministério Público. Ora, é suposto o Ministério Público não informar ninguém sobre as investigações criminais em curso sob segredo de justiça. É suposto, mas esta declaração de Cavaco Silva levanta a questão de saber se noutras situações o faz.

E assim se vai alegremente contribuindo para minar ainda mais a confiança dos cidadãos nas instituições.

É difícil a Cavaco Silva libertar-se da camisa de onze varas onde se deixou aprisionar pelo cavaquismo.

Jorge Ferreira

A Razão do Meu Voto


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Morreu o cavaquismo






Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.

Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.

Com a devida vénia Jornal de Notícias

A última edição do GARAJAU


Ri-me, ri-me e ri-me a bom rir, com a última edição do “Garajau – o Mensário Sério e Cruel”.Ele foi a foto de capa: MA, velho e decrépito a insistir em suceder a AJJ; este, jarreta e em cadeira de rodas a mandá-lo cuidar do roseiral; foi a “Fotodesmontagem” e o novo galinho a cantar na Europa Cócócórócócó…; foi a entrevista à língua do Gilberto Teixeira; foi os “salteadores da bananeira perdida”; foi o “Peregrino” (outra vez o Gilberto Teixeira desta feita pagador de promessas); o próprio editorial, enfim, grande Garajau! PARABÉNS!!
Fartei-me de rir à gargalhada!Curvo-me perante a abnegação, o sacrifício e a humildade com que estes heróis vêem fazendo história nesta ilha gorducha de betão e desabrida nos costumes.
Não podendo esta gente ilustre e ousada usufruir de melhor destino no tempo presente, procuram tão devotos e entusiásticos cérebros perpetuar ao menos para as gerações vindouras um legado de coragem e de honra a que sacrificaram as respectivas existências. Só por isso, Benditos!

Com a devida vénia do O Garajau - O Regresso dos Vôos