sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Combater a pobreza

JOSÉ A. ROQUE MARTINS
No início deste ano, no Dia
Mundial da Paz, o Papa Bento
XVI fez chegar a todos os cidadãos
do mundo uma Mensagem
em que nos convidava a
reflectir sobre o tema: “Combater
a Pobreza, Construir a Paz”.
Na linha de João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial
da Paz de 1993, sublinhou as repercussões negativas que acaba
por ter sobre a paz a situação de pobreza em que vivem populações
inteiras.
Escrevia Joao Paulo II na referida mensagem:”vai-se afirmando
(…) com uma gravidade sempre maior outra séria ameaça á
paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras, vivem hoje
em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos
e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente
mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que
se impõe á consciência da humanidade, visto que as condições
em que se encontra um grande número de pessoas são tais que
ofendem a sua dignidade natural e, consequentemente, comprometem
o autêntico e harmónico progresso da comunidade
mundial”.
Neste contexto, combater a pobreza implica uma análise
atenta do fenómeno complexo que é a globalização. Tal análise
é já importante do ponto de vista metodológico, porque convida
a pôr em prática o fruto das pesquisas realizadas pelos economistas
e sociólogos em tantos aspectos da pobreza. Mas a
evocação da globalização deveria revestir também um significado
espiritual e moral, solicitando a olhar os pobres conscientes
da perspectiva de que todos somos participantes de um único
projecto divino: chamados a constituir uma única família na
qual todos os indivíduos, povos ou nações, regulam o seu comportamento
segundo os princípios da fraternidade e responsabilidade.
Mas muito mais do que o fantasma da globalização ou a natureza
das politicas publicas dos últimos anos, é o atraso económico
que explica a brutalidade dos números da pobreza ou a incidência
do índice que mede as desigualdades sociais neste pais,
nomeadamente na Região Autónoma da Madeira. O fosso entre
o país que se projecta nos fatos caros que os executivos vestem
e o país que resiste nos subúrbios parece ser irremediável.
No primeiro, o nível de sofisticação, da exigência e dos salários
não difere muito do padrão europeu; no segundo, centenas
de milhares de portugueses trabalham em fábricas obsoletas e
ineficientes que apenas dão para sobreviver. Por isso, quase metade
dos pobres são trabalhadores assalariados, como concluía
um estudo recente de Bruto da Costa. Por isso há quase um milhão
de portugueses que vive com menos de 10 euros por dia como
mostrou o relatório sobre a situação na União Europeia.
Até lá essa imagem deprimente entre a riqueza ostentatória,
alguma sem sabermos de onde veio, melhor, saber sabemos,
mas tentamos fazer de conta porque o poder alimenta estes
impérios da corrupção, interesses e subornos que atraiçoam os
valores da igualdade, transparência e justiça que fundamentam
o ideal da democracia. Por outro lado a pobreza chocante coexistente
continuará a insinuar-se sempre que houver estudos
sobre as desigualdades sociais, como aqui na Madeira, onde
“certas vozes” continuam a afirmar que os estudos não são fiáveis
porque o que interessa é tornar possível o funcionamento
de uma economia paralela, “legitimada” pelos poderosos bem
como o seu impacto na esfera politica e social.
Com a devida vénia DIÁRIO CIDADE
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
Nas autárquicas vai concorrer por Câmara de Lobos para, como disse, ajudar o PS-M. Isso não é prejudicial para os socialistas?


Não é, porque a nossa campanha visa o esclarecimento dos cidadãos de Câmara de Lobos. O PS enfrenta uma situação grave de dissidências internas, como foram os casos de João Isidoro e Ismael Fernandes que saíram zangados com o partido. Segundo o PS, quiseram ver-se livres deles, da dra. Rita Pestana e do dr. Fernão Freitas, porque eram submarinos jardinistas. Não sei se era assim, mas o que acontece é que Isidoro e Ismael estão a combater o antigo partido. Acho isso mal, porque eu saí do PCP - não saí, eles deitaram-me fora... -, mas não estou a combatê-los. Se queremos uma alternativa democrática temos que viabilizar mudanças.
Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Irresponsabilidade de L F M

Para LFM não interessa nada o encerramento do molhe. Ora bem pois fique a saber que o governo, que V. Exa. defende, tem o dever de garantir que aquele espaço nobre que gerou muita polémica (e com razão...) foi dada a exploração por 20 anos, quase sem contrapartidas, mas o contrato obriga ao funcionamento permanente de um restaurante. Ou seja, veja se compreende, neste momento, mais uma vez, o Senhor governo do PSD que V. Exa. defende (e dá dicas...) está em falta porque não está a garantir o cumprimento do contrato, portanto que fique esclarecido que faremos uma comissão de inquérito a apresentar na ALRAM para esclarecer mais esta n-ésima pouca vergonha do PSD e sua!
Com a devida vénia ao Apontamentos sem nome
Tristeza...

LFM no seu melhor aqui: Com linguagem certa, refinada e sem nenhuma ofensa aos deputados que tem o dever de respeitar. Este respeitado Senhor tem a obrigação de se comportar à altura do seu cargo de funcionário da ALRAM. Infelizmente, e com muita pena, LFM não compreende que não é vergonha nenhuma ser funcionário. Sobre isso já não posso fazer nada. Mas, o que é mais grave é que o Chefe de Gabinete do Presidente da ALRAM demonstra não estar à altura do cargo e, com este comportamento, coloca o Dr. Miguel Mendonça numa situação muito dificil. Tem sido sempre assim. Compreendo que o actual Presidente da ALRAM a ser apoiado desta forma, pouco rigorosa e roçando a irresponsabilidade, tenha cometido tantas asneiras no último ano. Apesar de tudo, e mesmo com todas as diferenças que me fazem não partilhar a maior parte das intervenções de Miguel Mendonça, este não merecia ser-lhe imposto alguém cujo perfil não se adequa às elevadas responsabilidade de chefe de gabinete de um Presidente de um Parlamento. Mas enquanto as insuficiências funcionais podem ser corrigidas as de carácter são, infelizmente, um mal estrutural...
Com a devida vénia ao Apontamentos sem nome
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O Molhe fechou



Informação segura: a Quinta das lágrimas já anulou o contrato e saiu do restaurante o molhe. Entretanto, o Senhor Sílvio Santos despediu toda a gente da Siram Turismo. Já agora, senhora Secretária do Turismo também vai resolver este berbicacho ao ex-deputado do PSD? Já agora alguém sabe quanto pagava o Sr. Sílvio Santos por esta concessão? Já agora alguém já pediu a este Senhor para vender os carros e casas que andou a comprar à custa sabe lá Deus de quem? Isto é tudo uma loucura.
Com a devida vénia ao Apontamentos sem nome
Entrevista com José Manuel Coelho

Coelho deixa um parlamento que considera "decorativo".
Depois destes meses na Assembleia quais são os seus planos imediatos?
Vou voltar à minha actividade profissional normal, porque a actividade política não é uma profissão, pelo menos para mim. Sou trabalhador da construção civil e neste momento estou inscrito no Serviço Regional de Emprego. Vou esperar que surja algum trabalho.
Passa de deputado a desempregado?
Já estava desempregado antes.
Que balanço faz deste período em que esteve na Assembleia?
Foi uma experiência enriquecedora, tive oportunidade de trabalhar e ajudar o companheiro Baltazar Aguiar e o PND e, sobretudo, alertar as consciências dos madeirenses para a situação insólita que é haver uma porção do território nacional onde o mesmo partido já manda há 30 anos. É uma situação que produz todos estes interesses instalados e uma oligarquia económica.
Foram essas as situações que procurou denunciar?
Tive oportunidade de pôr a nu situações muito graves como o porto, que coloca em xeque toda a economia da Região.
Outros dos seus alvos preferidos foram Jaime Ramos e Jaime Filipe Ramos. Não foram os únicos, mas eles representam a oligarquia do regime jardinista. É uma cópia menor do que se passa em Angola, onde o José Eduardo dos Santos tem aqueles milhões do petróleo e depois a filha, a família e o Estado-maior dominam tudo. Em Angola administram-se biliões de dólares, aqui são milhões de euros. O combate contra Jaime Ramos é simbólico, não é pessoal, mas contra aquilo que ele representa.
O seu comportamento na Assembleia, nomeadamente a exibição de uma bandeira nazi, originou muita polémica. Voltava a fazer o mesmo?
Sim, sem dúvida. O que acontece é que a nossa política doméstica não tem qualquer repercussão no continente. O que fazemos aqui não tem grande relevância, a não ser uma 'boca' mais grave do dr. Alberto João contra a República. Os jornais nacionais alheiam-se completamente e é como se isto não existisse. Nós temos uma situação anti-democrática que é ter uma Assembleia que não funciona para os fins que foi criada, que era fiscalizar o Governo, como acontece em todos os parlamentos burgueses. É um avanço das democracias burguesas, mas que aqui não acontece. Só através de uma acção bastante espectacular é que se poderia chamar a atenção do país e foi isso que procurámos fazer.
Depois da sua suspensão, garantiu que não iria processar o presidente da Assembleia, no entanto o PND foi queixar-se à Procuradoria-Geral da República.
Por mim, não haveria queixa nenhuma, mas a direcção do partido em que estou integrado decidiu que devia processar, para fazer cair o senhor presidente da Assembleia Legislativa. Ele não assume os seus poderes, é uma figura decorativa e não tem condições para estar ali. É curioso que quando eu fazia aquelas sátiras ele advertia-me, mas quando era o Jaime Ramos já não dizia nada. É preciso ver que ele deveria ser a primeira figura da Região, mas está subserviente ao senhor Jaime Ramos. O chefe do grupo parlamentar do PSD manda mais do que o presidente da Assembleia. Se ele caísse, penso que era bom para a democracia da Madeira.
O modelo de actuação do PND resultou?
Eu acho que sim, porque veio alertar as consciências, porque as pessoas só sabem o que diz a propaganda do Governo.
Teve reacções positivas?
Sim, senti isso. Muita gente teve outra consciência do que era a Assembleia, um organismo de poder regional que praticamente não funciona, que é decorativo e custa imenso dinheiro ao contribuinte.
Uma consequência da sua passagem pela Assembleia foram várias ameaças de processos judiciais. Agora que deixa de ser deputado teme ser processado?
É possível que avancem com processos mas eu já estou habituado. Eu não temo os processos em tribunal, porque sigo o que dizia São Paulo: 'que nenhum de vós padeça como ladrão ou malfeitor, mas se forem perseguidos em nome de Cristo considerem-se bem-aventurados'. Fazendo uma analogia, se eu for a tribunal acusado de roubar ou vender droga, é coisa para me envergonhar, mas por delitos políticos até é uma honra.
Mas admite que isso possa vir a acontecer?
Sim e por isso é que já estou precavido. Não tenho bens em meu nome, nem conta no banco. Podem é mandar-me fazer trabalho comunitário, ou então vou preso e eles vão ter que me dar de comer.
Essa sua acção também tem efeitos eleitorais?
Tenho a certeza que vamos subir nas próximas eleições, não sabemos quanto, mas vamos subir. Começámos por ser um partido desconhecido, com a brincadeira do Bexiga e até nem acreditávamos muito na eleição de um deputado, mas gora é fácil, até há a possibilidade de elegermos vereadores às câmaras.
Nas autárquicas vai concorrer por Câmara de Lobos para, como disse, ajudar o PS-M. Isso não é prejudicial para os socialistas?
Não é, porque a nossa campanha visa o esclarecimento dos cidadãos de Câmara de Lobos. O PS enfrenta uma situação grave de dissidências internas, como foram os casos de João Isidoro e Ismael Fernandes que saíram zangados com o partido. Segundo o PS, quiseram ver-se livres deles, da dra. Rita Pestana e do dr. Fernão Freitas, porque eram submarinos jardinistas. Não sei se era assim, mas o que acontece é que Isidoro e Ismael estão a combater o antigo partido. Acho isso mal, porque eu saí do PCP - não saí, eles deitaram-me fora... -, mas não estou a combatê-los. Se queremos uma alternativa democrática temos que viabilizar mudanças.
A solução é apoiar o PS em Câmara de Lobos?
Penso que podemos conseguir um vereador em Câmara de Lobos mas, se não conseguirmos, vamos fazer com que mais pessoas votem no PS e que não caiam na conversa do senhor João Isidoro Gonçalves (MPT).
É um ex-comunista e diz que o PCP ainda é o seu partido. Como se sente integrado num partido de direita?
Sempre fui e sou comunista. Este é um partido de direita, mas daquela direita que é hostil ao poder, porque a direita do poder, a do grande capital financeiro, está personificada no PSD e no PS. Ao estar neste grupo do PND estou a aproveitar uma oportunidade para ajudar a democracia. O nosso PND, aqui na Madeira, tem características muito diferentes daquelas que tem no continente. Nós somos um grupo heterogéneo de pessoas que não têm grandes conotações políticas. Só o companheiro Baltazar Aguiar é que pode ser de direita, mas ele já está mudando (risos).
Como foi o relacionamento pessoal com os outros deputados, ao longo destes meses?
Tenho boas relações com todos, menos com os grandes caciques do regime, porque eles não querem, ficam cheios de ódio. Para esses, encontrar-me é como ver Satanás. Polémico Relógio e bandeira marcaram
José Manuel Coelho tem 56 anos, é pintor de construção civil e tem o 12º ano de escolaridade. O seu percurso político começou no Partido Comunista Português, de onde saiu por divergências com a direcção regional. No entanto, como faz questão de afirmar, continua a ser comunista e ainda chama ao PCP o 'seu' partido.
Nos últimos meses foi o representante do Partido da Nova Democracia na Assembleia e um dos principais protagonitas, dentro e fora do parlamento. Começou por apresentar-se no plenário com um relógio de cozinha ao pescoço, para protestar contra a redução dos tempos de intervenção da oposição. Depois, protagonizou um dos episódios mais polémicos, ao exibir uma bandeira nazi no parlamento, que tentou entregar ao líder da bancada do PSD. A maioria exigiu a sua suspensão que acabaria por ser considerada ilegal.
Jorge Freitas Sousa
Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Deputado Coelho no Hi5
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Soares elogia «coragem invulgar» da ministra da Educação

«Eu aprecio as pessoas de coragem», frisou o ex-presidente da República
ex-Presidente da República Mário Soares elogiou a «coragem invulgar» da ministra da Educação, considerando que a determinada altura dos protestos contra o sistema de avaliação dos professores houve «um esticar de corda» por parte dos sindicatos. «Acho que a ministra, que tem sido muito criticada, é uma pessoa que tem uma orientação e tem um sentido de responsabilidade e até uma coragem que é invulgar. E eu aprecio as pessoas de coragem», afirmou Mário Soares, em declarações aos jornalistas no Parlamento, à saída da cerimónia de entrega do Prémio Direitos Humanos, informa a agência Lusa. Questionado sobre o que pensa da contestação dos professores ao processo de avaliação de desempenho defendido pelo ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o antigo chefe de Estado recordou que sempre defendeu sindicatos fortes, mas lamentou a forma como já chegaram a intervir. «Sou um grande partidário de sindicatos fortes, livres, actuantes. Acho que não se pode desprestigiar os sindicatos que são importantíssimos à democracia, como os partidos. Mas achei que havia um esticar de corda da parte dos sindicatos numa determinada altura», referiu. Mário Soares recusou ainda a ideia de que os professores «estarem na rua» possa fazer cair a ministra, alegando que isso é o contrário da democracia: «O facto de estarem na rua não quer dizer que tenham razão e nem os Governos e os ministros se atiram abaixo, isso é o contrário da democracia, na rua». Solidariedade com Sócrates Soares manifestou, também, a sua solidariedade com o primeiro-ministro, considerando prejudicial para o país tudo que seja «atirar contra o Governo» antes de existir uma «solução alternativa». «O país está a atravessar uma crise muito grande. Mais do que fazer guerrilha política ou guerras políticas é preciso pensar que antes de atirar abaixo algo é preciso saber quais são as alternativas», afirmou, acrescentando: «O primeiro-ministro tem feito o que pode e eu sou solidário com ele, isso sou, isso não escondo que sou. Sou solidário porque acho que se ele deixasse agora de ser primeiro-ministro o país ficaria numa situação extremamente difícil por todas as razões. E há muitas». Por isso, continuou, e porque considera ser «uma pessoa responsável», recusa ir pelo caminho de «atirar contra o Governo». «Tudo o que seja atirar contra o Governo, antes de termos uma solução de substituição, acho que é prejudicial para o país, não para o Governo», insistiu.Com a devida vénia Portugal Diário
6 Jan - 15h00 - FUNERAL DO PADRE MÁRIO CASAGRANDE
Faleceu o Padre Mário Casagrande.
Nasceu em Itália, Santa Giustina di Vittorio Veneto, no dia 25 de Julho de 1930 e foi ordenado sacerdote Dehoniano no dia 23 de Junho de 1957.
Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, entre os esplendores da luz perpétua. Descanse em paz. Ámen.
O funeral realiza-se no dia 6 de Janeiro, pelas 15h00 na Igreja do Monte. A Eucaristia será presidida por D. Teodoro de Faria em delegação do Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho, presentemente ausente. Concelebra D. Maurílio de Gouveia e o Superior Provincial dos Padres Dehonianos em Portugal.
Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso, entre os esplendores da luz perpétua. Descanse em paz. Ámen.
O funeral realiza-se no dia 6 de Janeiro, pelas 15h00 na Igreja do Monte. A Eucaristia será presidida por D. Teodoro de Faria em delegação do Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho, presentemente ausente. Concelebra D. Maurílio de Gouveia e o Superior Provincial dos Padres Dehonianos em Portugal.
Assunto: Em comunhão orante com o Padre Mario Casagrande
Caros Confrades e Amigos
1. No seguimento da dolorosa notícia enviada esta manhã sobre o falecimento do nosso querido Padre Mario Casagrande, recebemos palavras amigas e solidárias, vindas dos Confrades e das Comunidades, do Superior Geral, do Superior Provincial da Itália Setentrional (que também nos comunicou em primeira mão a notícia do falecimento do Padre Luigi Gasperetti), de Moçambique, de Madagáscar, de Angola, de D. Manuel Quintas e de D. António de Sousa Braga, Bispos do Algarve e
dos Açores.
Continuemos em comunhão orante com o Padre Mario, para que o Coração de Deus o acolha no seu eterno Amor. Continuemos solidários com a sua família e com a comunidade do Colégio Infante D. Henrique, neste momento vivido com mais profunda dor e fecunda esperança.
Que as breves notas biográficas, recolhidas pelo nosso secretário provincial, nos ajudem a sintonizar com esta vida que se entrega em oblação plena ao Pai!
2. O Padre Mario Casagrande, filho de José Casagrande e de Angelina Biz, nasceu a 25 de Julho de 1930, em Santa Justina Serravalle, município de Vittorio Véneto e diocese de Treviso (Itália). Foi baptizado a 10 de Agosto do mesmo ano e crismado a 4 de Maio de 1938, sempre em Santa Justina de Serravalle.
Entrou na escola apostólica “Casa do Sagrado Coração” de Trento, em 1941, transferindo- se, dois anos mais tarde, por motivo da guerra, para a de Albino, regressando em 1945 à de Trento.
A 27 de Junho de 1946 ingressa no Postulantado, sempre em Trento, e entra no Noviciado de Albissola a 28 de Setembro de 1947. Faz a Primeira Profissão, sempre em Albissola, a 29 de Setembro de 1948. Do Noviciado passou para o Instituto Missionário Sagrado Coração de Monza, onde fez o quadriénio filosófico, de 1948 a 1952. Fez a Profissão Perpétua em Monza, a 29 de Setembro de 1952, no final
desse curso filosófico, seguindo-se o estágio de vida religiosa, como perfeito, na Casa de Santa Maria de Pagliare, de 1952 a 1954. Nesse tempo, ainda havia uma só Província Italiana. Terminados os dois anos de estágio, passou, nos finais de 1954, para o Studentato delle Missioni de Bolonha (escolaticado), onde fez, de 1954 a 1959, os estudos de teologia e o ano de pastoral. Sempre em Bolonha, recebeu a Tonsura a 5 de Março de 1955, o Ostiariado e o Leitorado a 17 de Março de 1956, o Exorcistado e o Acolitado a 26 de Maio de 1956, o Subdiaconado a 16 de Março de 1957, o Diaconado a 6 de Abril de 1957 e o Presbiterado a 23 de Junho de 1957.
Terminado o ano pastoral, em 1959, veio para Portugal. De 1959 a 1961 esteve no Colégio Luís de Camões, em Coimbra; em 1961, foi para a Madeira, para o Colégio Infante D. Henrique, onde foi superior da comunidade de 1965 a 1971 e de 1974 a 1977. Em 1978, iniciavam-se as aulas do ciclo secundário na Escola da APEL, assumindo o Padre Mario Casagrande a função de Director da mesma.
Foi Conselheiro Provincial no primeiro Governo da Província (1967- 1970).
Em 1980, o Padre Mario é transferido para a comunidade do Colégio Missionário, continuando a exercer a função de Director da APEL até 1984, altura em que interrompe as suas actividades de docente e director, para fazer um ano sabático em Roma, orientado para a recuperação de drogados.
Em 1985, está de novo na Madeira, para retomar a sua actividade docente na APEL e, em Setembro de 1987, também a de Director da mesma.
No ano 2000, deixa de ser Director da APEL e volta ao Colégio Infante, onde permanecerá até ao presente.
A 5 de Outubro de 1998, recebeu do Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, a condecoração da “Ordem da Instrução Pública” no grau de Comendador, “por serviços em prol da educação e do ensino”. E no corrente ano, recebeu um galardão da ADCM (Associação para o Desenvolvimento Cultural do Monte), por idêntica benemerência no campo da educação.
No campo pastoral, para além das benemerências no campo da educação e ensino, é de salientar a da assistência religiosa e moral aos presos dos estabelecimentos prisionais dos Viveiros e da Cancela, de que foi nomeado oficialmente capelão, bem como o seu serviço na igreja do Colégio, no Funchal, onde ia celebrar Missa aos Domingos, sendo muito apreciados o seu estilo pessoal e homilias.
3. Que o seu exemplo de vida, totalmente oferecida a Deus e às pessoas, em particular aos jovens no campo da educação e do ensino, seja incentivo para renovarmos a nossa entrega ao serviço do Reino, neste solene dia da Epifania, em que procuramos redescobrir a manifestação do Amor de Deus pela Humanidade.
Que o seu exemplo de vida, levada com simplicidade e humildade, com dedicação e competência, com humor e felicidade, com grande capacidade de trabalho e de sofrimento, nos motive a renovar atitudes tão fundamentais para o sentido da existência!
Que o seu exemplo de vida religiosa e sacerdotal, assumida na sua mais genuína essência como dehoniano, nos convide a sermos sempre fiéis na opção que fizemos em seguir Cristo segundo a proposta carismática do Padre Dehon.
Que a sua intercessão junto de Deus contribua para renovar na esperança o nosso terreno peregrinar!
Que o Padre Mario permaneça no Coração de Deus e na sua Paz! Ámen!
Unido no Coração de Cristo, fraternalmente,
P. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj
Superior Provincial
Fonte: Diocese do Funchal
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Publicamos na íntegra a carta de Manuel Monteiro aos militantes do Partido da Nova Democracia.

MANUEL MONTEIRO escreve aos MILITANTES
Cara (o) Militante
A hora que vivemos é, todos o sabem e dizem, de profunda crise. A situação nacional é grave e o facto de alguns o quererem esconder, não anula a realidade. Todavia a classe política que nos representa, demonstra não ter capacidade para enfrentar os nossos problemas. Atolada na corrupção, refém do compadrio que gerou, incapaz de definir estratégias e interessada em manter o sistema político actual, maioria e oposições parlamentares entretêm – se num jogo do faz de conta, enquanto os cidadãos sofrem e se interrogam sobre o futuro.
Ao nível político está provado que temos um Presidente que nada manda, um Parlamento que pouco dignifica a democracia e um Governo que tudo e todos controla, apresentando para combater a crise mais subsídios e apenas obras públicas.
Ao nível económico, e depois dos inúmeros crimes cometidos após o 25 de Abril e durante os anos em que recebíamos fundos comunitários, contra as Pescas, a Agricultura, a Floresta, a Indústria tradicional e o Comércio, assistimos a uma ausência gritante de um plano capaz de definir um rumo.
Ao nível financeiro, a despeito de tantas e tantas declarações e investigações, continua a incerteza sobre a solidez de muitos dos nossos Bancos, apesar dos ordenados mais do que milionários, que administradores e gestores mantêm. Estamos numa encruzilhada sem precedentes e há quem comece, em surdina, a questionar a viabilidade de Portugal se manter como Estado independente. Nunca como agora estivemos tão frágeis, tão indefesos, tão inseguros. E nunca como agora necessitamos de ser firmes e de não desistir. O nosso partido, a Nova Democracia, tem razão! Tem razão, quando propõe o Presidencialismo, para acabar com este sistema de meias tintas; tem razão, quando defende candidaturas de cidadãos independentes à Assembleia da República, para terminar com o monopólio e a ditadura dos partidos responsáveis pela podridão em que vivemos; tem razão, quando ataca os corruptos e os políticos que se escondem atrás do segredo de justiça, para se manterem impunes sem terem de justificar as fortunas que adquiriram; tem razão, quando sustenta a protecção das nossas empresas contra a concorrência desonesta e desleal; tem razão, quando coloca em primeiro lugar Portugal e os seus legítimos interesses. Nunca como agora a nossa existência foi tão oportuna. Os portugueses precisam de uma voz diferente, patriótica, livre e honesta. Nós somos essa diferença e transportamos connosco o patriotismo, a liberdade e a honestidade. Vamos por isso fazer um Congresso. No dia 31, deste mês, com início às 10h, na Cidade do Porto, no Hotel Tuela. E nesse Congresso vamos definir a melhor forma de nos dirigirmos aos eleitores e vamos eleger um novo Presidente. Eu não abandono a Nova Democracia e sinto – me honrado por estar aqui, ao seu lado, consigo. Entendo no entanto, que a minha dedicação a este projecto passa agora por um empenho activo, muito activo, numa candidatura a deputado pelo Círculo de Braga e que isso implica a eleição de um novo Presidente capaz de a todos nos conduzir, neste ano eleitoral decisivo para a mudança. Saio de um lugar à frente, mas estou e estarei ao lado, na defesa de valores, de princípios, de novas soluções para a Pátria a que me orgulho de pertencer. Escrevo – lhe pedindo a sua presença no Porto. Durante um dia, apenas um dia, vamos gritar por Portugal e dizer que ainda nos corre nas veias a coragem que os nossos antepassados tiveram para erguer esta Nação valorosa. Vamos dizer aos corruptos, aos donos do regime, aos destruidores da nossa economia, que não os tememos e que daremos luta. Chegou a Hora de dizer Basta e de dizer Presente! Vamos honrar o trabalho iniciado por Baltasar Aguiar, com a sua eleição para deputado, na Madeira, e vamos juntos dizer no Continente que a nossa eleição para a Assembleia da República será o início de uma caminhada, para a instauração de um novo regime político. Conto consigo, com a sua força, com a sua determinação. O nosso partido é para pessoas de coragem e destemidas. Eu sei que quando aderiu à Nova Democracia provou ser diferente. E por isso também sei que a (o) terei ao meu lado, no dia 31, no Porto.
Até lá.
Receba um abraço do Manuel Monteiro
Lisboa, Janeiro de 2009
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