terça-feira, 31 de Março de 2009

Os madeirenses estão pobres ( muito pobres) e pagam sempre mais (muito mais).


















"Entre nós é vergonhoso reconhecer a própria pobreza; mas pior do que isso é não esforçar-se para escapar dela."
(Tucídides)

Eu apoio a decisão de D. Jorge Ortiga

Preservativo

D. Jorge Ortiga defende declarações do Papa












O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, lamentou hoje, no Porto, que "o pensamento do Santo Padre esteja a ser maltratado" na questão do uso do preservativo.

"No contexto em que as suas palavras foram pronunciadas, há uma mensagem muito mais vasta que Portugal não quis ouvir", sustentou D. Jorge Ortiga, referindo-se à mensagem transmitida pelo Papa Bento XVI durante a sua recente viagem oficial ao continente africano.

Nessa sua mensagem, o Papa disse que a Sida não se combate só com dinheiro "nem com a distribuição de preservativos que, ao contrário, aumentam o problema".

À margem do Seminário Nacional Espiritualidade no Hospital, a decorrer até quarta-feira, no Hospital de S. João, no Porto, D. Jorge Ortiga escusou-se a comentar a posição entretanto assumida por responsáveis da Igreja Católica portuguesa, considerando que "é tempo de olharmos para outras dimensões e não reduzirmos uma mensagem tão vasta".

Responsáveis da Igreja Católica portuguesa admitiram que "em condições extremas" os preservativos podem ajudar a resolver o problema da sida, ressalvando, porém, que o combate à epidemia passa "antes de mais pela educação" do que pela utilização de contraceptivos.

O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, defendeu que "a grande solução" para o problema da sida "é comportamental", sendo o preservativo um "expediente" que poderá ter "o seu cabimento nalguns casos".

"Expedientes são expedientes, mas a grande solução para o problema da sida, como para outro tipo de problemas, tem que ser comportamental e portanto não devemos confundir o que é um expediente e o que é a solução. São coisas diferentes", sustentou D. Manuel Clemente.

Num comunicado disponível no site da sua diocese, o Bispo de Viseu, Ilídio Leandro, defendeu que quando os doentes infectados com Sida têm uma vida sexual activa têm uma "obrigação moral de se prevenir e de não provocar a doença na outra pessoa".

"Aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório", afirmou o bispo, alegando, no entanto, que o Papa tem defendido a sua doutrina e que é natural que não afirme que "banaliza o valor, o sentido e a vivência da sexualidade".

Também o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, defendeu que "proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas" e que as pessoas que aconselham o Papa deviam ser "mais cultas".

Com a devida vénia: Diário de Noticias Lisboa

Procura-se legenda para esta foto.


"O mais importante é alterar-se a política de despesa regional e isso não vai lá nem com um orçamento rectficativo."




Com a devida Venia : Tribuna da Madeira ( Tribuna Economia)

segunda-feira, 30 de Março de 2009

C.ª de Lobos já gastou os quatro milhões

A nova biblioteca levou um quarto do dinheiro pedido emprestado à banca

Dos quatro milhões de euros que Câmara de Lobos pediu à banca, no final do ano passado, já só sobra a dívida. O empréstimo já foi todo usado para pagar 18 obras, algumas das quais recentemente inauguradas por Alberto João Jardim.

A maior parte do dinheiro foi gasto para pagar a comparticipação autárquica da construção da nova biblioteca municipal. Foi mais de um milhão de euros, para viabilizar um projecto cujo orçamento ultrapassa os quatro milhões. A biblioteca está praticamente pronta e, em breve, deverá estar à disposição de Jardim, para mais um acto inaugural.

Os quatro milhões pedidos pela equipa de Arlindo Gomes viabilizaram investimentos superiores a 22 milhões de euros.

Dos 18 projectos concretizados, apenas quatro não são estruturas viárias. Além da nova biblioteca municipal, contam-se a construção de instalações de apoio à manutenção de espaços públicos e jardins, a colocação de abrigos de paragem em todo o concelho e a recuperação de espaços públicos junto à igreja do Garachico. Estes três investimentos representam 347 mil euros do empréstimo contraído.

Neste momento, a autarquia câmara-lobense tem um conjunto de outras obras em curso, para as quais existe cabimento orçamental, mas não está garantido o dinheiro.

No final do ano passado, quando o orçamento do município para o ano em curso foi a aprovação pela Assembleia Municipal, Arlindo Gomes admitiu a possibilidade de ser necessário recorrer a novo empréstimo, de forma a garantir a viabilização de todos os projectos em curso.

Depois disso, a situação financeira da autarquia ficou muito mais complicada, quando o gestor madeirense do FEOGA desaprovou o financiamento de mais de dois milhões de euros de um caminho municipal e obrigou à devolução do montante em causa. A Câmara Municipal ainda não resolveu a situação, mas já disse que ia pedir ajuda ao Governo de Jardim. No entanto, não tem como afastar de todo a probabilidade de ter de recorrer à banca.

Se assim for, um eventual empréstimo para as obras em curso fica muito mais condicionado.

Empréstimo polémico

Quando foi anunciada a contracção do empréstimo de quatro milhões, em Setembro passado, o desagrado não surgiu apenas da oposição. Sectores do PSD manifestaram a sua discordância, mas apenas o presidente da Junta de Freguesia de Câmara de Lobos deu a cara na manifestação desse desacordo.

Arlindo Gomes lembrou que o empréstimo fazia parte do orçamento aprovado para 2008 e garantiu que se tratava de uma boa opção de gestão municipal.

O presidente da Câmara disse ainda que a autarquia era das que tinha maior capacidade de endividamento e que, só assim, seria possível concretizar uma série de projectos pendentes.

A oposição interna não gostou de saber que, em caso algum, caberá à gestão de Arlindo Gomes a amortização do dinheiro pedido, por existir um período de carência de cinco anos e Arlindo Gomes só poder concorrer a mais um mandato (quatro anos).
























Élvio Passos

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

Um comentario na edição electrónica DIÁRIO

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

A nova biblioteca levou um quarto do dinheiro pedido emprestado à banca : Um Milhão de euros, repito, 1.000.000€, para uma biblioteca municipal que vai ficar a meia dúzia de quiilómetros do Funchal! Aqui, capital da RAM e onde se concentra a população com maior nível de instrução (alguém duvida ?!), tem (terá) uma biblioteca que garantidamente não atinge este valor. Provavelmente, para rentabilizar o investimento terão no futuro de vender poncha e niquita ! E depois temos o Sr. Presidente da República a dizer aos políticos que há que fazer uma análise de custo/benificio antes de se avançar com uma obra. Viva o POVO SUPERIOR!

NOVA DEMOCRACIA - MADEIRA com especial destaque no semanário EXPRESSO








Madeira: isto só vídeo!

Bandeira nazi, relógios de cozinha, faixas brancas, espreguiçadeiras e óculos de sol, são as armas utilizadas pelo Partido Nova Democracia, que encontraram na sátira, na ironia e o no humor a melhor forma de fazer oposição na Madeira.Uma forma pouco convencional de fazer política que tem como "objectivo" último "denunciar e combater o regime jardinista".

Com acções mais ou menos arrojadas que acabam invariavelmente no YouTube, através do auto-intitulado 'PND-TV', o ex-deputado, José Manuel Coelho, e o actual deputado do PND-M, Baltazar Aguiar continuam a agitar as águas da sociedade madeirense.Com acções mais ou menos arrojadas, o ex-deputado, José Manuel Coelho, e o actual deputado do PND-M, Baltazar Aguiar continuam a agitar as águas.Na semana passada, Baltazar Aguiar recebeu Jaime Gama na Assembleia da Madeira com uma tarja dizendo "Leve o Bokassa branco consigo", justificando que não iria participar em manobras de branqueamento do regime de 31 anos de Alberto João Jardim.

Um mês antes o deputado do PND resolveu trancar o carro de Jaime Ramos, que estava estacionado em cima do passeio junto à Assembleia Legislativa da Madeira, com uma carrinha de seis lugares. Um agente da PSP pergunta a um militante do PND, quem é que tinha estacionado "a carrinha" ali, mas não fez nenhum reparo em relação ao 'todo o terreno'de Jaime Ramos, que acabou por ser retirado do local com grande aparato, pelo motorista do líder da bancada laranja.

Ao longo dos últimos dois anos houve momentos de sátira como o d' "O Museu dos Coches", em que o ex-deputado Coelho aponta para o parque automóvel da Câmara Municipal do Funchal com veículos topo de gama.Houve momentos de ironia como a "Troca do Savoy por abica burros", em que o deputado do PND criticou um negócio de cinco milhões de euros envolvendo a Câmara Municipal do Funchal, um terreno baldio e a construção de um novo hotel de Joe Berardo e Horácio Roque, com 16 andares no centro do Funchal.Mas não faltaram momentos de seriedade, e de luta contra aquilo que consideravam ser um aproveitamento de dinheiros públicos.

Foi a caso da distribuição de um total de 7.500 euros a pessoas reformadas com mais de 70 anos. Nesse dia de Janeiro, a fila chegou às dezenas de metros, com o PND a receber os mais rasgados elogios da parte de quem recebia o dinheiro.Esta forma pouco usual de fazer política deixou Alberto João Jardim exasperado, o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira desconcertado e a maioria dos deputados atónitos.

A opinião pública divide-se entre aqueles que criticam e o os que aplaudem o PND-M, mas ninguém fica indiferente.Situações como o desfraldar da bandeira nazi na Assembleia, a suspensão ilegal do mandato do deputado José Manuel Coelho, levaram a situações de extremo, a desacatos e supostas agressões.

O presidente da Assembleia, Miguel Mendonça, viu-se obrigado a suspender os trabalhos por várias vezes. Num dos incidentes, Baltazar Aguiar que fazia uso da palavra, não gostou das 'bocas' da bancada do PSD e dirigiu-se a Jaime Ramos para pedir explicações.

(Com a devida vénia ao semanário EXPRESSO)

domingo, 29 de Março de 2009

PND censurado















Apesar de as suas iniciativas serem sucessivamente censuradas pela Comunicação Social do regime, nomeadamente pelo auto-denominado "independente", a irreverência do PND soma e segue. Por que será que as Raposas Têm medo de um simples Coelho?

Com a devida Venia : Tribuna da Madeira

DIREITO DE RESPOSTA:

Esclarecimento do deputado do relógio















Na edição d
a revista "Mais" do DN, do domingo 1 de Junho de 2008, foi referido na secção "Este Planeta" que o deputado do PND "ainda não conseguiu chegar um dia a tempo e a horas às sessões plenárias" da Assembleia Legislativa Regional. Ora, essa afirmação não é exacta e até é maldosa. Podem acusar-me de tudo, até já me chamaram de "marionete de meninos bem" mas (calma aí!) nunca, em caso algum, me poderão acusar de faltar aos meus compromissos, de ser retardatário ou pouco pontual na minha actividade tribunícia. Chegar tarde ao parlamento é coisa que não faço, Sr. Calisto! Se se informar, verá que, por regra, estou lá religiosamente às 9.00 horas da manhã, sou mesmo dos primeiros a chegarem àquela santa casa da democracia e do espectáculo mediático. Com duas excepções porém, verificadas nos dias em que compareci sob protesto e ornamentado com um invejável relógio de cozinha, agora conhecido e comercializado como relógio de peito. Nesses dias, sim, compareci tardiamente! Mas fi-lo de modo pensado e deliberado, como convinha à boa divulgação daquela minha iniciativa política, para a qual o DN deu o seu contributo, de que estou agradecido, mas de que não ficarei penhorado ou aprisionado, a ponto de deixar passar sem protesto provocantes e falsas referências à minha suposta falta de pontualidade.
O ex-deputado Único do PND que cumprimenta todos os estimados leitores do Diário a partir da sua toca."

Com os melhores cumprimentos

Funchal, 20 de Março de 2009
O respondente
José Manuel Coelho.

Com a devida vénia: Revista mais do Diário de Noticias

sábado, 28 de Março de 2009

Candidatura de José Manuel Coelho a Câmara de Lobos

quinta-feira, 26 de Março de 2009

PARABÉNS Prof. Virgílio Pereira

"A alternância no poder é um pilar da democracia"

Virgílio Pereira apoia afirmações de Monteiro Diniz e defende limite de mandatos






















Histórico do PSD-M reconhece que 33 anos do mesmo partido no poder afectam a qualidade da democracia na Madeira.

O Representante da República afirmou, depois da audiência com Jaime Gama, que um dos problemas da democracia, na região, é o facto de apenas um partido exercer o poder, desde 1976. Algo que resulta da "vontade do povo da Madeira", como sublinhou Monteiro Diniz, mas que afecta a vida política regional.

Uma leitura que é apoiada por um militante histórico e fundador do PSD-M. Virgílio Pereira concorda, "em absoluto", com Monteiro Diniz e lembra que é isso que tem afirmado, "ao longo de muitos anos", na comunicação social madeirense.

"Para mim, a alternância no poder é um dos pilares de sustentação da democracia e a possibilidade de uma melhor qualidade dessa democracia", afirma.

Tal como o Representante da República, lembra que a alternância de poder só pode ser decidida "pelo eleitorado". Virgílio Pereira lança algumas questões, nomeadamente se a alternância deve ser, apenas, "no seio do partido" do poder, ou com partidos diferentes.

Monteiro Diniz também fez referência ao facto de, além de ser o mesmo partido a governar a Região desde 1976, desde 1978 que o Presidente do Governo Regional também é o mesmo: Alberto João Jardim.
Limites para todos Virgílio Pereira não tem dúvidas em afirmar que "a limitação de mandatos deveria fazer parte da lei geral portuguesa". Sobretudo porque, garante, "traria um fundo de verdade".

Limitar o número de vezes em que um político se pode candidatar a um cargo, sucessivamente, é algo que, para o ex-Presidente da Câmara Municipal do Funchal, deveria ser aplicado "desde o mandato do Presidente da República, como já é, passando pelo de primeiro-ministro e pelas outras governações". Uma lista da qual, "evidentemente", não exclui o cargo de Presidente do Governo Regional.

"A limitação de mandatos deveria entrar na própria sociedade civil, nas corporações, nos sindicatos, nas associações desportivas", justifica.

No entanto, mais uma vez, recorda que tudo, inclusive a manutenção dos mesmos políticos no poder, depende da vontade do eleitorado. "Se querem assim... Para mim, no entanto, é óbvio que a qualidade da democracia melhoraria".

Embora apoie as críticas à falta de alternância, Virgílio Pereira faz um reparo: "Só vejo preocupações de certos comentadores, políticos e comunicação social, em relação à Madeira e não vejo preocupações com outros casos".


Jorge Freitas Sousa

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

quarta-feira, 25 de Março de 2009

"O regime agravou o seu pendor antidemocrático"


















Veja o vídeo da acção do PND-M na vinda do Presidente da Assembleia da República à Madeira, clicando no seguinte endereço referente ao Diário de Notícias:

http://dn.sapo.pt/galerias/videos/?content_id=1179515&seccao=Portugal

NOVA DEMOCRACIA quer discutir democracia da Madeira em São Bento














































(Com a devida vénia ao Diário Cidade)

Uma ilha altamente Kultural…


ANTÓNIO CRUZ

Temos Museus, belos Museus, seja na capital do arquipélago, seja a pouco tempo de distância (como é o casoda Calheta), em que os visitantes mais assíduos são asmoscas e o pó. O que vale é que ainda existe uma meia dúzia de interessados que se deslocam para enriquecerem a sua bagagem cultural. Não fosse isso…
Temos uma quase completa ausência de programas culturais no canal regional. E os poucos, muito poucos, que vamos tendo, salvo honrosas excepções, mostram sempre as mesmas caras, os mesmos olhares vazios, as mesmas posturas de frete, a mesma falta de criatividade e dom de palavra… Temos “escritoras” invejosas e mesquinhas, vaidosas e arrogantes, e de muito baixa
formação a todos os níveis, cujo objectivo é denegrir o trabalho da “concorrência”.
Felizmente que outros/as há que são o oposto das meretrizes da cultura local…Não
fosse isso…
Temos “pintoras” e “pintores” que, quando chamados a colaborar em iniciativas filantrópicas
dizem não ter tempo nem motivação para o fazer. Felizmente que outros
há que o têm, até porque não se esqueceram dos seus passados de dificuldades…
Temos “actores” arrogantes e bacocos que quando pisam o palco – sobretudo o da vida – enchem de tal forma a peitaça que parecem ir rebentar a qualquer instante. Felizmente
que há os outros que fazem do teatro uma paixão, e vivem-no como paixão que é. Estes são os que sabem pisar todos os palcos da vida. Inclusive os dos teatros.
Temos dirigentes desportivos que, por não gostarem do que ouvem e vêem na televisão, toca a sair de casa e ir oferecer pancada (e o que mais vier a jeito) a moderadores, jornalistas, comentadores e a todos que lhes aparecerem pela frente.
Temos músicos (compositores alguns) que fogem como o diabo da cruz de compor uma musiquinha para um qualquer Festival ou Concurso. Dizem que andam a estudar…Felizmente que, ao que parece, há outros que preferem continuar “burros” e participam com o seu trabalho e a sua generosidade neste tipo de ideias e projectos que são de enaltecer.
Temos júris de concursos literários, pictóricos, festivaleiros e afins que estão abaixo de qualquer consideração, honorabilidade, imparcialidade ou isenção. Felizmente que temos alguns elementos desses júris mal paridos que têm dignidade e colocamna ao serviço da transparência e da honra. Não fosse isso…
Temos “famiglias” (tristes) que organizam eventos como meio de autopromoção.
Felizmente que temos gente que não pactua com essa forma de estar e que consegue fazer coisas positivas e em prol de uma cultura verdadeira e que pretende ser uma mais valia para as gentes locais. Se não fossem eles…
E depois não temos os críticos. Não temos os críticos que saibam ler e interpretar um livro. Não temos críticos que saibam ler e interpretar um quadro. Ou uma escultura.
Ou uma peça de teatro. Ou um concerto erudito. Ou um graffiti. Ou um filme fora do circuito comercial. Porque não tiveram formação para tal. Porque não lhes interessa crescer culturalmente, limitando-se a relatar factos que são óbvios para toda a gente. Porque estão acomodados. Porque estão amarrados e amordaçados. Porque têm medo de chamar os bois (ou o feminino dos ditos) pelos nomes.
Ditosa Kultura regional. A quanta distância (ainda) te encontras da palavra
C-U-L-T-U-R-A.
(Com a devida vénia ao Diário Cidade)

terça-feira, 24 de Março de 2009

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segunda-feira, 23 de Março de 2009

ACÇÃO PND-M «LEVE O BOKASSA CONSIGO»

Baltasar Aguiar disse a Jaime Gama para levar líder madeirense para o continente

Líder do PND-M chama «Bokassa branco» a Jardim





















O presidente do PND-M, Baltasar Aguiar, justificou, esta segunda-feira, que não foi à audiência com o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, por se recusar a branquear o regime de 31 anos de Alberto João Jardim, informou a Agência Lusa.
«Não vou participar em manobras de branqueamento», disse à comunicação social o líder do PND-M que recebeu Jaime Gama à entrada da Assembleia Legislativa com uma tarja dizendo «Leve o Bokassa branco consigo».
«Nós percebemos que Jaime Gama vinha com um discurso bem treinado, bem engatilhado para legitimar um regime inaceitável que é o que existe na Madeira», realçou.
A 25 de Maio de 1997, Jaime Gama, na qualidade de deputado à Assembleia da República, chamou «Bokassa branco» a Alberto João Jardim pelo regime político instaurado na Madeira mas 11 anos depois, no XI Congresso Nacional da ANAFRE, elogiou a democracia na Madeira e o papel «ímpar» do presidente do Governo Regional na história da Madeira.
Baltasar Aguiar disse ainda esperar por uma resposta de Jaime Gama ao pedido solicitado pelo PND-M para que seja cedido um espaço na Assembleia da República para um debate no dia 25 de Abril sobre a situação política na Região.

(Com a devida vénia ao IOL-Diário)

PND desmistifica notícias sobre despedimentos na empresa DN





















O PND realizou, ontem, uma iniciativa partidária junto ao Anadia, para «desmistificar« aquilo que considera ser «uma manobra da administração do grupo Blandy». Em causa, estão as recentes notícias que dão conta de despedimentos no Diário de Notícias, tendo aquele partido acusado os responsáveis da empresa de estarem a «usar falsamente o pretexto da existência e distribuição gratuita do Jornal da Madeira para dizer que a suposta concorrência desleal causa prejuízos financeiros ao DN». Ora, no entender do PND, trata-se de uma «falácia da administração do DN», justificando que o JM «já há sete anos que é distribuído gratuitamente pelas portas e pelas pessoas e nunca o DN disse que dava prejuízos». O PND acrescenta que a empresa sempre teve lucros «na ordem dos milhões de euros e agora, por causa da crise, já quer aproveitar-se para despedir os trabalhadores, nomeadamente, os jornalistas que são aqueles que menos ganham e menos podem», enquanto «os senhores do grupo Blandy ganham milhões». Face a tudo isto, o partido solidarizou-se com os jornalistas e exigiu a redução das «mordomias» dos actuais 11 administradores.

(Com a devida vénia ao Jornal da Madeira)

domingo, 22 de Março de 2009

Entrevista à RDP Madeira



Oiça aqui a entrevista à RDP Madeira no passado dia 22 de Fevereiro.

Com a devida venia : Apontamentos sem nome

Recomenda-se este video.

Será preciso relembrar ?

“Acreditar em Jesus não é mera adesão teórica”

Cónego Manuel Martins pediu “gestos concretos” de entrega e de serviço a terceiros













O Cónego Manuel Martins apelou a uma resposta empenhada dos fiéis aos desafios de Deus na homilia dominical na Igreja da Sé. Em detrimento da indiferença e comodismo, Manuel Martins pediu “gestos concretos” de entrega e de serviço capazes de transmitir alegria e esperança a terceiros.

“Acreditar em Jesus não é mera adesão intelectual, teórica a certas verdades da Fé, mas é escutar Jesus, acolher a sua mensagem e os seus valores”, afirmou Manuel Martins. O cónego recordou que a entrega aos 'irmãos' deve fazer parte da caminhada diária de quem segue a mensagem e os valores de Jesus.

Artur de Freitas Sousa

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

sábado, 21 de Março de 2009

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PND espera resposta: debate sobre democracia na Madeira no parlamento nacional



O Partido da Nova Democracia (PND) pretende realizar, em Lisboa, no dia 25 de Abril, uma conferência/debate sobre a qualidade da democracia na Madeira.

A ideia é envolver personalidades de todos os quadrantes sociais e políticos, mas especialmente deputados, ex-líderes partidários e parlamentares regionais, membros da comunidade madeirense residente no continente, jornalistas, bem como constitucionalistas e juristas de renome.

O local para este evento ainda não está definido, mas o PND privilegia a 'casa da democracia' do país. Nesse sentido, endereçou esta semana um pedido ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, no sentido deste não só participar no debate como também disponibilizar um espaço no parlamento nacional para o efeito. Ao que apurámos, Gama ainda não respondeu a esta solicitação.

Na carta que o deputado do PND, Baltasar Aguiar, dirigiu ao presidente da Assembleia da República, chama-se à atenção para o "simulacro de democracia" vigente na Madeira, bem como para a sua "actividade parlamentar muito limitada".

Recorda-se que na Assembleia regional "as iniciativas da oposição são escusadas, a fiscalização governamental não funciona (a maioria não aceita a constituição de comissões eventuais ou de inquérito) e o debate político com o Governo não tem lugar (nesta Região não há debates periódicos, o Governo recusa-se a participar em debates sectoriais e os seus membros pura e simplesmente não comparecem na Assembleia".

O PND lembra ainda os insultos à dignidade e agressões morais aos deputados da oposição e a forma como representantes do Estado Português "continuam a fechar os olhos a esta realidade", "como sucedeu na última visita do Presidente da República".

A escolha da data para o debate - 25 de Abril - tem uma justificação: é para realçar que na Madeira não se comemora o dia que trouxe a democracia ao país.

Jorge Freitas Sousa

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

Fotos da MADEIRA NOVA











PND pede sala no Parlamento

Partido da Nova Democracia na Madeira escreveu a Jaime Gama a pedir um debate sobre a democracia na Assembleia da República.

















O PND/Madeira quer "encostar à parede" o presidente da Assembleia da República, que hoje chega ao Funchal a meio da tarde, para uma visita de três dias. Baltazar Aguiar, deputado da Nova Democracua, solicitou por carta a Jaime Gama a disponibilização de um espaço, "qualquer um: uma sala de reuniões, um hall interior, uma área nos passos perdidos - o que for possível", para a realização de uma conferência sobre a experiência de 35 anos de democracia na Madeira.

O PND propõe a data de 25 de Abril reagindo, assim, proactivamente à "proibição jardinista" das comemorações da Revolução.

"Queremos fazer uma conferência/debate na AR aberta a todos: políticos nacionais e regionais, deputados regionais e nacionais, jornalistas nacionais e regionais, membros da comunidade madeirense no continente. Temos já muitos contactos feitos com alguns ilustres insulares radicados em Lisboa, opinion makers nacionais e regionais, especialistas em direito constitucional e direitos liberdades e garantias", disse o dirigente.

Na passada semana, Baltazar Aguiar e Gil Canha deslocaram-se a Lisboa para dar "os primeiros passos de preparação da dita conferência e reunimos, entre outras personalidades, com o vice-presidente da Assembleia da República, Manuel Alegre, que se mostrou "favorável à iniciativa".

L.B

Com a devida vénia: Diário de Notícias

sexta-feira, 20 de Março de 2009

Será que Jaime Gama vem devolver o troféu que recebeu em 22 Julho 2008 do PND - Madeira






































Nota: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=995448

Porque razão montaram esta tenda no parque de estacionamento de Câmara de Lobos?

























Visita de Sua Majestade, Mohammed VI, Rei de Marrocos ao concelho de Câmara de Lobos?

Jantar de Solidariedade para com a população de Câmara de Lobos. (sopa dos pobres)?

Encontro de caciques, oportunistas, situacionistas, prepotentes e autoritários?

Encontro gente poderosa para preparar a construção de uma nova religião para o Papadas?

Jantar congestiona Câmara de Lobos

Os automobilistas tiveram que procurar soluções de recurso














A montagem da tenda no parque de estacionamento.

A montagem de véspera da tenda que vai albergar o jantar de hoje à noite do PSD, motivou já desde ontem uma dificuldade acrescida na procura de estacionamento no interior da cidade de Câmara de Lobos.

Uma dificuldade verificada ao longo do dia de ontem e que deverá prolongar-se até amanhã. A razão é a interdição do parque de estacionamento situado junto à baía, para a realização do jantar concelhio dos social-democratas.

Com o amplo espaço de parqueamento automóvel vedado ao público já desde ontem de manhã, para efeitos de montagem da grande tenda que vai acolher a iniciativa partidária, muitos automobilistas viram-se obrigados a procurar outras alternativas, que no centro da cidade câmara-lobense escasseiam. Daí um maior congestionamento de trânsito local, particularmente nas artérias centrais, com muitos condutores a recorrer mesmo aos passeios pedestres para 'estacionar'.

Orlando Drumond

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

quinta-feira, 19 de Março de 2009

Porque é que Arlindo Gomes não quis prestar declarações a Agencia LUSA?

A Madeira vai receber um...

Espero que tudo seja diferente mas desconfio...Muito!














O Sr. Dr.Jaime Gama chega amanhã à Madeira numa insólita visita mas com um absurdo programa. Alguém me explica o que faz um Presidente da Assembleia da República em reunião com um governo executivo?

Alguém me explica porque razão este senhor nem se digna a ir à Assembleia da Madeira (pois, pois, já sabemos que não foi convidado para isso, mas e depois?)?

Alguém me explica que consideração merece um Presidente destes que ainda por cima dá para o peditório de AJJ, branqueando um governo medíocre, pouco transparente, apático e persecutório?

Alguém me explica como se compreende que, num quadro institucional, não num ambiente informal de "jantarinhos" privados entre amiguinhos recentes (sim porque essas coisas a existir, os seus protagonistas até deviam ter vergonha e algum pudor em divulgá-las), que um Presidente da Assembleia da República pode contribuir para aquilo que descaradamente o PSD e Miguel Mendonça e AJJ (caladinho mas a querer facturar!) afirmam como facilitador dos problemas de relacionamento com Lisboa.

Então agora é o Dr. Gama, Presidente da AR, que vai resolver a falta de tacto político e de diplomacia adequada no dialogo executivo com Lisboa, a ausência de educação, a arrogância e maledicência de um partido e de um homem que ainda por cima já foi Bokassa mas agora é o supremo da democracia?

Mas afinal o que é que o Presidente da AR tem a ver com o poder executivo regional e nacional? Não brinquem comigo?

Não brinquem com os madeirenses?

Não conheço Jaime Gama, não sei quais as verdadeiras razões do Senhor ter mudado de opinião sobre AJJ, dado que este não mudou. Mas de uma coisa garanto, não mudei de opinião sobre Jaime Gama, mantenho tudo o que escrevi aqui a 28 de Março de 2008, passado um ano.

Espero não ter de voltar a fazer o mesmo!

Com a devida venia : Apontamentos sem nome

Câmara de Lobos obrigada a devolver 2,5 milhões

Arlindo Gomes ainda não sabe onde irá buscar o dinheiro a devolver à UE

A má notícia para a Câmara chegou no início deste mês. É preciso devolver dois milhões de euros, mais 300 mil de juros, ao gestor do programa de financiamento europeu FEOGA. É um montante equivalente a quase dez por cento do orçamento camarário anual, o que está a deixar a autarquia liderada por Arlindo Gomes numa situação muito delicada.

Em causa está o valor total do financiamento para a construção de um caminho agrícola entre o Garachico e a Ribeira da Caixa, na freguesia de Câmara de Lobos.O projecto, explica o presidente da Câmara, já existia quando chegou ao município e o financiamento já estava garantido, através do FEOGA - Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola. Entretanto foi executada a primeira fase da infra-estrutura. A segunda está a decorrer e tem outro tipo de financiamento, que resulta de um contrato-programa com o Governo Regional.

Quando a obra "estava praticamente concluída", na sua primeira fase, a autarquia recebeu a informação do gestor madeirense do programa de financiamento a dizer que a estrada não cumpria os requisitos para ser considerada caminho agrícola.

A Câmara terá argumentado que estava a executar o projecto aprovado e pediu que fossem dadas indicações sobre que correcções havia a fazer, que seriam acatadas, no pressuposto de que "demolir era impensável".

No início deste mês, chega a informação da desaprovação do projecto. Foram dados 30 dias para a restituição do montante recebido ou para a apresentação de uma solução. É o que a Câmara está a fazer.

Certo é que a solução não passa por uma alteração à obra. Essencialmente está em causa a largura da via, 5 metros, mais meio de valeta. Um metro a mais do que podia ter. Arlindo Gomes argumenta que, de facto, a nova via vem servir uma extensa zona agrícola, apesar de estarem a surgir algumas moradias, o que resulta de pedidos pontuais de donos de terrenos.

O DIÁRIO constatou que a infra-estrutura tem rede de esgotos e de iluminação pública.

"Situação bastante preocupante"

Em termos financeiros, esta é para a Câmara Municipal de Câmara de Lobos "uma situação bastante preocupante". O presidente admite que ainda não sabe como é que o assunto vai ser resolvido, mas pondera bater à porta de Jardim. a Câmara "deverá pedir ajuda ao Governo Regional, só não tem hipótese". Arlindo Gomes lembra que se trata de uma obra que fazia parte do Programa de Governo.

Se ficar sozinha na devolução, a autarquia ficará numa situação "muito, muito delicada", tendo em conta que todos os seus recursos financeiros já estão afectados. Mesmo o empréstimo recentemente contraído já está destinado a um conjunto de obras que estão em curso.

Na pior das hipóteses, a autarquia deverá solicitar ao ex-IFADAP que seja considerado um plano de restituição faseado, de valores parciais que se enquadrem na capacidade de pagamento da Câmara.

A hipótese de novo empréstimo está também em análise, mas não estará a mostrar-se viável.

Muito concretamente, em termos de devolução, está em causa um montante 2.048 mil euros e 295 mil a título de juros compensatórios.
Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

quarta-feira, 18 de Março de 2009

Coelho denuncia governantes vigaristas

"Atentado ambiental na Quinta do Lorde"


























































































O Partido da Nova Democracia acusou, ontem, o empreendimento Quinta do Lorde de constituir um atentado ambiental à natureza do Parque Natural da Madeira, ainda para mais numa zona protegida pelo Plano de Ordenamento Turístico aprovado pelo Governo Regional e pela Rede Natura 2000.
Segundo José Manuel Coelho, os governantes violando as próprias leis que aprovaram, violando os planos directores municipais, concretamente o Plano Director Municipal do concelho de Machico permitiram a construção naquela área protegida.
Houve mesmo, como fez questão de denunciar, a encomenda de um novo plano director municipal ao presidente da Câmara Municipal de Machico. “E a autarquia subserviente ao Governo Regional do PSD aprovou as alterações”, sem o conhecimento atempado dos vereadores da oposição, permitindo um enclave.
No entanto, e porque o Procurador do Ministério Público já pediu documentação à Câmara que comprove a legalidade da obra, o porta-voz do PND disse também que é no tribunal que vão “aproveitar para denunciar os governantes vigaristas”.

(Com a devida vénia ao Diário Cidade)

Recomenda-se uma leitura.

O medo e a esperança

Os sinos da Sé não deixaram de tocar convidando os crentes ao culto. Nem sequer o pastor daquela comunidade eclesial terá dito algo, na homilia da missa dominical, que grande
parte da população da cidade do Funchal ignorasse de forma vivida ou próxima, porque todos a sentem e vêem nas suas dramáticas consequências – a pobreza.
O Cónego Manuel Martins, com a frontalidade que lhe é habitual, alertou os fiéis, para a responsabilidade de toda a sociedade madeirense, não só do Estado, mas também do Estado, para as dificuldades porque passam, nos tempos que correm, muitas famílias, por causa da actual crise económica e social que varre toda a Região.
O estranho fora as reacções de sectores da sociedade onde este apelo incomoda porque fere como facas o egocentrismo de alguns e a indiferença de outros tantos.
As palavras do Cónego da Sé chegavam assim não só aos crentes ali presentes, mas a muitos outros que no seu dia-a-dia se arrastam na roda do infortúnio e onde o caminho da Esperança não se vislumbra e por isso a necessidade de receberem força, coragem, serenidade, fé e esperança nos momentos tão dramáticos das suas vidas.
A riqueza espiritual de um verdadeiro mestre que nos guia, dia após dia, na travessia da existência referiu neste contexto que “a esperança não se faz só de qualidades pessoais ou bens materiais”, faz-se também na recusa em aceitar falsos valores o que não são soberba nem egoísmo, nem tão pouco obstinação: são prova, pelo contrário, de total adesão a um ideal.
Faz-me muita impressão o ambiente de medo que por aí se vive.
No emprego, na rua, no hospital. “É melhor, não dizeres nada”, “não assines que ainda vais para a rua”,”faz de conta que ninguém ouve”. Toda a gente sabe aonde levam os regimes de escuta e repressão que não aceitam opinião e vivem obcecados em impor a sua. Mas os que mandam têm medo de quem? Aquilo que Cristo mais repetiu foi: “Não temais”. Sobretudo não temais aqueles
que vos podem tirar o emprego e a casa, mas não vos podem tirar a consciência nem a honra.
É preciso também reagir contra o descontentamento. Deprimir e baixar os braços não adianta. “Mas que podemos fazer quando odesemprego, sobretudo dos mais jovens, é cada vez maior, quando sobe o preço do pão e da água, daquilo que é de primeira necessidade, contra todas as promessas? ”, perguntam as pessoas. O que as pessoas sentem e vêem é que os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres. É preciso, como fez o Cónego Manuel Martins, denunciar.
E depois ver que há muita gente nova e bem formada desiludida com os políticos, mas que acredita no serviço e promoção dos mais necessitados. Isto, podem crer é que é politica!
Com o respeito e a admiração que tenho pelo Cónego Manuel Martins penso que a nossa sociedade não vive “uma crise de esperança”.
A Igreja que amo, a Igreja que amamos, ensinou-nos que a esperança cristã imprime um grande impulso ao compromisso no campo social, infundindo confiança na possibilidade de construir
um mundo melhor, na consciência de que não pode existir um “paraíso terrestre”. Os cristãos, especialmente os fiéis leigos, são exortados a comportar-se de modo que a “força do Evangelho resplandeça na vida quotidiana, familiar e social. Os leigos, neste sentido, mostrar-se-ão filhos da promessa se, firmes na fé e na esperança aproveitarem bem o tempo presente”.
O poeta Charles Péguy pôs na boca de Deus as seguintes palavras:
“A fé que mais me agrada é a esperança”.

JOSÉ A. ROQUE MARTINS

"Atentado ambiental na Quinta do Lorde"















































Com a devida vénia ao Diário Cidade

Recomenda-se uma leitura.

Depois do dinheiro, o insulto!




















O dinheiro transferido não serve um proJecto de desenvolvimento da Madeira

H enry Thoreau, um escritor norte-americano do sec. XIX, escreveu que a "maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero". Pois parece ser assim que a Madeira contemporânea encara o seu dia-a-dia: um afónico desespero, numa ensurdecedora tranquilidade. Há neste facto motivos de sobra para questionar o que leva uma sociedade inteira a desprezar o valor da mudança, ignorar o poder da reforma e afastar, do seu próprio imaginário, a capacidade e o potencial da alternativa.

Não sinto nenhuma motivação extra para dissertar sobre o habitual. Para me alongar em justificações sobre a passividade social que conduz à política que temos ou ao governo que temos ou, se preferirem, às soluções que não temos.

Mas, como parece ser o mais apropriado, vale a pena observar os factos e afastar, ao mesmo tempo, o ruído que Alberto João Jardim imprime no debate, esgotando-o naquilo que mais lhe interessa e desviando o resto para detalhes sem importância, quase sempre, segundo ele, consequência dos culpados que ele próprio inventa.

Ainda esta semana conhecemos mais um resultado da governação Jardinista. A Madeira pode ser a primeira região do país a entrar num processos de deflação: uma queda generalizada dos preços decorrente da redução drástica da actividade económica e da falta de poder de compra dos madeirenses. A inflação negativa verificada em Janeiro e Fevereiro deste ano na nossa Região é, porventura, um dos sinais mais preocupantes do estado depressivo e frágil em que se encontra a nossa economia. Se juntarmos a isto outros factos: desemprego que cresce desde 2004 a um ritmo alucinante (150%, em 4 anos), indicadores de conforto que colocam a Madeira no último lugar das regiões portuguesas (em 2005, em 2006 e em 2007), rendimento disponível das famílias madeirenses inferior à maior parte das regiões portuguesas, muitos pobres, falências que em 2007 já constavam das capas dos jornais, resulta num cenário desolador para a Governação do PSD.

Estes resultados, verificados antes de 2007, não são consequência da Lei das Finanças Regionais. Também não são o resultado da ausência de uma revisão da Constituição. São obviamente o efeito natural de más opções de política económica. São a síntese mais fria e dura de um mau governo. Pior é que nada disto parece ter fim à vista. Muito pelo contrário: a crise abafa de problemas a sociedade madeirense e o Governo encolhe-se, exalta demónios e refugia-se nos bodes expiatórios que surgem todos os dias sob diversas formas. Nem um plano de emergência, nem Orçamento Rectificativo. Nada. Ainda ontem ficámos a saber que o Governo da República autorizou mais 50 milhões de endividamento, depois de em 2008 ter permitido que a Madeira tenha sido a Região do pais que mais utilizou o Programa Pagar a Tempo e Horas, permitindo um endividamento de 256 milhões (que estavam escondidos em encargos assumidos e não pagos - cerca de 400 milhões - à espera que alguém socorresse esta leviana atitude). Mas, antes disso, o Governo do PSD, numa operação de titularização de créditos, já tinha furado o endividamento zero de Manuela Ferreira Leite com mais 150 milhões. Já falamos de um endividamento, em contexto de "endividamento zero", superior a 450 milhões. É muito dinheiro mas não chega, nem chegará nunca. Não apenas porque a estratégia da defesa da autonomia do PSD é assente na gritaria com Lisboa, na "diplomacia política pimba", no insulto e guerrilha institucional. Mas também porque o dinheiro transferido não serve um projecto de desenvolvimento da Madeira e do bem-estar dos madeirenses. Serve um projecto de poder.

Carlos João Pereira

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

terça-feira, 17 de Março de 2009

E o Partido da NOVA DEMOCRACIA?



















No seu habitual artigo de opinião no Jornal, que custa 10 cêntimos, só que é oferecido pelas ruas do Funchal. O homem que infelizmente nos governa deste 17 de Março de 1978, escreve sobre a oposição Madeirense.

CDS/PP - "o CDS desconhece, em absoluto, as medidas tomadas para ultrapassar a conjuntura actual, aqui na Madeira; quer medidas fiscais que, infelizmente, sabe – ou devia saber – que não são competência legal regional; apresenta sugestões inócuas, apenas representando mais dinheiro para o bolso de alguém."

PS - "o partido socialista quer expropriações mais céleres, quando é nacional a respectiva lei e à Região não é tolerado alterá-la."

PCP - "os comunistas querem, agora, que as camionetas vão a todo o lado, mesmo sem ter passageiros, ou só para atender um ou dois;"

BE - "o «bloco», antiga UDP, reivindica a reconstrução do bairro de S. Gonçalo, que sabe já estar no Programa de Governo."

MPT - "o partido da «Madeira Velha» é – e são – aquilo que se sabe... "

Porque será que o homem não se lembrou do verdadeiro partido da oposição - NOVA DEMOCRACIA?

A edição de hoje do jornal JORNAL DA MADEIRA veja tudo

A verdadeira razão para Ricardo Vieira do CDS/PP recandidatar -se a Vereador!
























Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

segunda-feira, 16 de Março de 2009

Candidatura de José Manuel Coelho já tem Blog


















Com o Slogan "Missão Câmara de Lobos" , foi lançado o blog da candidatura de José Manuel Coelho ao Concelho de Câmara de Lobos.

Para aceder ao referido blog clique no seguinte endereço: http://missaocamaradelobos.blogspot.com/

Procura-se legenda para estas fotos











domingo, 15 de Março de 2009

Porque será que isto nunca mais voltará a acontecer?





sábado, 14 de Março de 2009

Procura-se legenda para esta foto II


Procura-se legenda para esta foto I


Será que isto vai funcionar?














































Porque será que isto nunca funcionou?














































O Jornal da Madeira que custa 10 Centimos é oferecido junto a Sé Catedral do Funchal













sexta-feira, 13 de Março de 2009

Candidatura de José Manuel Coelho em Câmara de Lobos já tem Blog


















Visite e divulgue MISSÃO CÂMARA DE LOBOS

PND acusa vereadores




























































































“É um escândalo”. Foi desta forma que o PND catalogou a “mordomia das arábias” a que têm direito os vereadores da Câmara Municipal do Funchal.

“É preciso chamar a atenção dos funchalenses para o facto de vivermos num concelho onde os
vereadores que além de terem motorista privado no chamado carro preto ainda ganham 600
contos por mês fora o que ‘entra’ pela porta do cavalo”, criticou.


O porta-voz da iniciativa política do PND disse que é inadmissível existir tal situação, sobretudo
nesta altura onde existem muitos madeirenses que não têm o que comer.


Ao invés de fazerem esta “vida de luxo”, como referiu Coelho, os vereadores deveriam se preocupar em primeiro lugar com o estado da Região e as carências existentes em alguns sectores que afectam em especial os idosos.

S.G

Com a devida vénia ao Diário Cidade

Uns com muito outros sem nada.

Lino Abreu, deputado do CDS/PP é amigo da "onça"

























Com a devida vénia JORNAL DA MADEIRA

quinta-feira, 12 de Março de 2009

Será que as filhas também foram?

Câmara de Lobos pagou por troféu internacional












Esposa de arlindo e faria também foram a espanHa receber trofÉu que custou 20 mil


O Troféu Internacional de Turismo, entregue em Madrid no final de Janeiro pelo 'Editorial Office - Trade Leader's Club' à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, custou quase quatro mil euros aos cofres da autarquia. A este montante acrescem ainda as despesas de representação e das três noites de alojamento de Arlindo Gomes e Jorge Faria na capital espanhola, os quais se fizeram acompanhar das respectivas esposas.
O facto tem gerado comentários. O presidente da Câmara justifica. "Sou casado, tenho a minha família e ela (esposa) quando pode ir comigo, vai. As despesas da minha mulher pago-as eu. As minhas despesas pagou a Câmara", garante, acrescentando que "pensar o contrário é mesquinhice. E as pessoas são pequeninas nessas coisas", remata.
Calheta rejeitou em 2008
Tradicionalmente a entrega deste troféu coincide com a Feira Internacional de Turismo de Madrid - FITUR e visa reconhecer o prestígio das empresas e organizações que trabalham em prol do turismo, da qualidade e do desenvolvimento.
No ano passado, o Município da Calheta rejeitou o prémio quando soube que afinal teria de pagar para recebê-lo. Se Manuel Baeta não quis pagar, já Arlindo Gomes não se fez rogado e decidiu levar o seu 'homólogo' e respectivas esposas. Ao todo, consta que a ida a Espanha tenha custado perto de 20 mil euros.
Confrontado com este valor, Arlindo Gomes assegura que "não foi tanto", mas não diz quanto é que a Câmara teve de gastar na deslocação de quatro dias à capital espanhola. Em relação ao prémio, "o valor é uma coisa simbólica", garante, também sem precisar quanto.
Na edição deste ano foram galardoadas 111 entidades de 57 países. De Portugal, além da Câmara Municipal de Câmara de Lobos, receberam idêntico troféu os municípios de Loulé e de Albufeira.
O prémio atribuído à Câmara Municipal de Câmara de Lobos, para além de significar o reconhecimento internacional, premeia a acção da Câmara no desenvolvimento sustentado do concelho, visando a qualidade, quer dos serviços quer do espaço, sempre na perspectiva de potenciação do destino turístico.
"Anda por aí muita preocupação"
O Troféu Internacional de Turismo, Hotelaria e Gastronomia foi entregue no decorrer de um jantar de gala, com a presença de diversas entidades do sector do turismo e representações diplomáticas. "Eu, enquanto representante da Câmara, achei que era importante para o município aceitar aquele galardão". E acrescenta: "Até para perceber aquilo o que era, porque enquanto presidente acho que também devo fazê-lo, para poder constatar o que se passa no Mundo exterior, para ver se há alguma coisa que também possa fazer no meu concelho. Fui numa quinta e vim num domingo. Está dentro do âmbito da minha competência e foi isso que eu fiz, procurando fazê-lo com a máxima dignidade".
O autarca considera de resto que este tipo de reacção só vem a público porque, além da "mesquinhez", "anda por aí muita preocupação". E assegurou: "Quem não está preocupado de certeza que sou eu", concluiu.
outros Premiados
Esta foi já a 34ª edição do Troféu Internacional de Turismo, entregue pelo Trade Leader's Club, num evento que contou com a presença de empresas e entidades de mais de 40 países. O Trade Leader's Club é uma associação de empresas com alguns milhares de sócios distribuídos por mais de 120 países e tem como primeiro objectivo promover o intercâmbio comercial e oportunidades de negócio entre os seus associados, e que são quem indica as empresas ou entidades a premiar anualmente. Da Madeira, em edições anteriores já foram premiados com o Troféu Internacional de Turismo, Hotelaria e Gastronomia, o Casino Park Hotel e a Direcção Regional de Turismo.

Orlando Drumond

Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

Um roubo!

´






















Um exemplo dum munícipe Funchalense reformado de fracos recursos que é obrigado a pagar uma taxa de esgotos de 5 euros mensais: por um serviço de que não disfruta. Pois a casa deste pobre homem fica abaixo da estrada e não é abrangida pela rede de esgotos da Câmara Municipal do Funchal. No entanto tem de pagar compulsivamente. A semelhança de milhares de cidadãos nas mesmas condições. Caso recusarem a pagar são multados pela Autarquia e depois até com recurso ao Tribunal no caso de reincidência. Com este dinheiro entre outras coisas, usam carros "topo de de gama" com motorista privado.
Uma Vergonha!

Recomenda-se este video

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Baltasar Aguiar foi recebido pelo Conselheiro Procurador-Geral da República, Dr. Pinto Monteiro























O Deputado Regional e Dirigente do PND-M Baltasar Aguiar teve hoje um encontro com o procurador-geral da Republica, Pinto Monteiro, com quem abordou questões relativas à Região Autónoma da Madeira.

“O relacionamento e as actividades do Ministério Público e os processos pendentes na Madeira foram as questões tratadas nesta reunião”, disse, à Agência Lusa, Baltasar Aguiar, que se escusou, no entanto, a pormenorizar o conteúdo do encontro.

Na reunião, o deputado insular fez-se acompanhar pelo também dirigente do PND-M, Gil Canha.

EC

(Com a devida vénia à Agencia Lusa )

Números do PSD - Madeira

644.678
Montante, em euros, que o PSD-M declarou como tendo sido o custo da festa anual do Chão da Lagoa, no ano em causa, 2005.

19.000
Valor, em euros, que o PSD diz ter arrecadado com a festa do Chão da Lagoa, no ano em que, com a festa, terá gasto os 644 mil euros.

17.000
Quantidade em euros, que o partido afirma ter arrecadado em quotas do militantes, o que o TC não conseguiu confirmar.

Élvio Passos

A edição de hoje do DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA revela tudo

terça-feira, 10 de Março de 2009

Frase do dia

"Numa sociedade em que há muito se instalou a suspeita de que a corrupção cresce dia a dia, a quase ausência de processos por esse crime é, em si mesma, motivo de desconfiança."

Fernando Madrinha
Expresso

Pão e circo















Este ano de 2009 será o ano da fartura em actos eleitorais e em tudo o que eles trazem.
Teremos três eleições – Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais. Vais ser um vê sete avias... Os Partidos com mais dinheiro, isto é, os que fizeram o negócio do “jackpot” na Assembleia (PSD e PS) e únicos beneficiados, não olharão a meios para ganhar votos. O PSD, para além da sua máquina, usará o Governo Regional e as Autarquias. Aliás, já o começou a fazer com a avalanche de subsídios e em breve começará com a roda viva das inaugurações para as quais alguns governantes ganham forças com umas retiradas “discretas” ao estrangeiro. Depois serão as festas e as festarolas. Com artistas, qual deles com maior qualidade, com espetadas e vinho a rodos, permitindo às pessoas alargarem os cintos tão apertados nesta época de crise. Vão-se somar o número de convivas, de garrafas de vinho consumidas, de vacas mortas e transformadas em carne para espetos, enquanto que os discursos vão pregar contra a fome que alastra e o alcoolismo que cresce e gera graves problemas sociais. E isto é que será notícia – x milhares de convivas que beberam x milhares de garrafas de vinho... E os candidatos/membros de Governo ou Câmaras lá vão outra vez inaugurar mais umas centenas de metros duma estrada que há anos anda, numa de avança e pára, sempre ao ritmo do calendário eleitoral. As promessa serão novamente repetidas. E ao som da música pimba, com o estômago recheado com o vinho e a espetada, embalados pelo sermão duma Igreja altamente subsidiada, com a cabeça cheia de promessas repetidas e não cumpridas, novamente o voto mandará as setinhas para o ar enquanto que a Madeira real se afunda numa crise que gera desemprego, miséria e exclusão. Na fim do Império Romano para manter o Povo entretido os Imperadores mandavam distribuir Pão e promoviam o Circo. Milhares de anos depois, temos na Madeira a mesma máxima “Pão e Circo” com as espetadas e o vinho nas inaugurações e festas e os tristes espectáculos no dia a dia da política... Enfim, quando a História se repete dá paródia...

Paulo Martinho Martins
Deputado à Assembleia Legislativa da Madeira

Com a devida vénia ao Diário Cidade

Recomenda-se uma leitura.























Com a devida vénia DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

segunda-feira, 9 de Março de 2009

18 mil euros ! Qual é a crise?















































Com a devida Vénia: Publico

Pergunta do dia















Será que o Líder do CDS/Partido Popular, José Manuel Rodrigues, já entregou o 'boneco' que roubou ao Deputado do PND ?

Recomenda-se uma leitura

Enriquecimento sem causa

Na falta de melhor tema, apetece-me falar hoje desse curiosíssimo fenómeno que dá pelo quase misterioso nome de enriquecimento sem causa. Não sei quem foi o autor de tão inspirada designação. Mas como as palavras valem sobretudo por aquilo que dizem, cheguei a considerar a hipótese de estarmos perante um místico devoto das coisas que se explicam a si próprias. Julgar que alguém pode adormecer pobre e acordar rico sem precisar de explicar o feito equivale a acreditar, pia e militantemente, na força prodigiosa dos milagres. E presumir que um efeito pode dispensar a carambola de uma causa só pode remeter-nos para um estado de gnose que, convenhamos, não é deste mundo. A menos que no lugar de uma crença tenhamos somente a ironia suave de um gozão. Ou que em vez de um exercício de elevação gnóstica tenhamos simplesmente as palavras económicas de um legislador poupado.
Como é evidente, inclino-me mais para esta última hipótese. Não por duvidar da força imponderável da intervenção do acaso. Nem por recusar a eventualidade de a roda da fortuna poder ser movida também pelo intangível. Apesar do racionalismo céptico que me instruiu, não tenho nesse domínio grandes dores ou preconceitos de natureza filosófica. Porém, por mais que me esforce, tenho de confessar a imensa dificuldade em elevar-me acima do terreno prosaico das causas. Sobretudo quando o assunto é dinheiro.
Não tenho qualquer problema com a riqueza dos ricos. Ela não me perturba nem um bocadinho, a despeito de ter lido o que devia ter lido sobre a chamada acumulação primitiva do capital. Sou, é claro, sensível à desigualdade e hipersensível à ganância. Incomoda-me a primeira. Desprezo a segunda. Não creio, no entanto, na bondade ideológica ou na legitimidade política do igualitarismo aplicado a martelo. Nem tenho pachorra para o peditório desgraçado dessa espécie de doença social que olha o sucesso material dos mais empreendedores ou afortunados com permanente hostilidade e sistemática desconfiança. Confesso, porém, que tenho um problema com a riqueza repentina gerada pela obra do poder e pela graça de quem manda. Faz-me urticaria. Tira-me do sério.
Sei que não se deve acusar sem provas. Mas há indícios que interpelam. Do mesmo modo que há sinais exteriores que nenhum sistema sério de Justiça deveria poder ignorar. De modos que, mesmo não querendo agitar suspeitas, recuso fazer de conta que não sei que há no poder quem tenha chegado à política muito antes da carreira profissional que nunca teve ou da fortuna que agora aparentemente tem. Admito, mas só em tese geral, que a singularidade do facto pode não andar de mãos dadas com a palavra desonestidade. Convenhamos, no entanto, que uma situação assim, mais do que escancarar as portas à dúvida e abrir caminho à suspeição, dá de mão beijada ao abuso o caldo que o pode fazer crescer.
Já vejo os vigilantes do costume arregimentados para a arenga da praxe. Se não há provas não há culpas. Se não há culpas não pode haver culpados. Depois, como a esperteza saloia lhes dá vontade de rir, hão-de brindar, divertidos, à falácia do axioma. Mas como estas coisas são sérias, vou retaliar com uma sugestão. Concedamos à classe política a possibilidade de justificar a qualquer momento a proveniência dos seus rendimentos. Crie-se para tanto uma entidade fiscalizadora na dependência directa do Tribunal Constitucional. E proceda-se como faz o fisco aos contribuintes. Bastava isso. Todos os nomes para dentro de um sistema informático. Um computador sem partido nem alma a sortear os felizes contemplados. E as sanções devidas a quem fosse culpado de enriquecimento literalmente sem causa. Tenho para mim que um tal dispositivo resolveria muita coisa. E a nossa relação com a política ficaria com certeza mais sã.


Bernardino da Purificação

Com a devida vénia terreiro da luta


domingo, 8 de Março de 2009

Defesa: Donativos recebidos pelo CDS-PP em 2004 estão sob suspeita

Justiça investiga negócio de 973 milhões


















A Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC) está a ser um dos alvos principais das investigações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) à compra dos dois submarinos, cujo custo ascende a 973 milhões de euros com juros incluídos.

E um dos pontos altos das diligências ocorreu em Julho do ano passado, quando foram feitas buscas à CPC, uma acção que permaneceu em completo segredo, para encontrar o contrato original das contrapartidas da aquisição dos navios.

'O DCIAP e a Polícia Judiciária já foram várias vezes à CPC para averiguar e consultar a documentação, e andaram à procura do contrato original das contrapartidas dos submarinos', garantiu ao CM fonte próxima da CPC. O próprio presidente da CPC, embaixador Pedro Catarino, não esconde a acção das autoridades: 'A única coisa que posso dizer é que as indicações das minhas duas tutelas [Economia e Defesa] vão no sentido de dar toda a colaboração e abrir tudo o que aqui temos à Procuradoria-Geral da República, e é isso que temos feito.'

Para já, as autoridades investigam se o depósito de quase 1,1 milhões de euros em donativos nas contas do CDS-PP em Dezembro de 2004, quando Paulo Portas era ministro da Defesa, terá sido um benefício do CDS-PP por via do negócio dos submarinos. E apuram também se a comissão superior a 30 milhões de euros paga à Escom, empresa do Grupo Espírito Santo que representou o consórcio vendedor, terá gerado pagamentos de comissões ilícitas.

PROJECTOS POUCO EXECUTADOS

A menos de quatro anos do termo da execução do contrato de contrapartidas dos submarinos, 'formalmente, só está executado 25 por cento [do valor total]', afirma o presidente da CPC.

Como o contrato de contrapartidas ascende a 1200 milhões de euros (em regra, o valor dos projectos oferecidos pelo vendedor é pelo menos igual ao valor da compra do equipamento), significa que só estão executados 300 milhões de euros. Falta aprovar outro tanto que já foi apresentado. Pedro Catarino diz que 'o contrato dos submarinos é talvez o programa mais problemático, e é uma boa lição para o futuro.'

DEPÓSITO ELEVADO EM DEZEMBRO

Entre 27 e 30 de Dezembro de 2004, dois meses antes das eleições legislativas de 2005, foram depositados nas contas do CDS-PP donativos de quase 1,1 milhões de euros.

O partido liderado por Paulo Portas já garantiu que foram passados recibos referentes a todos os donativos. Entre os cerca de seis mil recibos passados, está um em nome de Jacinto Leite Capelo Rego. Em 2004, o CDS-PP angariou em donativos quase 1,3 milhões de euros, quase tanto como em 2001, 2002 e 2003.

SAIBA MAIS

ENTIDADE RESPONSÁVEL

A CPC é responsável pelo acompanhamento da execução dos projectos económicos oferecidos a Portugal pelos vendedores de equipamento militar.

973 milhões de euros é o custo da aquisição dos dois submarinos ao German Submarine Consortium (GSC), grupo alemão, com juros incluídos.

3 era o número de submarinos que estava inicialmente previsto comprar para a Marinha. A escolha do vencedor do concurso internacional gerou polémica.

António Sérgio Azenha


A edição de hoje do jornal 'Correio da Manhã' revela tudo

A mulher mais poderosa do mundo

Certo dia, o então Secretário Geral das Nações Unidas, Pérez de Cuéllar, apresentou-a perante a ONU como “a mulher mais poderosa do mundo”

Porque será que o Diário não publicou nada sobre o carro do Jaime Ramos que ficou "bloqueado" junto à ALR?

FELIZ DIA DA MULHER

Todos querem
























São vários os advogados que já se mostraram disponíveis para serem candidatos pelo PP à Câmara Municipal do Funchal. No entanto, dado o caudal de interessados, é possível que venha a ser requerida a intervenção da Ordem dos Advogados. 'Incluso' há uns advogados do PSD que estão a pensar mudar para o PP, pelo menos até a aprovação de alguns projectos.

Com a devida vénia
DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

sábado, 7 de Março de 2009

Afinal quem é o "povo superior" ?







































































Com a devida Venia : Tribuna da Madeira

sexta-feira, 6 de Março de 2009

Edição n.º 124 do GARAJAU

























































































































































































Com a devida vénia do Garajau

Recomenda-se uma leitura.

O território da consciência

Ainda bem que o dr. Ricardo Vieira fez o favor de nos tranquilizar. Estou-lhe grato. Duplamente grato. Por nos ter revelado que o episódio do Savoy lhe correu tão bem que até já admite prolongar o cansaço militante com que reparte a vida pela política e pelos negócios. E por nos ter garantido, a pretexto do mesmo edificante episódio, que o político Ricardo está cem por cento de acordo com a solução proposta à Câmara pelo advogado Vieira. Acreditem. É de políticos assim que a democracia precisa. São mais baratos. Geralmente mais eficazes. E, mal comparado, põem-nos em linha com a moda do dois-em-um que tantos problemas resolveu no mundo competitivo dos detergentes e champôs.
Não gosto de partilhar fraquezas íntimas. Mas podem crer que me sinto sempre emocionado quando a vida me revela, para lá de qualquer contestação ou controvérsia, que há, afinal, gente capaz de doar o seu escasso e desinteressado tempo à causa pública. Bem haja, pois, dr. Ricardo Vieira. Que o cansaço lhe seja leve. E que a forma despojada como interpreta as missões que abraça lhe dêem um dia a recompensa que merece.
Ironias à parte, diga-se em abono da verdade que o dr. Vieira não inaugurou propriamente nada de novo. Muitos outros, para além dele, andam desde há muito com um pé bem apoiado no lado da decisão e com o outro bem enfiado no estribo do interesse sobre o qual se decide. A novidade, no seu caso, é que pertence a um partido com queda para a retórica moralizadora da vida pública. Para já não falar, como é evidente, dessa pequeníssima insignificância que consiste no facto de integrar o órgão executivo de uma Câmara Municipal.
Dir-me-á, já sei, que não manda nem tem qualquer pelouro atribuído. Acrescentará, permito-me adivinhá-lo, que foi eleito por um partido da oposição. E arrematará, como é costume, com esse pequeno embuste que é dizer que nunca vota quando a consciência lhe diz que pode haver conflito de interesses. Compreenda. Uma vez que falamos de alguém que ocupa um lugar no órgão executivo de uma Câmara, nenhum desses argumentos pode ser levado a sério. Por uma razão tão simples quanto cristalina, para lá, naturalmente, de todas as outras que decorrem da lei. Nenhum eleito leva a sua consciência a votos. Esse é um território íntimo a que ninguém acede numa campanha eleitoral. O que quer dizer que nenhum eleitor vota com a alegre intenção de se fazer refém da consciência de quem elege. Pensar o contrário é ter da democracia a perversa ideia de que o voto não passa de um cheque em branco que pode ser usado ao gosto de circunstâncias ou de interesses de ocasião. Ora, acredite-se ou não, eu preferia pensar que o dr. Ricardo Vieira não interpretava dessa forma o exercício da política. O problema é que ele não ajuda.

Bernardino da Purificação

A consequência da recaída

O dr. Ricardo Vieira é com certeza uma pessoa estimável. Tem um passado de afirmação de convicções. Construiu um percurso político fundado na afirmação de valores. E quando entendeu já ter dado o bastante ao peditório exigente da política regional, arrumou os papéis e foi tratar da vida. Nada a dizer. É refrescante saber que nem todos estão condenados à política como meio de subsistência.
Um certo dia, porém, o dr. Vieira teve uma recaída. Pensou provavelmente que o seu ofício de advogado era compatível com as exigências da política. E como todos os partidos, à excepção do PSD, têm problemas de recrutamento de quadros, acabou por ceder ao apelo do regresso. Resultado: a política regional recuperou o grato privilégio de voltar a contar com a valia do seu prestimoso contributo; e o dr. Vieira aproveitou para casar, da forma mais mitigada que julgou possível, a vida profissional que tem com a inclinação política que nunca deixou de ter. Nada a apontar. A não ser talvez, e hão-de perdoar-me o sentimentalismo da nota, a emoção que não calo diante do quadro de uma vocação recuperada.
Enquanto político, o dr. Ricardo Vieira é actualmente vereador na Câmara Municipal do Funchal. Participa nas reuniões do órgão executivo camarário. Tem, como toda a vereação, uma palavra a dizer sobre licenciamentos e demais expediente da vida da cidade. Dispõe, por isso mesmo, de informação privilegiada. E se é verdade que a maioria da Câmara passa bem sem a graça do seu voto, o facto é que ele anda por lá, ouve e faz-se ouvir, acede aos documentos, e tem portas abertas para tudo quanto seja corredor ou gabinete. Nada a objectar. Seria insuportável saber que um eleito se sentia inibido de exercer em liberdade o mandato outorgado pela democracia e pelos munícipes.
Para além de pessoa estimável e político recaído, o dr. Vieira é também advogado. Tem um nome dos mais sonantes da praça. É, ou foi, examinador de estagiários e escrutinador eleito da conduta ética dos colegas. É sócio de um escritório conhecido, ecléctico, e com ligações íntimas ao poder político regional. E, por consequência, defende clientes e representa interesses. Nada a opor. É da natureza das coisas que os advogados façam seus os interesses dos seus clientes.
Ou seja, desde que decompostas e individualmente consideradas, nenhuma das versões do dr. Vieira parece ser merecedora do mais pequeno reparo. Pelo menos, para quem se limite a ver a superfície da sua imagem pública. O político recaído merece consideração. O representante de interesses é credor de respeito. O único problema que por vezes se nota é a confusão que nasce da mancebia em que vivem o defensor esperado do interesse dos munícipes e o advogado que defende, e faz seus, interesses particulares.
Pensa o dr. Vieira que a nódoa se apaga se se abstiver de votar nos casos em que a lucrativa esquizofrenia das opções que toma o coloca nos dois lados do processo decisório. Engana-se, como é evidente. Ele foi eleito para tomar posição e não para se abster. E o facto de haver um laivo de decoro (ou será de hipocrisia?) a conduzi-lo à abstenção só serve para atestar a grosseira incompatibilidade em que reiterada e gritantemente incorre.
E o líder do PP não tem nada a dizer?

Bernardino da Purificação

Com a devida vénia terreiro da luta

quinta-feira, 5 de Março de 2009

Foi o outro que escreveu?



















Sobre a actuação de Ricardo Vieira

Sobre esta matéria algumas personalidades têm emitido a sua opinião, numa tentativa concertada para manter este assunto em lume brando. Os munícipes do Funchal entenderam o que se pretende com o PUI - Plano de Urbanização do Infante? Os munícipes do Funchal perceberam o que foi negociado entre a Câmara do Funchal e o Savoy e quais as inerentes contrapartidas? O que parece que os Munícipes já entenderam, é que querem fazer do Dr. Ricardo Vieira o "saco de pancada" tentando causar-lhe dano pessoal. Um ilustre advogado num artigo de opinião, insurgia-se com o facto de "O exercício da advocacia ser inconciliável com qualquer cargo, função ou actividade que possam afectar a isenção, a independência e a dignidade da profissão". Se for esse o espírito do legislador, em boa verdade teríamos de acrescentar um rol infindável de presumíveis incumpridores. Antes do exercício de um cargo político as pessoas exercem uma profissão, têm uma aptidão profissional, e como todos saberão, nem todos os que dedicam muito do seu tempo à causa pública vivem da política. O que fazer dos Engenheiros; Arquitectos; Gestores; Economistas e Advogados que exercem cargos políticos paralelamente com a actividade profissional, desde as Autarquias à Assembleia Legislativa? Serão todos incumpridores? Se assim for, porquê fazer apenas do Sr. Dr. Ricardo Vieira o alvo desta artilharia feroz? Não foi ideia do Dr. Ricardo Vieira rever o POT e promover o PUI (Plano de Urbanização do Infante). Foi apenas causídico no processo (transparente) de negociação dos bens imóveis. Processo este, que foi claro para os munícipes e terá um grande alcance para a economia regional. Este "ataque" não foi a quem promoveu o projecto, não foi a quem aprovou o projecto, foi a quem tem pautado a sua vida profissional, política e pessoal com lisura e sentido de responsabilidade irrepreensíveis. Não desista Dr. Ricardo Vieira!...

Leitor identificado

Com a devida vénia
DIÁRIO DE NOTÍCIAS DA MADEIRA

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Estamos Atentos!














































Com a devida vénia ao Diário Cidade

quarta-feira, 4 de Março de 2009

Pontos nos i´s...











Em primeiro lugar não é verdade que Ricardo Vieira não tenha participado em discussões na vereação de casos em que era advogado. E, além de mim, o Dr. Artur Andrade sabe perfeitamente do que falo, designadamente no polémico hotel CS...
Por outro lado, e muito mais importante, é preciso não esquecer que neste caso Ricardo Vieira há outro bastante mais grave que se chama "caso Miguel Albuquerque" que, curiosamente, nunca chega a ser caso...Até quando?


Com a devida venia : Apontamentos sem nome

Valha-nos a paciência



















Miguel Mendonça escreveu um artigo de opinião ontem no DN Madeira.
Li e fiquei atónito com o conteúdo...
O Presidente da ALRAM não pode fazer viagens tão desgastantes e pouco solidárias, entre os seus pares, porque perde rapidamente a "majestosidade" e resvala para o "chinelo"...
É pena, mas, também, é só o Presidente do Parlamento da Madeira!

Com a devida venia : Apontamentos sem nome

PND contra "obra faraónica" do novo Estádio dos Barreiros


















O dirigente do PND José Manuel Coelho deslocou-se hoje ao Estádio dos Barreiros, no Funchal, para denunciar a “obra faraónica” que o Governo Regional pretende construir, ao “demolir o estádio para construir um novo”.
“O Governo Regional pretende demolir este estádio, construído no tempo da ‘velha senhora’, para satisfazer os interesses do sector da construção civil”, defendeu o antigo deputado do PND à Assembleia Legislativa da Madeira.
Para José Manuel Coelho, “esta obra é desnecessária, pois existe aqui um bom estádio, que muito raramente enche, apenas quando há jogos com os chamados ‘grandes’, quando há obras mais prementes a executar na Madeira”.
Por exemplo, a “Região necessita urgentemente da construção de novos lares de idosos, que é um problema grande e causa da lotação dos com altas problemáticas”.
O elemento do PND admitiu que o “estádio necessita de obras de remodelação, mas esses cuidados custariam uma ninharia face ao projectado novo estádio”.
“Não se pode dizer que não há recursos, que Sócrates não manda dinheiro. É preciso, isso sim, orientar os recursos disponíveis”, afirmou, sublinhando nada ter “contra o futebol nem contra o Marítimo”, o dono do complexo desportivo.
A polémica em torno do “novo” estádio dos Barreiros, agora propriedade do Marítimo, já tem dois anos e o novo projecto, que ainda está em fase de concurso, aponta para um custo rondando os 40 milhões de euros.


LAR. Lusa/Fim.


Com a devida vénia Agencia Lusa

O Carro de Jaime Ramos é um "todo-o-terreno" topo de gama.

Carro de Jaime Ramos faz "todo-o-terreno" junto à Assembleia.


terça-feira, 3 de Março de 2009

Fotos do carro de Jaime Ramos "Bloqueado" junto à ALM‏













segunda-feira, 2 de Março de 2009

PND - MADEIRA DENUNCIA RICARDO VIEIRA

Que dupla!


Fonte: Garajau

Dr. Rui Nepomucena escreve para o Garajau