terça-feira, 30 de Setembro de 2008
Vernissage popular
Rentrée do Deputado Único do PND

Largo da Restauração – Frente ao Banco de Portugal
Terça-feira, 30 de Setembro de 2007 às 17.30 horas
“Esses Jornalistas são todos uns filhos da p…!!! Olé, Olé, Olé.”
Assim há-se silvar a estátua de 50 metros do Dr. Alberto João Jardim erecta no Forte de São José por resolução da Assembleia Regional da Madeira e subscrição regional de todos os verdadeiros autonomistas.
Grande apresentação pública do modelo da monumental estátua do Dr. Alberto João Jardim, abrigo seguro e altar dos MADEIRENSES NOVOS - símbolo de promessa de riqueza eterna da Ilha da Madeira.
Rentrée do Deputado Único do PND
Largo da Restauração – Frente ao Banco de Portugal
Terça-feira, 30 de Setembro de 2007 às 18.00 horas
“Esses Jornalistas são todos uns filhos da p…!!! Olé, Olé, Olé.”
Assim há-se silvar a estátua de 50 metros do Dr. Alberto João Jardim erecta no Forte de São José por resolução da Assembleia Regional da Madeira e subscrição regional de todos os verdadeiros autonomistas.
Grande apresentação pública do modelo da monumental estátua do Dr. Alberto João Jardim, abrigo seguro e altar dos MADEIRENSES NOVOS - símbolo de promessa de riqueza eterna da Ilha da Madeira.
segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Recomenda-se uma Leitura
Tenho acompanhado com grande interesse a carreira política do deputado único do PND, o Sr. José Manuel Coelho como também tenho lido algumas cartas que têm sido publicadas nesta secção do Diário, nomeadamente sobre aquela cena caricata e tresloucada do líder do CDS/PP ir roubar a sua própria caricatura/boneco para a porta do tribunal.
Pelo que tenho lido, muitas pessoas condenam a actuação do Sr. Coelho, por fazer palhaçadas e por ridicularizar constantemente as nossas instituições autonómicas. Mas como podemos ver, temos um regime que goza dos madeirenses há 30 anos; temos um parlamento que gasta uma verdadeira fortuna aos contribuintes e onde o governo nem lá põe os pés e que Jardim considera uma "casa de loucos" (o Sr. Coelho ainda não estava lá); temos gente, que graças ao compadrio e ao cartão laranja obtêm tudo o que querem, desde monopólios, licenças para construírem aquilo que lhes bem apetece nos seus terrenos e bons empregos para os seus familiares e protegidos; temos um Jornal que gasta cerca de 10.000 euros por dia do nosso dinheiro para dizer patachadas e para afogar economicamente os outros diários; temos empresas públicas que no dia de eleições andam por aí a carregar eleitores, aproveitando para lhes lavar a cabeça; temos dezenas de obras públicas que foram feitas unicamente para encher os bolsos dos "barões" da construção civil e premiar os políticos e que agora estão abandonadas; temos certa oposição vendida e acomodada nos seus poleiros; temos figuras como o sr. Jaime Ramos e outros que enriqueceram à custa dos seus privilegiados estatutos e da sua influência política... nem mais quero me alongar, pois nem duas mil páginas deste valioso Diário dariam para descrever todos os escândalos que andam por aí.
Por isso é mais do que justo que também alguém goze com eles, que os faça beber do mesmo "veneno" que eles destilam, que lhes berre como eles berram, que lhes infernize a vida. Força!.
Por Ricardo Xavier
Fonte; Diário de Noticias, 29 de Setembro de 2008
domingo, 28 de Setembro de 2008
Asneira do dia
Empréstimo ESTÁ dependente de um Visto do TRIBUNAL DE CONTAS

Ascende a 10,7 milhões de euros a dívida a fornecedores que o Município de Santa Cruz procura saldar através do recurso a um empréstimo bancário. A proposta de saneamento financeiro já foi aprovada, por maioria, pela vereação camarária, o mesmo devendo acontecer em Assembleia Municipal. Contudo, para que o empréstimo de médio e longo prazo (12 anos) seja possível, a proposta camarária terá de obter o necessário Visto do Tribunal de Contas (TC). É aqui que Filipe Sousa 'torce o nariz'. O autarca agora independente absteve-se na votação do estudo fundamentado sobre a situação financeira e plano de saneamento financeiro do Município de Santa Cruz, duvidando que estejam reunidas todas as condições para obter a contratação do empréstimo bancário. Apesar de concordar com o recurso à banca para pagar a quem deve, o vereador da oposição manifesta reservas na forma como o plano foi elaborado, e entre outros, destaca um desfasamento de centenas de milhares de euros entre o valor apurado da dívida e aquele que consta na Conta de Gerência de 2007. Investimentos justificam passivo O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz justifica o passivo acumulado com base nos "investimentos estruturantes" realizados no 'seu' concelho nos últimos anos. A construção de novas redes viárias, habitação social, saneamento básico e infra-estruturas recreativas e de lazer, é exemplo disso. Além do desenvolvimento verificado, regista que "actualmente Santa Cruz é o segundo maior concelho da Região em termos populacionais e possui as mais importantes infra-estruturas da Região", caso do aeroporto, da estação de tratamento da Meia Serra, duas cidades e uma vila. José Alberto Gonçalves sustenta por isso que com "os investimentos realizados de cariz estruturante para o concelho, foi permitido não só melhorar a qualidade de vida da população actual, como também as gerações futuras". Mas porque "os recursos financeiros da Câmara são escassos para fazer face à dimensão do concelho e densidade populacional", isso "obrigou à contracção de dívida", justifica. Boa gestão financeira O autarca esclarece que "o estudo de saneamento financeiro tem como objectivo permitir à Câmara pagar a dívida a todos os fornecedores através de um empréstimo bancário que será amortizado por 12 anos". Um prazo inferior à vida útil dos bens financiados. "O empréstimo irá permitir não só liquidar todo o passivo para com fornecedores do município, como também garantir que não irão ser cobrados juros de mora", uma vez que estes "são sempre muito superiores aos juros bancários (prestação fixa com taxa de juro de 5,84%)", aponta. Reforça mesmo que "é vital para o Município a contratação do empréstimo bancário de saneamento financeiro para fazer face à actual dívida com fornecedores", pois "além de permitir pagar os compromissos actuais, irá permitir poupar eventuais encargos com juros de mora, o que torna esta decisão numa boa e aconselhada medida de gestão financeira". Segundo o edil, o recurso à banca é uma inevitabilidade face às dificuldades financeiras, "pois as receitas previstas de capital não permitem, por um lado saldar a dívida e, por outro, continuar a investir em obras". Assim, e apesar de continuar em fase de contenção orçamental, "o Município é detentor de uma considerável folga financeira que lhe permitirá continuar a realizar obras estruturantes para o Concelho". Fonte: 28 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Dedicatória
Pensamento do dia
(Séneca, filósofo e poeta romano)
Pergunta do dia
sábado, 27 de Setembro de 2008
quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Asneira do dia
quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Recomenda-se uma Leitura

«A maior parte não sabem de facto quem são os eleitos pelo distrito, temos sistema iníquo, fraudulento e falido », afirmou Manuel Monteiro, mostrando-se convencido que «se se repetir esta iniciativa noutras partes da cidade e noutros concelhos do distrito e, eventualmente, noutros distritos do país, é provável que esmagadoramente a resposta seja também “não sei”, “não conheço”, “não me lembro”». Neste inquérito, dos cerca de 200 participantes, 70 por cento não se lembra ou não conhece nenhum deputado, 21 por cento identificou políticos errados – como Mesquita Machado, Ricardo Rio, Miguel Brito, Santana Lopes, António Costa, Fernando Reis ou José Manuel Fernandes – e só 16 pessoas responderam nomes de verdadeiros eleitos, dos quais cinco identificaram o parlamentar Agostinho Lopes, que acabou, assim, por ser “o mais conhecido”. Segundo o líder da Nova Democracia, esta situação «prova a falência e a fraude do nosso sistema político e eleitoral, em que os partidos pedem aos eleitores que depositem cegamente o seu voto, escondendo os candidatos por detrás do círculo». Deputados “pára-quedistas” Monteiro apontou também que o distrito de Braga «tem um deputado que é ao mesmo tempo presidente da Assembleia Municipal de Loulé, Patinha Antão; elegeu como cabeça de lista do PSD, Luís Filipe Menezes, que é o presidente da Câmara Municipal de Gaia; e como número dois do Partido Socialista um homem que é o actual ministro do Emprego e da Solidariedade, que é o actual ministro do Emprego, o que não deixa de ser curioso num distrito tão flagelado pelo desemprego». «Isto é demonstrativo de um conjunto de pessoas que são candidatas “à boleia” e por detrás do símbolo de um partido político», refere o presidente da PND, explicando que a iniciativa pretendeu «provocar o sistema». «Braga tem 18 deputados eleitos e apenas pedimos que escreva três, mas aquilo que temos constatado é que a maioria avassaladora nem um nome é capaz de escrever», frisou. Círculos uninominais não interessam… A maioria das pessoas desconhece completamente quem são os deputados que elegeram para a Assembleia da República e o trabalho que estes fazem ou não. Este foi o resultado de um inquérito aos transeuntes, realizado anteontem na Avenida Central, pelo Partido da Nova Democracia, com a presença de Manuel Monteiro, que denunciou ainda o facto de muitos terem-se servido do distrito como “barriga de aluguer”, estando, agora, a exercer funções que não têm nada a ver com as funções para que foram eleitos. Sobre a solução para alterar esta situação, Manuel Monteiro pensa que deveria existir «um sistema misto, uma lista única nacional, com os partidos, e listas uninominais, onde paralelamente se desse oportunidade às pessoas de conhecerem, puderem apoiar ou criticar e saberem a quem pedir contas pelo seu desempenho». «Com o actual sistema continuamos a ter uma Assembleia da República de ilustres desconhecidos, em que a maioria dos 230 deputados não é conhecida dos portugueses, logo não pode haver empatia entre o cidadão e o deputado», acrescentou o líder partidário, lamentando a falta de vontade de alterar a lei. «Há possibilidade de alterar a lei, mas não lhes interessa verdadeiramente. Repare que, desde que a Constituição foi aprovada em 1976, só na revisão de 1997 é que foram permitidas listas independentes às Câmaras Municipais, até aí era o monopólio dos partidos. Também deveria ser possível listas de cidadãos independentes concorrerem à Assembleia da República», apontou.
Fonte: http://www.demoliberal.com.pt/
O que ele disse no passado...
Dedicatória
Pergunta do dia
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O dr. Miguel Albuquerque anda desaparecido. O dr. Jardim andou ontem por aí, mas é como se já não andasse em lado nenhum. O dr. Cunha e Silva aparece quinzenalmente na revista do DN. A gente olha para os jornais, sintoniza a rádio, liga o televisor, e nada. Nem uma palavrinha sequer sobre as negociatas alegadamente feitas por membros ou ex-membros do executivo municipal do Funchal. O mais próximo que andámos disso foi uma curta e escassa declaração de Bruno Pereira. Declarou-se solidário com Rui Marote. E, pela enésima vez, foi ele que deu a cara em substituição de um executivo que só gosta de aparecer nas inaugurações e nas festanças. Não quero tentar interpretar o facto. Limito-me a registá-lo.
Fonte: http://terreirodaluta.blogspot.com
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Quem usa e abusa de Postum Scriptum denuncia uma desactualização e impreparação.

Encanta-me o prazer, e assumo totalmente o pleonasmo, de viver paredes meias, ou quase coincidentes, com a irreverência da mudança. Por isso, preocupa-me a malícia dos que preferem a morbilidade de manter tudo igual, numa tentativa absurda e manhosa de disfarçar fragilidades, preconceitos, incompetência e, no limite, falta de "amor próprio". É normalmente assim com aqueles que insistem em justificar o poder estabelecido, demonstrando estarem absolutamente contagiados pela ronha que, por vezes, também ataca os homens. Não sei nada dessa "parasitose", mas observo alguns indivíduos com ronha e há neles uma espécie de comichão silenciosa que provoca chagas, dores e maleitas incuráveis, remetendo-os para um desassossego sem limites. Vem isto a propósito de um certo político que tem um fascínio pelo postum scriptum (PS). Essa manha, a dele sublinhe-se, de tonificar os textos banais e insonsos com PS's bombásticos deve ter uma razão de ser. Tenho a certeza que tem. Nem percebo como é que ninguém desmontou este hábito antigo, das cartas manuscritas, transferido com soberba, para esta sociedade global ao jeito do regime do PSD, encarnada pelo Jornal da Madeira, esse símbolo máximo da democracia à moda de Jardim. Mas estranho. Estranho mesmo, porque todos sabem que hoje um Postum Scriptum pode sempre ser enxertado, sem problemas ou complicações, com o processador de texto de qualquer computador, anulando a sua relevância e, até, a sua existência. Mas esta simples constatação que poucos reconhecem, reflecte uma verdade incorrigível. O Presidente do PSD da Madeira é um homem do outro tempo. Um homem do passado. Ainda, e será sempre assim, escreve à mão! Está distante, muito longe mesmo, dos desafios do mundo actual. Quem usa e abusa de Postum Scriptum denuncia uma desactualização e impreparação sem limites. Deve ser por isso que prefere ofender em vez de argumentar. Deve ser por isso que prefere atacar em vez de construir. Deve ser por isso que prefere o pensamento curto e limitado, depois da escrita, do que a própria escrita. Deve ser por isso que se "entalou" num fosso sem precedentes, arrastando com ele novos e velhos da sua família política. Mas deve também ser por isso que está longe dos debates da actualidade: da economia e da sua diversificação, nem uma palavra, nem uma ideia sólida, mas de preferência distante da insensatez da Singapura do Atlântico; da nossa economia desconhece, não entende mesmo, o valor do Investimento Directo Estrangeiro, mas idolatra a sua Zona Franca da Madeira, pelos amigos que faz e que alimenta; da nossa economia ignora e despreza o valor da política fiscal mas atreve-se a "dizer coisas" sobre um modelo assente numa fiscalidade mais competitiva; da nossa economia ignora o peso da importância da internacionalização na competitividade das empresas e faz da diplomacia económica um exercício pimba, típico do passado e doutros conceitos; da nossa economia não aceita a importância das finanças públicas estáveis e controladas, preferindo assegurar o dinheiro do dia a dia, mesmo prejudicando a acção governativa no plano social e as gerações vindouras; da nossa economia está, ainda hoje, convencido que uma dívida desproporcional à capacidade de geração de receitas é neutra no crescimento; mas também da nossa educação, nem uma frase digna e consistente, apenas o "berro" estridente por um chapéu meloso e inconsistente do reforço autonómico, inútil nas suas mãos; sobre a inovação, nenhuma justificação do seu próprio fracasso, talvez por nem o entender, e menos ainda, sendo assim bastante grave, um trilho sustentável para a única e razoável possibilidade para o desenvolvimento das regiões; da nossa democracia traz o que herdou há mais de 60 anos, uma concepção salazarenta, permitam-me que sublinhe o paradoxo, fora de moda mas actual sob a sua égide.
Por Carlos J Pereira
Fonte: Diário de Noticias, 24 de Setembro de 2008
terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Asneira do dia

A aposta na valorização do litoral na zona leste da ilha passou pela criação de uma praia de areia amarela na cidade de Machico. A zona balnear com 125 metros de comprimento e com uma largura variável, entre os 70 metros a poente e 25 a nascente, será inaugurada na próxima segunda-feira, dia 29 de Setembro. A praia de areia artificial criada na Banda d'Além encontra-se protegida da força do mar por enrocamentos e protecções marítimas construídos a partir do esporão de protecção da marina de Machico. A obra representa um investimento de três milhões de euros.
Fonte: Diario de Noticias, 23 de Setembro de 2006
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O líder do Partido da Nova Democracia, Manuel Monteiro, pretende testar a validade do sistema eleitoral português. E por isso vai lançar-se amanhã numa acção simbólica que decorrerá em Braga, o distrito onde está a circular um abaixo-assinado para a recolha de 22 mil assinaturas com vista a que o seu nome venha a ser proposto para deputado nas legislativas de 2009.
Entre a uma da tarde e as 16H00 será colocada uma urna de voto, junto às Arcadas, uma das zonas mais movimentadas da cidade, na qual os munícipes serão convidados a colocar um boletim com o nome de três deputados eleitos pelo circulo de Braga que, nas últimas legislativas, elegeu 18 deputados. “Esta iniciativa, embora simbólica, é um convite às pessoas a reflectirem sobre a coerência e a validade do sistema eleitoral”, declarou ao PÚBLICO Manuel Monteiro, afirmando-se, convicto, de que mais de 90 por cento dos eleitores desconhecem o nome dos deputados em que votaram e que os representam na Assembleia da República. Também estou convencido de que as pessoas quando ouvem falar de legislativas associam-nas a eleições para a constituição de um novo Governo e para a eleição do primeiro-ministro quando, na realidade, são eleições para eleger deputados”. Depois de encerrada a urna, os votos serão contados na presença dos cidadãos que queiram assistir e esta iniciativa mostrará se Manuel Monteiro tem ou não razão quando diz que a nível do Parlamento os “cidadãos praticamente só conhecem os partidos”. Manuel Monteiro desafiou no início do Verão os eleitores do distrito de Braga a recolherem 22 mil assinaturas até ao final deste ano, propondo o seu nome para deputado à Assembleia da República, nas legislativas de 2009. Para Monteiro, a subscrição de assinatura pode “funcionar como uma espécie de primárias e servirá de pretexto para desafiar todos aqueles que se candidatam a deputados, mas que se acomodam e agacham atrás do emblema partidário”. A um ano das eleições, o ex-líder do CDS/PP iniciou na passada sexta-feira uma ronda pelas 14 assembleias municipais do distrito para explicar aos representantes municipais o seu projecto político e quais as razões que o levaram a avançar com o abaixo-assinado. A Assembleia Municipal de Braga, presidida por António Braga, que é também secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi a primeira, mas os deputados do PCP e do BE não gostaram que António Braga lhe tivesse dado a palavra e a abandonaram a sala em sinal de protesto, depois de alegar que Monteiro não podia falar por não ser cidadão de Braga.
Fonte: 21 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...

Fonte: Diário de Noticias, 4 de Fevereiro de 1993
Dedicatória
segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Asneira do dia
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O espectáculo vai começar
Se o Ministério Público estiver certo, teremos um dia de felicitar o dr. Cunha e Silva. Falou da existência de negociatas na Câmara Municipal do Funchal e elas aí estão. Ainda por cima, já em forma de acusação judicial.
Fonte: http://terreirodaluta.blogspot.com/
O que ele disse no passado...
Dedicatória
Pensamento do dia
(André Gide)
Asneira do dia
É legitimamente expectável, para o cidadão-eleitor, que o relacionamento entre o Parlamento e o Governo, seja subordinado aos óbvios preceitos legais e aos interesses do país, sobrepondo-se às saudáveis divergências políticas dos seus interlocutores



O CDS-PP, através de 3 dos seus deputados, apresentou, no mês de Junho, 17 requerimentos ao Governo, tendo como tema comum as Juntas Médicas. Por incompetência dos deputados, os requerimentos foram dirigidos à Ministra da Saúde, talvez atraiçoados pelo termo "Médicas" e não ao Ministério das Finanças e da Administração Pública. Erro que o cidadão comum cometeria, mas algo imperdoável a um Grupo Parlamentar apoiado em vários assessores. Por sua vez, o Ministério da Saúde, remete 17 sêcas respostas,
as quais, mais do que eticamente condenáveis, pecam por infringir o estipulado no nº2 do artº 76º do Código do Procedimento Administrativo. Tratando-se de actos administrativos entre Parlamento e Governo, convenhamos que nos causa perplexidade. Citemos o referido artº: (...) devem os órgãos e agentes administrativos procurar suprir oficiosamente as deficiências dos requerimentos, de modo a evitar que os interessados sofram prejuízos por virtude de simples irregularidades ou de mera imperfeição na formulação dos seus pedidos E o que fez o CDS-PP? Remeteu novos requerimentos, corrigindo o destinatário e procurando, assim, defender os alegadamente prejudicados cidadãos, objecto dos seus requerimentos? Até à presente data não o fez! Pois se acrescentou 17 requerimentos ao Governo à sua estatística de actividade parlamentar, com os quais nos acenará na próxima campanha eleitoral, para quê estarem a gastar mais do seu precioso tempo?Fonte: http://furiadocajado.blogspot.com/
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O que ele disse no passado...
Dedicatória
domingo, 21 de Setembro de 2008
Pensamento do dia
(Provérbio indiano)
Pergunta do dia
domingo, 14 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Asneira do dia

O empresário e presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, António Pires de Lima, considerou “uma má notícia para o Porto” o recuo da companhia aérea Ryanair na intenção de criar uma base no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Em conferência de imprensa quarta-feira no Porto, o executivo de Marketing e Vendas para Portugal da Ryanair, Luís Fernandez-Mellado, apontou a falta de condições para a aposta no Porto e admitiu que a companhia pretende criar uma base de operações em Barcelona. Há cerca de um ano, a companhia irlandesa de voos de baixo custo havia proposto à ANA, entidade gestora dos aeroportos portugueses, a instalação de uma base no Porto, prometendo a atracção de quatro milhões de passageiros, ao longo de sete anos, em troca de tarifas mais baixas.
Fonte: Diário Cidade, 12 de Setembro de 2008
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O madeirense Cristiano Ronaldo recebeu ontem a Bota de Ouro relativa época 2007/2008, no Funchal, decisão que deixou os madeirenses orgulhosos.
O mais influente jogador português da actualidade, considerado por (quase) todos o melhor jogador do Mundo, somou 31 golos na última edição da Liga Inglesa e tornou-se o primeiro extremo a conquistar o prémio, cuja edição inaugural foi ganha por Eusébio na época 1967/68, com 43 golos.
O madeirense mais conhecido em todo o Mundo colocou a ilha no centro de todas as atenções e ninguém ficou indiferente à vontade expressa pelo jogador, que a 'jogar em casa' foi o alvo de todas as atenções, o 'rei da festa', num dia que jamais esquecerá.
Dezenas de pessoas concentraram-se à entrada do Hotel Savoy, onde decorreu a cerimónia, na ânsia de ver a estrela portuguesa, mas a acção desenrolou-se bem longe e uma natural frustração tomou conta desses anónimos. "Só o queríamos ver, para lhe dar os parabéns", disse uma senhora desiludida, de máquina fotográfica na mão.
Os responsáveis da unidade hoteleira tinham ordens para não deixar passar ninguém alheio à festa - apenas os cerca de 200 convidados e os 60 jornalistas creditados tiveram a oportunidade de assistir à cerimónia. Nem os hóspedes tiveram a oportunidade de ver Cristiano Ronaldo, mas não ficaram indiferentes a tanta azáfama. Muitos tudo fizeram para ver o futebolista madeirense, todos com máquinas fotográficas na mão, todos questionando jornalistas e convidados de como poderiam ter acesso a Ronaldo.
A festa não demorou muito, mas ficará na história, porque Cristiano Ronaldo foi o primeiro a receber a Bota de Ouro em casa.
Dia quase perfeito de Ronaldo
O dia de Cristiano Ronaldo não foi perfeito... porque o Manchester United perdeu na visita a Liverpool, a cidade dos Beatles, por 2-1.
O futebolista madeirense assistiu ao jogo na casa da mãe, em São Gonçalo, na companhia da família e, contaram ao DIÁRIO, esteve 'colado' ao ecrã durante todo o encontro, algo nervoso, sentimento que passou a desilusão após o apito final - esta foi a única pedra no sapato de um dia de festa, mas longo e cansativo, porque era o 'rei da festa' e todos queriam um 'bocadinho' do madeirense.
Após a frustração, que Cristiano Ronaldo minimizou ao afirmar que o Manchester United também começou a época passada de forma irregular, mas que depois soube dar a volta, sagrando-se campeão, o futebolista almoçou e começou a preparar-se para a festa. Teve a ajuda de um cabeleireiro e de um maquilhador.
Ainda com um 'look' descontraído, sem casaco vestido, Cristiano Ronaldo saiu de casa da mãe com destino ao Hotel Savoy, onde chegou por volta das 16h30, para aquela que seria a primeira grande entrevista do dia, aos membros da European Sports Magazine, entidade responsável pela atribuição da Bota de Ouro - associação das seguintes publicações desportivas: A BOLA (Portugal); Don Balon (Espanha); World Soccer (Inglaterra); La Gazzetta dello Sport (Itália); Voetbal Internacional (Holanda); Foot Magazine (Bélgica); Kicker (Alemanha); Fanatik (Turquia); Sport Express (Rússia) e TIPS Bladet (Dinamarca).
Durante mais de uma hora, Cristiano Ronaldo foi confrontado pelas perguntas dos jornalistas destes órgãos de informação, sempre em inglês, findo o qual foi descansar para um dos quartos reservados em seu nome, fornecidos pela organização, no Royal Savoy. Ainda sobravam alguns minutos antes da cerimónia protocolar da entrega do prémio.
Assim, pelas 19h30, já de fato preto às riscas brancas e de camisa branca, com brincos de diamante e colar em forma de terço, Cristiano Ronaldo dirigiu-se até à enorme sala Bellevue do Hotel Savoy, para receber o prémio, das mãos de Vítor Serpa, director do jornal A BOLA. Antes, durante 28 minutos satisfez a curiosidade dos jornalistas portugueses, com muito boa disposição e de sorriso largo. Depois, mais umas fotos, com a Bota de Ouro na mão, com os inevitáveis beijos, e lá Cristiano Ronaldo seguiu para o cocktail.
Por volta das 21 horas, Cristiano Ronaldo deixou a sala para um jantar com a família no restaurante Vila Cipriani. Hoje, deverá visitar o Porto Santo. Amanhã, regressa a Inglaterra... em jacto particular.
Cocktail de consagração
O BANIF, parceiro do evento, convidou cerca de duzentas pessoas para o cocktail que se seguiu à cerimónia da entrega da Bota de Ouro.
Os convidados começaram por chegar por volta das 18h30, com as altas patentes da instituição bancária a fazerem de cicerones. Cerca de 45 minutos, foram convidados a subir ao sétimo andar do Hotel Savoy, para a sala Bellevue, onde iria decorrer o cocktail.
Tiveram, no entanto, de aguardar mais de uma hora pela chegada do prodígio madeirense, que na sala ao lado satisfazia a curiosidade de jornalistas e fotógrafos.
Já na sala com os convidados, Cristiano Ronaldo, depois de uma enorme salva de palmas, subiu a um palanque, onde estava em exposição a Bota de Ouro, na companhia de Horácio Roque, presidente do Conselho de Administração do BANIF, Vítor Serpa, director de A BOLA, e Francisco Fernandes, secretário regional da Educação. Todos eles usaram da palavra para elogiar Cristiano Ronaldo, que retribuiu o gesto, agradecendo o apoio e carinho.
Recebeu depois, das mãos de Horácio Roque, uma camisola oficial do Nacional com o n.º 7, com o seu nome nas costas, para então posar para a fotografia. Numa delas fez questão de chamar todos os treinadores com quem trabalhou na Madeira.
Eusébio foi o último a chegar à festa, porque o avião que o trouxe de Lisboa atrasou-se e porque a mala não terá chegado ao Funchal. No hall de entrada do hotel disse apenas: "o avião não é meu". Já lá dentro, sentiu e viu que tinha chegado a tempo para dar um abraço ao 'seu' menino.
Reacções
DOLORES AVEIRO, MÃE
"Este é um dia muito importante para toda a família. Estou muito feliz... Receber o prémio na terra natal é um acto de humildade. Estou e sou sempre uma mãe babada.".
CÁTIA AVEIRO, IRMÃ
"Estamos muito orgulhosos... não há explicação. Ele teve esta ideia da fazer uma homenagem a nós e principalmente ao nosso pai. Para a família é um orgulho ele pensar assim.".
ELMA AVEIRO, IRMÃ
"Escolher a Madeira para receber o prémio é muito bom para ele, mas também para todos os madeirenses que assim podem ver toda a humildade que ele tem.".
HUGO AVEIRO, IRMÃO
"Esperamos que ele possa conquistar este prémio mais vezes, pois ficamos muito orgulhosos por ele. É um dia único. O Ronaldo tem muito orgulho de ser da Madeira.".
Gilberto Madaíl, presidente da F.P.F.
"Esperamos que este prémio seja a antecâmara daquilo que ele merece, isto é, ser considerado em Dezembro o melhor jogador do Mundo. Seria um motivo grande orgulho.".
VANESSA FERNANDES, ATLETA OLÍMPICA
"É uma honra bastante grande estar aqui para presenciar este momento. O Cristiano Ronaldo é o atleta português que tem mais relevo a nível internacional.".
FRANCISCO FERNANDES, SEC. REG. DA EDUCAÇÃO E CULTURA
"Este prémio é o corolário da forma como ele tem actuado ao longo da carreira. Optou por repartir o seu prestígio com a sua Região. Temos de estar gratos.".
Rui Marote, presidente da A.F.M.
"A entrega deste galardão é um veículo de promoção para a Madeira. O Cristiano Ronaldo tem demonstrado sempre o reconhecimento pela terra natal.".
Carlos Pereira, presidente do Marítimo
"É um gesto nobre de quem não esquece as origens. Hoje [ontem] o Mundo inteiro vai falar da Madeira. O trabalho que se faz na Região tem retorno e visibilidade.".
Hermínio Loureiro, presidente da liga de clubes
"Há que enaltecer o facto de Ronaldo não esquecer as suas origens. É gratificante um português receber um prémio desta natureza e espero que possa ganhar mais".
"Todos sabem quem é o melhor"
Cristiano Ronaldo recebeu ontem a Bota de Ouro durante uma cerimónia que contou com a presença de diversas figuras públicas. Momento alto que teve eco em todo o Mundo e no qual o melhor marcador europeu já aproveitou para dizer de sua justiça em relação ao título de melhor jogador do planeta, a ser entregue em Dezembro. "Todos sabem quem merece ganhar. Acho que mereço", sublinhou.
42 golos marcados num só ano é obra, ainda para mais tendo em conta que o madeirense não é ponta-de-lança. Foi, sim, o "primeiro extremo" a ser coroado Bota de Ouro. Um enorme feito que quis partilhar com o povo madeirense. Todavia, ainda antes de receber o prémio, Ronaldo respondeu a várias questões.
Acredita que este prémio pode anteceder a conquista de outros, inclusive o de Melhor Jogador do Mundo FIFA? Bem, este está garantido. Os outros ainda não sei. É um grande prestígio ganhar um prémio com esta dimensão, até porque no início da época não me passava pela cabeça alcançar esta meta. Só a partir do meio da temporada é que comecei a pensar nisso e no final acabei por dar o sprint final.
Mas confia que o prémio de melhor jogador do Mundo será seu? Acha que é uma questão de justiça? Justiça... Acho que não houve nenhum jogador mais regular do que eu. Fiz 42 golos, fui o melhor marcador da Liga dos Campeões, o melhor avançado da prova, o melhor marcador do campeonato, ganhei a Liga dos Campeões, fui campeão inglês. Enfim. Se houver justiça, sou eu que ganho. Mas os 'speakers' é que vão decidir. Sinceramente, estou confiante, mas deixo os responsáveis decidirem.
Todos sabem que há muitos 'lobbies' em torno do prémio FIFA. Em função disso, acha que o facto de Zidane - que ganhou três vezes essa distinção - ter dito que você merecia vencer esse prémio pode ser determinante? É sempre bom receber elogios, ainda para mais do Zinedine, que foi o jogador que foi... Mas sei que todos os jogadores sabem quem merece ganhar. Até me fica mal estar a dizer que mereço, embora seja esse o meu pensamento. Agora não sou eu que decido, não posso dizer que vou ganhar. Só sei que fiz muitas coisas positivas e depois logo se verá.
O facto de ser o primeiro extremo a ganhar o prémio, dá-lhe uma satisfação especial? Acho que é bastante importante ser o primeiro jogador a ganhar que não é avançado. É espectacular. Isso também quer dizer que o futebol está a mudar. Espero voltar a ser o próximo a ganhá-lo, mas poderão vir mais no futuro. Considera que a opção de receber o prémio na Madeira terá sido a melhor, em termos estratégicos, para quem quer ser o Melhor do Mundo. Não seria mais conveniente receber a Bota de Ouro num palco mais mediático? Recebê-la aqui foi uma maneira simpática de mostrar aos madeirenses a minha forma de ser, o meu carácter, a minha personalidade. Isto é um lugar como os outros, mas tem pessoas que gosto mais do que nos outros, não só pela minha família - que está em primeiro lugar - mas também porque foi aqui que cresci e passei parte da minha infância. Quero mostrar às pessoas que continuo a ser igual.
Qual foi o melhor golo que apontou esta temporada? É difícil... Todos os golos são importantes. Para ser honesto, talvez o que marquei contra o Roma (meia-final da Liga dos Campeões, de cabeça), depois há o golo contra o Portsmouth, de livre, frente ao Bolton. Bem... (risos). Mas foi contra o Roma.
Quando é que pensa poder regressar à competição? Acredito que dentro de uma ou duas semanas já estou a cem por cento.
Alex Ferguson, em declarações proferidas ontem, diz que poderá contar consigo para o encontro de quarta-feira, com o Villarreal? É bom sinal, porque eu também quero jogar. Já estou ansioso, pois já é muito tempo parado. Estou a dar em louco. Mas também não quero estar a precipitar-me. Agora se estiver bem, serei o primeiro a dize-lo.
O Manchester perdeu ontem, em Liverpool. Viu o jogo? Acha que fez falta? A meu ver só faz falta quem lá está. Também já perderam comigo, já ganharam. Também perdemos os primeiros jogos no ano passado e fomos campeões. Obviamente que começar mal é sempre mais complicado, mas tenho esperança de que as coisas se recomponham e que o Manchester volte a ganhar o campeonato.
Pode garantir que para o ano vai estar no Manchester United? Pergunta complicada (risos). Não sei. Sei somente que estou muito bem onde estou. Agora independentemente do clube que representar, posso prometer sempre muito profissionalismo e demonstrar aquilo que sou: um jogador com personalidade.
O presidente do Manchester City revelou que tinha 165 milhões de euros para adquirir o seu 'passe' em Janeiro? Por um lado é bom, porque estão a valorizar-me bastante. Mas nunca pensei custar assim tanto - também pode ser de boca. Mas é bom uma pessoa com ideias diferentes pegar num clube como o Manchester City, que já não ganha nada há muitos anos, e tentar colocá-lo no topo. O Abramovich fez isso com o Chelsea.
Mas acredita ser possível mudar-se para o City, em Janeiro? Só o dinheiro não faz grandes equipas. Sinceramente não me vejo a sair do Manchester United para o City. Mas o futuro nunca se sabe...
Já foi desafiado a participar em alguma acção de promoção turística em favor da Madeira? Já fiz muitas coisas para a Madeira. Estou sempre com os madeirenses, tento retribuir aquilo que fazem por mim. Sei que vêem os jogos da selecção e torcem por mim.
Vai fazer uma nova aposta com o técnico Alex Ferguson em termos de golos esta época? Não gosto de apostas e nunca fiz nenhuma. Isso são as pessoas que falam.
O seu registo de golos tem vindo a subir ao longo dos anos. Apontou 42 na última época, quantos é que 'promete' este ano? Isso não é prioritário. O mais importante é ajudar a equipa a ganhar.
A sua mãe confidenciou que não esperava que chegasse a este nível tão depressa e que você comia não um, mas dois pratos de sopa em miúdo... Uma sopa de vez em quando é bom (risos). E de um momento para o outro cresci bastante. A minha mãe sabe os filhos que tem e eu sempre fui ambicioso. Agora tenho de manter-me a este nível e isso é que é o mais difícil.
Viu o jogo com a Dinamarca? Tive oportunidade de ver e foi complicado sofrer golos aos 87 e 90. Mas o futebol é assim e tenho a certeza de que Portugal vai qualificar-se se continuarmos a ser a mesma equipa que fomos nos últimos anos.
Alguns críticos dizem que deveria ser o ponta-de-lança da selecção? Não estou rotinado a ponta-de-lança, mas não quer dizer que não jogue.. Sempre joguei a extremo direito ou esquerdo, mas se tiver de jogar pela selecção a ponta-de-lança, a guarda-redes ou a defesa, eu jogo. Para mim é um orgulho representar a selecção. Agora não sei. Depende do mister Carlos Queiroz se jogo à frente ou atrás, a guarda-redes ou se fico no banco. Ele é que manda e as decisões que toma são para respeitar. Disse que pensa no seu pai sempre que recebe prémios. Hoje está a pensar nele? Claro. Ele disse-me um dia que eu ia ganhar este troféu e claro que é também uma homenagem a ele. Mas é também uma homenagem à minha família e aos madeirenses.
Com quem partilha a Bota? Com os jogadores do Manchester. Pois foi com a ajuda deles que ganhei este prémio.
Como é que comenta a ausência de Jardim? Gostava que o presidente estivesse aqui. Mas isso não é o mais importante, pois já falei com ele e sei que não está cá devido a um compromisso particular.
De que forma lida com o facto de haver muita gente a ganhar notoriedade à conta da sua imagem? É normal as pessoas ganharem alguma coisa comigo...
Jardim justifica ausência
Na sequência de uma questão interposta pela TSF Madeira, Francisco Fernandes viu-se 'obrigado' a ler, com a devida autorização de Ronaldo, a mensagem que Alberto João Jardim lhe endereçou para justificar a sua ausência. O presidente do Governo relevou que a carta era uma "satisfação" que devia ao craque. "Encontro-me no continente num casamento de um sobrinho, com o qual me comprometi muito antes de estar agendada a bela festa de hoje. Mas não posso deixar de exprimir o orgulho de todo o povo madeirense em ver um dos seus filhos ser o melhor jogador do Mundo", referiu.
Reacções
OLIVEIRA ROLO, DIR. GERAL BANIF NA MADEIRA
"É uma satisfação como responsável máximo pelo Banif na Madeira, mas também para a própria Ilha. Muita gente vai estar a olhar para nós.".
Marques dos Santos, PRES. cOM. EXECUTIVA DO BANIF
"Esta iniciativa é de grande interesse para a Madeira, que assim vai aparecer em todo o mundo. Gosto imenso de ver o Ronaldo jogar principalmente naquelas arrancadas...".
PAULO FONTES, VICE-PRESIDENTE DA A.L.M.
"É um tributo que Cristiano Ronaldo faz à Região que o viu nascer e também ao seu pai e família como ele bem expressou. Os madeirenses ficam muito satisfeitos.".
CATANHO JOSÉ, PRESIDENTE DO IDRAM
"A escolha do Ronaldo para receber o prémio na Região é uma grande honra. Isto leva a que todas as pessoas ligadas ao desporto acreditem que é possível chegar longe.".
MIGUEL DE SOUSA, VICE-PRESIDENTE DA A.L.M.
"Este é um momento especial para a Madeira ao receber uma das personalidades com maior visibilidade no Mundo e que ainda por cima é oriundo da Região.
MANUEL BAETA, PRESIDENTE C.M. DA CALHETA
"É aqui que se vê o sentido de bairrismo que ele tem, pois gosta da sua terra e por isso fez questão de receber cá o prémio. Não é toda a gente que faz isso...".
Fonte: Diário de Noticias, 14 de Setembro de 2008
Dedicatória
Pergunta do dia

Os partidos da oposição na Câmara do Funchal têm um Gabinete há mais de um ano. Porque é que o PP só o abriu esta semana?
Deve José Manuel Rodrigues demitir-se a pouco de 1 ano de eleições e deixar um barco cheio de rombos?
Deve José Manuel Rodrigues ir a votos e o CDS/PP ter poucos votos se avizinham tal o descrédito que granjeia?
Vale a pena ser militante do CDS/ PP quando não se acredita num rumo?
O CDS/PP de hoje ainda faz sentido?
sábado, 13 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Asneira do dia
Os jovens laranjas reúnem-se este fim-de-semana num Conselho Nacional extraordinário, nos arredores de Lisboa. A reunião servirá para marcar o Congresso, onde se realizarão eleições antecipadas, adiantou ao DIÁRIO Pedro Rodrigues, presidente da Juventude Social Democrata (JSD).

Fonte: Diário de Noticias ,13 de Setembro de 2008
Sócrates bate Ferreira Leite

José Sócrates é o líder partidário em quem os portugueses têm mais confiança para desempenhar o cargo de primeiro-ministro, apesar da actual conjuntura política e económica. Mesmo depois de ter quebrado o silêncio, Manuela Ferreira Leite continua a perder terreno para o actual chefe do Governo e o PSD a cair nas intenções de voto.
De acordo com uma sondagem CM/Aximage, realizada entre os dias 8 e 10 deste mês, 38,7 por cento dos inquiridos prefere José Sócrates para primeiro-ministro enquanto 30,3 por cento escolheu Manuela Ferreira Leite. Nem o facto de a líder do PSD ter feito o seu discurso de rentrée política na véspera da realização desta sondagem parece ter influenciado a opinião dos inquiridos.
Aliás, na avaliação dos líderes partidários, Manuela Ferreira Leite recebeu, pela primeira vez desde que foi eleita no passado mês de Maio, uma nota negativa: 9,5, numa escala de 0 a 20. José Sócrates também mantém uma nota negativa, 7,5, mas está a subir, enquanto Paulo Portas desceu para 8,4. Apenas Francisco Louçã (11,7) e Jerónimo de Sousa (10,9) tiveram positiva.
Nas intenções de voto o cenário permanece desfavorável para o PSD. Desde que Manuela Ferreira Leite adoptou a estratégia de silêncio, os sociais-democratas não param de cair. Isto depois de terem alcançado um empate técnico com o PS em Junho. Este mês, o PS alcançou 35,7 por cento das intenções de voto, enquanto o PSD cai u 2,2 pontos percentuais – ao registar apenas 28,9 por cento.
Além do PS, a coligação CDU é a única força política a subir, tendo alcançado 10,4 por cento. Já o BE registou 9,3 por cento, seguido do CDS com 3,8 por cento.
Apesar dos resultados positivos do PS nas intenções de votos e de Sócrates na confiança para primeiro-ministro, as expectativas no Governo continuam em queda: 56,3 por cento dos inquiridos diz que o Governo está a actuar 'pior do que esperava'. Apenas 9,3 por cento considera que o Executivo de Sócrates está a governar 'melhor do que esperava'.
INTENÇÃO DE VOTO LEGISLATIVO (Valores em %)
PS:
Agosto – 33,1
Setembro – 35,7
PSD:
Agosto – 31,1
Setembro – 28,9
PCP/PEV:
Agosto – 9,1
Setembro – 10,4
BE:
Agosto – 9,4
Setembro – 9,3
CDS-PP:
Agosto – 4,4
Setembro – 3,8
FICHA TÉCNICA:
Objectivo: Barómetro mensal. Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel. Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo. Foi extraído de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra contou com 578 entrevistas efectivas, das quais 308 a mulheres. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I. (Computer Assisted Telephonic Interview). Trabalho de campo: decorreu entre os dias 8 e 10 de Setembro de 2008. Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 578 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,021 (ou seja, uma margem de erro – 1 95% - de 4,08%). Taxa de resposta: 73,6%. Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e João Queiroz.
Fonte: Correio da Manha, 13 de Setembro de 2008
Dedicatória
Pergunta do dia
sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Asneira do dia

Fonte: Diário de Noticias, 12 de Setembro de 2008
Recomenda-se uma Leitura

O presidente do Partido
Socialista da Madeira disse,
em entrevista ao Diário
Cidade, que a proposta de
Revisão Constitucional de
Alberto João Jardim não
passa de uma estratégia
eleitoral para as próximas
eleições legislativas e
regionais.
João Carlos Gouveia referiu,
ainda, que “a atenção do
Representante da República
está apenas concentrada
nos conflitos permanentes
desencadeados pelo
presidente do governo
regional e pelo PSD/M”,
situação que faz com que
Monteiro Diniz “esqueça
a restante sociedade
madeirense e os partidos da
oposição”.
O líder do PS/M diz também
que as eleições autárquicas
de 2009 constituem “uma
antecâmara” da disputa
eleitoral de 2011, ano em
que os socialistas aspiram
conquistar o governo
regional.
Diário Cidade (DC) – O que
pensa da proposta de Revisão
Constitucional defendida por
Alberto João Jardim?
João Carlos Gouveia (JCG) – A
proposta de Revisão Constitucional
do presidente do PSD Madeira é,
no meu entender, uma estratégia
eleitoral para as próximas eleições
legislativas e regionais. É uma
estratégia que tem por objectivo
‘intoxicar’ a opinião pública e visa
desviar as atenções dos madeirenses
face aos péssimos resultados da
governação social democrata ao
longo destes 30 anos, porque o
presidente do governo regional é o
primeiro responsável pela tragédia
social e económica presente... o
estado de vida de milhares de
madeirenses é fruto da sua má
governação.
No que toca à Revisão Constitucional,
o PS/M não confunde autonomia
com separatismo e independência.
Queremos que a autonomia chegue
a casa de todos os madeirenses, pois
até agora não tem chegado. Tem
ficado por aqueles que dominam e
controlam o PSD regional.
DC – Acredita mesmo que Alberto
João Jardim abandone o poder em
2011?
JCG – Não acredito e a prova
disso está na proposta de Revisão
Constitucional. Jardim mantém
os mesmos tiques totalitários
e separatistas de há 30 anos, os
tiques que transformaram o regime
autonómico num regime de partido
único, em confronto permanente
com os órgãos de soberania e
com os seus respectivos titulares.
Portanto, quem tem essa atitude
não abandona o poder, pois o poder
para ele é absoluto... o poder para
ele é ele próprio. Do ponto de vista
político o presidente do governo não
é democrata.
DC – Na sua opinião, a figura do
Representante da República deve
ser extinta?
JCG – O PS/M concorda com a
extinção, mas de uma maneira
diferente do PSD/M, o qual vê
a extinção do Representante da
República como uma fórmula
de assegurar o regime de partido
único na Região com uma marca
separatista.
Nós socialistas entendemos que o
Representante da República - dado
que ao longo destes 30 anos foram
esvaziadas as suas funções e os os
seus poderes - hoje representa muito
mais a Região no espaço nacional do
que o contrário. Porque se a figura
do Representante da República foi
concebida como uma ‘almofada’
para evitar os conflitos é natural que
a grande atenção de Monteiro Diniz
esteja concentrada nos conflitos
permanentes desencadeados pelo
presidente do governo regional. Esta
situação levou a que o Representante
da República esteja hoje apenas
concentrado no PSD/M e esqueça a
restante sociedade madeirense e os
partidos da oposição, sem que haja
nenhum enquadramento entre o
plano regional e o plano nacional.
O PS/M quer precisamente o
contrário. Os madeirenses votam
para a Assembleia da República,
votam para o presidente da
República e não podemos aceitar que
haja uma espécie de regionalização
dos órgãos de soberania. O que nós queremos é que o presidente da
República e o primeiro-ministro exerçam
as suas funções na RAM, no sentido de se
garantir o progresso social e económico,
a democracia e a liberdade, o estado
de direito e a qualidade de vida dos
cidadãos.
DC – O que espera do novo ano
parlamentar que agora se vai iniciar?
JCG – Esperamos uma grande
participação e uma grande actividade do
PS/M há semelhança do ano anterior, no
qual fizemos a fiscalização do governo,
denunciamos aquilo que tinha de ser
denunciado e apresentamos propostas
diferenciadoras em função do modelo de
desenvolvimento económico. Portanto,
nós vamos enveredar novamente por esse
caminho.
DC – Qual é a relação do PS/M com as
outras forças partidárias da Região?
JCG – São apenas relações institucionais,
porque no contexto actual os partido da
oposição fazem do PS o seu principal
adversário. O que nós queremos é
governar a Madeira, pois entendemos
que só um governo socialista é capaz de
inverter a situação actual, uma vez que
os madeirenses precisam de um governo
que os trate com dignidade.
Assim, como existe um poder hegemónico
na RAM é natural que haja uma
competição no plano da oposição. Nós
preferimos aceitar essa competição do que
fingir que é uma convergência, porque,
no fundo, o trabalho e o estado político
que o PS procura conseguir em relação ao
poder político regional é depois cobiçado
pelos partidos da oposição.
Nós não queremos ser o melhor partido
da oposição, nós não queremos ser uma
boa oposição, nós queremos é governar
bem a RAM.
DC - João Isidoro afirmou na Festa
Popular do MPT, realizada no passado
dia 10 de Agosto no Chão dos Louros,
que o partido pretendia ser a segunda
maior força política na Região. O que
tem a disser sobre isso?
JCG – Com o devido respeito não vou
fazer comentários às posições dos outros
partidos.
DC – O PSD nacional nos últimos tempos
tem demonstrado um certo conflito no
interior do partido. Até que ponto o PS
pode beneficiar desta situação?
JCG – Os portugueses já perceberam
que no plano nacional o PS revalidará
a sua maioria absoluta. Porém, os
socialistas madeirenses têm no topo
da sua prioridade chegar ao poder na
RAM o mais rápido possível. E essa
responsabilidade pertence ao PS/M e
pertence aos madeirenses, os quais são
capazes de constituir uma alternativa
democrática na RAM.
DC – No próximo ano vão se realizar
eleições autárquicas. Quantas câmaras o
PS/M ambiciona conquistar?
JCG - O PS/M terá os votos que sejam
merecidos pelo eleitorado e nós vamos
trabalhar no sentido de termos um
maior número de votos do eleitorado
madeirense. Há um poder de estado que
domina toda a sociedade, mas isso não
será uma causa para nós desistirmos de
combater. Há condições para ganharmos
câmaras. Há câmaras e há concelhos onde
nós temos vindo ambientando o partido
para fazê-lo crescer.
DC – Quais são os concelhos e as câmaras
que estão nas vossas perspectivas?
JCG – Por questões tácticas e por questões
de estratégia eleitoral não vou revelar,
mas nós vamos incidir nas próximas
eleições autárquicas em determinados
concelhos para os disputar e ganhar. Nós
pretendemos fazer crescer o patamar do
PS/M face ao desastre de 6 de Maio de
2007, isto é reafirmar a confiança com os
madeirenses para, em 2011, disputarmos
as eleições ‘taco a taco’ com o PSD/M para
o governo regional. O nosso objectivo
é chegarmos ao governo regional e
queremos fazer das eleições autárquicas
uma antecâmara da disputa eleitoral de
2011.
Fonte: Diário Cidade, 12 de Setembro de 2008
Dedicatória
Pensamento do dia
(Rabindarnath Tagore, dramaturgo, poeta e filósofo indiano)
Pergunta do dia
quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Dedicatória
Pensamento do dia
(Alejandro Llano)
Pensamento do dia
quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...

Fonte: jornal da Madeira, 21 de Dezembro de 1997
Asneira do dia
Recomenda-se uma Leitura

Nesta entrevista o deputado do PND diz os motivos pelos quais foi afastado PCP - cujo a ala "Estalinista" merece duras criticas - e explica porque o PND na Madeira não é um partido de direita.
Tribuna – Vai à Festa do Avante?
José Manuel Coelho – Vou, claro. Já há 28 anos que vou a essa festa.
Tribuna – Todos os anos?
JMC – Sim. Só falhei um ano porque não tinha dinheiro.
Tribuna – Vai à festa apenas pelo facto de ser comunista ou existem outros motivos que o levam a ir?
JMC – É única no género em Portugal. É uma festa de grandes dimensões, em cujo espaço estão representadas todas as regiões do país, através da gastronomia e do folclore. Tem ainda três grandes palcos que, em simultâneo, recebem artistas e bandas de todo o mundo, além de ter artistas de teatro e animação em todo o recinto. É muito giro.
Tribuna – Costuma encontrar muitos madeirenses lá?
JMC – Os madeirenses radicados no continente vão muito à festa para encontrar conterrâneos e para matar saudades da gastronomia madeirense. O maior restaurante da festa o ano passado foi o da Madeira. É pena que o GR, por sectarismo político, não aproveite a festa para promover a Região no continente.
Tribuna – Portanto, os madeirenses que lá encontra não são militantes do PCP?
JMC – Vai muita gente que não é do PCP. A maioria não é do partido.
Tribuna – Lembra-se de algum episódio que o tivesse marcado em especial ao longo destes anos?
JMC – Todos os anos são dedicados a um tema e há sempre coisas interessantes. Mas uma das que mais me marcaram foi a festa na qual esteve patente uma exposição de fotografia de Sebastião Salgado que alertou para os genocídios ocorridos em África.
Tribuna – Desde quando é comunista?
JMC – Aderi ao PCP em 1977 e a maioria das coisas que sei aprendi-as no partido. O PCP é o único que dá formação ideológica e política aos seus militantes.
Tribuna – É mesmo militante?
JMC – Sou, mas o meu cartão já está desactivado.
Tribuna – Porquê?
JMC – As relações de trabalho e de produção alteraram-se. Os operários de hoje vivem numa situação diferente. O PCP tem duas facções: os renovadores e os ortodoxos. Os primeiros compreendem isso e adaptam as lutas a essa realidade. Mas os outros são sectários, estalinistas, intolerantes e perseguem quem tem uma ideia inovadora.
Estes muitas vezes são avessos às críticas e fazem com que o partido fique imobilizado. Começam a pôr na prateleira os que têm uma mente mais arejada. Foi o que aconteceu comigo: fiz umas críticas das quais não gostaram. Como as críticas estavam fundamentadas nos estatutos do PCP, não podia ser sancionado. Então eles, com falta de espírito auto-crítico, deixaram de me chamar às reuniões e puseram-me de parte.
Como nunca mais actualizei as quotas, perdi o vínculo com o partido. Mas, no íntimo, sou sempre comunista. Sou como os católicos que deixaram de ir à igreja, mas são sempre crentes.
“Esquerdistas ajudaram PPD a se implantar”
Tribuna – Quando entrou no PCP já tinha acontecido o 25 de Abril...
JMC – Eu participei no 25 de Abril.
Tribuna – Ser comunista nessa altura era mais difícil do que actualmente?
JMC – Acho que hoje é pior. Actualmente, a perseguição não é física, mas económica. Qualquer pessoa que queira aderir ao PCP tem logo dificuldades, seja para obter emprego, obter licença de construção da casa ou a ligação da luz. Há um polvo jardinista intolerante que prejudica os comunistas até nas pequeninas coisas.
Tribuna – A época em que entrou no PCP era a altura da Flama e das bombas...
JMC – Era, mas já estava a esmorecer a força da Flama.
Tribuna – Na altura, quem era o líder do PCP na Madeira?
JMC – Quando vim, era João Bernardino.
Tribuna – Há pessoas que hoje ocupam cargos de poder na Região que, na altura, eram comunistas?
JMC – Havia, mas não eram bem do PCP. Eram os esquerdistas da UDP. É o caso do secretário da Educação e do secretário do Equipamento Social que, inclusive, foi um dos juízes no famoso tribunal popular em Machico que julgou dois rapazes da Flama.
Mas é preciso ter em atenção que esses esquerdistas não tinham uma formação de esquerda. Não combatiam com a cabeça, mas com o coração, queriam a revolução no imediato. Eram tão radicais que, inconscientemente, acabaram por prestar um serviço à direita e contribuíram muito para que o PPD se implantasse na Região.
Enquanto o PCP tinha um discurso moderado, em defesa dos pobres e desfavorecidos, eles atemorizavam as pessoas. As suas posições radicais impediam as massas de aderir à revolução nas zonas mais afastadas do país, em especial nas ilhas. Fizeram a revolução andar para trás na Região. As pessoas pensavam que éramos todos comunistas.
Já o Lenine dizia que o esquerdismo é a doença infantil do comunismo. O esquerdismo é composto por intelectuais e estudantes da pequena e média burguesia que não se submetem à disciplina do Partido Comunista e, como tal, criam o seu próprio partido.
Tribuna – Hoje ainda restam no PCP dirigentes do tempo em que entrou no partido?
JMC – Sim, muitos. O dr. Rui Nepomuceno, por exemplo. Uns evoluíram e outros cristalizaram. Na Madeira, o PCP tem duas linhas: a do padre Edgar – que tem mais abertura política – e a de Leonel Nunes – que está completamente cristalizada e parada, deixou-se ultrapassar no espaço e no tempo.
A “ajuda” de D. Teodoro Faria ao PCP
Tribuna – Acha que na Madeira o PCP já tem mais abertura?
JMC – Paradoxalmente, quem conseguiu tirar o PCP da situação em que estava foi o bispo D. Teodoro Faria. O primeiro deputado do partido foi Mário Aguiar, que depois acabou por sair chateado do PCP. Seguiram-se quase 15 anos de travessia no deserto, sem conseguir eleger qualquer deputado. O partido não tinha visibilidade, estava imobilizado.
Nessa altura, veio para a Região o padre Frederico, ainda diácono. Depois deu-se a famosa condenação em tribunal. A defesa do bispo do Funchal – que disse que o padre Frederico estava a ser crucificado como Cristo – fez com que aos padres sérios “lhes saltasse a tampa”. Vários revoltaram-se contra a situação, o primeiro foi o padre Tavares.
Ele já era assediado para ser candidato, tanto pela UDP como pelo PCP. Mas nunca quis, até se dar o caso do padre Frederico. Foi com este erro que a Igreja deu força ao PCP. Com o padre Tavares dissipou-se o preconceito contra o PCP. Ele foi eleito deputado e o partido começou a receber dinheiro. Foi nessa altura que surgiu o meu afastamento.
Comecei a ver que os estatutos do partido não estavam a ser bem cumpridos. Havia a direcção e o secretariado, que tinha de prestar contas ao primeiro. Alertei para a necessidade de cumprir os estatutos, se criticávamos o PSD por falta de transparência, tínhamos de dar o exemplo. Mas eles não gostaram: Leonel Nunes começou a dizer que nem os capitalistas exigiam tantas contas. Vi então que a ala conservadora estava a funcionar.
Expliquei-lhes que havia dois tipos de camaradas: os que lutavam por amor à camisola e os que lutavam por interesses pessoais e eu era dos primeiros. O que os irritou ainda mais foi eu ter começado a denunciar o facto de Diamantino Alturas “estar feito” com a ASSICOM, porque interessava ao poder que o sindicato estivesse paralisado. Era um manancial para os patrões trabalhar com operários que não conheciam os seus direitos.
No tempo de João Bernardino, cheguei a pagar quotas no sindicato para entrar numa lista e destronar o Alturas da direcção, mas não consegui. O PCP engoliu esse sapo até hoje. Comecei a criticar Diamantino Alturas e eles não gostaram, mas como estatutariamente não tinham razões para me expulsar do partido, foram-me deixando esquecido.
A ala estalinista do partido considerou-me um traidor. Nessa altura, não recorri à direita nem ao PSD, pedi ajuda à UDP e fiquei lá. Mas foi pior a emenda que o soneto. Quem mandava lá eram Guida Vieira e o marido e então acabei por deixá-los.
Tribuna – No futuro acha que conseguiria voltar a ser militante do PCP?
JMC – O partido tem de se adaptar às novas situações e deixar de ter ideias estalinistas porque as pessoas associam o Partido Comunista aos genocídios empreendidos pelo Estaline. Também não podemos associar a Igreja Católica e a mensagem de Cristo com os morticínios do tempo da Inquisição. Estes dois casos são exemplos de desvios.
O desvio radical esquerdista do Estaline foi uma aberração, uma série de crimes cometidos numa fase histórica da luta comunista, mas o partido não tem culpa disso. Por isso, é preciso neutralizar essa ala mais radical e reeducá-la.
Tribuna – E se isso acontecesse gostaria de voltar?
JMC – Não preciso de voltar, porque sou sempre comunista. O facto de não ter cartão é uma mera burocracia. Aplico os princípios comunistas na minha vida diária.
“PND 'emprestado' a um grupo de cidadãos”
Tribuna – É agora deputado do PND, partido conotado com a extrema direita. Como é que isto acontece?
JMC – Sigo o pensamento do poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht: “Há homens que lutam um dia e são bons, outros lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons e há os que lutam toda a vida, que são imprescindíveis.” O PCP afastou-me da luta, mas como sou um revolucionário profissional, arranjo outras formas.
Como estava desempregado politicamente, antes de vir para o PND colaborei com o jornal clandestino editado em Gaula, “Democratas de Gaula”, de pessoas ligadas ao PS e à UDP, que fazia denúncias e atacava a corrupção. Ajudava a distribuir o jornal e corrigia a linguagem de algumas notícias. Queria ver o comportamento do estado de direito e vi que a justiça, em vez de investigar as denúncias e os corruptos, perseguia-nos a nós.
Tive uma busca da PJ na minha casa e na casa dos meus colegas. Como vi que a repressão era muita decidi falar do caso ao “Garajau”, que entretanto tinha surgido e não conhecia. Fizeram uma reportagem e esta situação criou um efeito dominó, já que deu força à luta de João Carlos Gouveia contra o regime e a corrupção instaladas na Madeira.
O PND surge porque os editores do “Garajau” eram muito amigos de Baltazar Aguiar, que é dissidente do CDS. O cunhado dele tinha criado o PND na Madeira, mas não havia adesão das pessoas, porque à direita do CDS não havia espaço político. O partido tinha a estrutura: existia uma colmeia, mas não tinha abelhas lá dentro.
Foi então que Gil Canha e Eduardo Welsh sugeriram criar um movimento de cidadãos que lhes permitisse alargar a sua luta através de um partido que “emprestasse” a sua estrutura, já que é impossível concorrer a eleições sem um partido. Foi o que aconteceu: concorremos como um grupo de cidadãos, sem qualquer força de direita radicalizada.
O objectivo era denunciar os crimes da oligarquia jardinista, combater o regime, ampliando o nosso auditório. As pessoas do PND são poucas: são religiosas e conservadoras, mas são pessoas com bons princípios. Essas pessoas podem estar connosco porque têm valores que não rejeitámos. Mas um projecto meramente conservador é pouco, porque a juventude não adere a esta ideologia. Por isso, tornámos o partido aberto a toda a sociedade.
Por isso, há pessoas que não têm nada a ver com o CDS: há comunistas, há pessoas do PS e do PSD e há pessoas que não têm partido. Trabalhamos todos em conjunto, não num projecto conservador radicalizado à direita. É mais do que isso, aceitamos pessoas que pensam de maneira diferente, queremos combater a corrupção.
Tribuna – Não sente que haja colisões no partido originadas pelas diferentes ideologias que existem dentro do PND?
JMC – Não. Antes de concorrermos às eleições, ficou estabelecido que isto iria funcionar assim. Portanto, ninguém briga.
Tribuna – E por parte da população...
JMC – No início, fazia um pouco de confusão, mas depois fui-lhes explicando e essa ideia foi-se esbatendo. Se sou comunista e estou aqui, isto nunca mais poderia ser um partido de direita.
Tribuna – Não acha então que existe o risco de a sua imagem ficar descredibilizada politicamente pelo facto de ser comunista e estar num partido de direita?
JMC – Não, não.
Fonte: Tribuna da Madeira de 5 / 11 de Setembro de 2008
Dedicatória
Pergunta do dia
terça-feira, 9 de Setembro de 2008
O que ele disse no passado...
Asneira do dia

“A Ponta do Sol é lembrada pela sua luta corajosa,
heróica e resistente contra qualquer
forma de arbitrariedade e totalitarismo”, disse
Alberto João Jardim, durante a sessão solene
dos 507 anos daquele concelho.
Um exemplo que o presidente do Governo
Regional quer ver adaptado aos dias de hoje.
Porque, explicou, “nunca como hoje a Região
Autónoma da Madeira foi objecto de um ataque
tão vil e anti-democrático como vem sendo,
no presente momento, por parte do Governo
Socialista da República”.
E, neste sentido, apelou ao povo que, “seguindo
o bom exemplo da resistência da Ponta do
Sol”, saiba dar a resposta nas alturas adequadas.
“E teremos para o ano três alturas adequadas”,
referiu.
Fonte: Diário Cidade, 9 de Setembro de 2008
Recomenda-se uma Leitura

Numa iniciativa política da Nova Democracia na quarta-feira junto ao Tribunal do Funchal, José Manuel Coelho usou uma estatueta simbolizando José Manuel Rodrigues, líder do CDS/PP-M, que acabou por ser retirada «abruptamente» das mãos do deputado do PND-M pelo líder dos centristas madeirenses que, na ocasião, por ali passava.
Em causa está uma acção política do PND-M exigindo uma fiscalização por parte dos tribunais à Fundação Social Democrata. No entanto, o líder do CDS/PP-M reivindica para o seu partido a autoria deste combate.
«Espero que o senhor presidente do CDS/PP-M reconsidere a sua atitude, devolva o material roubado e peça desculpa aos líderes e militantes do meu partido; se não o fizer vou recorrer às autoridades competentes para reaver o material», disse.
José Manuel Rodrigues justificou a sua atitude por achar que «todas as brincadeiras têm os seus limites» e por ser uma iniciativa ofensiva ao seu partido.Fonte: Diário Digital, 8 de Setembro de 2008
Dedicatória
Pensamento do dia
(Lúcio Anneo Séneca, moralista e filósofo latino)





























































































































































