sexta-feira, 10 de abril de 2009

PÁSCOA FELIZ



















Paz, união, amor... procurarei construir com estas palavras as minhas acções. Um pouco hoje, mais um o pouco sobre este pouco amanhã e continuarei a cadeia... por mim, por nós e por Aquele que deu a vida por nós...

Para todos os Leitores deste blog uma Santa Páscoa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”

PND - MADEIRA DENUNCIA REDE DE INTERESSES PRIVADOS

Um ano depois, PND faz balanço negativo do "negócio" CS Madeira Hotel
























O PND-M acusou hoje as autoridades regionais de "privilegiarem" interesses privados, referindo-se à autorização do aumento de volumetria do Hotel CS Madeira, inaugurado em 2008.

No passeio frente ao Hotel, na Estrada Monumental, a Câmara e o Governo seriam ressarcidos desse aumento de volumetria.

"Hoje, o que se vê, é um aumento despropositado do passeio, alguns edifícios em vidro sem qualquer utilidade, tudo votado ao abandono, para permitir a construção de um Centro de Congressos e do aumento da volumetria do Hotel", acusou o dirigente do PND, Eduardo Welsh.

"O projecto foi alvo de queixa-crime, a Câmara exigiu terrenos em contrapartida para o alargamento da estrada, mas esses terrenos não ficaram para a Câmara, ficaram com a empresa proprietária", disse.

"Estamos aqui perante clara violação dos índices de construção, que esteve para ser sujeito a alvo de embargo. Na altura, o doutor Jardim disse que estávamos contra o progresso, por intentarmos acções populares, o que não fizemos", disse.

Mas, hoje, "está provado que nada do que foi prometido foi cumprido e que o que está em causa é uma rede de interesses privados", ", afirmou.

LAR. Lusa
(Com a devida vénia à Agencia Lusa )

Um ano depois, PND faz balanço negativo do "negócio" CS Madeira Hotel

NOVO LOGOTIPO DO PARTIDO NOVA DEMOCRACIA









Segundo informação que nos chegou, o Tribunal Constitucional já aprovou a alteração do logótipo do Partido da Nova Democracia.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Procura-se legenda para estas fotos.





O diferendo Jornal - Diário, um breve historial.











Há muitos anos que o Dr. Jardim vem alimentando a ideia que o Diário de Notícias não faz cobertura jornalística imparcial. Este argumento é usado para justificar o continuado financiamento do Jornal da Madeira e a sua linha editorial, claramente identificada com o PSD-Madeira. Paradoxalmente, os ataques contínuos ao Diário de Notícias da Madeira, também conferem credibilidade ao DN, alimentando a ideia que este é um órgão de comunicação social ‘independente’ do poder instalado na Madeira há 35 anos. A relação entre o Presidente e o DN agravou-se no período que antecedeu as eleições regionais de 2004, quando Jardim fez ameaças e chantageou sectores da sociedade civil, política e empresarial, prometendo tomar medidas com o intuito de as prejudicar.
A 9 de Agosto de 2004, o Dr. Jardim anunciou que se ganhasse as eleições iria tomar medidas contra grupos económicos que, no seu entender, ‘prejudicam’ a região, e com referência ao Diário de Notícias afirmou: Mas eu preparo-me também, a seguir às eleições, para tomar as medidas que impõem em relação a grupos económicos que são pessoas não gratas aqui na região.’ (sic.) ‘…Quando um grupo está a prejudicar a vida da Região, deve ser expropriado ou deve-se tomar em relação a ele qualquer medida que a lei prevê para deixar de perturbar a vida da região’… ‘Estamos, seriamente, a pensar fazê-lo a seguir às eleições e dizemo-lo com toda a lealdade, para saberem com o que contam se o PSD ganhar.’
13 de Setembro de 2004, à margem de uma inauguração, Jardim repetiu a sua intenção de expropriar o grupo Blandy e o Diário de Notícias da Madeira: ‘Quando eu falei em expropriar esse grupo não me levaram a sério, mas vão ver…’ 1 de Outubro de 2004, Jardim mais uma vez ameaçou: ‘Quiseram assim, quiseram me enfrentar. Preferiram por em causa os próprios negócios deles. Pois seja qual for o resultado das eleições a luta continua. E da próxima vez sem quaisquer tréguas.’ 17 de Outubro de 2004, dia das eleições, o Jornal da Madeira publica um cartoon, redigido pelo seu director, no qual reforça a ideia que o Dr. Jardim irá concretizar a sua promessa eleitoral de expropriar ingleses, incluindo naturalmente o Diário da Madeira: ‘Vão criar a AEPI - Associação de Expropriados com Passaporte Inglês’.
18 de Outubro de 2004, conhecidos os resultados eleitorais e a vitória do PSD-Madeira, Jardim divulgou uma iminente ‘limpeza’ nos jornalistas do Diário, e adiantou que já não expropriava o Diário de Notícias mas que iria adoptar métodos mais ‘rafinés’. O Governo deixou de publicar publicidade oficial no Diário de Notícias, passando agora a publicitar unicamente no Jornal da Madeira, cortando uma avultada fonte de receitas do Diário de Notícias.
Esta situação foi alvo de reparos por parte do Tribunal de Contas no relatório referente ao ano de 2005. 1 de Janeiro de 2008, confrontado com a baixa de vendas do Jornal da Madeira, a EJM tornou o Jornal num ‘gratuito’ e baixou a sua tabela publicitária para bater os preços do gratuito ‘Cidade’ e do Diário de Notícias.24 de Junho de 2008, Jardim afirma que a Lei dos Media poderá fechar todas as rádios locais que tenham apoio do Orçamento Regional e avisa:...'se o Governo Regional entende que o grupo Blandy está a prejudicá-lo, não há nada para o Grupo Blandy só que desta vez, a conflitualidade corre o risco de extravasar o âmbito dos diários e passar a todos os âmbitos de actividade do grupo Blandy.'
1 de Julho de 2008, o Jornal da Madeira anuncia a intenção de adoptar um preço de capa ‘simbólico’ de 10 cêntimos e de limitar a sua tiragem a 6500 exemplares.
4 de Julho de 2008. A gerência do DN nega a declaração do Secretário Regional dos Recursos Humanos no sentido que estas alterações seriam fruto de um ‘entendimento’ entre as duas empresas. O Diário de Notícias avança o argumento que ‘de acordo com a lei da concorrência, uma publicação generalista, gratuita e a receber subsídios públicos não pode inserir nas suas páginas publicidade sob pena de incorrer em ilegalidade.’
A partir de Julho de 2008, o Jornal da Madeira passa a ostentar um preço de capa ‘simbólico’ de 10 cêntimos, mas continua a ser distribuído à população de forma gratuita. O Diário de Notícias não contesta esta ‘ficção’ junto à Alta Autoridade para a Concorrência.2 de Março de 2009, o Presidente da República veta a Lei do Pluralismo, que impediria o Governo Regional de ser dono do Jornal da Madeira e de continuar a financiá-lo. 18 de Março de 2009, a Empresa Jornal da Madeira anuncia que vai aumentar a sua tiragem, confirma que o Jornal é de facto gratuito para o consumidor final e explica que a Sodisnasa, empresa que distribui o jornal, compra as edições para posteriormente distribui-la de borla. 22 de Março de 2009, o Diário de Notícias prepara despedimentos de pessoal.
O Jornal da Madeira recebe mais de 3 milhões de Euros do erário público por ano e publica mais de 1000 artigos de opinião política de colaboradores ligados ao PSD-Madeira; Zero artigos de opinião de qualquer outro partido.
(Artigo da autoria de Eduardo Welsh)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”.

PND-M critica complexo desportivo "magalómano" que apesar de concluído está encerrado

O dirigente do PND-Madeira, José Manuel Coelho, criticou hoje a obra “megalómana” do complexo desportivo de Câmara de Lobos, cujo projecto registou “uma derrapagem financeira” e, apesar de concluída, continua encerrada.

“Esta obra é útil para a população, para os jovens praticarem desporto, mesmo sendo uma obra megalómana feita pelo regime jardinista tendo fins eleitoralistas. Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”, afirmou José Manuel Coelho.

Apontou que o projecto estava inicialmente orçado em 5,5 milhões de euros, “só que teve uma derrapagem financeira, pois quando foi executada custou 11,7 milhões”.

“Alguém roubou aquele dinheiro e foi um roubo descarado do dinheiro dos contribuintes e dos comerciantes de Câmara de Lobos que pagam elevados descontos e impostos para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista”, declarou.

O dirigente madeirense do PND destacou que o projecto deste complexo desportivo incluiu a construção de “uma muralha desnecessária para conter terras de futuras construções que nada têm a ver com o estádio e servem para beneficiar construtores amigos do PSD/M”.

Para José Manuel Coelho, “o dinheiro dos contribuintes está a ser usado de forma desonesta e demagógica para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista, existindo outras obras mais importantes que estes projectos faraónicos”.

Defendeu que a aposta deveria ser em dotar aquele concelho de um centro de saúde com melhores condições e de uma estrutura de recuperação para toxicodependentes, uma situação grave na região e naquela localidade, pois “infelizmente existem muitos jovens afectados pela toxicodependência”.

“Só que o governo não aposta nesta área porque não dá votos, optando por obras de fachada, que mesmo sendo úteis até estão fechadas como esta”, concluiu.

AMB -Lusa

Com a devida vénia (agência Lusa)

JSD-M já está montando a tenda para Sérgio Marques ?

Porque razão a "maioria jardinista" não gosta do Vital Moreira

Abuso de poder






















Pior a emenda do que o soneto: na sua vertigem de prepotência, PSD madeirense, embora tendo anulado a ilegalíssima suspensão do mandato do deputado do PND, decidiu suspender o funcionamento da assembleia regional até que haja decisão judical sobre a queixa-crime movida contra o mesmo.
No entanto, além de arbitrária, a decisão é pouco atinada, pois o deputado goza de imunidade penal no que respeita aos seus votos e opiniões -- e foi disso que se tratou --, pelo que esperar pela sua acusação penal é esperar por sapatos de defunto. A maioria jardinista arrisca-se a enfiar-se num buraco de onde não vai sair airosamente...

Aditamento
E se o deputado fizesse queixa-crime contra quem proibiu e impediu a sua entrada na assembleia privando-o de exercer o seu mandato parlamentar, ou seja, o presidente da assembleia regional? Na verdade, o art. 10º-4 da lei dos crimes de responsabilidade política diz que quem impedir o exercício do mandato parlamentar regional incorre numa pena de prisão de seis meses a três anos. Nem se pode invocar o facto de o deputado estar "suspenso", pois essa decisão era nula e inexistente...

Aditamento 2
A afirmação do Representante da República na Madeira de que "a normalidade democrática está reposta" é pelo menos infeliz. Então constitui "normalidade democrática" um deputado ser impedido pela força de entrar no edifício da assembleia?! Estranha democracia essa, a que existe na Madeira!...

in Causa Nossa de Vital Moreira

Independentemente da censurabilidade política da inaceitável conduta do deputado do PND na Assembleia regional da Madeira -- que aliás não destoa muito de outras condutas insultuosas de deputados da maioria --, a decisão sumária de o suspender do exercício do mandato sem qualquer processo e de o impedir fisicamente de participar nos trabalhos parlamentares testemunha mais uma vez os desmandos da maioria jardinista na Madeira.O PSD nacional e a sua presidente não podem primar pelo silêncio perante esta grave violação dos direitos parlamentares da oposição. Quem inventou o conceito de "claustrofobia democrática" no Continente (onde a maioria socialista ampliou os direitos parlamentares da oposição...) não pode agora fingir que nada se passa na Madeira. E o Presidente da República, também vai observar neste caso o seu prudente (e equívoco) silêncio, quando estão em causa os direitos políticos dos deputados e a própria democracia parlamentar?!

Abuso de poder por Vital Moreira

Recomenda-se uma leitura.























Com a devida Venia : Tribuna da Madeira

Welsh critica postura de Jardim
























Eduardo Welsh foi quem apresentou ao Tribunal Administrativo a mediática acção popular sobre o 'Funchal Centrum'. Confrontado com o decreto que o presidente do GR pretende aprovar, reage nestes termos: "Parece que o Dr. Alberto João Jardim tem interesses pessoais em manter o caos urbanístico." Eduardo Welsh diz saber que muitos dos prédios embargados nesta terra, pela via da acção popular, "pertencem a amigos do presidente do GR." Ainda assim, estranha "o empenho pessoal do presidente nesta matéria, inclusive com recurso a ameaças e denegrindo a imagem de quem procura exercer um direito constitucional".

A nova medida, acrescenta, "põe a nu a realidade virtual que se passa na Madeira, isto é, a forma como a lei é contornada para defender interesses pessoais." No entanto, considera que "todo este verniz está a quebrar e é possível ao cidadão atento tirar conclusões." Também não será por medidas como estas que o exercício da cidadania será travado, conclui.

Com a devida vénia
DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Manuela Ferreira Leite














A preocupação de Manuela Ferreira Leite com a corrupção só mostra como a líder do PSD não tem qualquer pejo em recorrer à canalhice para fazer política. Como não tem outra forma de se colar ao caso Freeport encontrou uma solução à Pacheco Pereira para tirar partido do mesmo.

Desde quando é que Ferreira Leite se preocupa com a corrupção? Se assim é antes de propor alterações legislativas que se preocupe com os regulamentos internos do PSD, onde se passam coisas estranhas como o presidente da mesa do congresso, Rui Machete, guardar as actas das reuniões da SLN nos arquivos da Fundação Luso-Americana.

Enfim, diria que tendo perdido o acesso às comissões das obras públicas o PSD passou a estar empenhado no combate à corrupção. Prevendo mais quatro anos de oposição Manuela Ferreira Leite alinha o discurso com o BD dando um sinal de reconhecimento antecipado da derrota.

Com a devida vénia: O Jumento

Governo encurta prazo de requerimento de acções populares














Baltazar Aguiar da NOVA DEMOCRACIA levanta o problema da inconstitucionalidade desta alteração e acusa o Governo Regional de querer implementar uma lei a favor de interesses empresariais.
A edição de hoje no Edição electrónica DIÁRIO veja tudo.

sábado, 4 de abril de 2009

Frase do dia

"O anúncio público da minha candidatura suscitou alguns comentários malévolos, ditados pelo despeito e pelo ressabiamento. Se julgam que lhes vou dar troco, desconhecem-me. nunca desço ao seu nível..."
















VITAL MOREIRA, cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu, Causa Nossa

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Bento XVI lembra relação especial do Papa polaco com os jovens











Bento XVI preside esta Quinta-feira a um Missa no quarto aniversário da morte de João Paulo II, na Basílica de São Pedro.

Na sua homilia, o actual Papa falou do seu predecessor como um “pastor generoso” que continua vivo no coração das pessoas e que soube infundir “entusiasmo” nas novas gerações, proclamando Jesus como “verdadeiro libertador do homem”.

Bento XVI lembrou a “coragem e coerência” do testemunho de João Paulo II, que permanece como uma “chama da fé e da esperança”.

Numa passagem por vários momentos da vida do falecido Papa, a homilia destacou a figura de um “intrépido e ardente defensor de Cristo”, desde a juventude, que não “aceitou compromissos quando se tratava de proclamar e defender a sua verdade”.

Dirigindo-se aos jovens presentes – delegações de Roma, Sidney e Madrid, em preparação do Dia Mundial da Juventude – Bento XVI falou dos que se sentem ligados “ao testemunho e à pregação do meu venerado predecessor”, que conseguiu transmitir às novas gerações “pontos seguros de referência, indispensáveis para todos”.

Num olhar sobre o dia 2 de Abril de 2005, quando João Paulo II morreu, o actual Papa indicou que “esta nova geração quis manifestar-lhe que compreendeu os seus ensinamentos, recolhendo-se silenciosamente em oração na Praça de São Pedro e em muitos lugares do mundo”.

“Morria o «seu» Papa, que consideravam o seu «pai» na fé”, constatou.

Bento XVI defendeu a continuidade entre os dois pontificados, sublinhando as situações em que falou “da urgência educativa que diz hoje respeito às famílias, à Igreja, à sociedade e em especial às novas gerações”.

“Em momentos como este, dado o contexto cultural e social em que vivemos, poderia ser ainda mais forte o risco de reduzir a esperança cristã a um slogan, a revestimento exterior. Nada de mais contrário à mensagem de Jesus”, defendeu.

Por isso, o Papa lembrou a herança que João Paulo II deixou aos jovens, para que “continuem a ser sentinelas da manhã, vigilantes e alegres na aurora do terceiro milénio”.

Beatificação

Ontem, diante dos peregrinos polacos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa disse estar unido a eles em oração para pedir a Deus "o dom da beatificação" do seu predecessor.

O actual Papa anunciou no dia 13 de Maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.

No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito".

Neste momento, contudo, ainda é cedo para se pensar numa data para a beatificação de João Paulo II. A garantia é dada pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS), D. Angelo Amato, que recebeu o processo das mãos do Cardeal português D. José Saraiva Martins.

“Neste momento não sabemos quando acontecerá”, afirma.

O novo responsável sublinha que após o final da fase diocesana do processo, em Maio de 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada ‘Positio super virtutibus’ (posição sobre as virtudes do fiel), a ser examinada pelos consultores teólogos da CCS.

Numa segunda fase, a causa passará ao juízo da “sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos”, antes de chegar ao Papa, que tomará uma decisão a respeito do decreto de venerabilidade.

Em declarações à Rádio Vaticano, D. Amato lembrou que também a análise de alegados milagres é muito apurada, seja por “grandes especialistas médicos”, teólogos, Bispos e Cardeais, sendo depois os resultados entregues ao Papa, para a sua decisão final.

Só depois da conclusão de todos estes procedimentos é possível “esperar uma eventual data para a beatificação”.

Biografia

O Papa Wojtyla, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixou atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.

Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.

Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.

Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco.

Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes.

No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.

Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI.

Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I.

O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.

Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.

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