quinta-feira, 12 de março de 2009

Será que as filhas também foram?

Câmara de Lobos pagou por troféu internacional












Esposa de arlindo e faria também foram a espanHa receber trofÉu que custou 20 mil


O Troféu Internacional de Turismo, entregue em Madrid no final de Janeiro pelo 'Editorial Office - Trade Leader's Club' à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, custou quase quatro mil euros aos cofres da autarquia. A este montante acrescem ainda as despesas de representação e das três noites de alojamento de Arlindo Gomes e Jorge Faria na capital espanhola, os quais se fizeram acompanhar das respectivas esposas.
O facto tem gerado comentários. O presidente da Câmara justifica. "Sou casado, tenho a minha família e ela (esposa) quando pode ir comigo, vai. As despesas da minha mulher pago-as eu. As minhas despesas pagou a Câmara", garante, acrescentando que "pensar o contrário é mesquinhice. E as pessoas são pequeninas nessas coisas", remata.
Calheta rejeitou em 2008
Tradicionalmente a entrega deste troféu coincide com a Feira Internacional de Turismo de Madrid - FITUR e visa reconhecer o prestígio das empresas e organizações que trabalham em prol do turismo, da qualidade e do desenvolvimento.
No ano passado, o Município da Calheta rejeitou o prémio quando soube que afinal teria de pagar para recebê-lo. Se Manuel Baeta não quis pagar, já Arlindo Gomes não se fez rogado e decidiu levar o seu 'homólogo' e respectivas esposas. Ao todo, consta que a ida a Espanha tenha custado perto de 20 mil euros.
Confrontado com este valor, Arlindo Gomes assegura que "não foi tanto", mas não diz quanto é que a Câmara teve de gastar na deslocação de quatro dias à capital espanhola. Em relação ao prémio, "o valor é uma coisa simbólica", garante, também sem precisar quanto.
Na edição deste ano foram galardoadas 111 entidades de 57 países. De Portugal, além da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, receberam idêntico troféu os municípios de Loulé e de Albufeira.
O prémio atribuído à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, para além de significar o reconhecimento internacional, premeia a acção da Câmara no desenvolvimento sustentado do concelho, visando a qualidade, quer dos serviços quer do espaço, sempre na perspectiva de potenciação do destino turístico.
"Anda por aí muita preocupação"
O Troféu Internacional de Turismo, Hotelaria e Gastronomia foi entregue no decorrer de um jantar de gala, com a presença de diversas entidades do sector do turismo e representações diplomáticas. "Eu, enquanto representante da Câmara, achei que era importante para o município aceitar aquele galardão". E acrescenta: "Até para perceber aquilo o que era, porque enquanto presidente acho que também devo fazê-lo, para poder constatar o que se passa no Mundo exterior, para ver se há alguma coisa que também possa fazer no meu concelho. Fui numa quinta e vim num domingo. Está dentro do âmbito da minha competência e foi isso que eu fiz, procurando fazê-lo com a máxima dignidade".
O autarca considera de resto que este tipo de reacção só vem a público porque, além da "mesquinhez", "anda por aí muita preocupação". E assegurou: "Quem não está preocupado de certeza que sou eu", concluiu.
outros Premiados
Esta foi já a 34ª edição do Troféu Internacional de Turismo, entregue pelo Trade Leader's Club, num evento que contou com a presença de empresas e entidades de mais de 40 países. O Trade Leader's Club é uma associação de empresas com alguns milhares de sócios distribuídos por mais de 120 países e tem como primeiro objectivo promover o intercâmbio comercial e oportunidades de negócio entre os seus associados, e que são quem indica as empresas ou entidades a premiar anualmente. Da Madeira, em edições anteriores já foram premiados com o Troféu Internacional de Turismo, Hotelaria e Gastronomia, o Casino Park Hotel e a Direcção Regional de Turismo.

Orlando Drumond

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

Um roubo!

´






















Um exemplo dum munícipe Funchalense reformado de fracos recursos que é obrigado a pagar uma taxa de esgotos de 5 euros mensais: por um serviço de que não disfruta. Pois a casa deste pobre homem fica abaixo da estrada e não é abrangida pela rede de esgotos da Câmara Municipal do Funchal. No entanto tem de pagar compulsivamente. A semelhança de milhares de cidadãos nas mesmas condições. Caso recusarem a pagar são multados pela Autarquia e depois até com recurso ao Tribunal no caso de reincidência. Com este dinheiro entre outras coisas, usam carros "topo de de gama" com motorista privado.
Uma Vergonha!

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Baltasar Aguiar foi recebido pelo Conselheiro Procurador-Geral da República, Dr. Pinto Monteiro























O Deputado Regional e Dirigente do PND-M Baltasar Aguiar teve hoje um encontro com o procurador-geral da Republica, Pinto Monteiro, com quem abordou questões relativas à Região Autónoma da Madeira.

“O relacionamento e as actividades do Ministério Público e os processos pendentes na Madeira foram as questões tratadas nesta reunião”, disse, à Agência Lusa, Baltasar Aguiar, que se escusou, no entanto, a pormenorizar o conteúdo do encontro.

Na reunião, o deputado insular fez-se acompanhar pelo também dirigente do PND-M, Gil Canha.

EC

(Com a devida vénia à Agencia Lusa )

Números do PSD - Madeira

644.678
Montante, em euros, que o PSD-M declarou como tendo sido o custo da festa anual do Chão da Lagoa, no ano em causa, 2005.

19.000
Valor, em euros, que o PSD diz ter arrecadado com a festa do Chão da Lagoa, no ano em que, com a festa, terá gasto os 644 mil euros.

17.000
Quantidade em euros, que o partido afirma ter arrecadado em quotas do militantes, o que o TC não conseguiu confirmar.

Élvio Passos

A edição de hoje do DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA revela tudo

terça-feira, 10 de março de 2009

Frase do dia

"Numa sociedade em que há muito se instalou a suspeita de que a corrupção cresce dia a dia, a quase ausência de processos por esse crime é, em si mesma, motivo de desconfiança."

Fernando Madrinha
Expresso

Pão e circo















Este ano de 2009 será o ano da fartura em actos eleitorais e em tudo o que eles trazem.
Teremos três eleições – Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais. Vais ser um vê sete avias... Os Partidos com mais dinheiro, isto é, os que fizeram o negócio do “jackpot” na Assembleia (PSD e PS) e únicos beneficiados, não olharão a meios para ganhar votos. O PSD, para além da sua máquina, usará o Governo Regional e as Autarquias. Aliás, já o começou a fazer com a avalanche de subsídios e em breve começará com a roda viva das inaugurações para as quais alguns governantes ganham forças com umas retiradas “discretas” ao estrangeiro. Depois serão as festas e as festarolas. Com artistas, qual deles com maior qualidade, com espetadas e vinho a rodos, permitindo às pessoas alargarem os cintos tão apertados nesta época de crise. Vão-se somar o número de convivas, de garrafas de vinho consumidas, de vacas mortas e transformadas em carne para espetos, enquanto que os discursos vão pregar contra a fome que alastra e o alcoolismo que cresce e gera graves problemas sociais. E isto é que será notícia – x milhares de convivas que beberam x milhares de garrafas de vinho... E os candidatos/membros de Governo ou Câmaras lá vão outra vez inaugurar mais umas centenas de metros duma estrada que há anos anda, numa de avança e pára, sempre ao ritmo do calendário eleitoral. As promessa serão novamente repetidas. E ao som da música pimba, com o estômago recheado com o vinho e a espetada, embalados pelo sermão duma Igreja altamente subsidiada, com a cabeça cheia de promessas repetidas e não cumpridas, novamente o voto mandará as setinhas para o ar enquanto que a Madeira real se afunda numa crise que gera desemprego, miséria e exclusão. Na fim do Império Romano para manter o Povo entretido os Imperadores mandavam distribuir Pão e promoviam o Circo. Milhares de anos depois, temos na Madeira a mesma máxima “Pão e Circo” com as espetadas e o vinho nas inaugurações e festas e os tristes espectáculos no dia a dia da política... Enfim, quando a História se repete dá paródia...

Paulo Martinho Martins
Deputado à Assembleia Legislativa da Madeira

Com a devida vénia ao Diário Cidade

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Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

segunda-feira, 9 de março de 2009

18 mil euros ! Qual é a crise?















































Com a devida Vénia: Publico

Pergunta do dia















Será que o Líder do CDS/Partido Popular, José Manuel Rodrigues, já entregou o 'boneco' que roubou ao Deputado do PND ?

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Enriquecimento sem causa

Na falta de melhor tema, apetece-me falar hoje desse curiosíssimo fenómeno que dá pelo quase misterioso nome de enriquecimento sem causa. Não sei quem foi o autor de tão inspirada designação. Mas como as palavras valem sobretudo por aquilo que dizem, cheguei a considerar a hipótese de estarmos perante um místico devoto das coisas que se explicam a si próprias. Julgar que alguém pode adormecer pobre e acordar rico sem precisar de explicar o feito equivale a acreditar, pia e militantemente, na força prodigiosa dos milagres. E presumir que um efeito pode dispensar a carambola de uma causa só pode remeter-nos para um estado de gnose que, convenhamos, não é deste mundo. A menos que no lugar de uma crença tenhamos somente a ironia suave de um gozão. Ou que em vez de um exercício de elevação gnóstica tenhamos simplesmente as palavras económicas de um legislador poupado.
Como é evidente, inclino-me mais para esta última hipótese. Não por duvidar da força imponderável da intervenção do acaso. Nem por recusar a eventualidade de a roda da fortuna poder ser movida também pelo intangível. Apesar do racionalismo céptico que me instruiu, não tenho nesse domínio grandes dores ou preconceitos de natureza filosófica. Porém, por mais que me esforce, tenho de confessar a imensa dificuldade em elevar-me acima do terreno prosaico das causas. Sobretudo quando o assunto é dinheiro.
Não tenho qualquer problema com a riqueza dos ricos. Ela não me perturba nem um bocadinho, a despeito de ter lido o que devia ter lido sobre a chamada acumulação primitiva do capital. Sou, é claro, sensível à desigualdade e hipersensível à ganância. Incomoda-me a primeira. Desprezo a segunda. Não creio, no entanto, na bondade ideológica ou na legitimidade política do igualitarismo aplicado a martelo. Nem tenho pachorra para o peditório desgraçado dessa espécie de doença social que olha o sucesso material dos mais empreendedores ou afortunados com permanente hostilidade e sistemática desconfiança. Confesso, porém, que tenho um problema com a riqueza repentina gerada pela obra do poder e pela graça de quem manda. Faz-me urticaria. Tira-me do sério.
Sei que não se deve acusar sem provas. Mas há indícios que interpelam. Do mesmo modo que há sinais exteriores que nenhum sistema sério de Justiça deveria poder ignorar. De modos que, mesmo não querendo agitar suspeitas, recuso fazer de conta que não sei que há no poder quem tenha chegado à política muito antes da carreira profissional que nunca teve ou da fortuna que agora aparentemente tem. Admito, mas só em tese geral, que a singularidade do facto pode não andar de mãos dadas com a palavra desonestidade. Convenhamos, no entanto, que uma situação assim, mais do que escancarar as portas à dúvida e abrir caminho à suspeição, dá de mão beijada ao abuso o caldo que o pode fazer crescer.
Já vejo os vigilantes do costume arregimentados para a arenga da praxe. Se não há provas não há culpas. Se não há culpas não pode haver culpados. Depois, como a esperteza saloia lhes dá vontade de rir, hão-de brindar, divertidos, à falácia do axioma. Mas como estas coisas são sérias, vou retaliar com uma sugestão. Concedamos à classe política a possibilidade de justificar a qualquer momento a proveniência dos seus rendimentos. Crie-se para tanto uma entidade fiscalizadora na dependência directa do Tribunal Constitucional. E proceda-se como faz o fisco aos contribuintes. Bastava isso. Todos os nomes para dentro de um sistema informático. Um computador sem partido nem alma a sortear os felizes contemplados. E as sanções devidas a quem fosse culpado de enriquecimento literalmente sem causa. Tenho para mim que um tal dispositivo resolveria muita coisa. E a nossa relação com a política ficaria com certeza mais sã.


Bernardino da Purificação

Com a devida vénia terreiro da luta


domingo, 8 de março de 2009

Defesa: Donativos recebidos pelo CDS-PP em 2004 estão sob suspeita

Justiça investiga negócio de 973 milhões


















A Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) está a ser um dos alvos principais das investigações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) à compra dos dois submarinos, cujo custo ascende a 973 milhões de euros com juros incluídos.

E um dos pontos altos das diligências ocorreu em Julho do ano passado, quando foram feitas buscas à CPC, uma acção que permaneceu em completo segredo, para encontrar o contrato original das contrapartidas da aquisição dos navios.

'O DCIAP e a Polícia Judiciária já foram várias vezes à CPC para averiguar e consultar a documentação, e andaram à procura do contrato original das contrapartidas dos submarinos', garantiu ao CM fonte próxima da CPC. O próprio presidente da CPC, embaixador Pedro Catarino, não esconde a acção das autoridades: 'A única coisa que posso dizer é que as indicações das minhas duas tutelas [Economia e Defesa] vão no sentido de dar toda a colaboração e abrir tudo o que aqui temos à Procuradoria-Geral da República, e é isso que temos feito.'

Para já, as autoridades investigam se o depósito de quase 1,1 milhões de euros em donativos nas contas do CDS-PP em Dezembro de 2004, quando Paulo Portas era ministro da Defesa, terá sido um benefício do CDS-PP por via do negócio dos submarinos. E apuram também se a comissão superior a 30 milhões de euros paga à Escom, empresa do Grupo Espírito Santo que representou o consórcio vendedor, terá gerado pagamentos de comissões ilícitas.

PROJECTOS POUCO EXECUTADOS

A menos de quatro anos do termo da execução do contrato de contrapartidas dos submarinos, 'formalmente, só está executado 25 por cento [do valor total]', afirma o presidente da CPC.

Como o contrato de contrapartidas ascende a 1200 milhões de euros (em regra, o valor dos projectos oferecidos pelo vendedor é pelo menos igual ao valor da compra do equipamento), significa que só estão executados 300 milhões de euros. Falta aprovar outro tanto que já foi apresentado. Pedro Catarino diz que 'o contrato dos submarinos é talvez o programa mais problemático, e é uma boa lição para o futuro.'

DEPÓSITO ELEVADO EM DEZEMBRO

Entre 27 e 30 de Dezembro de 2004, dois meses antes das eleições legislativas de 2005, foram depositados nas contas do CDS-PP donativos de quase 1,1 milhões de euros.

O partido liderado por Paulo Portas já garantiu que foram passados recibos referentes a todos os donativos. Entre os cerca de seis mil recibos passados, está um em nome de Jacinto Leite Capelo Rego. Em 2004, o CDS-PP angariou em donativos quase 1,3 milhões de euros, quase tanto como em 2001, 2002 e 2003.

SAIBA MAIS

ENTIDADE RESPONSÁVEL

A CPC é responsável pelo acompanhamento da execução dos projectos económicos oferecidos a Portugal pelos vendedores de equipamento militar.

973 milhões de euros é o custo da aquisição dos dois submarinos ao German Submarine Consortium (GSC), grupo alemão, com juros incluídos.

3 era o número de submarinos que estava inicialmente previsto comprar para a Marinha. A escolha do vencedor do concurso internacional gerou polémica.

António Sérgio Azenha


A edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã' revela tudo

A mulher mais poderosa do mundo

Certo dia, o então Secretário Geral das Nações Unidas, Pérez de Cuéllar, apresentou-a perante a ONU como “a mulher mais poderosa do mundo”

Porque será que o Diário não publicou nada sobre o carro do Jaime Ramos que ficou "bloqueado" junto à ALR?

FELIZ DIA DA MULHER

Todos querem
























São vários os advogados que já se mostraram disponíveis para serem candidatos pelo PP à Câmara Municipal do Funchal. No entanto, dado o caudal de interessados, é possível que venha a ser requerida a intervenção da Ordem dos Advogados. 'Incluso' há uns advogados do PSD que estão a pensar mudar para o PP, pelo menos até a aprovação de alguns projectos.

Com a devida vénia
DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

sexta-feira, 6 de março de 2009

Edição n.º 124 do GARAJAU

























































































































































































Com a devida vénia do Garajau

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O território da consciência

Ainda bem que o dr. Ricardo Vieira fez o favor de nos tranquilizar. Estou-lhe grato. Duplamente grato. Por nos ter revelado que o episódio do Savoy lhe correu tão bem que até já admite prolongar o cansaço militante com que reparte a vida pela política e pelos negócios. E por nos ter garantido, a pretexto do mesmo edificante episódio, que o político Ricardo está cem por cento de acordo com a solução proposta à Câmara pelo advogado Vieira. Acreditem. É de políticos assim que a democracia precisa. São mais baratos. Geralmente mais eficazes. E, mal comparado, põem-nos em linha com a moda do dois-em-um que tantos problemas resolveu no mundo competitivo dos detergentes e champôs.
Não gosto de partilhar fraquezas íntimas. Mas podem crer que me sinto sempre emocionado quando a vida me revela, para lá de qualquer contestação ou controvérsia, que há, afinal, gente capaz de doar o seu escasso e desinteressado tempo à causa pública. Bem haja, pois, dr. Ricardo Vieira. Que o cansaço lhe seja leve. E que a forma despojada como interpreta as missões que abraça lhe dêem um dia a recompensa que merece.
Ironias à parte, diga-se em abono da verdade que o dr. Vieira não inaugurou propriamente nada de novo. Muitos outros, para além dele, andam desde há muito com um pé bem apoiado no lado da decisão e com o outro bem enfiado no estribo do interesse sobre o qual se decide. A novidade, no seu caso, é que pertence a um partido com queda para a retórica moralizadora da vida pública. Para já não falar, como é evidente, dessa pequeníssima insignificância que consiste no facto de integrar o órgão executivo de uma Câmara Municipal.
Dir-me-á, já sei, que não manda nem tem qualquer pelouro atribuído. Acrescentará, permito-me adivinhá-lo, que foi eleito por um partido da oposição. E arrematará, como é costume, com esse pequeno embuste que é dizer que nunca vota quando a consciência lhe diz que pode haver conflito de interesses. Compreenda. Uma vez que falamos de alguém que ocupa um lugar no órgão executivo de uma Câmara, nenhum desses argumentos pode ser levado a sério. Por uma razão tão simples quanto cristalina, para lá, naturalmente, de todas as outras que decorrem da lei. Nenhum eleito leva a sua consciência a votos. Esse é um território íntimo a que ninguém acede numa campanha eleitoral. O que quer dizer que nenhum eleitor vota com a alegre intenção de se fazer refém da consciência de quem elege. Pensar o contrário é ter da democracia a perversa ideia de que o voto não passa de um cheque em branco que pode ser usado ao gosto de circunstâncias ou de interesses de ocasião. Ora, acredite-se ou não, eu preferia pensar que o dr. Ricardo Vieira não interpretava dessa forma o exercício da política. O problema é que ele não ajuda.

Bernardino da Purificação

A consequência da recaída

O dr. Ricardo Vieira é com certeza uma pessoa estimável. Tem um passado de afirmação de convicções. Construiu um percurso político fundado na afirmação de valores. E quando entendeu já ter dado o bastante ao peditório exigente da política regional, arrumou os papéis e foi tratar da vida. Nada a dizer. É refrescante saber que nem todos estão condenados à política como meio de subsistência.
Um certo dia, porém, o dr. Vieira teve uma recaída. Pensou provavelmente que o seu ofício de advogado era compatível com as exigências da política. E como todos os partidos, à excepção do PSD, têm problemas de recrutamento de quadros, acabou por ceder ao apelo do regresso. Resultado: a política regional recuperou o grato privilégio de voltar a contar com a valia do seu prestimoso contributo; e o dr. Vieira aproveitou para casar, da forma mais mitigada que julgou possível, a vida profissional que tem com a inclinação política que nunca deixou de ter. Nada a apontar. A não ser talvez, e hão-de perdoar-me o sentimentalismo da nota, a emoção que não calo diante do quadro de uma vocação recuperada.
Enquanto político, o dr. Ricardo Vieira é actualmente vereador na Câmara Municipal do Funchal. Participa nas reuniões do órgão executivo camarário. Tem, como toda a vereação, uma palavra a dizer sobre licenciamentos e demais expediente da vida da cidade. Dispõe, por isso mesmo, de informação privilegiada. E se é verdade que a maioria da Câmara passa bem sem a graça do seu voto, o facto é que ele anda por lá, ouve e faz-se ouvir, acede aos documentos, e tem portas abertas para tudo quanto seja corredor ou gabinete. Nada a objectar. Seria insuportável saber que um eleito se sentia inibido de exercer em liberdade o mandato outorgado pela democracia e pelos munícipes.
Para além de pessoa estimável e político recaído, o dr. Vieira é também advogado. Tem um nome dos mais sonantes da praça. É, ou foi, examinador de estagiários e escrutinador eleito da conduta ética dos colegas. É sócio de um escritório conhecido, ecléctico, e com ligações íntimas ao poder político regional. E, por consequência, defende clientes e representa interesses. Nada a opor. É da natureza das coisas que os advogados façam seus os interesses dos seus clientes.
Ou seja, desde que decompostas e individualmente consideradas, nenhuma das versões do dr. Vieira parece ser merecedora do mais pequeno reparo. Pelo menos, para quem se limite a ver a superfície da sua imagem pública. O político recaído merece consideração. O representante de interesses é credor de respeito. O único problema que por vezes se nota é a confusão que nasce da mancebia em que vivem o defensor esperado do interesse dos munícipes e o advogado que defende, e faz seus, interesses particulares.
Pensa o dr. Vieira que a nódoa se apaga se se abstiver de votar nos casos em que a lucrativa esquizofrenia das opções que toma o coloca nos dois lados do processo decisório. Engana-se, como é evidente. Ele foi eleito para tomar posição e não para se abster. E o facto de haver um laivo de decoro (ou será de hipocrisia?) a conduzi-lo à abstenção só serve para atestar a grosseira incompatibilidade em que reiterada e gritantemente incorre.
E o líder do PP não tem nada a dizer?

Bernardino da Purificação

Com a devida vénia terreiro da luta

quinta-feira, 5 de março de 2009

Foi o outro que escreveu?



















Sobre a actuação de Ricardo Vieira

Sobre esta matéria algumas personalidades têm emitido a sua opinião, numa tentativa concertada para manter este assunto em lume brando. Os munícipes do Funchal entenderam o que se pretende com o PUI - Plano de Urbanização do Infante? Os munícipes do Funchal perceberam o que foi negociado entre a Câmara do Funchal e o Savoy e quais as inerentes contrapartidas? O que parece que os Munícipes já entenderam, é que querem fazer do Dr. Ricardo Vieira o "saco de pancada" tentando causar-lhe dano pessoal. Um ilustre advogado num artigo de opinião, insurgia-se com o facto de "O exercício da advocacia ser inconciliável com qualquer cargo, função ou actividade que possam afectar a isenção, a independência e a dignidade da profissão". Se for esse o espírito do legislador, em boa verdade teríamos de acrescentar um rol infindável de presumíveis incumpridores. Antes do exercício de um cargo político as pessoas exercem uma profissão, têm uma aptidão profissional, e como todos saberão, nem todos os que dedicam muito do seu tempo à causa pública vivem da política. O que fazer dos Engenheiros; Arquitectos; Gestores; Economistas e Advogados que exercem cargos políticos paralelamente com a actividade profissional, desde as Autarquias à Assembleia Legislativa? Serão todos incumpridores? Se assim for, porquê fazer apenas do Sr. Dr. Ricardo Vieira o alvo desta artilharia feroz? Não foi ideia do Dr. Ricardo Vieira rever o POT e promover o PUI (Plano de Urbanização do Infante). Foi apenas causídico no processo (transparente) de negociação dos bens imóveis. Processo este, que foi claro para os munícipes e terá um grande alcance para a economia regional. Este "ataque" não foi a quem promoveu o projecto, não foi a quem aprovou o projecto, foi a quem tem pautado a sua vida profissional, política e pessoal com lisura e sentido de responsabilidade irrepreensíveis. Não desista Dr. Ricardo Vieira!...

Leitor identificado

Com a devida vénia
DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

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Estamos Atentos!














































Com a devida vénia ao Diário Cidade

quarta-feira, 4 de março de 2009

Pontos nos i´s...











Em primeiro lugar não é verdade que Ricardo Vieira não tenha participado em discussões na vereação de casos em que era advogado. E, além de mim, o Dr. Artur Andrade sabe perfeitamente do que falo, designadamente no polémico hotel CS...
Por outro lado, e muito mais importante, é preciso não esquecer que neste caso Ricardo Vieira há outro bastante mais grave que se chama "caso Miguel Albuquerque" que, curiosamente, nunca chega a ser caso...Até quando?


Com a devida venia : Apontamentos sem nome

Valha-nos a paciência



















Miguel Mendonça escreveu um artigo de opinião ontem no DN Madeira.
Li e fiquei atónito com o conteúdo...
O Presidente da ALRAM não pode fazer viagens tão desgastantes e pouco solidárias, entre os seus pares, porque perde rapidamente a "majestosidade" e resvala para o "chinelo"...
É pena, mas, também, é só o Presidente do Parlamento da Madeira!

Com a devida venia : Apontamentos sem nome

PND contra "obra faraónica" do novo Estádio dos Barreiros


















O dirigente do PND José Manuel Coelho deslocou-se hoje ao Estádio dos Barreiros, no Funchal, para denunciar a “obra faraónica” que o Governo Regional pretende construir, ao “demolir o estádio para construir um novo”.
“O Governo Regional pretende demolir este estádio, construído no tempo da ‘velha senhora’, para satisfazer os interesses do sector da construção civil”, defendeu o antigo deputado do PND à Assembleia Legislativa da Madeira.
Para José Manuel Coelho, “esta obra é desnecessária, pois existe aqui um bom estádio, que muito raramente enche, apenas quando há jogos com os chamados ‘grandes’, quando há obras mais prementes a executar na Madeira”.
Por exemplo, a “Região necessita urgentemente da construção de novos lares de idosos, que é um problema grande e causa da lotação dos com altas problemáticas”.
O elemento do PND admitiu que o “estádio necessita de obras de remodelação, mas esses cuidados custariam uma ninharia face ao projectado novo estádio”.
“Não se pode dizer que não há recursos, que Sócrates não manda dinheiro. É preciso, isso sim, orientar os recursos disponíveis”, afirmou, sublinhando nada ter “contra o futebol nem contra o Marítimo”, o dono do complexo desportivo.
A polémica em torno do “novo” estádio dos Barreiros, agora propriedade do Marítimo, já tem dois anos e o novo projecto, que ainda está em fase de concurso, aponta para um custo rondando os 40 milhões de euros.


LAR. Lusa/Fim.


Com a devida vénia Agencia Lusa

O Carro de Jaime Ramos é um "todo-o-terreno" topo de gama.

Carro de Jaime Ramos faz "todo-o-terreno" junto à Assembleia.