quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O Molhe fechou




















Informação segura: a Quinta das lágrimas já anulou o contrato e saiu do restaurante o molhe. Entretanto, o Senhor Sílvio Santos despediu toda a gente da Siram Turismo. Já agora, senhora Secretária do Turismo também vai resolver este berbicacho ao ex-deputado do PSD? Já agora alguém sabe quanto pagava o Sr. Sílvio Santos por esta concessão? Já agora alguém já pediu a este Senhor para vender os carros e casas que andou a comprar à custa sabe lá Deus de quem? Isto é tudo uma loucura.

Com a devida vénia ao
Apontamentos sem nome

PARABENS José Manuel Coelho


Entrevista com José Manuel Coelho











Coelho deixa um parlamento que considera "decorativo".

Depois destes meses na Assembleia quais são os seus planos imediatos?

Vou voltar à minha actividade profissional normal, porque a actividade política não é uma profissão, pelo menos para mim. Sou trabalhador da construção civil e neste momento estou inscrito no Serviço Regional de Emprego. Vou esperar que surja algum trabalho.

Passa de deputado a desempregado?

Já estava desempregado antes.

Que balanço faz deste período em que esteve na Assembleia?

Foi uma experiência enriquecedora, tive oportunidade de trabalhar e ajudar o companheiro Baltazar Aguiar e o PND e, sobretudo, alertar as consciências dos madeirenses para a situação insólita que é haver uma porção do território nacional onde o mesmo partido já manda há 30 anos. É uma situação que produz todos estes interesses instalados e uma oligarquia económica.

Foram essas as situações que procurou denunciar?

Tive oportunidade de pôr a nu situações muito graves como o porto, que coloca em xeque toda a economia da Região.

Outros dos seus alvos preferidos foram Jaime Ramos e Jaime Filipe Ramos. Não foram os únicos, mas eles representam a oligarquia do regime jardinista. É uma cópia menor do que se passa em Angola, onde o José Eduardo dos Santos tem aqueles milhões do petróleo e depois a filha, a família e o Estado-maior dominam tudo. Em Angola administram-se biliões de dólares, aqui são milhões de euros. O combate contra Jaime Ramos é simbólico, não é pessoal, mas contra aquilo que ele representa.

O seu comportamento na Assembleia, nomeadamente a exibição de uma bandeira nazi, originou muita polémica. Voltava a fazer o mesmo?

Sim, sem dúvida. O que acontece é que a nossa política doméstica não tem qualquer repercussão no continente. O que fazemos aqui não tem grande relevância, a não ser uma 'boca' mais grave do dr. Alberto João contra a República. Os jornais nacionais alheiam-se completamente e é como se isto não existisse. Nós temos uma situação anti-democrática que é ter uma Assembleia que não funciona para os fins que foi criada, que era fiscalizar o Governo, como acontece em todos os parlamentos burgueses. É um avanço das democracias burguesas, mas que aqui não acontece. Só através de uma acção bastante espectacular é que se poderia chamar a atenção do país e foi isso que procurámos fazer.

Depois da sua suspensão, garantiu que não iria processar o presidente da Assembleia, no entanto o PND foi queixar-se à Procuradoria-Geral da República.

Por mim, não haveria queixa nenhuma, mas a direcção do partido em que estou integrado decidiu que devia processar, para fazer cair o senhor presidente da Assembleia Legislativa. Ele não assume os seus poderes, é uma figura decorativa e não tem condições para estar ali. É curioso que quando eu fazia aquelas sátiras ele advertia-me, mas quando era o Jaime Ramos já não dizia nada. É preciso ver que ele deveria ser a primeira figura da Região, mas está subserviente ao senhor Jaime Ramos. O chefe do grupo parlamentar do PSD manda mais do que o presidente da Assembleia. Se ele caísse, penso que era bom para a democracia da Madeira.

O modelo de actuação do PND resultou?

Eu acho que sim, porque veio alertar as consciências, porque as pessoas só sabem o que diz a propaganda do Governo.

Teve reacções positivas?

Sim, senti isso. Muita gente teve outra consciência do que era a Assembleia, um organismo de poder regional que praticamente não funciona, que é decorativo e custa imenso dinheiro ao contribuinte.

Uma consequência da sua passagem pela Assembleia foram várias ameaças de processos judiciais. Agora que deixa de ser deputado teme ser processado?

É possível que avancem com processos mas eu já estou habituado. Eu não temo os processos em tribunal, porque sigo o que dizia São Paulo: 'que nenhum de vós padeça como ladrão ou malfeitor, mas se forem perseguidos em nome de Cristo considerem-se bem-aventurados'. Fazendo uma analogia, se eu for a tribunal acusado de roubar ou vender droga, é coisa para me envergonhar, mas por delitos políticos até é uma honra.

Mas admite que isso possa vir a acontecer?

Sim e por isso é que já estou precavido. Não tenho bens em meu nome, nem conta no banco. Podem é mandar-me fazer trabalho comunitário, ou então vou preso e eles vão ter que me dar de comer.

Essa sua acção também tem efeitos eleitorais?

Tenho a certeza que vamos subir nas próximas eleições, não sabemos quanto, mas vamos subir. Começámos por ser um partido desconhecido, com a brincadeira do Bexiga e até nem acreditávamos muito na eleição de um deputado, mas gora é fácil, até há a possibilidade de elegermos vereadores às câmaras.

Nas autárquicas vai concorrer por Câmara de Lobos para, como disse, ajudar o PS-M. Isso não é prejudicial para os socialistas?

Não é, porque a nossa campanha visa o esclarecimento dos cidadãos de Câmara de Lobos. O PS enfrenta uma situação grave de dissidências internas, como foram os casos de João Isidoro e Ismael Fernandes que saíram zangados com o partido. Segundo o PS, quiseram ver-se livres deles, da dra. Rita Pestana e do dr. Fernão Freitas, porque eram submarinos jardinistas. Não sei se era assim, mas o que acontece é que Isidoro e Ismael estão a combater o antigo partido. Acho isso mal, porque eu saí do PCP - não saí, eles deitaram-me fora... -, mas não estou a combatê-los. Se queremos uma alternativa democrática temos que viabilizar mudanças.

A solução é apoiar o PS em Câmara de Lobos?

Penso que podemos conseguir um vereador em Câmara de Lobos mas, se não conseguirmos, vamos fazer com que mais pessoas votem no PS e que não caiam na conversa do senhor João Isidoro Gonçalves (MPT).

É um ex-comunista e diz que o PCP ainda é o seu partido. Como se sente integrado num partido de direita?

Sempre fui e sou comunista. Este é um partido de direita, mas daquela direita que é hostil ao poder, porque a direita do poder, a do grande capital financeiro, está personificada no PSD e no PS. Ao estar neste grupo do PND estou a aproveitar uma oportunidade para ajudar a democracia. O nosso PND, aqui na Madeira, tem características muito diferentes daquelas que tem no continente. Nós somos um grupo heterogéneo de pessoas que não têm grandes conotações políticas. Só o companheiro Baltazar Aguiar é que pode ser de direita, mas ele já está mudando (risos).

Como foi o relacionamento pessoal com os outros deputados, ao longo destes meses?

Tenho boas relações com todos, menos com os grandes caciques do regime, porque eles não querem, ficam cheios de ódio. Para esses, encontrar-me é como ver Satanás. Polémico Relógio e bandeira marcaram

José Manuel Coelho tem 56 anos, é pintor de construção civil e tem o 12º ano de escolaridade. O seu percurso político começou no Partido Comunista Português, de onde saiu por divergências com a direcção regional. No entanto, como faz questão de afirmar, continua a ser comunista e ainda chama ao PCP o 'seu' partido.

Nos últimos meses foi o representante do Partido da Nova Democracia na Assembleia e um dos principais protagonitas, dentro e fora do parlamento. Começou por apresentar-se no plenário com um relógio de cozinha ao pescoço, para protestar contra a redução dos tempos de intervenção da oposição. Depois, protagonizou um dos episódios mais polémicos, ao exibir uma bandeira nazi no parlamento, que tentou entregar ao líder da bancada do PSD. A maioria exigiu a sua suspensão que acabaria por ser considerada ilegal.

Jorge Freitas Sousa

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Deputado Coelho no Hi5
























José Manuel Coelho é sem dúvida o ponto de viragem na democracia na Madeira. Com os seus discursos politicamente incorrectos tem tornado o PSD-M a tomar medidas ilegais na Assembleia Legislativa Regional para o fazer calar.

PPD/PSD MADEIRA



terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Soares elogia «coragem invulgar» da ministra da Educação


«Eu aprecio as pessoas de coragem», frisou o ex-presidente da República

ex-Presidente da República Mário Soares elogiou a «coragem invulgar» da ministra da Educação, considerando que a determinada altura dos protestos contra o sistema de avaliação dos professores houve «um esticar de corda» por parte dos sindicatos. «Acho que a ministra, que tem sido muito criticada, é uma pessoa que tem uma orientação e tem um sentido de responsabilidade e até uma coragem que é invulgar. E eu aprecio as pessoas de coragem», afirmou Mário Soares, em declarações aos jornalistas no Parlamento, à saída da cerimónia de entrega do Prémio Direitos Humanos, informa a agência Lusa. Questionado sobre o que pensa da contestação dos professores ao processo de avaliação de desempenho defendido pelo ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o antigo chefe de Estado recordou que sempre defendeu sindicatos fortes, mas lamentou a forma como já chegaram a intervir. «Sou um grande partidário de sindicatos fortes, livres, actuantes. Acho que não se pode desprestigiar os sindicatos que são importantíssimos à democracia, como os partidos. Mas achei que havia um esticar de corda da parte dos sindicatos numa determinada altura», referiu. Mário Soares recusou ainda a ideia de que os professores «estarem na rua» possa fazer cair a ministra, alegando que isso é o contrário da democracia: «O facto de estarem na rua não quer dizer que tenham razão e nem os Governos e os ministros se atiram abaixo, isso é o contrário da democracia, na rua». Solidariedade com Sócrates Soares manifestou, também, a sua solidariedade com o primeiro-ministro, considerando prejudicial para o país tudo que seja «atirar contra o Governo» antes de existir uma «solução alternativa». «O país está a atravessar uma crise muito grande. Mais do que fazer guerrilha política ou guerras políticas é preciso pensar que antes de atirar abaixo algo é preciso saber quais são as alternativas», afirmou, acrescentando: «O primeiro-ministro tem feito o que pode e eu sou solidário com ele, isso sou, isso não escondo que sou. Sou solidário porque acho que se ele deixasse agora de ser primeiro-ministro o país ficaria numa situação extremamente difícil por todas as razões. E há muitas». Por isso, continuou, e porque considera ser «uma pessoa responsável», recusa ir pelo caminho de «atirar contra o Governo». «Tudo o que seja atirar contra o Governo, antes de termos uma solução de substituição, acho que é prejudicial para o país, não para o Governo», insistiu.

C
om a devida vénia Portugal Diário

6 Jan - 15h00 - FUNERAL DO PADRE MÁRIO CASAGRANDE


Faleceu o Padre Mário Casagrande.


Nasceu em Itália, Santa Giustina di Vittorio Veneto, no dia 25 de Julho de 1930 e foi ordenado sacerdote Dehoniano no dia 23 de Junho de 1957.
Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, entre os esplendores da luz perpétua. Descanse em paz. Ámen.

O funeral realiza-se no dia 6 de Janeiro, pelas 15h00 na Igreja do Monte. A Eucaristia será presidida por D. Teodoro de Faria em delegação do Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho, presentemente ausente. Concelebra D. Maurílio de Gouveia e o Superior Provincial dos Padres Dehonianos em Portugal.


Assunto: Em comunhão orante com o Padre Mario Casagrande


Caros Confrades e Amigos


1. No seguimento da dolorosa notícia enviada esta manhã sobre o falecimento do nosso querido Padre Mario Casagrande, recebemos palavras amigas e solidárias, vindas dos Confrades e das Comunidades, do Superior Geral, do Superior Provincial da Itália Setentrional (que também nos comunicou em primeira mão a notícia do falecimento do Padre Luigi Gasperetti), de Moçambique, de Madagáscar, de Angola, de D. Manuel Quintas e de D. António de Sousa Braga, Bispos do Algarve e
dos Açores.
Continuemos em comunhão orante com o Padre Mario, para que o Coração de Deus o acolha no seu eterno Amor. Continuemos solidários com a sua família e com a comunidade do Colégio Infante D. Henrique, neste momento vivido com mais profunda dor e fecunda esperança.
Que as breves notas biográficas, recolhidas pelo nosso secretário provincial, nos ajudem a sintonizar com esta vida que se entrega em oblação plena ao Pai!

2. O Padre Mario Casagrande, filho de José Casagrande e de Angelina Biz, nasceu a 25 de Julho de 1930, em Santa Justina Serravalle, município de Vittorio Véneto e diocese de Treviso (Itália). Foi baptizado a 10 de Agosto do mesmo ano e crismado a 4 de Maio de 1938, sempre em Santa Justina de Serravalle.
Entrou na escola apostólica “Casa do Sagrado Coração” de Trento, em 1941, transferindo- se, dois anos mais tarde, por motivo da guerra, para a de Albino, regressando em 1945 à de Trento.
A 27 de Junho de 1946 ingressa no Postulantado, sempre em Trento, e entra no Noviciado de Albissola a 28 de Setembro de 1947. Faz a Primeira Profissão, sempre em Albissola, a 29 de Setembro de 1948. Do Noviciado passou para o Instituto Missionário Sagrado Coração de Monza, onde fez o quadriénio filosófico, de 1948 a 1952. Fez a Profissão Perpétua em Monza, a 29 de Setembro de 1952, no final
desse curso filosófico, seguindo-se o estágio de vida religiosa, como perfeito, na Casa de Santa Maria de Pagliare, de 1952 a 1954. Nesse tempo, ainda havia uma só Província Italiana. Terminados os dois anos de estágio, passou, nos finais de 1954, para o Studentato delle Missioni de Bolonha (escolaticado), onde fez, de 1954 a 1959, os estudos de teologia e o ano de pastoral. Sempre em Bolonha, recebeu a Tonsura a 5 de Março de 1955, o Ostiariado e o Leitorado a 17 de Março de 1956, o Exorcistado e o Acolitado a 26 de Maio de 1956, o Subdiaconado a 16 de Março de 1957, o Diaconado a 6 de Abril de 1957 e o Presbiterado a 23 de Junho de 1957.
Terminado o ano pastoral, em 1959, veio para Portugal. De 1959 a 1961 esteve no Colégio Luís de Camões, em Coimbra; em 1961, foi para a Madeira, para o Colégio Infante D. Henrique, onde foi superior da comunidade de 1965 a 1971 e de 1974 a 1977. Em 1978, iniciavam-se as aulas do ciclo secundário na Escola da APEL, assumindo o Padre Mario Casagrande a função de Director da mesma.
Foi Conselheiro Provincial no primeiro Governo da Província (1967- 1970).
Em 1980, o Padre Mario é transferido para a comunidade do Colégio Missionário, continuando a exercer a função de Director da APEL até 1984, altura em que interrompe as suas actividades de docente e director, para fazer um ano sabático em Roma, orientado para a recuperação de drogados.
Em 1985, está de novo na Madeira, para retomar a sua actividade docente na APEL e, em Setembro de 1987, também a de Director da mesma.
No ano 2000, deixa de ser Director da APEL e volta ao Colégio Infante, onde permanecerá até ao presente.
A 5 de Outubro de 1998, recebeu do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, a condecoração da “Ordem da Instrução Pública” no grau de Comendador, “por serviços em prol da educação e do ensino”. E no corrente ano, recebeu um galardão da ADCM (Associação para o Desenvolvimento Cultural do Monte), por idêntica benemerência no campo da educação.
No campo pastoral, para além das benemerências no campo da educação e ensino, é de salientar a da assistência religiosa e moral aos presos dos estabelecimentos prisionais dos Viveiros e da Cancela, de que foi nomeado oficialmente capelão, bem como o seu serviço na igreja do Colégio, no Funchal, onde ia celebrar Missa aos Domingos, sendo muito apreciados o seu estilo pessoal e homilias.

3. Que o seu exemplo de vida, totalmente oferecida a Deus e às pessoas, em particular aos jovens no campo da educação e do ensino, seja incentivo para renovarmos a nossa entrega ao serviço do Reino, neste solene dia da Epifania, em que procuramos redescobrir a manifestação do Amor de Deus pela Humanidade.
Que o seu exemplo de vida, levada com simplicidade e humildade, com dedicação e competência, com humor e felicidade, com grande capacidade de trabalho e de sofrimento, nos motive a renovar atitudes tão fundamentais para o sentido da existência!
Que o seu exemplo de vida religiosa e sacerdotal, assumida na sua mais genuína essência como dehoniano, nos convide a sermos sempre fiéis na opção que fizemos em seguir Cristo segundo a proposta carismática do Padre Dehon.
Que a sua intercessão junto de Deus contribua para renovar na esperança o nosso terreno peregrinar!
Que o Padre Mario permaneça no Coração de Deus e na sua Paz! Ámen!
Unido no Coração de Cristo, fraternalmente,



P. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj


Superior Provincial



Fonte: Diocese do Funchal

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Dr. Baltasar Aguiar amanhã no Bom Dia Madeira da RTP / M


Na RTP/M partir das 07h30. Baltasar Aguiar faz uma
analisa imprensa regional.

Publicamos na íntegra a carta de Manuel Monteiro aos militantes do Partido da Nova Democracia.


MANUEL MONTEIRO escreve aos MILITANTES


Cara (o) Militante

A hora que vivemos é, todos o sabem e dizem, de profunda crise. A situação nacional é grave e o facto de alguns o quererem esconder, não anula a realidade. Todavia a classe política que nos representa, demonstra não ter capacidade para enfrentar os nossos problemas. Atolada na corrupção, refém do compadrio que gerou, incapaz de definir estratégias e interessada em manter o sistema político actual, maioria e oposições parlamentares entretêm – se num jogo do faz de conta, enquanto os cidadãos sofrem e se interrogam sobre o futuro.
Ao nível político está provado que temos um Presidente que nada manda, um Parlamento que pouco dignifica a democracia e um Governo que tudo e todos controla, apresentando para combater a crise mais subsídios e apenas obras públicas.
Ao nível económico, e depois dos inúmeros crimes cometidos após o 25 de Abril e durante os anos em que recebíamos fundos comunitários, contra as Pescas, a Agricultura, a Floresta, a Indústria tradicional e o Comércio, assistimos a uma ausência gritante de um plano capaz de definir um rumo.
Ao nível financeiro, a despeito de tantas e tantas declarações e investigações, continua a incerteza sobre a solidez de muitos dos nossos Bancos, apesar dos ordenados mais do que milionários, que administradores e gestores mantêm. Estamos numa encruzilhada sem precedentes e há quem comece, em surdina, a questionar a viabilidade de Portugal se manter como Estado independente. Nunca como agora estivemos tão frágeis, tão indefesos, tão inseguros. E nunca como agora necessitamos de ser firmes e de não desistir. O nosso partido, a Nova Democracia, tem razão! Tem razão, quando propõe o Presidencialismo, para acabar com este sistema de meias tintas; tem razão, quando defende candidaturas de cidadãos independentes à Assembleia da República, para terminar com o monopólio e a ditadura dos partidos responsáveis pela podridão em que vivemos; tem razão, quando ataca os corruptos e os políticos que se escondem atrás do segredo de justiça, para se manterem impunes sem terem de justificar as fortunas que adquiriram; tem razão, quando sustenta a protecção das nossas empresas contra a concorrência desonesta e desleal; tem razão, quando coloca em primeiro lugar Portugal e os seus legítimos interesses. Nunca como agora a nossa existência foi tão oportuna. Os portugueses precisam de uma voz diferente, patriótica, livre e honesta. Nós somos essa diferença e transportamos connosco o patriotismo, a liberdade e a honestidade. Vamos por isso fazer um Congresso. No dia 31, deste mês, com início às 10h, na Cidade do Porto, no Hotel Tuela. E nesse Congresso vamos definir a melhor forma de nos dirigirmos aos eleitores e vamos eleger um novo Presidente. Eu não abandono a Nova Democracia e sinto – me honrado por estar aqui, ao seu lado, consigo. Entendo no entanto, que a minha dedicação a este projecto passa agora por um empenho activo, muito activo, numa candidatura a deputado pelo Círculo de Braga e que isso implica a eleição de um novo Presidente capaz de a todos nos conduzir, neste ano eleitoral decisivo para a mudança. Saio de um lugar à frente, mas estou e estarei ao lado, na defesa de valores, de princípios, de novas soluções para a Pátria a que me orgulho de pertencer. Escrevo – lhe pedindo a sua presença no Porto. Durante um dia, apenas um dia, vamos gritar por Portugal e dizer que ainda nos corre nas veias a coragem que os nossos antepassados tiveram para erguer esta Nação valorosa. Vamos dizer aos corruptos, aos donos do regime, aos destruidores da nossa economia, que não os tememos e que daremos luta. Chegou a Hora de dizer Basta e de dizer Presente! Vamos honrar o trabalho iniciado por Baltasar Aguiar, com a sua eleição para deputado, na Madeira, e vamos juntos dizer no Continente que a nossa eleição para a Assembleia da República será o início de uma caminhada, para a instauração de um novo regime político. Conto consigo, com a sua força, com a sua determinação. O nosso partido é para pessoas de coragem e destemidas. Eu sei que quando aderiu à Nova Democracia provou ser diferente. E por isso também sei que a (o) terei ao meu lado, no dia 31, no Porto.

Até lá.

Receba um abraço do
Manuel Monteiro

Lisboa, Janeiro de 2009

Porque será que a NOVA DEMOCRACIA está a crescer?


Dá que pensar...


























Fonte: Visão

domingo, 4 de janeiro de 2009

Papa denuncia "notícias dramáticas" que chegam da Faixa de Gaza

















O Papa Bento XVI denunciou hoje "as notícias dramáticas que chegam de Gaza" e lamentou que "a recusa ao diálogo" resulte em situações que afligem "de forma indizível as populações mais uma vez vítimas do ódio e da guerra".
Na habitual oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano, Bento XVI apelou aos responsáveis dos dois lados - israelita e palestiniano - para uma "acção imediata que ponha fim à actual trágica situação" na Faixa de Gaza. O Papa lamentou "as notícias dramáticas que chegam de Gaza" que "demonstram como a recusa ao diálogo leva a situações que afectam de forma indizível as populações mais uma vez vítimas do ódio e da guerra". "A guerra e o ódio não são a solução para os problemas", disse, apelando ao fim imediato do conflito na Faixa de Gaza. Bento XVI afirmou que dirigentes cristãos na +Terra Santa+ estão a pedir aos fiéis para rezarem pela paz e justiça e pelo fim do conflito. O Vaticano anunciou que o Papa deseja visitar a +Terra Santa+ na Primavera.
MV.

Com a devida vénia Agencia Lusa

Será na proxima inauguração?



Fonte: Diário de Noticias - Madeira

E aqui vamos...











































Fonte: Tribuna da Madeira

Será que ele veio ver o Fim de Ano a Madeira?


sábado, 3 de janeiro de 2009

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ena tantos!









































Aposto que há muita gente que ao passar por estes no Funchal, fica logo verde, a pensar no outro...

José Manuel Coelho em Câmara de Lobos


"Tirar votos ao MPT e ajudar o Partido Socialista a ser alternativa" nas eleições autárquicas deste ano. A meta do PND é ambiciosa, mas José Manuel Coelho acredita que é possível "capitalizar as brigas internas no PSD de Câmara de Lobos" para conquistar parte do eleitorado insatisfeito com a actual conjuntura.
Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Partidos com deputado único mudam representantes no Parlamento no início do ano




















Os partidos com um deputado no parlamento madeirense (PND, BE e MPT) anunciaram que vão iniciar o ano, mudando os seus representantes na Assembleia Legislativa da Madeira. No Partido da Nova Democracia, o dirigente regional, Baltasar Aguiar, regressa ao Parlamento, substituindo José Manuel Coelho, o polémico deputado que ficou conhecido pela sua irreverência nos últimos meses durante os plenários. Dos vários episódios protagonizados por José Manuel Coelho, destaque para quando colocou ao pescoço um relógio de cozinha, o dia em que se sentou, usando trajes coloridos, numa cadeira em frente à Assembleia Legislativa, protestando contra o excessivo tempo de férias dos deputados e o desfraldar da bandeira nazi. José Manuel Coelho alega “desgaste” para justificar a sua saída e anunciou que se vai dedicar a um outro projecto político, a luta por um lugar nas autárquicas de Câmara de Lobos para minimizar a influência de João Isidoro Gonçalves do MPT naquele concelho, “ajudando o PS a derrotar o PSD”. Quanto ao Bloco de Esquerda, cumprindo o compromisso de rotatividade assumido na última convenção regional e na campanha eleitoral, coordenador regional, Roberto Almada, que substituiu o deputado eleito Paulo Martins, que teve de abandonar o cargo por motivos de saúde, vai ceder durante um ano o seu lugar no Parlamento a Fernando Letra. Roberto Almada afirmou que se vai dedicar à coordenação do BE para a luta dos três actos eleitorais que acontecem em 2009. No MPT sai João Isidoro e entra Jaime Silva. AMB.

Com a devida vénia Agencia Lusa

COMBATER A POBREZA, CONSTRUIR A PAZ


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
BENTO XVI
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1 DE JANEIRO DE 2009

1. Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a reflectir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De facto, a pobreza encontra-se frequentemente entre os factores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. « Vai-se afirmando (...), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem o autêntico e harmónico progresso da comunidade mundial ».(1)

2. Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise atenta do fenómeno complexo que é a globalização. Tal análise é já importante do ponto de vista metodológico, porque convida a pôr em prática o fruto das pesquisas realizadas pelos economistas e sociólogos sobre tantos aspectos da pobreza. Mas a evocação da globalização deveria revestir também um significado espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres bem cientes da perspectiva que todos somos participantes de um único projecto divino: chamados a constituir uma única família, na qual todos – indivíduos, povos e nações – regulem o seu comportamento segundo os princípios de fraternidade e responsabilidade.

Em tal perspectiva, é preciso ter uma visão ampla e articulada da pobreza. Se esta fosse apenas material, para iluminar as suas principais características, seriam suficientes as ciências sociais que nos ajudam a medir os fenómenos baseados sobretudo em dados de tipo quantitativo. Sabemos porém que existem pobrezas imateriais, isto é, que não são consequência directa e automática de carências materiais. Por exemplo, nas sociedades ricas e avançadas, existem fenómenos de marginalização, pobreza relacional, moral e espiritual: trata-se de pessoas desorientadas interiormente, que, apesar do bem-estar económico, vivem diversas formas de transtorno. Penso, por um lado, no chamado « subdesenvolvimento moral » (2) e, por outro, nas consequências negativas do « superdesenvolvimento ».(3) Não esqueço também que muitas vezes, nas sociedades chamadas « pobres », o crescimento económico é entravado por impedimentos culturais, que não permitem uma conveniente utilização dos recursos. Seja como for, não restam dúvidas de que toda a forma de pobreza imposta tem, na sua raiz, a falta de respeito pela dignidade transcendente da pessoa humana. Quando o homem não é visto na integridade da sua vocação e não se respeitam as exigências duma verdadeira « ecologia humana »,(4) desencadeiam-se também as dinâmicas perversas da pobreza, como é evidente em alguns âmbitos sobre os quais passo a deter brevemente a minha atenção.

Pobreza e implicações morais

3. A pobreza aparece muitas vezes associada, como se fosse sua causa, com o desenvolvimento demográfico. Em consequência disso, realizam-se campanhas de redução da natalidade, promovidas a nível internacional, até com métodos que não respeitam a dignidade da mulher nem o direito dos esposos a decidirem responsavelmente o número dos filhos (5) e que muitas vezes – facto ainda mais grave – não respeitam sequer o direito à vida. O extermínio de milhões de nascituros, em nome da luta à pobreza, constitui na realidade a eliminação dos mais pobres dentre os seres humanos. Contra tal presunção, fala o dado seguinte: enquanto, em 1981, cerca de 40% da população mundial vivia abaixo da linha de pobreza absoluta, hoje tal percentagem aparece substancialmente reduzida a metade, tendo saído da pobreza populações caracterizadas precisamente por um incremento demográfico notável. O dado agora assinalado põe em evidência que existiriam os recursos para se resolver o problema da pobreza, mesmo no caso de um crescimento da população. E não se há-de esquecer que, desde o fim da segunda guerra mundial até hoje, a população da terra cresceu quatro mil milhões e tal fenómeno diz respeito, em larga medida, a países que surgiram recentemente na cena internacional como novas potências económicas e conheceram um rápido desenvolvimento graças precisamente ao elevado número dos seus habitantes. Além disso, dentre as nações que mais se desenvolveram, aquelas que detêm maiores índices de natalidade gozam de melhores potencialidades de progresso. Por outras palavras, a população confirma-se como uma riqueza e não como um factor de pobreza.

4. Outro âmbito de preocupação são as pandemias, como por exemplo a malária, a tuberculose e a SIDA, pois, na medida em que atingem os sectores produtivos da população, influem enormemente no agravamento das condições gerais do país. As tentativas para travar as consequências destas doenças na população nem sempre alcançam resultados significativos. E sucede além disso que os países afectados por algumas dessas pandemias se vêem, ao querer enfrentá-las, sujeitos a chantagem por parte de quem condiciona a ajuda económica à actuação de políticas contrárias à vida. Sobretudo a SIDA, dramática causa de pobreza, é difícil combatê-la se não se enfrentarem as problemáticas morais associadas com a difusão do vírus. É preciso, antes de tudo, fomentar campanhas que eduquem, especialmente os jovens, para uma sexualidade plenamente respeitadora da dignidade da pessoa; iniciativas realizadas nesta linha já deram frutos significativos, fazendo diminuir a difusão da SIDA. Depois há que colocar à disposição também das populações pobres os remédios e os tratamentos necessários; isto supõe uma decidida promoção da pesquisa médica e das inovações terapêuticas e, quando for preciso, uma aplicação flexível das regras internacionais de protecção da propriedade intelectual, de modo que a todos fiquem garantidos os necessários tratamentos sanitários de base.

5. Terceiro âmbito, que é objecto de atenção nos programas de luta contra a pobreza e que mostra a sua intrínseca dimensão moral, é a pobreza das crianças. Quando a pobreza atinge uma família, as crianças são as suas vítimas mais vulneráveis: actualmente quase metade dos que vivem em pobreza absoluta é constituída por crianças. O facto de olhar a pobreza colocando-se da parte das crianças induz a reter como prioritários os objectivos que mais directamente lhes dizem respeito, como por exemplo os cuidados maternos, o serviço educativo, o acesso às vacinas, aos cuidados médicos e à água potável, a defesa do ambiente e sobretudo o empenho na defesa da família e da estabilidade das relações no seio da mesma. Quando a família se debilita, os danos recaem inevitavelmente sobre as crianças. Onde não é tutelada a dignidade da mulher e da mãe, a ressentir-se do facto são de novo principalmente os filhos.

6. Quarto âmbito que, do ponto de vista moral, merece particular atenção é a relação existente entre desarmamento e progresso. Gera preocupação o actual nível global de despesa militar. É que, como já tive ocasião de sublinhar, « os ingentes recursos materiais e humanos empregados para as despesas militares e para os armamentos, na realidade, são desviados dos projectos de desenvolvimento dos povos, especialmente dos mais pobres e necessitados de ajuda. E isto está contra o estipulado na própria Carta das Nações Unidas, que empenha a comunidade internacional, e cada um dos Estados em particular, a ‘‘promover o estabelecimento e a manutenção da paz e da segurança internacional com o mínimo dispêndio dos recursos humanos e económicos mundiais para os armamentos'' (art. 26) ».(6)

Uma tal conjuntura, longe de facilitar, obstaculiza seriamente a consecução dos grandes objectivos de desenvolvimento da comunidade internacional. Além disso, um excessivo aumento da despesa militar corre o risco de acelerar uma corrida aos armamentos que provoca faixas de subdesenvolvimento e desespero, transformando-se assim, paradoxalmente, em factor de instabilidade, tensão e conflito. Como sensatamente afirmou o meu venerado antecessor Paulo VI, « o desenvolvimento é o novo nome da paz ».(7) Por isso, os Estados são chamados a fazer uma séria reflexão sobre as razões mais profundas dos conflitos, frequentemente atiçados pela injustiça, e a tomar providências com uma corajosa autocrítica. Se se chegar a uma melhoria das relações, isso deverá consentir uma redução das despesas para armamentos. Os recursos poupados poderão ser destinados para projectos de desenvolvimento das pessoas e dos povos mais pobres e necessitados: o esforço despendido em tal direcção é um serviço à paz no seio da família humana.

7. Quinto âmbito na referida luta contra a pobreza material diz respeito à crise alimentar actual, que põe em perigo a satisfação das necessidades de base. Tal crise é caracterizada não tanto pela insuficiência de alimento, como sobretudo pela dificuldade de acesso ao mesmo e por fenómenos especulativos e, consequentemente, pela falta de um reajustamento de instituições políticas e económicas que seja capaz de fazer frente às necessidades e às emergências. A má nutrição pode também provocar graves danos psicofísicos nas populações, privando muitas pessoas das energias de que necessitam para sair, sem especiais ajudas, da sua situação de pobreza. E isto contribui para alargar a distância angular das desigualdades, provocando reacções que correm o risco de tornar-se violentas. Todos os dados sobre o andamento da pobreza relativa nos últimos decénios indicam um aumento do fosso entre ricos e pobres. Causas principais de tal fenómeno são, sem dúvida, por um lado a evolução tecnológica, cujos benefícios se concentram na faixa superior da distribuição do rendimento, e por outro a dinâmica dos preços dos produtos industriais, que crescem muito mais rapidamente do que os preços dos produtos agrícolas e das matérias primas na posse dos países mais pobres. Isto faz com que a maior parte da população dos países mais pobres sofra uma dupla marginalização, ou seja, em termos de rendimentos mais baixos e de preços mais altos.

Luta contra a pobreza e solidariedade global

8. Uma das estradas mestras para construir a paz é uma globalização que tenha em vista os interesses da grande família humana.(8) Mas, para guiar a globalização é preciso uma forte solidariedade global (9) entre países ricos e países pobres, como também no âmbito interno de cada uma das nações, incluindo ricas. É necessário um « código ético comum »,(10) cujas normas não tenham apenas carácter convencional mas estejam radicadas na lei natural inscrita pelo Criador na consciência de todo o ser humano (cf. Rm 2, 14-15). Porventura não sente cada um de nós, no íntimo da consciência, o apelo a dar a própria contribuição para o bem comum e a paz social? A globalização elimina determinadas barreiras, mas isto não significa que não possa construir outras novas; aproxima os povos, mas a proximidade geográfica e temporal não cria, de per si, as condições para uma verdadeira comunhão e uma paz autêntica. A marginalização dos pobres da terra só pode encontrar válidos instrumentos de resgate na globalização, se cada homem se sentir pessoalmente atingido pelas injustiças existentes no mundo e pelas violações dos direitos humanos ligadas com elas. A Igreja, que é « sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano »,(11) continuará a dar a sua contribuição para que sejam superadas as injustiças e incompreensões e se chegue a construir um mundo mais pacífico e solidário.

9. No campo do comércio internacional e das transacções financeiras, temos hoje em acção processos que permitem integrar positivamente as economias, contribuindo para o melhoramento das condições gerais; mas há também processos de sentido oposto, que dividem e marginalizam os povos, criando perigosas premissas para guerras e conflitos. Nos decénios posteriores à segunda guerra mundial, o comércio internacional de bens e serviços cresceu de forma extraordinariamente rápida, com um dinamismo sem precedentes na história. Grande parte do comércio mundial interessou os países de antiga industrialização, vindo significativamente juntar-se-lhes muitos países que sobressaíram tornando-se relevantes. Mas há outros países de rendimento baixo que estão ainda gravemente marginalizados dos fluxos comerciais. O seu crescimento ressentiu-se negativamente com a rápida descida verificada, nos últimos decénios, nos preços dos produtos primários, que constituem a quase totalidade das suas exportações. Nestes países, em grande parte africanos, a dependência das exportações de produtos primários continua a constituir um poderoso factor de risco. Quero reiterar aqui um apelo para que todos os países tenham as mesmas possibilidades de acesso ao mercado mundial, evitando exclusões e marginalizações.

10. Idêntica reflexão pode fazer-se a propósito do mercado financeiro, que toca um dos aspectos primários do fenómeno da globalização, devido ao progresso da electrónica e às políticas de liberalização dos fluxos de dinheiro entre os diversos países. A função objectivamente mais importante do mercado financeiro, que é a de sustentar a longo prazo a possibilidade de investimentos e consequentemente de desenvolvimento, aparece hoje muito frágil: sofre as consequências negativas de um sistema de transacções financeiras – a nível nacional e global – baseadas sobre uma lógica de brevíssimo prazo, que busca o incremento do valor das actividades financeiras e se concentra na gestão técnica das diversas formas de risco. A própria crise recente demonstra como a actividade financeira seja às vezes guiada por lógicas puramente auto-referenciais e desprovidas de consideração pelo bem comum a longo prazo. O nivelamento dos objectivos dos operadores financeiros globais para o brevíssimo prazo reduz a capacidade de o mercado financeiro realizar a sua função de ponte entre o presente e o futuro: apoio à criação de novas oportunidades de produção e de trabalho a longo prazo. Uma actividade financeira confinada no breve e brevíssimo prazo torna-se perigosa para todos, inclusivamente para quem consegue beneficiar dela durante as fases de euforia financeira.(12)

11. Segue-se de tudo isto que a luta contra a pobreza requer uma cooperação nos planos económico e jurídico que permita à comunidade internacional e especialmente aos países pobres individuarem e actuarem soluções coordenadas para enfrentar os referidos problemas através da realização de um quadro jurídico eficaz para a economia. Além disso, requer estímulos para se criarem instituições eficientes e participativas, bem como apoios para lutar contra a criminalidade e promover uma cultura da legalidade. Por outro lado, não se pode negar que, na origem de muitos falimentos na ajuda aos países pobres, estão as políticas vincadamente assistencialistas. Investir na formação das pessoas e desenvolver de forma integrada uma cultura específica da iniciativa parece ser actualmente o verdadeiro projecto a médio e longo prazo. Se as actividades económicas precisam de um contexto favorável para se desenvolver, isto não significa que a atenção se deva desinteressar dos problemas do rendimento. Embora se tenha oportunamente sublinhado que o aumento do rendimento pro capite não pode de forma alguma constituir o fim da acção político-económica, todavia não se deve esquecer que o mesmo representa um instrumento importante para se alcançar o objectivo da luta contra a fome e contra a pobreza absoluta. Deste ponto de vista, seja banida a ilusão de que uma política de pura redistribuição da riqueza existente possa resolver o problema de maneira definitiva. De facto, numa economia moderna, o valor da riqueza depende em medida determinante da capacidade de criar rendimento presente e futuro. Por isso, a criação de valor surge como um elo imprescindível, que se há- de ter em conta se se quer lutar contra a pobreza material de modo eficaz e duradouro.

12. Colocar os pobres em primeiro lugar implica, finalmente, que se reserve espaço adequado para uma correcta lógica económica por parte dos agentes do mercado internacional, uma correcta lógica política por parte dos agentes institucionais e uma correcta lógica participativa capaz de valorizar a sociedade civil local e internacional. Hoje os próprios organismos internacionais reconhecem o valor e a vantagem das iniciativas económicas da sociedade civil ou das administrações locais para favorecer o resgate e a integração na sociedade daquelas faixas da população que muitas vezes estão abaixo do limiar de pobreza extrema mas, ao mesmo tempo, dificilmente se consegue fazer-lhes chegar as ajudas oficiais. A história do progresso económico do século XX ensina que boas políticas de desenvolvimento são confiadas à responsabilidade dos homens e à criação de positivas sinergias entre mercados, sociedade civil e Estados. Particularmente a sociedade civil assume um papel crucial em todo o processo de desenvolvimento, já que este é essencialmente um fenómeno cultural e a cultura nasce e se desenvolve nos diversos âmbitos da vida civil.(13)

13. Como observava o meu venerado antecessor João Paulo II, a globalização « apresenta-se com uma acentuada característica de ambivalência »,(14) pelo que há- de ser dirigida com clarividente sabedoria. Faz parte de tal sabedoria ter em conta primariamente as exigências dos pobres da terra, superando o escândalo da desproporção que se verifica entre os problemas da pobreza e as medidas predispostas pelos homens para os enfrentar. A desproporção é de ordem tanto cultural e política como espiritual e moral. De facto, tais medidas detêm-se frequentemente nas causas superficiais e instrumentais da pobreza, sem chegar às que se abrigam no coração humano, como a avidez e a estreiteza de horizontes. Os problemas do desenvolvimento, das ajudas e da cooperação internacional são às vezes enfrentados sem um verdadeiro envolvimento das pessoas, mas apenas como questões técnicas que se reduzem à preparação de estruturas, elaboração de acordos tarifários, atribuição de financiamentos anónimos. Inversamente, a luta contra a pobreza precisa de homens e mulheres que vivam profundamente a fraternidade e sejam capazes de acompanhar pessoas, famílias e comunidades por percursos de autêntico progresso humano.

Conclusão

14. Na Encíclica Centesimus annus, João Paulo II advertia para a necessidade de « abandonar a mentalidade que considera os pobres – pessoas e povos – como um fardo e como importunos maçadores, que pretendem consumir tudo o que os outros produziram ». « Os pobres – escrevia ele – pedem o direito de participar no usufruto dos bens materiais e de fazer render a sua capacidade de trabalho, criando assim um mundo mais justo e mais próspero para todos ».(15) No mundo global de hoje, resulta de forma cada vez mais evidente que só é possível construir a paz, se se assegurar a todos a possibilidade de um razoável crescimento: de facto, as consequências das distorções de sistemas injustos, mais cedo ou mais tarde, fazem-se sentir sobre todos. Deste modo, só a insensatez pode induzir a construir um palácio dourado, tendo porém ao seu redor o deserto e o degrado. Por si só, a globalização não consegue construir a paz; antes, em muitos casos, cria divisões e conflitos. A mesma põe a descoberto sobretudo uma urgência: a de ser orientada para um objectivo de profunda solidariedade que aponte para o bem de cada um e de todos. Neste sentido, a globalização há-de ser vista como uma ocasião propícia para realizar algo de importante na luta contra a pobreza e colocar à disposição da justiça e da paz recursos até agora impensáveis.

15. Desde sempre se interessou pelos pobres a doutrina social da Igreja. Nos tempos da Encíclica Rerum novarum, pobres eram sobretudo os operários da nova sociedade industrial; no magistério social de Pio XI, Pio XII, João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, novas pobrezas foram vindo à luz à medida que o horizonte da questão social se alargava até assumir dimensões mundiais.(16) Este alargamento da questão social à globalidade não deve ser considerado apenas no sentido duma extensão quantitativa mas também dum aprofundamento qualitativo sobre o homem e as necessidades da família humana. Por isso a Igreja, ao mesmo tempo que segue com atenção os fenómenos actuais da globalização e a sua incidência sobre as pobrezas humanas, aponta os novos aspectos da questão social, não só em extensão mas também em profundidade, no que se refere à identidade do homem e à sua relação com Deus. São princípios de doutrina social que tendem a esclarecer os vínculos entre pobreza e globalização e a orientar a acção para a construção da paz. Dentre tais princípios, vale a pena recordar aqui, de modo particular, o « amor preferencial pelos pobres »,(17) à luz do primado da caridade testemunhado por toda a tradição cristã a partir dos primórdios da Igreja (cf. Act 4, 32-37; 1 Cor 16, 1; 2 Cor 8-9; Gal 2, 10).

« Cada um entregue-se à tarefa que lhe incumbe com a maior diligência possível » – escrevia em 1891 Leão XIII, acrescentando: « Quanto à Igreja, a sua acção não faltará em nenhum momento ».(18) Esta consciência acompanha hoje também a acção da Igreja em favor dos pobres, nos quais vê Cristo,(19) sentindo ressoar constantemente em seu coração o mandato do Príncipe da paz aos Apóstolos: « Vos date illis manducare – dai-lhes vós mesmos de comer » (Lc 9, 13). Fiel a este convite do seu Senhor, a Comunidade Cristã não deixará, pois, de assegurar o seu apoio à família humana inteira nos seus impulsos de solidariedade criativa, tendentes não só a partilhar o supérfluo, mas sobretudo a alterar « os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder que hoje regem as sociedades ».(20) Assim, a cada discípulo de Cristo bem como a toda a pessoa de boa vontade, dirijo, no início de um novo ano, um caloroso convite a alargar o coração às necessidades dos pobres e a fazer tudo o que lhe for concretamente possível para ir em seu socorro. De facto, aparece como indiscutivelmente verdadeiro o axioma « combater a pobreza é construir a paz ».

Fonte: A Santa Sé

Porque razão o Deputado João Isidoro do MPT fez obras em casa violando o Plano Director Municipal?



























Coelho em C. Lobos para tirar votos ao MPT





































"Tirar votos ao MPT e ajudar o Partido Socialista a ser alternativa" nas eleições autárquicas deste ano. A meta do PND é ambiciosa, mas José Manuel Coelho acredita que é possível "capitalizar as brigas internas no PSD de Câmara de Lobos" para conquistar parte do eleitorado insatisfeito com a actual conjuntura.

Enquanto o PND 'se atira' ao que interpreta com um sinal de fragilidade social-democrata (a indefinição relativamente ao candidato pelo concelho), Arlindo Gomes remete-se ao silêncio sobre o seu futuro na autarquia de Câmara de Lobos.

Para o autarca social-democrata não é o momento de tecer quaisquer comentários sobre as opções do partido ou até mesmo sobre o interesse das mais recentes formações partidárias - MPT e PND - pelo concelho.

"Neste momento, estou preocupado em executar o meu mandato e em fazer aquilo a que me comprometi", sublinha Arlindo Gomes.

Parco nas palavras é também o presidente da Junta de Freguesia de Câmara de Lobos. Higino Teles lembra que cabe à Comissão Política Regional decidir o 'timing' para dar a conhecer a candidatura câmara-lobense, embora considere que o 'não anúncio' é "perfeitamente normal".

"Salvo raras excepções os outros partidos ainda não anunciaram as suas candidaturas", argumenta.

Apesar de entender como normal a incerteza sobre o candidato 'laranja' para Câmara de Lobos, Higino Teles reconhece que a situação pode ser responsável pelo interesse reforçado da oposição no concelho. "Eu interpreto algumas candidaturas como não tendo por objectivo principal os resultados eleitorais, mas sim o aproveitamento mediático", acrescenta ainda o presidente da Junta de Freguesia.

A crítica de Higino Teles encaixa-se no perfil do PND-M. Na resposta, José Manuel Coelho ironiza e refere que a sua campanha vai incidir sobre o esclarecimento porta-a-porta. "Não temos interesses mediáticos, apenas queremos promover uma alternativa política em Câmara de Lobos", atesta. Coelho quer "evitar o voto no MPT e no Isidoro ressabiado com o PS", já que o partido, diz o deputado do PND, não passa de "uma bengala do PSD".

Ao contrário de Coelho, o líder do MPT não se intromete na estratégia dos outros partidos. Isidoro Gonçalves diz que não valoriza mais um candidato em detrimento do outro.

"O candidato Coelho será tratado em pé de igualdade com os candidatos dos outros partidos e espero que ele tenha o mesmo princípio", frisou o presidente do MPT. Isidoro Gonçalves apela ao PND para que contribua para o debate sério e credível na autarquia câmara-lobense.


Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira