quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Dedicatória

Frase dedicada ao... Ex Vice- Presidente da C M F Rui Marote


















"Se não queres que ninguém saiba, não o faças."
(Provérbio chinês)

Pensamento do dia

" O verdadeiro rebelde é aquele que propõe alternativas."

(Julián Marías)

Foto do dia

Pergunta do dia











O presidente da maior edilidade madeirense ainda não referiu-se às recentes notícias, quer da constituição de arguído de um seu ex-vice, quer de recentes diligências da PJ à autarquia, nem sobre a polémica obra do seu chefe de gabinete no Bom Jesus. Porque será?

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Conversas da treta












O dr. M
iguel Albuquerque anda desaparecido. O dr. Jardim andou ontem por aí, mas é como se já não andasse em lado nenhum. O dr. Cunha e Silva aparece quinzenalmente na revista do DN. A gente olha para os jornais, sintoniza a rádio, liga o televisor, e nada. Nem uma palavrinha sequer sobre as negociatas alegadamente feitas por membros ou ex-membros do executivo municipal do Funchal. O mais próximo que andámos disso foi uma curta e escassa declaração de Bruno Pereira. Declarou-se solidário com Rui Marote. E, pela enésima vez, foi ele que deu a cara em substituição de um executivo que só gosta de aparecer nas inaugurações e nas festanças. Não quero tentar interpretar o facto. Limito-me a registá-lo.
É claro que os munícipes merecem muito mais do que isso. Merecem que o presidente que lhes pediu os votos lhes venha agora dizer qualquer coisa. Merecem que o dr. Jardim deixe de se entreter com os seus odiozinhos de estimação de lá, e resolva centrar-se nos pequenos ou grandes escândalos de cá. E precisam de saber se o dr. Cunha e Silva já foi ou vai ser ouvido pelo Ministério Público na qualidade de testemunha privilegiada das tais famigeradas negociatas a que ele próprio aludiu.
Ou seja, os eleitores têm o direito de ser informados. E como aos direitos de uns correspondem deveres de outros, parece claro que alguém há-de ter a obrigação moral e política de abandonar por momentos a pomposa secretária que ocupa. Sob pena de ela se começar a parecer mais com um local de refúgio do que com um espaço de trabalho.
A palavra, pois, para o dr. Albuquerque, para o dr. Silva, para o dr. Jardim. Não necessariamente por esta ordem, entenda-se. Nestes casos ela, a ordem, é meramente arbitrária. O que é preciso é que alguém fale. O dr. Albuquerque porque é o presidente da Câmara. O dr. Silva porque foi o delator público das negociatas. E o dr. Jardim porque é o presidente do governo e do partido que governa, mas também, e esta é uma nota de mera subjectividade analítica, por ser o autor moral do fratricídio em que o presidente da Câmara e o vice do governo desde há muito se consomem.
Não obstante, o silêncio pesa. O dr. Albuquerque consome o tempo e as meninges em prosas estafadas sobre coisa nenhuma que religiosa e quase diariamente publica no JM. Ele escreve sobre os males da pátria, sobre as referências e valores políticos que diz ter, e sobre as maldades ocasionais de que ele e a família se dizem vítimas. É um exercício interessante, sem dúvida. Mas, sendo ele o presidente do executivo de uma cidade que faz quinhentos anos, permito-me pensar que deveria aproveitar a ligação directa com os munícipes para reflectir sobre os problemas do município. Não o faz, porém. Porque não quer. Se calhar, porque nem os conhece. Provavelmente porque tem mais que fazer.
O dr. Silva escreve também. Cita gente que conhece, a par de outra que nada lhe diz. Manda recados cujos destinatários só ele identifica. E quando toda a gente esperava que voltasse ao tema das negociatas de que diz ter conhecimento, sua excelência faz-nos a partida de partilhar connosco a elevada admiração que passou a nutrir pela obesa estatura de Gungunhana.
Para além de escrever, o dr. Jardim também fala. Sobre Sócrates. Sobre o centralismo. Sobre a Europa. Sobre o mundo. Só a Madeira lhe passa ao lado. O que quer dizer que é mais um a desconversar. E a oposição, onde é que ela anda?

Fonte: http://terreirodaluta.blogspot.com

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A malícia de uma ronha insustentável
Quem usa e abusa de Postum Scriptum denuncia uma desactualização e impreparação.










Encanta-me o prazer, e assumo totalmente o pleonasmo, de viver paredes meias, ou quase coincidentes, com a irreverência da mudança. Por isso, preocupa-me a malícia dos que preferem a morbilidade de manter tudo igual, numa tentativa absurda e manhosa de disfarçar fragilidades, preconceitos, incompetência e, no limite, falta de "amor próprio". É normalmente assim com aqueles que insistem em justificar o poder estabelecido, demonstrando estarem absolutamente contagiados pela ronha que, por vezes, também ataca os homens.
Não sei nada dessa "parasitose", mas observo alguns indivíduos com ronha e há neles uma espécie de comichão silenciosa que provoca chagas, dores e maleitas incuráveis, remetendo-os para um desassossego sem limites. Vem isto a propósito de um certo político que tem um fascínio pelo postum scriptum (PS). Essa manha, a dele sublinhe-se, de tonificar os textos banais e insonsos com PS's bombásticos deve ter uma razão de ser. Tenho a certeza que tem. Nem percebo como é que ninguém desmontou este hábito antigo, das cartas manuscritas, transferido com soberba, para esta sociedade global ao jeito do regime do PSD, encarnada pelo Jornal da Madeira, esse símbolo máximo da democracia à moda de Jardim. Mas estranho. Estranho mesmo, porque todos sabem que hoje um Postum Scriptum pode sempre ser enxertado, sem problemas ou complicações, com o processador de texto de qualquer computador, anulando a sua relevância e, até, a sua existência. Mas esta simples constatação que poucos reconhecem, reflecte uma verdade incorrigível. O Presidente do PSD da Madeira é um homem do outro tempo. Um homem do passado. Ainda, e será sempre assim, escreve à mão! Está distante, muito longe mesmo, dos desafios do mundo actual. Quem usa e abusa de Postum Scriptum denuncia uma desactualização e impreparação sem limites. Deve ser por isso que prefere ofender em vez de argumentar. Deve ser por isso que prefere atacar em vez de construir. Deve ser por isso que prefere o pensamento curto e limitado, depois da escrita, do que a própria escrita. Deve ser por isso que se "entalou" num fosso sem precedentes, arrastando com ele novos e velhos da sua família política. Mas deve também ser por isso que está longe dos debates da actualidade: da economia e da sua diversificação, nem uma palavra, nem uma ideia sólida, mas de preferência distante da insensatez da Singapura do Atlântico; da nossa economia desconhece, não entende mesmo, o valor do Investimento Directo Estrangeiro, mas idolatra a sua Zona Franca da Madeira, pelos amigos que faz e que alimenta; da nossa economia ignora e despreza o valor da política fiscal mas atreve-se a "dizer coisas" sobre um modelo assente numa fiscalidade mais competitiva; da nossa economia ignora o peso da importância da internacionalização na competitividade das empresas e faz da diplomacia económica um exercício pimba, típico do passado e doutros conceitos; da nossa economia não aceita a importância das finanças públicas estáveis e controladas, preferindo assegurar o dinheiro do dia a dia, mesmo prejudicando a acção governativa no plano social e as gerações vindouras; da nossa economia está, ainda hoje, convencido que uma dívida desproporcional à capacidade de geração de receitas é neutra no crescimento; mas também da nossa educação, nem uma frase digna e consistente, apenas o "berro" estridente por um chapéu meloso e inconsistente do reforço autonómico, inútil nas suas mãos; sobre a inovação, nenhuma justificação do seu próprio fracasso, talvez por nem o entender, e menos ainda, sendo assim bastante grave, um trilho sustentável para a única e razoável possibilidade para o desenvolvimento das regiões; da nossa democracia traz o que herdou há mais de 60 anos, uma concepção salazarenta, permitam-me que sublinhe o paradoxo, fora de moda mas actual sob a sua égide.

Por Carlos J Pereira

Fonte: Diário de Noticias, 24 de Setembro de 2008

Dá que pensar... II














Sede do PPD/PSD de Câmara de Lobos

Dá que pensar... I















Sede do PPD/PSD de Câmara de Lobos

Dá que pensar...














Sede do PPD/PSD de Câmara de Lobos

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Subiu...




















terça-feira, 23 de setembro de 2008

Desceu....




















Asneira do dia

Praia de areia amarela inaugurada na próxima semana













A aposta na valorização do litoral na zona leste da ilha passou pela criação de uma praia de areia amarela na cidade de Machico. A zona balnear com 125 metros de comprimento e com uma largura variável, entre os 70 metros a poente e 25 a nascente, será inaugurada na próxima segunda-feira, dia 29 de Setembro. A praia de areia artificial criada na Banda d'Além encontra-se protegida da força do mar por enrocamentos e protecções marítimas construídos a partir do esporão de protecção da marina de Machico. A obra representa um investimento de três milhões de euros.

Fonte: Diario de Noticias, 23 de Setembro de 2006

Cartoon do dia


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Manuel Monteiro escolhe Braga para «testar» o sistema eleitoral










O líder do Partido da Nova Democracia, Manuel Monteiro, pretende testar a validade do sistema eleitoral português. E por isso vai lançar-se amanhã numa acção simbólica que decorrerá em Braga, o distrito onde está a circular um abaixo-assinado para a recolha de 22 mil assinaturas com vista a que o seu nome venha a ser proposto para deputado nas legislativas de 2009.


Entre a uma da tarde e as 16H00 será colocada uma urna de voto, junto às Arcadas, uma das zonas mais movimentadas da cidade, na qual os munícipes serão convidados a colocar um boletim com o nome de três deputados eleitos pelo circulo de Braga que, nas últimas legislativas, elegeu 18 deputados.
“Esta iniciativa, embora simbólica, é um convite às pessoas a reflectirem sobre a coerência e a validade do sistema eleitoral”, declarou ao PÚBLICO Manuel Monteiro, afirmando-se, convicto, de que mais de 90 por cento dos eleitores desconhecem o nome dos deputados em que votaram e que os representam na Assembleia da República. Também estou convencido de que as pessoas quando ouvem falar de legislativas associam-nas a eleições para a constituição de um novo Governo e para a eleição do primeiro-ministro quando, na realidade, são eleições para eleger deputados”. Depois de encerrada a urna, os votos serão contados na presença dos cidadãos que queiram assistir e esta iniciativa mostrará se Manuel Monteiro tem ou não razão quando diz que a nível do Parlamento os “cidadãos praticamente só conhecem os partidos”. Manuel Monteiro desafiou no início do Verão os eleitores do distrito de Braga a recolherem 22 mil assinaturas até ao final deste ano, propondo o seu nome para deputado à Assembleia da República, nas legislativas de 2009. Para Monteiro, a subscrição de assinatura pode “funcionar como uma espécie de primárias e servirá de pretexto para desafiar todos aqueles que se candidatam a deputados, mas que se acomodam e agacham atrás do emblema partidário”. A um ano das eleições, o ex-líder do CDS/PP iniciou na passada sexta-feira uma ronda pelas 14 assembleias municipais do distrito para explicar aos representantes municipais o seu projecto político e quais as razões que o levaram a avançar com o abaixo-assinado. A Assembleia Municipal de Braga, presidida por António Braga, que é também secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi a primeira, mas os deputados do PCP e do BE não gostaram que António Braga lhe tivesse dado a palavra e a abandonaram a sala em sinal de protesto, depois de alegar que Monteiro não podia falar por não ser cidadão de Braga.

Fonte: 21 de Setembro de 2008

O que ele disse no passado...

" Elogiar o seu (Alberto João Jardim) apego à Madeira, a sua defesa da Autonomia, a sua visão em 75 ao fazer chegar a luz, a água, a educação, a saúde a todo o Arquipélago por forma a que as populações acreditassem nos regimes democráticos e autonómico, a pressão que exerceu para a adesão plena da Região à Comunidade Europeia quando outros hesitavam, o seu discursos pragmático, a sua habilidade negocial."











Fonte: Diário de Noticias, 4 de Fevereiro de 1993

Foi assim no passado...

Dedicatória

Frase dedicada... José Manuel Rodrigues, Deputado do CDS/PP - Madeira













" Um mentiroso conta as suas historias tantas vezes que acaba por acreditar nelas."


(Nilton Bonder)

Pensamento do dia

"A verdade libertar-vos-á."

(Evangelho de S. João)

Foto do dia