quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

AR: PCP volta a terceira força política com “perda” de deputado do CDS-PP


















O PCP voltou hoje a ser a terceira força parlamentar com a passagem de José Paulo Carvalho à condição de deputado não inscrito, depois de ter perdido o “lugar” em 2007 para o CDS-PP. A bancada comunista passara, em Dezembro de 2007, de terceira a quarta força por ter 11 deputados, menos um que o CDS-PP, após a saída de Luísa Mesquita, que se tornou “deputada não-inscrita”. ´
Hoje, com a passagem de José Paulo Carvalho a deputado não inscrito, a mesa da Assembleia da República informou a bancada do PCP de que era, de novo, a terceira força na Assembleia e até fez uma emenda ao boletim informativo do dia.
PCP e CDS-PP têm ambos 11 deputados cada, mas os comunistas, que concorreram coligado com o PEV na CDU, tiveram mais votos (433.369) do que os democratas-cristãos (416.415) nas eleições legislativas de 2005. Em 2007, a decisão de a bancada comunista passar de terceira a quarta força passou por uma conferência de líderes parlamentares, que decidiu também que o PCP manter-se-ia como terceira força para efeitos de representação externa.
NS.
Com a devida vénia Agencia Lusa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Dá que pensar...





























Fotos cedida gentilmente por M. A

HAJA MEMÓRIA














"Porque é munto fraca a memória na política e nos políticos", aqui deixo um texto de 31 de Janeiro de 2003, altura em que alguns já percebiam o que muitos outros têm percebido nos anos seguintes. E ainda hoje...


CARTA ABERTA AO CDS


1.Decidimos deixar o CDS e a razão é muito simples: continuamos a acreditar nos mesmos valores, nas mesmas ideias e nos mesmos pressupostos, que nos levaram um dia a querer intervir politicamente. Mas isso é hoje, na nossa opinião, incompatível com a manutenção neste partido.


Estar na Juventude Centrista, organização que nos recebeu quando ainda nem idade para votar tínhamos, depois no CDS e posteriormente no Partido Popular que ajudámos, com empenho e dedicação, a fundar, foi sempre sinónimo para nós de liberdade e diferença. Liberdade face ao sistema instituído e diferença face a uma prática política dominante, com a qual nunca nos quisemos identificar. Teve custos esta atitude!

Vimos muitos dos nossos concorrentes saltitarem de posição em posição, para, em nome de uma coerência muito privada, conquistarem o poder a qualquer preço; vimos ainda muitos outros atravessarem a fronteira da dita sociedade civil, para procurarem no mundo da política não os meios de defesa de um mundo melhor, mas apenas as condições para uma promoção social, profissional ou mesmo económica ou até por uma necessidade de imunidade; vimos também ser repetidamente confundida a política dos negócios, com os negócios da política, mas nenhuma destas circunstâncias nos demoveu, do caminho que tínhamos escolhido.

Não nos arrependemos! A política é, sempre foi e sempre será, para cada um de nós, um exercício de competição empenhado, mas ao mesmo tempo descomprometido. Empenhado, na medida em que nenhum combate pode ser travado sem ânimo e sem fé, descomprometido porque sendo o poder uma legítima meta a alcançar, ele não é em si mesmo nem o fim da política, nem o fim para aqueles que nela se movimentam. Esgotar a política, toda ela, na pura conquista do poder é resumi-la, uma vez alcançado esse poder, a toda a espécie de compromissos e jogos que conduzam à sua manutenção. Ora, olhando à nossa volta, sabemos ser isso que se passa, razão que leva aos sucessivos aumentos de abstenção e ao crescente desinteresse pela actividade dos políticos e dos partidos.

O que é verdade e lei na oposição, torna-se incómodo e esquecido no governo, o que é ponto de honra quando se está de fora do sistema não é mais do que uma questão a remeter para o esquecimento do passado, quando se alcança o poder e se é investido em funções governativas.

Acresce a estes factos, que a política perdeu alma, perdeu autenticidade e a crença em ideais foi substituída por um combate publicitário, em que tudo vale desde que útil à vitória.

O Povo, esse desconhecido útil no momento do voto, torna-se então dispensável, sendo imprescindível que a argumentação da conjuntura, dos meios encontrados e das condições adversas surja torrencial para calar críticas, para apagar reivindicações ou até para abafar perguntas sobre promessas que tardam em ser cumpridas. Tudo em nome do país ou até, para que a pompa seja mais conforme com a indumentária, em nome do Estado, precisamente para que quem ouse discordar sinta o peso da sua imensa responsabilidade.


2. Acontece que tendo o CDS chegado ao governo, o panorama não mudou. Um partido que lutou durante anos, ininterruptamente, pela mudança do sistema e pela afirmação livre de princípios políticos que sempre o autonomizaram, simplesmente soçobrou na exacta hora de demonstrar coerência na acção.

No plano das ideias políticas, nomeadamente na questão concreta do modelo de evolução da União Europeia, rendeu-se ao modelo do bloco burocrático de Bruxelas. É certo que pode ser conveniente, sob o ponto de vista táctico, que os seus mais empenhados dirigentes, à pressa, apareçam a jurar o contrário, mas a realidade não admite dúvidas. O bloco burocrático de Bruxelas viu aumentar, formalmente, a lista dos seus apoiantes;

No plano ideológico, ao nível nacional, quando se esperava que o CDS fosse no governo, a alavanca das verdadeiras mudanças, o que se assiste é tão só a uma acomodação perante o sistema, esquecendo-se que as mudanças não se alcançam pelo anúncio, pela mera propaganda ou pela intenção, mas pela sua efectiva concretização.

No plano da prática, face ao Estado e ao seu aparelho, quando se esperava, e até exigia, total diferença, a desilusão não pode ser maior. O CDS entrou no sistema, vive no e do sistema e como se isso não fosse já grave, degladia-se internamente na disputa de lugares e na distribuição de postos políticos.


Por último, no plano interno o CDS deixou de ser um espaço de liberdade. A democracia interna funciona apenas quando se está de acordo com a Direcção. Perseguem-se militantes disciplinarmente por delito de opinião. O CDS é hoje um partido que pratica dentro de casa o contrário do que defende para o Estado e para os outros.

Eis pois o cenário em que se realizará o próximo Congresso, ou melhor dizendo, a festa comício para aclamar o poder, só o poder, nada mais do que o poder.

Respeitamos que assim seja. A liberdade de que não abdicamos para discordar e sair é a mesma que assiste a quem desta forma hoje dirige o partido, e nele assim quer estar e continuar.

Registamos apenas que o espaço político que existe no país para a diferença deixou de existir e de estar no CDS.

Só que para nós esta hora chegou ao fim e é tempo de partir. Somos movidos pela mesma fé, pela mesma vontade, pela mesma coragem, pela mesma determinação com que lutámos no Partido Popular. Não prescindimos de lutar por Portugal, defendendo para ele e para quantos nele queiram viver, os ideais de Liberdade e de Justiça que orientam as nossas mais firmes convicções. Não cedemos, não recuamos, não desistimos. E por isso mesmo não confundimos os meios ou os instrumentos, com a própria ideia que temos da actividade política. É que enquanto para uns a política serve os Partidos, para nós os partidos estão ao serviço da Política.

Só assim vale a pena e porque assim é queremos começar já hoje a construir um novo futuro.


Lisboa, 31 de Janeiro de 2003


Francisco Peixoto

Gonçalo Ribeiro da Costa

Jorge Ferreira

Nuno Correia da Silva


Com a devida vénia TOMAR PARTIDO

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pequeno líder














Paulo Portas foi reeleito presidente do CDS – era o candidato único e obteve 95% dos votos. Quem estiver distraído pode julgar que se trata de uma grande vitória – mas não o é. Para além do resultado ‘norte-coreano’, aquilo que sobressai é a ausência de debate e de diferença.

Ser do CDS, hoje em dia, é estar integrado num culto de personalidade que não admite a menor divergência com o pensamento oficial. Todos os que revelam ideias próprias são esmagados pela lógica do ‘leninismo’ popular. Até Nobre Guedes, a quem Portas tudo deve, foi humilhado nas eleições para delegados ao Congresso.

Tentando legitimar-se fugir ao êxito do seu isolamento, Portas equiparou-se à vitória de Sócrates no PS – mas é como comparar a avenida da Boavista com a viela do Anjo.

Carlos de Abreu Amorim

Com a devida vénia Correio da Manhã

Ponto de não regresso














Caso Manuel Alegre faça a ruptura, pouca coisa ficará na mesma no sistema político português. A renovação da maioria absoluta do PS desvanecer-se-á.

A liderança, quase indisputada, de José Sócrates ficará periclitante. E se o PSD retomar a lucidez política, ou seja, caso prescinda da actual liderança (que cai a pique nas sondagens semana após semana), até a questão do vencedor das próximas Legislativas poderá estar em jogo.

Alegre divergiu de Sócrates irremediavelmente. Dirigiu-se directamente aos descontentes da área do PS. Alegre pode corporizar a insatisfação generalizada que se sente em toda a parte mas que não tem quem apoiar e transformá-la em votos. Então, a teimosia de Sócrates perderá os trunfos que a Oposição lhe tem ofertado.

Carlos de Abreu Amorim

Com a devida vénia Correio da Manhã

Paulo Portas e o seu partido é um bunker fechado sobre si próprio, de ar viciado, que não permite que alguém respire"













...Inconformado com a ausência de uma alternativa credível à direita, Manuel Monteiro lançou ontem um apelo público à convergência, desafiando Nobre Guedes, mas também personalidades como Ribeiro e Castro, Luís Mota Campos, Nogueira de Brito, ou Jaime Nogueira Pinto e Pedro Ferraz da Costa para, "num clima de liberdade", organizarem um Fórum das Direitas."Se as esquerdas são capazes de o fazer, seria grave que a direita não o conseguisse. Paulo Portas e o seu partido é um bunker fechado sobre si próprio, de ar viciado, que não permite que alguém respire", acusa.E considera mesmo que aquilo que aconteceu com Nobre Guedes mostra que o CDS se tornou "num partido de talibans, não de gente livre".O ainda líder da Nova Democracia garante que não procura protagonismo e defende a urgência de se organizar "uma casa comum da direita" que se afirme perante o PS. "O problema da direita é o de estar presa dos pés à cabeça em processos de suspeição e corrupção. Enquanto José Sócrates tiver os seus principais dirigentes nas mãos, eles nunca serão a verdadeira alternativa", vaticina...

Com a devida vénia Publico

CDS-PP: José Paulo Carvalho, Mota Campos e ex-deputada Tábita Mendes demitem-se



Um grupo de militantes do CDS-PP, entre os quais o deputado José Paulo Carvalho, Mota Campos e a ex-deputada Tábita Mendes vai desfiliar-se do partido em ruptura com a direcção de Paulo Portas, confirmou à agência Lusa fonte democrata-cristã. Às demissões de José Paulo de Carvalho, Mota Campos e João Anacoreta Correia, avançadas hoje pelo Público, soma-se a desfiliação de Tábita Ferreira Mendes, antiga deputada centrista por Bragança, que foi mandatária da candidatura de José Ribeiro e Castro à liderança do partido, disse à Lusa fonte do CDS-PP. A mesma fonte disse que "perto de uma centena" de militantes e dirigentes devem apresentar a demissão do partido nas próximas semanas, por “não acreditarem na capacidade de regeneração” do CDS-PP. Contactado pela Lusa, o ex-secretário de Estado João Luís Mota Campos afirmou que “a gota de água” para a sua desfiliação após 25 anos de militância foi o ponto sobre a estratégia política que consta do documento de orientação apresentado por Paulo Portas na sua recandidatura à liderança partidária. "Divergências profundas com a estratégia da actual direcção e em particular um aspecto da moção de estratégia que é a tese da equidistância. O dr. Paulo Portas, tal como eu, combateu profundamente a tese da equidistância. Ele mudou de opinião, eu não". No documento de orientação política da sua recandidatura à liderança do partido, Paulo Portas, eleito sábado com 95,1 por cento dos votos, defende que PS e PSD formam um "bloco central" e são demasiado parecidos para serem verdadeira alternância. Afastando cenários de "coligações ou acordos parlamentares", Paulo Portas situa o CDS-PP como o partido que pode contribuir para a estabilidade. O ex-secretário de Estado João Luís Mota Campos criticou ainda a "inutilidade completa" do CDS-PP, afirmando que entregará o cartão "desiludido e decepcionado". Aquele grupo de militantes convocou uma conferência de imprensa para terça-feira, na qual explicarão as razões da ruptura com a estratégia de Paulo Portas.

SF.

Com a devida vénia Agencia Lusa

Dá que pensar...



















































Fotos cedida gentilmente por JF

domingo, 14 de dezembro de 2008

Há coisas Fantásticas





















Na análise da semana, a desta semana, como se esperava, foi meter tudo no mesmo saco. O DN Madeira, não conseguiu observar nenhuma razão suficiente para colocar AJJ nos baixos do seu elevador. Diga-se que é obra!!!

Com a devida vénia Apontamentos sem nome (Carlos Pereira)

Parabéns, Professor Marcelo















Aniversário.
Marcelo Rebelo de Sousa faz hoje 60 anos. Uma data como as outras? Não. O 'enfant terrible' do PSD chegou à idade da razão presidencial. Se Cavaco Silva recusar um segundo mandato, é Marcelo que estará na primeira linha de uma candidatura de direita. O homem que já foi quase tudo em Portugal, simultaneamente actor político e comentador político em permanência, falhou vários combates, da presidência da Câmara de Lisboa à malsucedida liderança do PSD. Prepara-se há anos para o topo do regime. Já nem esconde em público que esse é o caminho Marcelo faz 60 anos. Chega, enfim, à idade presidenciável Por motivos inexplicáveis, o vox populi nacional só regista dois "professores" na política activa: o "prof." Cavaco Silva e o "prof." Marcelo Rebelo de Sousa. Hoje, o professor Marcelo, que sonha substituir o professor Cavaco Silva, chega à idade em que, em Portugal, se pode pensar com realismo no topo da carreira política, a instalação no Palácio de Belém: 60 anos. Nem sempre foi assim: Ramalho Eanes tornou-se presidente da República aos 41 anos, mas também isso foi produto das contigências de uma revolução feita por homens muito jovens, na sua maioria. (E talvez seja demasiado discorrer aqui sobre a revolução que se operou na noção de idade dos anos 70 até hoje.) Marcelo já não esconde o seu desejo de poder vir a substituir Cavaco Silva - será candidato se inesperadamente o actual Presidente recusar um segundo mandato, será candidato com toda a segurança em 2014, se ninguém no PSD se atravessar no caminho: José Manuel Durão Barroso, em 2014 um ex-presidente da Comissão Europeia que não enjeitará uma proposta assim. A personagem com o sentido mais lúdico do "dever" que existe no regime, o homem antítese do formalismo de Estado, o candidato que mergulhou no Tejo numa acção de campanha para a sua (falhada) tentativa de ser presidente da Câmara de Lisboa, em 1989, o homem que segundo Paulo Portas jornalista lhe fez um relato de um jantar em que nem a vichyssoise alegadamente servida era verdade, o homem que, enquanto líder do PSD, tenta cortar com o legado cavaquista e força António Guterres a fazer o referendo à regionalização, conduzindo o PS a uma derrota (idêntica operação fez com a despenalização do aborto, conduzindo a nova derrota do PS, mas aí já não do católico António Guterres). É este o homem que falhou uma carreira de primeiro-ministro - mais uma vez os seus caminhos cruzaram-se com Portas e o desastre foi total - e que poderá ser o próximo presidente da República, se a esquerda não engendrar um candidato que o enfrente com sucesso. Marcelo Rebelo de Sousa foi tudo: director do Expresso, fundador do Semanário, membro do Governo, fazedor de reis, conspirador permanente, emérito professor de Direito, genial estratega, comentador político permanente, amante do desporto e de quase tudo. Um homem sem sono, um dos filhos mais criativos que produziu a revolução dos homens sem sono. Parabéns, professor.

ANA SÁ LOPES

Com a devida vénia: Diário de Notícias

Ficou isolado. Pior, foi desautorizado.









Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira

sábado, 13 de dezembro de 2008

Não podemos esquecer...





















Será que o Líder do CDS/Partido Popular, José Manuel Rodrigues, já entregou
o 'boneco' que roubou ao Deputado do PND ?

Governo não ouviu Coelho. Deputado do PND chamou "medroso" a Jardim

Entrevista ao Dr. Carlos Pereira, Deputado do PS a RNR Dinheiro.













Participação do Governo Regional nas SAD











Marítimo da Madeira Futebol SAD - 40%










Académico Marítimo da Madeira Andebol SAD - 50%









Clube Amigos do Basquete da Madeira - 50%








Hóquei em Patins do Porto Santo SAD - 40%











Madeira Andebol SAD - 30%

Vergonhoso













PSD recebe 3,6 milhões


Fazendo as contas, é fácil concluir que o PSD irá receber um total de 3,6 milhões de euros ao ano, sendo que 2,76 milhões vão directamente para o partido e 803 mil ficam no grupo parlamentar. A manter-se a actual fórmula de cálculo das transferências - 15 salários mínimos por cada deputado, 14 vezes ao ano - o PSD-M só receberia 3,01 milhões.


Com a devida vénia ao Diário de Notícias - Madeira

Onde está situado o BANCO EFISA?














































Tranquada Gomes e Coito Pita - Soc. de Advogados

R. do Esmeraldo, 47-1.º / 9000-000 Funchal

Madeira - Funchal

Frase do dia
















"O senhor presidente do GR insultou quem quis, ofendeu toda a gente, parecia que estava em casa da sogra e a Rainha de Inglaterra não lhe disse nada" - José Manuel Coelho (PND).