quarta-feira, 8 de abril de 2009
O diferendo Jornal - Diário, um breve historial.

Há muitos anos que o Dr. Jardim vem alimentando a ideia que o Diário de Notícias não faz cobertura jornalística imparcial. Este argumento é usado para justificar o continuado financiamento do Jornal da Madeira e a sua linha editorial, claramente identificada com o PSD-Madeira. Paradoxalmente, os ataques contínuos ao Diário de Notícias da Madeira, também conferem credibilidade ao DN, alimentando a ideia que este é um órgão de comunicação social ‘independente’ do poder instalado na Madeira há 35 anos. A relação entre o Presidente e o DN agravou-se no período que antecedeu as eleições regionais de 2004, quando Jardim fez ameaças e chantageou sectores da sociedade civil, política e empresarial, prometendo tomar medidas com o intuito de as prejudicar.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”.
“Esta obra é útil para a população, para os jovens praticarem desporto, mesmo sendo uma obra megalómana feita pelo regime jardinista tendo fins eleitoralistas. Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”, afirmou José Manuel Coelho.
Apontou que o projecto estava inicialmente orçado em 5,5 milhões de euros, “só que teve uma derrapagem financeira, pois quando foi executada custou 11,7 milhões”.
“Alguém roubou aquele dinheiro e foi um roubo descarado do dinheiro dos contribuintes e dos comerciantes de Câmara de Lobos que pagam elevados descontos e impostos para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista”, declarou.
O dirigente madeirense do PND destacou que o projecto deste complexo desportivo incluiu a construção de “uma muralha desnecessária para conter terras de futuras construções que nada têm a ver com o estádio e servem para beneficiar construtores amigos do PSD/M”.
Para José Manuel Coelho, “o dinheiro dos contribuintes está a ser usado de forma desonesta e demagógica para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista, existindo outras obras mais importantes que estes projectos faraónicos”.
Defendeu que a aposta deveria ser em dotar aquele concelho de um centro de saúde com melhores condições e de uma estrutura de recuperação para toxicodependentes, uma situação grave na região e naquela localidade, pois “infelizmente existem muitos jovens afectados pela toxicodependência”.
“Só que o governo não aposta nesta área porque não dá votos, optando por obras de fachada, que mesmo sendo úteis até estão fechadas como esta”, concluiu.
AMB -Lusa
Com a devida vénia (agência Lusa)
Porque razão a "maioria jardinista" não gosta do Vital Moreira
Abuso de poder

Pior a emenda do que o soneto: na sua vertigem de prepotência, PSD madeirense, embora tendo anulado a ilegalíssima suspensão do mandato do deputado do PND, decidiu suspender o funcionamento da assembleia regional até que haja decisão judical sobre a queixa-crime movida contra o mesmo.
No entanto, além de arbitrária, a decisão é pouco atinada, pois o deputado goza de imunidade penal no que respeita aos seus votos e opiniões -- e foi disso que se tratou --, pelo que esperar pela sua acusação penal é esperar por sapatos de defunto. A maioria jardinista arrisca-se a enfiar-se num buraco de onde não vai sair airosamente...
Aditamento
E se o deputado fizesse queixa-crime contra quem proibiu e impediu a sua entrada na assembleia privando-o de exercer o seu mandato parlamentar, ou seja, o presidente da assembleia regional? Na verdade, o art. 10º-4 da lei dos crimes de responsabilidade política diz que quem impedir o exercício do mandato parlamentar regional incorre numa pena de prisão de seis meses a três anos. Nem se pode invocar o facto de o deputado estar "suspenso", pois essa decisão era nula e inexistente...
Aditamento 2
A afirmação do Representante da República na Madeira de que "a normalidade democrática está reposta" é pelo menos infeliz. Então constitui "normalidade democrática" um deputado ser impedido pela força de entrar no edifício da assembleia?! Estranha democracia essa, a que existe na Madeira!...
in Causa Nossa de Vital Moreira
Independentemente da censurabilidade política da inaceitável conduta do deputado do PND na Assembleia regional da Madeira -- que aliás não destoa muito de outras condutas insultuosas de deputados da maioria --, a decisão sumária de o suspender do exercício do mandato sem qualquer processo e de o impedir fisicamente de participar nos trabalhos parlamentares testemunha mais uma vez os desmandos da maioria jardinista na Madeira.O PSD nacional e a sua presidente não podem primar pelo silêncio perante esta grave violação dos direitos parlamentares da oposição. Quem inventou o conceito de "claustrofobia democrática" no Continente (onde a maioria socialista ampliou os direitos parlamentares da oposição...) não pode agora fingir que nada se passa na Madeira. E o Presidente da República, também vai observar neste caso o seu prudente (e equívoco) silêncio, quando estão em causa os direitos políticos dos deputados e a própria democracia parlamentar?!
Abuso de poder por Vital Moreira
Welsh critica postura de Jardim
A nova medida, acrescenta, "põe a nu a realidade virtual que se passa na Madeira, isto é, a forma como a lei é contornada para defender interesses pessoais." No entanto, considera que "todo este verniz está a quebrar e é possível ao cidadão atento tirar conclusões." Também não será por medidas como estas que o exercício da cidadania será travado, conclui.
Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Manuela Ferreira Leite

A preocupação de Manuela Ferreira Leite com a corrupção só mostra como a líder do PSD não tem qualquer pejo em recorrer à canalhice para fazer política. Como não tem outra forma de se colar ao caso Freeport encontrou uma solução à Pacheco Pereira para tirar partido do mesmo.
Desde quando é que Ferreira Leite se preocupa com a corrupção? Se assim é antes de propor alterações legislativas que se preocupe com os regulamentos internos do PSD, onde se passam coisas estranhas como o presidente da mesa do congresso, Rui Machete, guardar as actas das reuniões da SLN nos arquivos da Fundação Luso-Americana.
Enfim, diria que tendo perdido o acesso às comissões das obras públicas o PSD passou a estar empenhado no combate à corrupção. Prevendo mais quatro anos de oposição Manuela Ferreira Leite alinha o discurso com o BD dando um sinal de reconhecimento antecipado da derrota.
Com a devida vénia: O JumentoGoverno encurta prazo de requerimento de acções populares

domingo, 5 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Bento XVI lembra relação especial do Papa polaco com os jovens
Bento XVI preside esta Quinta-feira a um Missa no quarto aniversário da morte de João Paulo II, na Basílica de São Pedro.
Na sua homilia, o actual Papa falou do seu predecessor como um “pastor generoso” que continua vivo no coração das pessoas e que soube infundir “entusiasmo” nas novas gerações, proclamando Jesus como “verdadeiro libertador do homem”.
Bento XVI lembrou a “coragem e coerência” do testemunho de João Paulo II, que permanece como uma “chama da fé e da esperança”.
Numa passagem por vários momentos da vida do falecido Papa, a homilia destacou a figura de um “intrépido e ardente defensor de Cristo”, desde a juventude, que não “aceitou compromissos quando se tratava de proclamar e defender a sua verdade”.
Dirigindo-se aos jovens presentes – delegações de Roma, Sidney e Madrid, em preparação do Dia Mundial da Juventude – Bento XVI falou dos que se sentem ligados “ao testemunho e à pregação do meu venerado predecessor”, que conseguiu transmitir às novas gerações “pontos seguros de referência, indispensáveis para todos”.
Num olhar sobre o dia 2 de Abril de 2005, quando João Paulo II morreu, o actual Papa indicou que “esta nova geração quis manifestar-lhe que compreendeu os seus ensinamentos, recolhendo-se silenciosamente em oração na Praça de São Pedro e em muitos lugares do mundo”.
“Morria o «seu» Papa, que consideravam o seu «pai» na fé”, constatou.
Bento XVI defendeu a continuidade entre os dois pontificados, sublinhando as situações em que falou “da urgência educativa que diz hoje respeito às famílias, à Igreja, à sociedade e em especial às novas gerações”.
“Em momentos como este, dado o contexto cultural e social em que vivemos, poderia ser ainda mais forte o risco de reduzir a esperança cristã a um slogan, a revestimento exterior. Nada de mais contrário à mensagem de Jesus”, defendeu.
Por isso, o Papa lembrou a herança que João Paulo II deixou aos jovens, para que “continuem a ser sentinelas da manhã, vigilantes e alegres na aurora do terceiro milénio”.
Beatificação
Ontem, diante dos peregrinos polacos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa disse estar unido a eles em oração para pedir a Deus "o dom da beatificação" do seu predecessor.
O actual Papa anunciou no dia 13 de Maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.
No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito".
Neste momento, contudo, ainda é cedo para se pensar numa data para a beatificação de João Paulo II. A garantia é dada pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS), D. Angelo Amato, que recebeu o processo das mãos do Cardeal português D. José Saraiva Martins.
“Neste momento não sabemos quando acontecerá”, afirma.
O novo responsável sublinha que após o final da fase diocesana do processo, em Maio de 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada ‘Positio super virtutibus’ (posição sobre as virtudes do fiel), a ser examinada pelos consultores teólogos da CCS.
Numa segunda fase, a causa passará ao juízo da “sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos”, antes de chegar ao Papa, que tomará uma decisão a respeito do decreto de venerabilidade.
Em declarações à Rádio Vaticano, D. Amato lembrou que também a análise de alegados milagres é muito apurada, seja por “grandes especialistas médicos”, teólogos, Bispos e Cardeais, sendo depois os resultados entregues ao Papa, para a sua decisão final.
Só depois da conclusão de todos estes procedimentos é possível “esperar uma eventual data para a beatificação”.
Biografia
O Papa Wojtyla, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixou atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.
Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.
Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.
Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco.
Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes.
No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.
Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI.
Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I.
O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.
Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.
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