quinta-feira, 30 de Abril de 2009
quarta-feira, 29 de Abril de 2009
terça-feira, 28 de Abril de 2009
segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Acção política do PND-M no 25 de Abril. Comemoração em frente à Quinta Vigia com simulação de tomada do Governo Regional.
FLAMA - quem a explorou?
domingo, 26 de Abril de 2009
Simulacro provoca novo 25 de Abril e "rendição" de Jardim às forças democrática
O PND-M realizou hoje um simulacro de rendição do presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, há 31 anos no poder, como forma de chamar a atenção para o regime político na Madeira e de comemorar o 25 de Abril.
Quatro viaturas militares incluindo um blindado posicionaram-se à frente da porta de entrada da Quinta Vigia, sede da presidência do Governo Regional, juntamente com os respectivos "militares" (dirigentes do PND-M disfarçados) e exigiram a rendição de Alberto João Jardim à democracia e ao 25 de Abril de 1974.
De megafone na mão e interpretando Salgueiro Maia, o ex-deputado do PND-M, José Manuel Coelho, apelava ao inquilino há 31 anos da Quinta Vigia para se render "às forças democráticas" e ao 25 de Abril.
A "coluna militar" atraiu a curiosidade de muita gente sobretudo de turistas que desciam a Avenida do Infante em direcção à festa da flor, que eram surpreendidos com a oferta de cravos vermelhos, ao mesmo tempo que era entoada músicas de Zeca Afonso, em especial a "Grândola Vila Morena".
Depois de tantos apelos, Alberto João Jardim, interpretado por Eduardo Welsh, acabou por se render à "coluna militar".
"Nós quisemos de certo modo simular aquilo que se passou no dia 25 de Abril - um conjunto de forças blindadas e armadas partiram em direcção ao centro de Lisboa e cercaram o Palácio do Carmo", explicou o deputado do PND-M, Baltasar Gonçalves.
"O que nós fizemos, aqui, na Madeira, foi exactamente isso, trouxemos as nossas forças armadas, um blindado desactivado até à porta da residência oficial do homem mais poderoso da Madeira, que governa a Madeira há 35 anos, o homem que move tudo o que acontece na Região", continuou o deputado.
Baltasar Gonçalves salientou haver coisas que "aconteceram hoje que têm uma mão comprida por detrás", numa alusão à exibição de bandeiras da FLAMA - Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira, pela cidade do Funchal.
"Viemos, aqui, dizer: renda-se senhor presidente, permita que haja na Madeira uma sociedade, alegre, livre, responsável e arejada", concluiu.
Baltasar Gonçalves revelou ainda que esta iniciativa resultava do facto do 25 de Abril não ser solenemente comemorado na Madeira e da recusa do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, ter declinado um pedido do PND-M no sentido de facultar um espaço no parlamento nacional para um debate sobre a situação política na Madeira.
"Estamos, aqui, para mostrar ao presidente da Assembleia da República e a todos os portugueses que vivem no continente que, na Madeira, há gente que não recua perante as dificuldades e que dá a cara por valores da liberdade, da justiça e do direito", salientou.
"Peço às instituições da soberania portuguesa e em especial ao Presidente da República para vir cá e ver aquilo de muito grave, de muito especial e de muito estranho se está a passar na Madeira", disse ainda.
"Queremos que seja implementado na Madeira um verdadeiro regime de liberdade em que as pessoas possam dar a cara pelas ideias em que acreditam sem medo de serem perseguidas, etiquetadas ou, de qualquer maneira, ostracizadas por um poder político forte", finalizou.
"Liberdade", "Direito e Justiça", "Renda-se e festeje o 25 de Abril" e "Abaixo a tirania do insulto" eram as palavras de ordem de alguns cartazes que acompanharam esta iniciativa do PND-M, ou seja, pelo "Movimento Democrático de Libertação da Madeira", como se intitularam os protagonistas do simulacro.
(Com a devida vénia à Agencia Lusa )Jardim é 'preso' e obrigado a comemorar o 25 de Abril
PND-Madeira recria a Revolução de Abril com um carro blindado, quatro jipes, e um pelotão de 20 homens, cercando a Quinta Vigia e distribuindo cravos vermelhos pelas principais avenidas e ruas do Funchal
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim , foi 'preso' e obrigado a comemorar o 25 de Abril durante a 'Operação Liberdade', que decorreu durante a manhã de hoje, em frente à residência oficial do governante.
Um carro blindado coberto de cravos vermelhos, quatro jipes e um 'pelotão' de 20 homens cercaram a Quinta Vigia, num simulacro levado a cabo pelo PND-Madeira . De megafone na mão, José Manuel Coelho, ex-deputado do PND, interpretava o papel de Salgueiro Maia e exigia a rendição de Jardim à democracia e à Revolução de Abril.
A 'revolução' avançou a passos largos até o momento em que o inquilino da Quinta Vigia foi 'detido' pelos 'militares' e obrigado a comemorar a Revolução dos Cravos. Mas não tardou para que a Polícia de Segurança Pública chegasse ao local e confiscasse o blindado, especialmente encomendado ao Continente para recriar o espírito da Revolução na Madeira, uma região que não comemora o '25 de Abril' há vários anos.
Mesmo sem o blindado, a coluna militar do PND continuou. Percorreu as principais avenidas e ruas da cidade do Funchal, distribuiu vermelhos e explicou à população o significado da revolução. Muitos curiosos paravam para ver e ouvir, outros emocionados recordavam "o espírito, a essência do 25 de Abril", criticando o Governo regional por não comemorar uma data tão importante como aquela. "Quando vi a coluna militar e os capitães emocionem-me. Quase que me vinham as lágrimas aos olhos, porque, ao que parece, o Governo não percebe a real importância do 25 de Abril.
Sara Moura, correspondente na MadeiraCom a devida vénia ao http://expresso.clix.pt/
Comentário no Expresso "A Policia do Funchal"

O abreu dá cá o meu, 1 ponto , hoje às 0:00
Com a devida vénia ao Expresso
sexta-feira, 24 de Abril de 2009
"uma boa oportunidade para explicar o 25 de Abril aos mais pequenos".

Com a devida vénia ao Diário de Notícias
Será que ele vai aparecer a bordo do navio espanhol da 'Naviera Armas'. Sábado, às 10 horas, no porto do Funchal."
quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Plágio democrata-cristão

[Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]
Na sequência do escandaloso plágio cometido por um dirigente da juventude do CDS da Madeira no Diário de Notícias do Funchal, copiando textos publicados no Causa Nossa, a direcção do DN publica na edição de hoje uma nota cujos pontos decisivos são os seguintes:
«3 - A propósito de um escrito de opinião do Sr. Roberto Rodrigues (publicado na edição de 5 de Janeiro de 2005, com o título "O fim do ano político de 2004") fomos alertados pelos senhores Vicente Jorge Silva e professor Vital Moreira que textos deles anteriormente publicados haviam sido copiados pelo Sr. Roberto Rodrigues naquele seu escrito.
4 - Tendo a oportunidade de poder reconhecer e rectificar o seu erro, o Sr. Roberto Rodrigues não o fez, e, em resposta a uma carta de Vicente Jorge Silva (publicada no DIÁRIO a 8 de Janeiro de 2005), sugeriu que não plagiou mas que teria sido plagiado.
5 - Feitas averiguações, o DIÁRIO concluiu que os senhores Vicente Jorge Silva e professor Vital Moreira foram efectivamente plagiados pelo Sr. Roberto Rodrigues.
6 - O DIÁRIO, como qualquer jornal sério e credível, não pode tolerar, nem tolerará que, com o seu conhecimento, as suas páginas sejam utilizadas para actos de plágio.
7 - Face à situação descrita, o DIÁRIO apresenta pedido de desculpas aos seus leitores e, em especial, aos senhores Vicente Jorge Silva e professor Vital Moreira.
8 - Finalmente, o DIÁRIO informa que o Sr. Roberto Rodrigues foi excluído do seu painel de colaboradores.»
Chaimite na Madeira?


"O Chaimite (viatura blindada celebrizada nas operações da revolução de 1974), deverá seguir a bordo do navio espanhol da 'Naviera Armas'. O 'ferry-boat' é aguardado sábado, às 10 horas, no porto do Funchal."
A edição de ontem do DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA veja tudo
quarta-feira, 22 de Abril de 2009
GUILHERME SILVA DIZ QUE DIÁRIO DE NOTICIAS É MENTIROSO!
Guilherme Silva, deputado do PSD e representante de Alberto João Jardim no Conselho Nacional do partido, nega ter feito a declaração ao "Diário de Notícias da Madeira" sobre a saída de duas candidatas ao Parlamento Europeu como condição para o líder regional ter aceite o oitavo lugar para o candidato por si proposto.Essas afirmações foram reproduzidas no PÚBLICO de hoje e motivaram já uma reacção do PS. “Falei ao Diário de Notícias do Funchal, mas não fiz aquela declaração”, disse hoje ao PÚBLICO, referindo-se a uma das afirmações publicadas na edição de sábado do Diário de Notícias da Madeira. Guilherme Silva explica que essa declaração até seria contraditória com outra que está reproduzida na mesma notícia. “Eu digo também que conhecendo a capacidade negocial de Alberto João Jardim é possível que tenha conseguido outras contrapartidas fora das listas para o Parlamento Europeu”, esclareceu Guilherme Silva, lamentando que ontem o PÚBLICO não o tenha contactado para confirmar as suas declarações ao jornal madeirense.
quinta-feira, 16 de Abril de 2009
terça-feira, 14 de Abril de 2009
Carlos Pereira reclama plano anti-crise para combater o flagelo

O economista diz que o Governo de Alberto João Jardim é insensível e incapaz de apresentar soluções para minimizar os efeitos nefastos do flagelo social. E, mesmo assim, nem um orçamento rectificativo “foi capaz de apresentar”, tendo o “descaramento” de votar contra a proposta do PS-M, “obrigando os madeirenses a passar mais dificuldades”, critica, lamentando, contudo, que a Madeira seja a única região do mundo que não tem um plano anticrise. Para Carlos Pereira, os governantes, todos eles, na conjuntura actual têm dois níveis de responsabilidade: em primeiro lugar assumir as consequências das suas opções de política económica do passado; e em segundo lugar demonstrar capacidade para apresentar medidas que minimizem os efeitos das dificuldades nas famílias e empresas. No entender do economista, o Governo Regional (GR) do PSD falhou nestes dois aspectos, algo que já não é novo, nem consequência da crise internacional, mas que se arrasta desde 2004. “Por um lado, as decisões dos últimos anos conduziram a Madeira para um beco cada vez mais estreito ao nível da sustentabilidade do seu desenvolvimento onde as pessoas vivem pior que em outras regiões do país, onde o desemprego não pára de crescer, onde a pobreza cresce, onde as falências são devastadoras, onde o investimento privado arrefeceu em virtude de políticas erradas na (ausência) dinamização da competitividade do sector privado, onde a distribuição de rendimento é desajustada, onde as famílias pagam mais impostos que noutras partes do país e em que têm menos rendimento disponível e onde as empresas têm menos apoios que no continente”, disse, indignado. A verdade, no entanto, é que “tudo piora” agora porque o Governo de Alberto João Jardim “mostra uma insensibilidade e uma incapacidade” para apresentar soluções para inverter os indicadores da actual conjuntura económica. Aliás, prosseguiu, a Madeira deve ser “a única região no mundo que não tem um plano anti-crise” e, mesmo assim, nem um orçamento rectificativo “o PSD-M foi capaz de apresentar”, tendo o “descaramento”, como fez questão de referir, de votar contra a proposta do PS-M, “obrigando os madeirenses a passar mais dificuldades”. “O que se passou é que o contexto internacional colocou a nu todos os erros de política do PSD: endividamento excessivo e irresponsável, investimentos errados, desperdício intolerável e defesa de interesses particulares penalizando a população em geral (continuamos a pagar os impostos mais caros, porque Jardim não quer acabar com o monopólio do Porto, perdemos 500 milhões de euros porque o presidente do GR não quer um novo modelo de exploração da Zona Franca)”, reforçou.
Dívida “catastrófica”
Carlos Pereira aproveitou as críticas para recordar que a dívida da Região ascende a 5.000 milhões. Ou seja, avançou, superior ao próprio PIB (Produto Interno Bruto) da RAM. A situação que denominou “catastrófica” e outras acima mencionadas pelo economista levam-no a dizer que a solução da Madeira passa “ou por uma mudança séria e consistente na política económica” do Governo do PSD-M, algo que, na sua opinião, é “muito difícil de acontecer face à intransigência e incapacidade demonstrada”, ou por uma mudança de governo com novos paradigmas e novas opções. Face ao rol de inaugurações que ultimamente tem ocorrido em força, Carlos Pereira disse que o chefe do executivo madeirense tem um problema que não é capaz de disfarçar: “sem obra física não sabe o que fazer e, como diz o povo, anda às aranhas”. “Essa é a razão pelo qual a exaltação de supostos demónios que perseguem a Madeira está ao rubro, de modo a desviar as atenções da sua medíocre governação. O meu único conselho a Jardim é como não tem nada de verdadeiramente estruturante para mostrar aos madeirenses, inaugure a pobreza, o desemprego, as falências, a miséria, o descalabro urbanístico, na verdade, tudo isto é da sua responsabilidade”, rematou.
S.G
Com a devida vénia (Diário Cidade)
segunda-feira, 13 de Abril de 2009
sexta-feira, 10 de Abril de 2009
PÁSCOA FELIZ
quinta-feira, 9 de Abril de 2009
PND - MADEIRA DENUNCIA REDE DE INTERESSES PRIVADOS
No passeio frente ao Hotel, na Estrada Monumental, a Câmara e o Governo seriam ressarcidos desse aumento de volumetria.
"Hoje, o que se vê, é um aumento despropositado do passeio, alguns edifícios em vidro sem qualquer utilidade, tudo votado ao abandono, para permitir a construção de um Centro de Congressos e do aumento da volumetria do Hotel", acusou o dirigente do PND, Eduardo Welsh.
"O projecto foi alvo de queixa-crime, a Câmara exigiu terrenos em contrapartida para o alargamento da estrada, mas esses terrenos não ficaram para a Câmara, ficaram com a empresa proprietária", disse.
"Estamos aqui perante clara violação dos índices de construção, que esteve para ser sujeito a alvo de embargo. Na altura, o doutor Jardim disse que estávamos contra o progresso, por intentarmos acções populares, o que não fizemos", disse.
Mas, hoje, "está provado que nada do que foi prometido foi cumprido e que o que está em causa é uma rede de interesses privados", ", afirmou.
LAR. Lusa
quarta-feira, 8 de Abril de 2009
O diferendo Jornal - Diário, um breve historial.

Há muitos anos que o Dr. Jardim vem alimentando a ideia que o Diário de Notícias não faz cobertura jornalística imparcial. Este argumento é usado para justificar o continuado financiamento do Jornal da Madeira e a sua linha editorial, claramente identificada com o PSD-Madeira. Paradoxalmente, os ataques contínuos ao Diário de Notícias da Madeira, também conferem credibilidade ao DN, alimentando a ideia que este é um órgão de comunicação social ‘independente’ do poder instalado na Madeira há 35 anos. A relação entre o Presidente e o DN agravou-se no período que antecedeu as eleições regionais de 2004, quando Jardim fez ameaças e chantageou sectores da sociedade civil, política e empresarial, prometendo tomar medidas com o intuito de as prejudicar.
terça-feira, 7 de Abril de 2009
Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”.
“Esta obra é útil para a população, para os jovens praticarem desporto, mesmo sendo uma obra megalómana feita pelo regime jardinista tendo fins eleitoralistas. Está concluída, mas está fechada e vai continuar assim até Outubro, altura das eleições”, afirmou José Manuel Coelho.
Apontou que o projecto estava inicialmente orçado em 5,5 milhões de euros, “só que teve uma derrapagem financeira, pois quando foi executada custou 11,7 milhões”.
“Alguém roubou aquele dinheiro e foi um roubo descarado do dinheiro dos contribuintes e dos comerciantes de Câmara de Lobos que pagam elevados descontos e impostos para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista”, declarou.
O dirigente madeirense do PND destacou que o projecto deste complexo desportivo incluiu a construção de “uma muralha desnecessária para conter terras de futuras construções que nada têm a ver com o estádio e servem para beneficiar construtores amigos do PSD/M”.
Para José Manuel Coelho, “o dinheiro dos contribuintes está a ser usado de forma desonesta e demagógica para encher os bolsos dos tubarões do regime jardinista, existindo outras obras mais importantes que estes projectos faraónicos”.
Defendeu que a aposta deveria ser em dotar aquele concelho de um centro de saúde com melhores condições e de uma estrutura de recuperação para toxicodependentes, uma situação grave na região e naquela localidade, pois “infelizmente existem muitos jovens afectados pela toxicodependência”.
“Só que o governo não aposta nesta área porque não dá votos, optando por obras de fachada, que mesmo sendo úteis até estão fechadas como esta”, concluiu.
AMB -Lusa
Com a devida vénia (agência Lusa)
Porque razão a "maioria jardinista" não gosta do Vital Moreira
Abuso de poder

Pior a emenda do que o soneto: na sua vertigem de prepotência, PSD madeirense, embora tendo anulado a ilegalíssima suspensão do mandato do deputado do PND, decidiu suspender o funcionamento da assembleia regional até que haja decisão judical sobre a queixa-crime movida contra o mesmo.
No entanto, além de arbitrária, a decisão é pouco atinada, pois o deputado goza de imunidade penal no que respeita aos seus votos e opiniões -- e foi disso que se tratou --, pelo que esperar pela sua acusação penal é esperar por sapatos de defunto. A maioria jardinista arrisca-se a enfiar-se num buraco de onde não vai sair airosamente...
Aditamento
E se o deputado fizesse queixa-crime contra quem proibiu e impediu a sua entrada na assembleia privando-o de exercer o seu mandato parlamentar, ou seja, o presidente da assembleia regional? Na verdade, o art. 10º-4 da lei dos crimes de responsabilidade política diz que quem impedir o exercício do mandato parlamentar regional incorre numa pena de prisão de seis meses a três anos. Nem se pode invocar o facto de o deputado estar "suspenso", pois essa decisão era nula e inexistente...
Aditamento 2
A afirmação do Representante da República na Madeira de que "a normalidade democrática está reposta" é pelo menos infeliz. Então constitui "normalidade democrática" um deputado ser impedido pela força de entrar no edifício da assembleia?! Estranha democracia essa, a que existe na Madeira!...
in Causa Nossa de Vital Moreira
Independentemente da censurabilidade política da inaceitável conduta do deputado do PND na Assembleia regional da Madeira -- que aliás não destoa muito de outras condutas insultuosas de deputados da maioria --, a decisão sumária de o suspender do exercício do mandato sem qualquer processo e de o impedir fisicamente de participar nos trabalhos parlamentares testemunha mais uma vez os desmandos da maioria jardinista na Madeira.O PSD nacional e a sua presidente não podem primar pelo silêncio perante esta grave violação dos direitos parlamentares da oposição. Quem inventou o conceito de "claustrofobia democrática" no Continente (onde a maioria socialista ampliou os direitos parlamentares da oposição...) não pode agora fingir que nada se passa na Madeira. E o Presidente da República, também vai observar neste caso o seu prudente (e equívoco) silêncio, quando estão em causa os direitos políticos dos deputados e a própria democracia parlamentar?!
Abuso de poder por Vital Moreira
Welsh critica postura de Jardim
A nova medida, acrescenta, "põe a nu a realidade virtual que se passa na Madeira, isto é, a forma como a lei é contornada para defender interesses pessoais." No entanto, considera que "todo este verniz está a quebrar e é possível ao cidadão atento tirar conclusões." Também não será por medidas como estas que o exercício da cidadania será travado, conclui.
Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA
segunda-feira, 6 de Abril de 2009
Manuela Ferreira Leite

A preocupação de Manuela Ferreira Leite com a corrupção só mostra como a líder do PSD não tem qualquer pejo em recorrer à canalhice para fazer política. Como não tem outra forma de se colar ao caso Freeport encontrou uma solução à Pacheco Pereira para tirar partido do mesmo.
Desde quando é que Ferreira Leite se preocupa com a corrupção? Se assim é antes de propor alterações legislativas que se preocupe com os regulamentos internos do PSD, onde se passam coisas estranhas como o presidente da mesa do congresso, Rui Machete, guardar as actas das reuniões da SLN nos arquivos da Fundação Luso-Americana.
Enfim, diria que tendo perdido o acesso às comissões das obras públicas o PSD passou a estar empenhado no combate à corrupção. Prevendo mais quatro anos de oposição Manuela Ferreira Leite alinha o discurso com o BD dando um sinal de reconhecimento antecipado da derrota.
Com a devida vénia: O JumentoGoverno encurta prazo de requerimento de acções populares

domingo, 5 de Abril de 2009
sábado, 4 de Abril de 2009
Frase do dia
sexta-feira, 3 de Abril de 2009
quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Bento XVI lembra relação especial do Papa polaco com os jovens
Bento XVI preside esta Quinta-feira a um Missa no quarto aniversário da morte de João Paulo II, na Basílica de São Pedro.
Na sua homilia, o actual Papa falou do seu predecessor como um “pastor generoso” que continua vivo no coração das pessoas e que soube infundir “entusiasmo” nas novas gerações, proclamando Jesus como “verdadeiro libertador do homem”.
Bento XVI lembrou a “coragem e coerência” do testemunho de João Paulo II, que permanece como uma “chama da fé e da esperança”.
Numa passagem por vários momentos da vida do falecido Papa, a homilia destacou a figura de um “intrépido e ardente defensor de Cristo”, desde a juventude, que não “aceitou compromissos quando se tratava de proclamar e defender a sua verdade”.
Dirigindo-se aos jovens presentes – delegações de Roma, Sidney e Madrid, em preparação do Dia Mundial da Juventude – Bento XVI falou dos que se sentem ligados “ao testemunho e à pregação do meu venerado predecessor”, que conseguiu transmitir às novas gerações “pontos seguros de referência, indispensáveis para todos”.
Num olhar sobre o dia 2 de Abril de 2005, quando João Paulo II morreu, o actual Papa indicou que “esta nova geração quis manifestar-lhe que compreendeu os seus ensinamentos, recolhendo-se silenciosamente em oração na Praça de São Pedro e em muitos lugares do mundo”.
“Morria o «seu» Papa, que consideravam o seu «pai» na fé”, constatou.
Bento XVI defendeu a continuidade entre os dois pontificados, sublinhando as situações em que falou “da urgência educativa que diz hoje respeito às famílias, à Igreja, à sociedade e em especial às novas gerações”.
“Em momentos como este, dado o contexto cultural e social em que vivemos, poderia ser ainda mais forte o risco de reduzir a esperança cristã a um slogan, a revestimento exterior. Nada de mais contrário à mensagem de Jesus”, defendeu.
Por isso, o Papa lembrou a herança que João Paulo II deixou aos jovens, para que “continuem a ser sentinelas da manhã, vigilantes e alegres na aurora do terceiro milénio”.
Beatificação
Ontem, diante dos peregrinos polacos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa disse estar unido a eles em oração para pedir a Deus "o dom da beatificação" do seu predecessor.
O actual Papa anunciou no dia 13 de Maio de 2005, 42 dias após a morte de João Paulo II, o início imediato do processo de canonização de Karol Wojtyla, dispensando o prazo canónico de cinco anos para a promoção da causa.
No dia 8 de Abril desse ano, por ocasião da Missa exequial de João Paulo II, a multidão exclamou por diversas vezes "santo subito".
Neste momento, contudo, ainda é cedo para se pensar numa data para a beatificação de João Paulo II. A garantia é dada pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (CCS), D. Angelo Amato, que recebeu o processo das mãos do Cardeal português D. José Saraiva Martins.
“Neste momento não sabemos quando acontecerá”, afirma.
O novo responsável sublinha que após o final da fase diocesana do processo, em Maio de 2007, foi possível entregar no Vaticano a chamada ‘Positio super virtutibus’ (posição sobre as virtudes do fiel), a ser examinada pelos consultores teólogos da CCS.
Numa segunda fase, a causa passará ao juízo da “sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos”, antes de chegar ao Papa, que tomará uma decisão a respeito do decreto de venerabilidade.
Em declarações à Rádio Vaticano, D. Amato lembrou que também a análise de alegados milagres é muito apurada, seja por “grandes especialistas médicos”, teólogos, Bispos e Cardeais, sendo depois os resultados entregues ao Papa, para a sua decisão final.
Só depois da conclusão de todos estes procedimentos é possível “esperar uma eventual data para a beatificação”.
Biografia
O Papa Wojtyla, o primeiro do mundo eslavo, foi uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e deixou atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio (1978-2005) o terceiro mais longo da história da Igreja.
Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.
Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama. Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.
Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética. No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco.
Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes.
No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese. Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.
Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI.
Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I.
O "Papa do Sorriso", entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.
Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.
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