sexta-feira, 5 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
CAVACO, PRISIONEIRO DO CAVAQUISMO

Foi Cavaco Silva quem escolheu Dias Loureiro para o Conselho de Estado. O Presidente da República sai obviamente chamuscado deste processo, até dada a forma tardia em que Dias Loureiro saiu do Conselho de Estado e logo no dia seguinte às declarações de Oliveira e Costa no Parlamento, como saiu, como que validando as acusações de Oliveira e Costa conta si.
Reagindo ao facto, o Presidente disse que ninguém de direito o tinha informado do que fosse sobre Dias Loureiro. Sem o dizer, Cavaco Silva estava a falar do Ministério Público. Ora, é suposto o Ministério Público não informar ninguém sobre as investigações criminais em curso sob segredo de justiça. É suposto, mas esta declaração de Cavaco Silva levanta a questão de saber se noutras situações o faz.
E assim se vai alegremente contribuindo para minar ainda mais a confiança dos cidadãos nas instituições.
É difícil a Cavaco Silva libertar-se da camisa de onze varas onde se deixou aprisionar pelo cavaquismo.
Jorge Ferreira
terça-feira, 2 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Morreu o cavaquismo

Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para as comitivas, mais uns cartazes, um andar inteiro num hotel caro ou uma viagem num avião fretado. Dias Loureiro e Oliveira e Costa estiveram lá e entregaram o que lhes foi requerido e o que não foi.
Como as hordas de pedintes romenos, esgravataram donativos entre os menos milionários e exigiram contribuições aos mais milionários. Cobraram favores passados e venderam títulos de promissórias sobre futuros favores. O BPN é muito disso. Nascido de um surpreendente surto de liquidez à disposição do antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Cavaco Silva, foi montado como uma turbina de multiplicação de dinheiros que se foi aventurando cada vez mais longe, indo em jactos executivos muito para lá do ponto de não regresso. Não era o banco de Cavaco Silva, mas o facto de ser uma instituição gerida pelos homens fortes do regime cavaquista onde, como refere uma nota da Presidência da República, estava parte da (…) "gestão das poupanças do prof. Cavaco Silva e da sua mulher", funcionou como uma garantia de confiança, do género daquele aval de qualidade nas conservas de arenque britânico onde se lê "by special appointment to His Royal Majesty…" significando que o aromático peixe é recomendado pela família real. Portugal devia ter sabido pelo seu presidente que a sua confiança nos serviços bancários de Oliveira e Costa era tal que tinha investido poupanças suas em acções da holding que detinha o banco. Mas não soube. Depois, um banco de Cavaco e família teria de ser um banco da boa moeda. E não foi. Pelo que agora se sabe, confrontando datas, já o banco falia e Cavaco Silva fazia sentar na mesa do Conselho de Estado, por sua escolha pessoal, Dias Loureiro, que entre estranhos negócios com El Assir, o libanês, e Hector Hoyos, o porto-riquenho, passou a dar parecer sobre assuntos de Estado ao mais alto nível. Depois, vieram os soturnos episódios de que Oliveira e Costa nos deu conta no Parlamento, com as buscas alucinadas por dinheiro das Arábias. Surpreendentemente, quase até ao fim houve crédulos que entraram credores de sobrolho carregado para almoços com Oliveira e Costa nas históricas salas privadas do último andar da sede do BPN e saíram accionistas dos dois mil milhões de bolhas especulativas que agora os portugueses estão a pagar. Surpreendentemente também, o Banco de Portugal nada detectou. Surpreendentemente, o presidente da República protegeu o seu conselheiro, mesmo quando as dúvidas diminuíam e as certezas se avolumavam, cai o regime. De Oliveira e Costa no Parlamento fica ainda no ar o seu ameaçador: "eu ainda não contei tudo". Quando o fizer, provavelmente, cai o regime. Francamente, com tudo o que se sabe, já não é sem tempo.
Com a devida vénia Jornal de Notícias
A última edição do GARAJAU
Ri-me, ri-me e ri-me a bom rir, com a última edição do “Garajau – o Mensário Sério e Cruel”.Ele foi a foto de capa: MA, velho e decrépito a insistir em suceder a AJJ; este, jarreta e em cadeira de rodas a mandá-lo cuidar do roseiral; foi a “Fotodesmontagem” e o novo galinho a cantar na Europa Cócócórócócó…; foi a entrevista à língua do Gilberto Teixeira; foi os “salteadores da bananeira perdida”; foi o “Peregrino” (outra vez o Gilberto Teixeira desta feita pagador de promessas); o próprio editorial, enfim, grande Garajau! PARABÉNS!!
Não podendo esta gente ilustre e ousada usufruir de melhor destino no tempo presente, procuram tão devotos e entusiásticos cérebros perpetuar ao menos para as gerações vindouras um legado de coragem e de honra a que sacrificaram as respectivas existências. Só por isso, Benditos!
Com a devida vénia do O Garajau - O Regresso dos Vôos
domingo, 31 de maio de 2009
Contrato dos blindados tem 'ligações' ao CDS-PP

O contrato dos blindados Pandur, que tem sido objecto de polémica e se revelou ruinoso para o Estado, foi assinado cinco dias antes das eleições de 2005. O líder da empresa portuguesa que participou no negócio era dirigente do CDS-PP
Apesar da negociação prévia ter sido feita entre o consórcio austríaco Styer e a empresa GOM - constituída com ex-quadros da Bombardier Portugal, que, em 2004, estava em risco de encerrar por falta de encomendas -, a execução do contrato de montagem dos novos Pandur II está a cabo da Fabrequipa, uma empresa sedeada no Barreiro, que se dedicava ao fabrico de atrelados e semi-reboques.
O líder da Fabrequipa é Francisco Pita, licenciado em Ciências Políticas e Económicas pela Universidade Católica, onde foi colega de Manuel Monteiro e Paulo Portas, tendo sido militante do CDS-PP e pertencido ao Conselho Nacional do partido em 1992. Anos mais tarde, era o principal interlocutor dos austríacos na execução do contrato dos blindados.
Agora, o Exército não exclui a possibilidade de pedir uma indemnização à Styer pelo incumprimento do contrato. É que só foram entregues 61 dos 132 blindados esperados até à data, os quais, aliás, nem sequer estão completo
Continue a ler esta notícia na edição desta sexta-feira do SOLCom a devida vénia do Semanário o Sol
O Mundo (deles) É Ao Contrário

Introduzi umas pequenas-grandes alterações ao post roubado a Pacheco Pereira:
«Classificar, nomear, chamar um nome é um poder. Em Portugal ninguém tem problemas em chamar à extrema-esquerda, extrema-esquerda. Mas nunca se chama à extrema-direita, extrema-direita. Mas ela existe, é o CDS/ PP. O discurso de Portas é um típico discurso de extrema-direita como ela é hoje. Tem as mesmas ideias do passado, a mesma visão da sociedade, a mesma mescla ideológica, mas não usa os rótulos e não quer que ninguém os use. A comunicação social situacionista também os evita com muito cuidado.»
Isto só para dizer que o que me preocupa a mim é que José Sócrates «possa vir a ficar refém» do CDS e de Paulo Portas.
Ou se calhar isto resume-se tudo a uma questão (de uso) de gravatas…
(Foto de Guglielmo Sandri)
sábado, 30 de maio de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Europeias: Sondagem Intercampus dá zero deputados ao CDS-PP...

Segundo o DN de Lisboa, "de acordo com a última sondagem da Intercampus, cujos resultados foram revelados pela TVI, o CDS-PP não elege nenhum deputado para o Parlamento Europeu. Nas últimas eleições europeias, o Partido Popular elegeu dois deputados, em coligação com o PSD. Já nos números contabilizados pela Eurosondagem, a distância entre o PS e o PSD é alargada face à anterior sondagem da mesma entidade (que tinha concluído um empate técnico), ainda que os dois partidos subam nos resultados".












